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Nada

Todas las escupideras enamoradas de tus labios
resabios de un amor fraudulento en el hospicio
palabras arrojándose a los precipicios
de los sordos paredones de una sucia sociedad.
¿Que más da?
Un diario mojado para explicar esta vida opaca
la luna que se baja solo para tu sexo encendido
una copa de vino derramada en tu sangre fría
el alma mia que llora la hora de la parca.
¿Que más da?
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O caminho do espelho. O reflexo de si mesmo na língua

O caminho do espelho.
O reflexo de si mesmo na língua.

O homem sente-se um estrangeiro entre os homens, um exilado do mundo para o qual não encontra um sentido.
A minha mensagem é a de que as coisas vão mudar e têm de mudar agora. Abraçar o mundo, sem reduzí-lo.
Distinguir o novo da novidade vazia, valorizar o silêncio. O homem sem rudimentos de filosofia caminha pela vida preso a preconceitos derivados do senso comum, das crenças costumeiras da sua época ou da sua nação, e das convicções que cresceram na sua mente sem a cooperação ou o consentimento da sua razão deliberativa… uma vida não examinada não vale a pena ser vivida. De um certo ponto adiante não há mais retorno.

Esse é o ponto que deve ser alcançado. A reflexão permite-nos recuar, ver que talvez a nossa perspectiva sobre uma dada situação esteja distorcida ou seja cega, ou pelo menos ver se há argumentos a favor dos nossos hábitos, ou se é tudo meramente subjetivo.
A dimensão do homem é o tempo. O homem é um ser temporal e, portanto, necessariamente mortal.
Ele navega no tempo durante um certo tempo. O presente é fugidio. Quando pensamos que o capturamos, ele nos escapa como a água que escorre por entre os dedos quando tentamos segurá-la. O futuro é incerto, imponderável. O futuro é uma promessa. O passado passou, e dele podemos ter não mais que uma pálida lembrança.

O homem se torna autêntico quando aceita a solidão como o preço da sua própria liberdade.. Devemos saber que a felicidade não é estática em seu acontecer, mas podemos mantê-la como um estado de ser, uma motivação de busca de bem viver.A solução não é se matar de trabalhar e se concentrar nisso para não se sentir sozinho. Também não é encontrar uma estratégia para driblar a solidão… mas que não estão lá de fato, pelo menos não do ponto de vista do seu pensamento, das suas emoções, das suas ideias. Mas sentir dor ou alegria e não o demonstrar não é ocultar alguma coisa.

Alguém oculta seus sentimentos quando deliberadamente os suprime (tal como alguém oculta seus pensamentos guardando seu diário preso a sete chaves, e não meramente pensando e não revelando seus pensamentos). Quando alguém exterioriza uma dor de cabeça, quando expressa um prazer, ou quando diz aquilo que pensa, não pode ser dito que os correspondentes enunciados são meras palavras e que o interno ainda está oculto. Falar do interno é uma metáfora.

Vimos que uma das consequências de ter isto como um padrão é a dissociação entre corpo e mente, entre o ambiente em que estamos e o que se passa dentro de nós. A solução é aceitar que se está só no mundo. Há sempre pessoas prontas a dizer-nos o que queremos, a explicar-nos como nos vão dar essas coisas e a mostrar-nos no que devemos acreditar. E a vida inteira, cada momento, cada segundo da existência, é uma experiência única pois ninguém vive pelo outro.
Assim, não se pode definir a subjetividade nos moldes das ciências naturais, que, na realidade, negam nossa condição de homens dotados de vida interior. Este ideal de ciência é tonto e o seu reverso é o não menos tonto relativismo cognitivo, que declara estar a magia negra ao nível da física quântica, em termos cognitivos e epistemológicos.

Sem emoções os seres humanos não existiriam; não é biologicamente possível uma espécie biológica destituída de emoções. Afinal, a emoção é mais racional do que se diz. A confusão é precisamente esta: nós sabemos que muitas vezes as emoções roçam a loucura. Mas, precisamente, isso é uma patologia das emoções, não é a sua natureza própria. Só podemos apreender nossa vida subjetiva sob a forma de uma história pessoal, única e intransferível.
Antes, podemos dizer aquilo que sentimos tal como podemos dizer como as coisas nos causam impacto perceptivelmente, dizer aquilo que pretendemos, imaginamos ou pensamos. O passado está talhado em nossa memória. Ele vive em nossas tradições. Nosso corpo e as coisas que nos rodeiam estão impregnadas de história. Os pobres sofrem porque não têm o suficiente e não porque os outros têm muito. Não há como nos livrar do que já aconteceu. Será mentira em cima de mentira, calúnia e promessas.

Existe uma meta, mas não há caminho; o que chamamos caminho não passa de hesitação… Somos descendentes e herdeiros diretos do que foi feito no tempo pretérito. Humano, simplesmente humano. A incerteza leva-nos a pensar, a refletir, a evoluir…nasce da relação entre o homem e o mundo, entre as exigências racionais do homem e a irracionalidade do mundo. Algumas têm medo que as suas ideias possam não resistir tão bem como elas gostariam se começarem a pensar sobre elas. .
Nada é mais racional do que uma emoção apropriada, e nada mais irracional do que a falta dela: alguém que não fique horrorizado com o sofrimento alheio é adequadamente descrito como desumano. E a razão é também a faculdade mais emocional dos seres humanos: mal conduzida por emoções erradas, é possível produzir as piores ideias e argumentos — racismo, fascismo — sem ver que são péssimas, só porque massajam as nossas emoções mais tontas.

Como dissimulação e fingimento são sempre logicamente possíveis, não se pode nunca se estar certo de que outra pessoa esteja realmente tendo a experiência que ela pelo seu comportamento parece estar tendo. Nomeadamente, indagando antes não se eu posso saber das experiências dos outros, mas sim se posso saber de minhas próprias; não se posso entender a “linguagem privada” de outra pessoa em uma tentativa de comunicação, mas sim se posso entender minha própria suposta linguagem privada.

O ser humano equilibrado e feliz cultiva as emoções apropriadas, que respondem à razão, e trabalha para impedir que as piores emoções lhe toldem a razão. O fato de existirmos não pode ser posto em dúvida, mas contrariando as ideias cartesianas, as interpretações da nossa condição de seres existentes não são únicas e indubitáveis, ao contrário, são diversas e diferentes.

A idéia de que a língua que cada um de nós fala é essencialmente privada, de que aprender uma língua é uma questão de associar palavras com, ou de definir ostensivamente as palavras por referência a, experiências privadas (o “dado”), e de que a comunicação é uma questão de estimular um padrão de associações na mente da pessoa ouvinte, qualitativamente idêntico ao daquele da mente do falante é uma idéia ligada a múltiplas concepções errôneas, mutuamente sustentadas, sobre a linguagem, as experiências e sua identidade. Nasceu sem o seu consentimento; o modo como se organiza é independente dele; os seus hábitos dependem daqueles que o obrigaram a aceitá-los; é incessantemente modificado por causas, visíveis ou invisíveis, que escapam ao seu controle, que regulam necessariamente o seu modo de existência, que moldam o seu pensamento e determinam a sua forma de agir.

Em geral, a relação entre palavra e coisa é indirecta; é mediada por outras expressões referenciais. Ao assinalar o que tal termo nomeia ou aquilo a que se aplica, servimo-nos de outros dispositivos referenciais. Diz-se que o homem delibera quando suspende a acção da vontade; isto acontece quando dois motivos opostos actuam alternadamente sobre ele.

Deliberar é amar e odiar alternadamente, é ser ora atraído ora repelido; é ser umas vezes dirigido por um motivo e outras por outro. O homem apenas delibera quando não vê distintamente a qualidade dos objectos que o afectam ou quando a experiência não possibilita uma avaliação adequada dos efeitos que a acção, mais ou menos remotamente, produzirá.
Mas a relação entre palavra e objecto não pode ser sempre indirecta neste sentido. De contrário, cada termo apenas teria poder referencial em virtude do poder referencial de outras expressões, e estas, por sua vez, apenas indirectamente se reportariam ao mundo, e por aí em diante ad infinitum.

Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
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Corazon roto

Corazón cansado y roto. Corazón roto y cansado. Estamos los dos solos, al final de este atardecer, en este final del ocaso donde solo nos queda el loto.

Al fin, tal vez, en el amanecer, nos pondremos las corbatas y nos apretaremos el cinturón como mandan las normas y las viejas costumbres de nuestra sociedad de escribas.

Con el gesto torcido y agrio miraremos a otro lado obviando las basuras. Y si alguien grita el contrapunto, le diremos, oh no ¡blasfemo!, y se comentará con retintín en todas las tertulias.

Pero en este charco inmundo entre las sombras más negras donde el loto ya ni nos ve, porqué callar nada de este mundo. Porqué tapar tantas miserias. Obviémonos y dejemos el paripé cuando lloran hasta los muros.

Quizás, bueno, yo velaré mis armas, esa coraza de las ropas de diario, aunque mañana muera. Lucharé codo a codo con cualquiera que a luchar también se apreste. Y si me toca estar solo, más ancho el campo sin ningún roce que me hiera. Descubrir en cada herida, como el hombre para el hombre es una fiera. Mostrar las ignorancias provocadas para hacer un esclavo de cualquiera.

Siempre es bueno romper una lanza y empezar ese camino, que incitará al descontento de mirada fiera y así yo seré semilla que algún día florezca.
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Dos abracadabra para Vanesa. (Cartas para ti)

Vives donde la estela del colibrí,
allá por mayo,
ya me susurraron los espejos mágicos.

Vuelas por mi sórdido destino
cada segundo desangrado
si puedo dormir una sola noche
en el vacío con cielo de velas.

¿Quizá fue Errol Flynn?*

¡Abracadabra!

¿Recuerdas?

Ya no espero nada
porque tiré al barro envenenado
la pata de conejo.

Dice el diario
que llueve en Filadelfia,
pero que importancia puede tener
si aquella canción nos atormenta aún.

Hasta donde podré seguirte
por la pasarela de los sonidos blancos
en botellas de plástico
perdiendome bajo una lluvia de tinta verde
y no sale mi sangre helada
cuando me pincho con la espina
de la rosa.

¿Me oyes?

Solo me dejas abrocharme el abrigo
y chapotear los charcos
al arpegio de Hackett*
al cruzar un puente en San Francisco,
en la húmeda y fría noche
de los letargos.

Del tiempo de las misas negras
y los aquelarres.

¿Aún sigues tras la niebla?
O posiblemente en la otra cara del papel.
Puede que también pienses en mi
cuando suena la campana.

"Una pizca de vino y un vaso de cerveza (fría) cariño.
¿Que hora es?" *

Yo si recuerdo...

Fueron. Así fueron
de felices los tiempos que sobrevivían
inundados de caricias
en la flor del amargo.

Otoños de pelo largo
y tienda de campaña,
ocultaban dos limbos revoltosos
y musarañas erguidas.

Eran los días a trescientas horas
de revolcarnos por la hierba húmeda
y fueron los crepúsculos de mordernos el alma
y estrujarnos como naranjas
con furia inmisericorde.

Tus dedos mojados de rocío
pintaban dibujitos en mi frente.
Tu pecho se apretaba en mi pecho
y Batman y Tarzán nos contaban
como es Venecia en primavera,
a las nueve y cinco.*

Como me haces recordar
a la anciana madre gansa*
mientras aspiro el humo-cáncer
del cigarro, que dibuja calaveras y tormentos
en el aire sin oxigeno de este cuarto pálido
enterrado en hielo.

Y ya van por 23* pregonaba sin consuelo
nuestro Phil.

Me enseñas que el cine es para comernos...

y la cinta de casette está gastada
y el viejo piano destila
mil pentagramas de notas tibias
por la ventana abierta

y volamos hasta el nido de la cigüeña
y jugamos al despiste con las luces y las sombras...

y nos besamos hasta morirnos.

Nos alegrábamos si
Helena de Troya hallaba por fin un nuevo rostro.*

y no nos importaba morirnos besándonos.

Pero si! Ay de mi!

Estoy pisando la tumba de aquel tiempo
y sigo escuchando el arpegio de Hackett*,
y sueño un poco mas, dejando que las lágrimas
ahoguen las torpes letras que te escribo.

Ya no son cintas de casette...

Ya no se oye tan mal...

Son otros tiempos, princesa.


Me araña la madrugada en mi cama fría,
y el alba con dolor de alma
vuelve a preguntarme
con sangre en las palabras
porqué nos perdimos esta vida si no tenemos otra.

No consigo encontrar una respuesta a tiempo
antes del suicidio de las tardes locas
en el alfeizar de aquella ventana
donde la yedra y la enredadera
tambien murieron de angustia.

Aunque tus ojos vean naufragos
tu no estás mojada*

¿No te quedarias* princesa?

¡Abracadabra!

¿Lo recuerdas?

Yo si recuerdo...

Solo me permites seguir viendo
día tras día,
en mis sueños congelados
en témpanos de desvelo,
unos ojos de mañana azul
y unas pecas traviesas.

Y noche tras noche...

con luna o sin luna
con lluvia o sin lluvia...

seguir sentado
en el frio filo de la guadaña...

¿Lo inició Errol Flynn?*

y sentirte cerca...

...y llorar mi pena.


*Pasajes del tema "Blood on the Rooftops" de Génesis.


J. Robles



Helena de Troya
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Diálogos IV (a @Letizia)

Y si el avión sobre el océano cayera
-y al impacto yo no sobreviviera-
quiero que digas a todo mundo
que en esta y tu otra vida

No hubo amor más profundo
que la serie de poemas
que para ti he escrito
sin jamás haberte visto.

Y que seré yo feliz
en el mismísimo infierno
donde reiré del Diablo,
-y también de su Creador-,

Que me tendrá en sus establos,
creyendo que me ha apartado
de tus tiernos y dulces labios,
los cuales yo besaré a diario.

Porque como sabes habré hecho
lo que antes nadie hizo
que fue predecir el futuro,
y por este motivo me hundo

Aunque al no tenerte rumio,
con el barquero como testigo
de que, al menos hacia ti
mis sentimientos eran únicos.

Lo cual quiero se haga público
con este mismo testamento
para que vean que no miento
y con mi propia mano rubrico...
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Burla negra (entre paréntesis)

Que todas las mañanas nos escueza
un café de Luna torrefacta,
y sobre los tejados el Sol se angustie
creando en vinagre agudo
un ángulo sobre carmín de labios mustios
que a un tiempo sepa comprimir
nuestro carrusel amordazado.

Aun nos hayan convertido
en pobres de solemnidad
hagamos invisible la pobreza
tras una misérrima puerta de hielo,
(pues así nos lo piden los diarios),
seamos la misma faz oculta,
(eso es lo que proponen los prudentes),
anagramas desconfiados
tras el respingo sembrado en el cristal
(lo recomienda el sanedrín de expertos),
seamos espías acomplejados ante el látigo,
(los censores exigirán
fidelidad a su diccionario),
mendigos matutinos vestidos de gala
postrados ante el mismo altar,
disfrazados de frases banales
entre las tinieblas,
("parece que va a llover",
"quizá la tarde sea uniforme",
"compremos un paraguas"....).

Se entumecerán neumáticos,
llorará un abeto,
bostezarán algunos de nuestros pasos
en el parque,
se enfadarán las golondrinas,
y ascenderá triunfal
la bolsa brutal de los valores
(siempre y cuando seamos consecuentes,
generosos en dilapidar
el dividendo humano).

Grabémonos tatuajes de alquitrán
y burlas negras,
epitafios ilegibles que circulen veloces
por nuestras autopistas,
rindamos cuentas de la extrema tozudez
sumergida en agua amarga
(allanémosle el futuro
a la invocación del viento árido)..
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Vuela conmigo

Cada día acudía al mismo lugar para poder observar el maravilloso espectáculo.

Admiraba su hermosura, la brillante gama de colores de sus plumas, su elegancia al volar, las acrobacias que hacían todos juntos en el aire.. Pero, sobre todo, esperaba para verlo a él.

Era absolutamente increíble.
Aquel papagayo de pico elegantemente curvado, pecho del color del sol y alas azul turquesa, la dejaba sin aliento con solo aparecer en el firmamento.
Diariamente esperaba que llegara el momento en que se recortaba su figura en el sol del mediodía, y se acercara majestuoso hasta la rama dónde ella, y su pequeño y agitado corazón, aguardaban. Entonces pasaba por encima volando, daba un par de vueltas y desaparecía; repitiendo un ritual diario que ella no alcanzaba a comprender.

Soñaba con acompañarlo en su vuelo. Practicaba durante horas para mantenerse en forma: debía ser muy veloz para poder estar a la altura de un pájaro tan fuerte. Pero se sentía muy estupida, creía que él nunca se fijaría en ella…era solo una pequeña golondrina de plumas oscuras y vientre color arena, pero con fuego en el corazón: el mismo que decoraba las plumas de su cabeza y mentón.

Un día se lanzó a volar con él. No lo pensó, simplemente lo hizo. Sabía que la vida de las golondrinas es muy corta y no la pasaría agazapada en esa rama.

Y así pasaron muchos días.
Ella volaba a su lado, feliz y risueña, mientras él la miraba de reojo, cada día más intrigado por saber de aquella pequeña avecilla.

– ¿ Por qué lo haces? – Preguntó él intrigado.
– Disfruto volando a tu lado. ¿Por qué lo haces tú?
– Estoy cautivo en este zoológico. Mi trabajo es participar en este ridículo espectáculo. Me alejaron de mi hogar cuándo sólo era un polluelo. Ya no recuerdo lo que es la libertad.
– Pero tú también puedes ser libre, solo tienes que volar conmigo lejos de aquí, hacia el Sur…
– ¿Y la comida? ¿Un lugar para dormir? ¿Qué haríamos si hace frío?
– Yo te enseñaré a conseguir comida, a beber en las fuentes y charcos, a resguardarte de la lluvia en otoño y del sol ardiente en verano, a buscar tierras cálidas para pasar el invierno…

Él pensó que no estaba tan mal en aquel zoo. Tenía una cómoda existencia, comida en abundancia y nunca pasaba frío.

– Solo tienes que volar conmigo, lejos de aquí, hacia el Sur….- repitió ella a modo de despedida. A partir de ese momento cada día que siguió acompañándolo se despedía con la misma frase.

Una noche él la pasó en vela. ¿Ansiaba la libertad o simplemente estar con aquella pequeña golondrina que cada día le alegraba por unos instantes?

Al día siguiente ella no vino a acompañarlo. Ni al siguiente. Ni al otro.
La vida de las golondrinas es corta. Mucho más que la de los papagayos.

Él no vió su pequeño cuerpecito yaciendo en la rama dónde lo esperaba cada día. Así que se fue a buscarla. Y voló lejos de allí, hacia el Sur...
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Así mi pregunta fue contestada

Al despertar como nueva me sentía,
abrí la ventana respiré aire fresco
di gracias a Dios por el nuevo día
por regalarme un día más de vida.

Enseguida me miré en el espejo
y una sonrisa de alegría
vi dibujada en su reflejo,
felicidad que se lleva dentro.

Sin quitar la vista del espejo
peiné mi cabello alborotado
lentamente lo fui trenzando
brillaba entre mis dedos
tal parecía que los rayos del sol
con ellos se habían mezclado.

Que es la vida me pregunté pensando
mientras le ponía una cinta a la trenza,
mirando por la ventana abierta,
al árbol de mango de frutos cargado,
en sus ramas un ave que trinaba se oía
como sonatina el más hermoso canto

Allá en el estante vi saltando unas ranas,
algunos patos silvestres iban nadando
el sol despierto ya estaba saludando
a la fauna a la flora y tan hermosa mañana
regalando su más preciado tesoro

Su luz que ilumina en todas partes
algunos de sus rayos dorados
se filtraban por las ramas del mango
llegaban hasta el perro echado
que tomaba a diario su baño de sol.

Mientras unas ardillas sus hojas despeinaban
corriendo y saltando entre las ramas
esto ya parecía un alegre fandango
de aves, ranas, ardillas, perros y patos

Todo lo enmarca el céfiro y extenso cielo,
con nubes que alborotadas lo atravesaban
que por la fuerza del viento eran empujadas
era como ver un hermoso lienzo
que plasma en sus obras algún famoso pintor
toda la belleza que ve a su rededor
con los más bellos matices de colores
que te atrapan tu mirada seductores
y con lo que vi quedé maravillada.

Así mi pregunta fue contestada.

MMM
Malu Mora
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A lo mejor mañana viene Messi

Mamá, llegamos a España
todo bien
había delfines y gaviotas
Ahora en el polideportivo
Ya sabes…
¡Entrenando!
Y mañana…
A la Champions Internacional Eschool
Periodistas graban nuestros entrenamientos a diario
Firmé varios autógrafos,
con el dedo
En Tarifa hablan un español diferente
No entiendo nada de lo que dicen
Yo trato de pasar desapercibido
A lo mejor mañana viene Messi…
Besos
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Todo sobre mi madre

Todas las mañanas mi madre me acompañaba hasta la esquina. Caminábamos juntos y observábamos el regocijo de nuestros rostros al sentir que con una simple mirada nos hallábamos.
En nuestro diario caminar nos estancábamos en la parada del bus.
Justo allí; mi madre posaba sus labios sobre mi mejilla y luego se despedía con un ademan. Sentí tristeza por un momento de solo pensar que algún día pudiese dar la vuelta y ver que ya no estaría allí.

Los recuerdos se amontonan en mis ojos al recordar todos esos momentos risueños.

Recuerdo la primera vez que caí. Me observaste desde lejos. Esperando tal vez que me levantara como todo muchacho travieso. Quizás sentiste compasión al saber que serian muchas las caídas a lo largo de mi vida. El golpe fue duro. Por un momento sentí que estaba solo. Sin embargo observe tu sombra reflejada en el frío suelo que se balanceaba hacia mí. Corriste a mi lado en un intento desesperado de sujetar mi cuerpo para que no volviera a tropezar. Rompí a llorar desconsoladamente y sujetaste mi dolor e invitaste a tus lagrimas a que se unieran con las mías. Posaste tus labios sobre mi herida y succionaste el mismo dolor que sentí la primera vez que rompieron mi corazón por un amor no correspondido.

Madre. Veo tus ojos dormir. Duermes como un ángel.
Sin embargo aun siento tu respiración.

Mis ojos se nublan al hurgar entre tus pertenencias y encontrar ese vestido rojo que usaste el día de mi primera comunión. Ese día fue lluvioso. Corrías detrás de mí para que no me mojara. Pero sonrías al verme como la lluvia jugaba con mi felicidad.


El tiempo ha pasado.
El niño quedo atrás.
Los recuerdos son imborrables.

Los vestigios del tiempo arremeten contra tu piel; arrugando la madurez y la experiencia de haber parido la vida, pero el sentimiento está vivo dentro de ti; acrecentándose en todos esos recuerdos. Desde mi primera nalgada hasta mi primera caída al suelo duro de la vida.


Esa misma mañana mi madre se levanto como todos los días.
El aroma del café recién colado se paseaba por toda la casa.
Justo enfrente de mi habitación escuche su voz llamarme. Pude divisar la luz del alba entrar en mi habitación y a su vez advertir su silueta a través de la puerta.

Allí estaba yo.
Dormido.
Sumergido en mis recuerdos,
aun con lágrimas en los ojos.
Sin respiración.
Sin vida.
Muerto.

Mi madre sujeto mi cuerpo entre sus brazos. Dejo que mi cabeza reposara sobre sus piernas.
Entretejiendo sus dedos en mí cabello comenzó a entonar esa vieja canción de cuna,
y entre el susurro apacible de su voz, la escuche decir:
Duerme hijo.
Es hora de descansar.
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Amor de ocaso

La intrincada travesía
de la existencia mortal,
en su exiguo temporal
al ocaso se rendía.
Más la enervante agonía
de un otoño solitario,
flagelaba casi a diario
la ancianidad dulce y triste,
que esperando amor, subsiste
sin mirar el calendario.

Utopía que revela
ese deseo ferviente,
albergado por la mente
desde principios de escuela.
Realidad que deja estela
como le ocurrió al anciano,
mantuvo su amor arcano
y en su espera persistía,
entonces sintió que un día
alguien besaba su mano.

AMOR DE OCASO - CC by-nc-nd 4.0 - ESPECTRO
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La pregunta

1.
Crecen
las ruinas de los adioses
desde inacabables sueños alquilados,
y desde las profundas cavernas
de los besos de los Judas.
Atraviesan mundos oblicuos
y penetran en heridas gigantes
que como ríos, sangran en los amaneceres.

Quiero recordar que me hice la pregunta
hace mucho tiempo
pero nunca encontré la respuesta...

No puedo descubrir los significados
de todos los vestigios
porque los libros sabios duermen
en su sagrado camposanto.

Aunque muerto, sigo vivo.
A expensas de la venganza de la memoria.
Apestosa inquisidora,
nubladora de días y de vidas.

Sigo encerrado en el eterno caleidoscopio amorfo
donde reina el eunuco que asesinó al rey
de las mentes cuerdas, que yacen abandonadas
en finos hilos de luz oscura e infinita.

El homúnculo que vende misterios por el ventanuco
no llega. Es demasiado pequeño.
Pero se niegan a darle un taburete
por pura venganza. Creo que tiene alguna deuda pendiente.
Y yo tengo que hacer un exagerado esfuerzo mental
para explicarme a mi mismo que es lo que quiero.

Para intentar recordar la pregunta,
y hacérsela entender.

En un susurro me confiesa al oído
que él es el rey asesinado,
pero me pide que le guarde el secreto.

La verdad, no me sorprende.
Cosas peores se han visto.

Quiero lanzarme a cortar la garganta de mi enemigo
y caigo en la cuenta de que ya no tengo ninguno.
A no ser yo mismo.
Hace mucho tiempo que los encerré a todos
en mi minúscula cajita de música
y los torturo a diario obligándoles a escuchar
en todo momento Para Elisa.

Por ahora...
El miedo al miedo, se alimenta de todas las causas perdidas.

La hojarasca esconde escombreras de vidas vacías.

El tiempo pesa.

2.
Pasos silenciosos y ancianos
doblan indecisos la esquina de una estrecha acera
y en la cutre taberna
su canoso dueño mira sin ver
la transparencia nítida del licor dulce.

Sienes plateadas,
arrugas arrugadas,
lágrima furtiva.

Cuánto tiempo...

Cuántas palabras sin escuchar.

Cuántas quedaron sin decir.

Cuántas respuestas posibles...

para una sola pregunta.

El canoso dueño de los pasos silenciosos
revuelve cajones de mohosas historias sin terminar,
recuerdos incoloros de pasados muertos en el abandono,
viejos fotogramas arañados de una película
que nadie rodó.
Y revive una a una todas las respuestas...

pero ya no recuerda cual era la pregunta.

("Y las cabezas están rodando
porque el conquistador está de camino
y el día de la justicia está llegando
pues el conquistador está de camino."

The conqueror. Génesis)


Resuena en el éter Para Elisa, de la cajita de música...

Está bueno el licor dulce,
mientras el cuerpo aguante.

Páramo perdido inunda la pupila.

...Ya no recuerda cual era la pregunta.

Y yo tampoco.


J. Robles
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Cuando se muere una flor

La "pasionaria" o "passiflora" es conocida como "la flor del sueño, del dulce sueño" (sic), también se le identifica como la flor de la pasión, pero no la pasión entendida en el sentido erótico, sino más bien espiritual.

Entraron por casualidad (aunque venga disfrazada de destino) a un vivero. Buscaban una flor que tuviera un significado especial para ellos. Eligieron una pasionaria, "la flor del sueño, del dulce sueño". Su significado resumía a la perfección el momento que vivían.

Seleccionaron un sitio en donde colocarla. Siempre a la vista, de tal forma que entre los dos pudieran prodigarle los cuidados necesarios. Al principio todo iba bien, pero al paso del tiempo las tareas, la rutina diaria, el cansancio y todo aquello que involucra una vida, fue dejando en el olvido la flor que ayer representó lo que sentían: "la flor del sueño, del dulce sueño".

Se sentaron a la mesa a tomar un café. Con el correr del tiempo, habían olvidado hacerlo. Dormían juntos, pero despertaban separados. Coincidió que miraron al lugar en donde se encontraba la flor que un día habían adquirido para recordar la razón que los unía.

Hicieron caso omiso o tal vez lo decidieron. El acostumbrado beso selló la despedida. Los dos sabían que la flor se les moría.
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Diminutivo amor

Átame al sol amable de tu recuerdo diario,
un recuerdito ufano de hombre solitario.
Llévame a la estación de vino que es tu mirada,
borrachita escalera que sube por mi alma.
Muchachita de cera, mírame suavemente,
que no pare de verte hasta la luz rompiente,
y que tu labio, entonces, resbale por mi boca
su saliva tan dulce, liviana y amorosa.
Sóplame con caricias hasta tu tiempo
que vaya pegadito a tu sentimiento,
figurita de papel cuando me arropas.
Linda aurora, bocadito de gloria,
préndeme como un tatuaje sobre tu piel
cogidito a tu aroma, por siempre fiel.
Pedacito de mar dónde buscar consuelo
que no esté muy alejado de tu misterio.
Cristalitos de escarcha son tus palabras
que clavaditas llevo en mis entrañas,
desde esa noche que fui sólo un sorbito
que tú bebiste poquito a poco.
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Aniversario 5

Casi de repente, ha llegado después;
se han abierto los mares
y han silbado todos los pájaros a la vez.

Y ahora que es después,
te escribo desde el hielo
sentada en una cicatriz que va encerrando el dolor
y le pone un vestido nuevo.
Mi abecedario todavía no sabe cómo empieza,
pero ahora le importa un poco menos,
y sigo escribiendo usando letras,
aunque cante silencios.
He recogido los pedazos de la historia
que tenía por mi suelo
y al abrir la ventana,
casi parecía que hacía sol.
-¿Qué habrá pasado con esa lluvia
tan desesperada?-

Ya no intento hallar respuestas.
He aprendido a coser mis pasos
para que no noten esa grieta de destino irreal,
y camino firme,
sin pensar demasiado en un posible resbalón
-que puedo ser débil, pero me aferro al no-
e intento saber hacia dónde me dirijo.

No encuentro una alegría revoltosa
pero creo
que odio un poco menos esta calma,
que algunas espinas
empiezan a ser redondeadas,
y arde menos la sangre cuando hay niebla,
o cuando llora entre mis brazos Alejandra*.

Al final,
la lluvia inunda todos los poemas
y una siente que es capaz de secarles la pena
aunque sea con un abrazo roto.
Al final,
una deja los ojos rojos
y abre una mirada que comprenda el azul
sin la borrina.

Pasan los días,
llega después,
y el sol acaba por iluminar este cadáver
que noche tras noche,
la luna resucita.



*Diarios, de A. Pizarnik
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Una casita frente al mar

Haz las maletas y camina hasta mi casa.

Mi casita está en la playa frente al mar.
Es pequeña y humilde, la pinté con el azul celeste y el marino del mar.
Ya verás, la reconocerás enseguida, no temas.
Notarás la fachada deslucida con el paso del tiempo y de las tormentas, pero todavía altiva.
A la puerta, en constante deriva una chalana que solo navego cuando te escribo.
¿Sabes?, a veces, sonrío al pensar que en realidad solo poseo una pequeña puerta de madera repintada de blanco, entre dos mundos.
Que las paredes son de un adobe amalgamado con la bruma de las aguas y la arenisca de las dunas.
Que las ventanas son enormes y cautivadores ojos de buey….

(Te confieso que me da por reírme tontamente como un chiquillo cuando pienso en los desorbitados ojos del animal)

… desde donde cuento cada una de las olas espumosas batidas contra las inocentes rocas del acantilado.
Es muy entretenido te lo aseguro, el tiempo parece detenerse a cada espasmo cínico de mi mirada y, cuando quieres darte cuenta, ya es prima noche.

Haz las maletas o coge cualquier cosa y vente a mi casa.

Seremos felices, lo intentaré con todas las fuerzas de mi corazón, de nuevo.
Aunque debo decirte que no tengo jardín; pero si tengo tiestos, pocos, la verdad, con flores multicolores que cada otoño mueren absortas mirando al mar, impasibles.
¡Oh, pero no me entristece por que apenas es perceptible!

Pero te hablaba de las noches, ¡Dios se me va la cabeza!, de la oscuridad de mis soledades, de mis tristezas…

Haz tu equipaje y vente.

Olvidaba decirte ¡No traigas libros!, aquí hay palabras y versos siempre en el aire.
Es un engorro porque a ellas tengo que atraparlas y a ellos escribirlos y son muy traviesas y esquivos,
es imposible tener la casa limpia con ellas, ¿tu me ayudarías a limpiarla?.
Mientras tú atraparas las revoltosas palabras escapando huidizas al olvido de mi memoria,
yo atraparía a los versos más dóciles.
Luego, al ocaso navegaríamos la chalana sembrando lo recogido en el mar purificador
que nos devolverá en cada ola contada desde mi ventana,
en reflujo jugoso de una lengua limpia de morfemas y lexemas tu ya sabes amor, de barreras.

Haz tu equipaje solo con la piel de tu alma y acompáñame.

Lo peor son las tormentas…
…se filtran por dentro y me recorren fluviales con su líquido cienoso y salado de sirenas embriagadoras….
Pero, amor, tu nos les temas porque serán para ti arcoíris dibujados al capricho del sol y del aire.
A los vecinos les gusta, supongo, yo nuca salgo pero si estás tu, cogeré tu mano enamorada y nos sentaremos en la arena
y nada nos secará ni marchitará.
Y cuando el viento amaine y la fuerza del mar se congele
cogeremos juntos la chalana y ya, sin miedo, pediré besarte.
¡Oh dios que vergüenza después de tanto tiempo!

¡Haz tu maleta y ven enseguida!

Creo que la flores están marchitándose,
que el ojo de buey, ¡maldita la risa!, se están ciñendo a mis ojos
y ya apenas distingo el reflejo del agua salada.
Que la bruma de las paredes se está disipando,
y la arena cae lánguida en el fondo acristalado de mi existencia.
Ahora, las tormentas son terribles y devastadoras,
y tengo miedo al trenzado de su cuerdas abrasadora de toda esperanza.

Coge tu mochila y vuelve con ella de felicidad repleta.

Y si por los caminos pierdes el rumbo y decides asustada no volver,
¡Ardamos entonces la playa, la casa y el mar,
y que el cielo contemple mi cuerpo abrazado
al dulce veneno de las sirenas de sal!.

Ven desnuda a contemplar mi cuerpo enjuto,
ahora parco en palabras,
y entiérralo bajo una lápida pesada,
y como epitafio estos versos,
con flores a María, no junto al mar,
si no en sombrío terreno de huerto castellano.




@Inmalitia, Andrés García. © Septiembre, 2018
Imagen: Aspecto de una caseta de la costa de Jesús en Ibiza. D.I. Diario de Ibiza.
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Somos como dos mariposas al viento: con el alma congelada. En Colaboración con Che-Bazan Sancho @Chebazan_Sancho

Somos como dos mariposas al viento
en un tiempo azul
donde las esferas caen
desde cada átomo de lejanas estrellas,
miro al infinito perpleja,
con la mirada que atraviesa como láser los cometas.
Estalla la voz vibrante que moviliza la tierra,
llevándonos a otras esferas,
de seres alados que imperan detrás de las fronteras
en donde reinan las letras.

En cósmico escenario me detengo,
aferrándome a tu imagen que late en mi alma,
en un lugar recóndito del confín del universo
donde tus ojos me miran profundamente, desnudando mi intelecto.

Desde la bruta explosión del comienzo de los tiempos,
surgió está atracción del abrazo fraterno,
siendo la colisión en el éter intenso
la que en destellos gestó el encuentro de dos seres
más allá de los tiempos en el éter inmenso .

Somos como dos mariposas al viento.

Veo explotar las estrellas en supernovas
miro en mi corazón y mi alma mientras me siento tragado por un agujero negro.
Tengo frío, hielo congelado de la noche dividida en píxeles
como los disturbios de la noche están en movimiento
entre los dioses en los cielos montando carros
prendiendo fuego a los océanos mientras el cielo está ardiendo.

Las oscuras guerras de las estrellas
suenan en mi oídos como notas de muerte,
si tan solo quisieran silenciar todos los colores
y cubrir el mundo en silencio frío

Pero lo que queda del pasado es pura ceniza
para clocar en las flores en el jarrón,
riégalas con tus lágrimas.
El techo está alto, pero ¿por qué no te sientes brillante?
¿Por qué tienes que mirar en el espejo dos veces solo para obtener tu imagen?

Escucho demonios susurrando
¿Qué más llamas la resistencia culturalmente arraigada?
fragmentando tu mente en pedazos
- separación- exclusión - intento de echarlos,
y los harás más fuertes porque tu ilusión se convierte en tu realidad
y sí, la matriz es una simulación digital de realidad virtual falsa
"pero tu mente lo hace realidad"
- como tus demonios, mis pensamientos estaban ocultos,
profundos, en las sombras de ondas gamma
integrando en partículas porque la luz es oscura.

Estaba tratando de explorar
qué mentiras detrás de nuestras percepciones
y encuentro su esencia,
pero estoy perdido en el dimensiones nebulosas de mi pensamientos
y pensé que te vi cruzar en la intersección del amor
y temer el anhelo de jardín donde estamos libres
flotando por encima de la sociedad con esperanzas de heredar
más allá de la luz de los anillos de Saturno

Somos como dos mariposas al viento.

Estoy hecho de palabras que tienes miedo de decir palabras,
pero componen la mayor parte de tu lista de reproducción
cuando rezas porque no puedes enfrentarte el día,
que rompe tu alma en una niebla gris,
estás herido y no puedes escapar de esta etapa de desarrollo estancada,
porque no puedes despertar de la matriz,

incapaz de formar un solo pensamiento de grandeza como una estrella quemada,
tu días se han desvanecido…

Buscas la salvación y hiere tu orgullo,
sientes la profundidad del dolor,
el daño a tus nervios dentro tu cerebro
y no puedes hacer planes para que te pierdas dentro de la versos de las canciones
que buscan la cerca de la puertas sin salida,
sintiendo demonios arrastrándose sobre su pulso
y sientes que tu mente está trastornada,
como darse cuenta de que no eres perfecto
y sabio como te han pintado y duele dentro y te quemas.

Somos como dos mariposas al viento.

Pero lo que está mirando hacia atrás no te reconoce
y no importa lo duro que intentas ser,
intentas que tu valía no lo haga diferente,
de mi única guía son las estrellas y la luna;
no hay farolas solo mis luces altas con tramos de caminos estériles
en la tranquilidad vacía,
abrir caminos en el medio de la noche con el luna
en mis venas bombeando mi corazón con mareas.

Sé muy bien lo que es ser destrozado.
Pensé que tal vez si volviera a los orígenes
podría descubrir cómo estar completo de nuevo pero ahora entiendo,
lo de esta ciudad oscura que tiene un reclamo.
Una parte de mí por sí mismo,
y para ti esto es solo una historia no estoy buscando tu ayuda
ahora estoy conduciendo de nuevo pero lejos de esta ciudad.
No puedo hablar de las cosas que vi incluso si quisiera, no podría ...
ellos han secuestrado mis pensamientos.
Está lloviendo a cántaros y estamos perdidos,
almas que nos encontramos en los corazones de los demás
cuando compartes un beso en la acera
- bajo las nubes melancólicas que se rompieron en lágrimas,
un mundo elevado más allá de expectativas de la vida diaria y
las cadenas y las responsabilidades de la convención del infierno

En el amor divino perdido el uno del otro
pero perfectamente en casa en nosotros mismos
Puedo decir cuando estás perdido en tus pensamientos
pero ahora estás a salvo, ya no estás en un hogar extraño,
incluso si estás bajo la lluvia,
en mis brazos siempre estarás en casa, seguro, besaré todo tu dolor

Buscando el camino original de la fuente divina
antes de que fuese secuestrada y desviada por nuestra historia,
está enterrada en las sombras y hemos perdido
Tocamos con quiénes somos en verdad
y todavía encontramos un motivo sonreír
porque incluso si el mundo se derrumba en la nada…
todavía nos tendremos el uno al otro.

El miedo no te permitirá que enciendas la vela en la oscuridad;
no quieres ver el elefante en el cuarto
- cuando estás a la deriva a través del tiempo pasando
realidades paralelas incapaces para,
Respirar, como un fantasma flotando más allá del lado oscuro de la luna,
como una chispa de calor en la profundidad de un alma congelada.

Somos como dos mariposas al viento, con el alma congelada.

Título:

“SOMOS DOS MARIPOSAS AL VIENTO: CON EL ALMA CONGELADA”

Autores:
Amalia Beatriz Arzac – Argentina
Che-Bazan – España
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Todos los días en la cuerda floja

Todos los días el hombre camina
en la delgada cuerda floja.
Todos los días está ante la vida y la muerte.

La muerte esa loba hambrienta
que abre su boca para comernos.
Pero a su lado crece,
la flor hermosa de la nueva vida emergente.

En la cuerda floja
toma las decisiones más importantes,
debe ser perito de lo arriesgado.
Nunca mirar para abajo, ni para atrás.
Le podría costar la vida.

El hombre,
juega con la vida y la muerte
diariamente
¡Y no se da cuenta!
Su vida pende de un hilo, de una cuerda,
y solo lo advertirá cuando se quede
sin nada,
y caído en el piso derrotado,
¡Cómo mendigo, desnudo!

Estando arriba se creía un Dios,
un héroe invencible.
Abajo caído de sus cuerdas,
se ve tan pobre y desolado
¡Cómo un simple humano!
Tocando la tierra de su realidad.

Autora: Edith Elvira Colqui Rojas-Perú-Derechos reservados
prohibida su cipoa total o parcial.
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¿Cómo decirte amor?

¿Cómo decirte amor en sincero?
si se puede fingir el beso, y se puede mentir un verso,
si no son palabras, ni son hechos,
si el corazón traiciona y la mente olvida,
quizás no es nuestro el amor, sino sea de arriba,
quizás no sea la letra, ni la sonrisa,
ni un mil te amo, ni una caricia.
Quizás... solo sea una mirada perdida,
una lagrima escondida,
una de esas epifanías a las 3:50 am a diario cuando me visitas.

Aunque veces al amor se le olvida que es mudo
y deba gritarle al cielo de todas las veces que perdió su mirada,
de que nadie lo mire cuando solo lloraba,
o de cuantas maneras ella lo besaba a las 3:50 de la madrugada,
y deba desafiar a la tierra a correr sin sandalias y a darle una vuelta entera a la vía láctea,
en sentido contrario y en contra del tiempo,
solo para demostrar al universo que amor si era sincero…

¿Cómo decirte amor en pasado?,
Si no ha pasado un día en que tu nombre no haya pensado,
si <mi amor> es sustantivo y no verbo infinitivo,
si no hay tiempos definidos, ni <los tuyos>, ni <los míos>,
y estos últimos pronombres posesivos.

Entonces…si no hay tiempos quizás amor sea sempiterno,
que sea un nunca o un siempre,
no un <tal vez>, ni un <no sé>,
y con ello me cuestiono:
¿Y si siempre yo te amé?
Y si está solo es la vida numero 3…
de las tantas en las que yo te encontraré,
quizás en otro idioma, o distintas distancias,
inconscientemente esperando a que me preguntes:
¿Cómo te llamas?... 
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Diálogos I (a @Letizia)

Hoy no te hablaré de Moctezuma
tampoco lo haré de Chapultepec,
sí lo haré de mis noches sin luna
cuando hablamos hasta cerca de la una.

Cuando yo te hablo de sirenas
y tú me cuentas también tus penas,
y en eso surgen amargas tus dudas
sobre si estaré esa noche con alguna,
que conozca mi corazón y mi llanto
o disfrute de lo que escribe mi pluma.

Te abrí mi alma y busqué tu consejo
mostrándote fotos de mis claros cielos,
sin rima falsa, con temor a tu rechazo
me brindé a ti a diario y mientras tanto
te conté mi vida despacio, pero sin descanso.

Siento que tu amor fue como un flechazo.
me imagino ya a tu lado, eres mi mejor sueño:
disfrutas de las lecturas y del conocimiento;
compartes mis anhelos, calmas mis temores,
mis angustias, y también, cómo no, mis deseos.

He estudiado durante demasiadas lunas
he compuesto demasiados versos.
Hoy, que estamos juntos aquí,
en esta hermosa Ciudad de México,
solo quiero mirarte a los ojos,
rozar tus labios
y acariciar tu pelo...
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