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CLIP:POEMA Texto apresentado em Montevidéu Uruguai 09 2008

Esclareço que meu trabalho é fruto de uma pesquisa e tentativa de expressar meu deslumbramento na descoberta de equações que explicam nossas vidas e apontam soluções para nossos sentimentos de desconheci-mento e estranheza das complexidades de viver.

Até ontem me achava um velho sábio no corpo de uma criança, hoje acredito que sou um adolescente no corpo de um velho com cabelos grisalhos, quase careca. Não me perguntem o que estarei pensando amanhã, pois não quero nem tentar imaginar....

Permanecemos atentos, buscando razões para entender, não apenas o que nos rodeia, mas expressar sentimentos, vontades e respostas ao mundo: buscamos soluções ?

Aos poucos, mas com o tempo percebemos cada vez mais entre palavras, expressões no rosto; cada vez mais entre as linhas e as letras do material escrito. Vemos no material fotográfico, imagens que dependem da qualidade e da definição. Já o desenho, executado como interpretação literal da palavra:desígnio, desejo, tipificado como expressão de uma mensagem, deve ser realizado dentro e com todos recursos técnicos para transmitir a mensagem do autor.

Como a cigana lê a mão e a aparência do cliente, para saber quem é, ou como vai ser o futuro dele ?

Como percebemos as marcas do piso e sabemos ou adivinhamos o que aconteceu ? passou um cachorro sobre o cimento fresco ... uma marca de pneu de bicicleta de um moleque. Rastros.

Os sentimentos também deixam rastros, cicatrizes cauterizam vincos do rosto, dos sorrisos, das lágrimas, do cansaço, da fome e do sono.

Mas a poesia não se encontra na curva da esquina, escondida. Diferente do som, da música, que vem a nós, precisamos procurar as imagens. Temos que encontrá-la nas notícias boas, no perfume que o vento roubou nas flores no caminho. No perfume da mulher que cativa nosso olhar masculino, e vice-versa: quem troca olhares, quão profundo este momento efêmero.

O CLIP:POEMA é uma pequena história com desenvolvimento poético e conceitual (leia-se no lugar de poético = da expressão de um sentimento dentro de uma situação específica explorando as circunstâncias do momento) conceitual= de forma a permitir a construção de situação similar em paralelo com outras variáveis.

Associado a ícones (não meramente ilustrativos) torna-se a poesia visual. Reforçando: não se trata da ilustração de um texto, mesmo que breve, mesmo que a imagem simples.

Existe uma inter-relação entre ambos, complementando e sugerindo interpretações abertas a outros sentimentos.

De imediato a leitura. Instantânea até.
Entretanto ainda é uma situação estática que pode ser ampliada com o recurso da visão periférica, acionada pelo movimento e relacionamento de tempo e seqüência. Em meus trabalhos sinto às vezes a necessidade que tenham um fundo sonoro... mas na realidade, vejo meus trabalhos parados na eternidade, uma nota musical interminável suspensa no tempo...

Então a música: Mozart, estabelece o valor clássico e eterno do momento fugaz da seqüência de notas musicais. Esquece-se momentaneamente a letra das óperas, mas não a música. Ah ! a musica, no frágil instante de sua execução.

A imagem. Permanece também quando obedecendo as regras estabelecidas desde a Grécia, observadas na natureza, no rigor matemático, na compreensão das cores e cada relacionamento possível. A composição, os contrastes, a leitura completa do espaço visual cercando o objeto (qualquer que seja) a pertinência das peças quebradas contando histórias por onde passaram, seu uso e quem as usou. Um conjunto de recursos cerca o conteúdo deste texto, eles se misturam e se completam no relacionamento
entre cada um deles.

 Resumindo, a imagem permanece, a música é fugaz. Mas ambos só serão eternos quando cumprirem seus deveres como elementos fundamentais do diálogo entre os seres humanos. A música vem a nós, a imagem buscamos, as vezes a encontramos. Nos ilude a distância, em São Paulo com tantos prédios é comum observarmos pelas janelas e ao longe observar outras janelas e imaginar tantas histórias, quase que como o filme de Hitchcock... a proximidade nos trás outros elementos que nos permitem entender mais completamente. Nossa busca e surpresa serão fisgados por contradições aparentes, por paradoxos , por emoções desencontradas, até o livre trânsito da informação a se completar em nós, mais um degrau de entendimento do Universo: TO LIVE IS ANACT OF BECOMING CONSCIOUS.

 Compreendemos o universo em três momentos: a) no primeiro contato selecionamos uma fração, um segmento na paisagem; b) em seguida fazemos uma análise da textura, do contexto em que esta imagem se articula se torna legível; e finalmente c) encontramos um ponto diferenciado em que entendemos o porque detivemos nosso olhar. É um ponto que vai determinar todo momento, porque olhamos para aquele local, e ali encontraremos nossa resposta.

 Recentemente me ocorreu o por que do CLIP:POEMA, o por que da poesia: é um eco, a rima é uma reverberação, uma ressonância dentro de nós, de sentimentos de outros, de emoções que são transfiguradas, decodificadas, ampliando nossa capacidade em compreender o próximo, em estabelecer uma relação maior com o Universo.

 E isto ocorre tão instantaneamente, apenas estivermos abertos a que ocorra.

 Citando Maquiavel, “Os homens em geral julgam antes com os olhos que com as mãos, pois todos tem a oportunidade de ver, mas raramente de apalpar. Todo mundo vê muito bem o que aparentas por fora, mas poucos percebem o que há por dentro; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos. O vulgo só julga o que vê.”

 Vivemos em um mundo de ignorância e medo pelos que querem manter o poder. Temos que mudar alguma coisa, o que fazemos ? Onde está a poesia ?
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Fortaleza

Fortaleza reforzada
perfectamente tallada
en zafiro azul
para que quede constancia
para que pasen y vean
que la entereza sustenta.

La entereza como respuesta,
como respuesta vestida de añil...
entereza enteramente sustentada
aunque... realmente sustenta?

Entereza sustentada con boca pequeña,
boca pequeña y hambrienta,
con lentes opacas
que niegan y esconden
turbias verdades
en el reino de las frases muertas
que solo emiten señales...
señales indescifrables,
tremendamente mortales.

Rectitud escrupulosamente limada
con herramientas torturadoras
de espíritus sensibles
objeto de fáciles burlas
y lecciones inservibles...

Espíritus flojos
objeto de lástima
perfectamente focalizada
en ojos que no esperan
ni entienden
absolutamente nada.
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6comentarios 49 lecturas versolibre karma: 79

La Soledad

La soledad naufraga en su oleaje taciturno
cuando la embarcación ignora la placidez innata
que como cargamento de tono nada iracundo
lleva oronda, como la leche toda su nata.

Ella, siendo nada egoísta,
en cualquier momento sin tono ni voz
como gran patriarca nos regala su visita
y ya es cosa nuestra, si bien la aceptamos… o no.

Yo te digo, aprende a conocerla,
aunque su nombre no lo dice, ella compañía te hace,
y veras que entonces, querrás envolverla
porque si esto es, entonces el bien te nace.

Ella te enseña a meditar,
suceso gran que debes agradecer,
porque con el consigues encontrar
la forma aquella de mirar el reverdecer.

La soledad es aquella compañía
que para algunos incomprensible se torna
ya que de ella, lo que acepta es la melancolía
sin ver las virtudes que a esta adornan.

Gran descubrimiento hacemos de este inmenso favor
que nos hace aquel Infinito
al que nosotros llamamos Creador
cuando alcanzamos a verla como un don bendito.

Soledad, bendita toda ella,
que nos permite en su irónica compañía
develar sentimientos, como la noche descubriendo una estrella
que nos esconde su presencia durante el día.

Soledad, glorioso acontecimiento
que disfrutarlo todos debemos ya,
porque ella descubriendo nuestro tormento
nuestra vida de triste gozo arrollará.

En la turbulencia de tus apacibles aguas,
yo te digo: “Soledad inmensa, inmensa Soledad
que ante tu lluviosa presencia, me alejo de aquel paraguas,
porque tu orden es: Vuestros corazones arrebolad!

Rafa Puello
Barranquilla-Colombia.
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4comentarios 37 lecturas versoclasico karma: 82

Mal augurio

Cuarto creciente quebrado
por el halo de una nube rota
empedrada y negra
cual mosaico de carbón hecho añicos
y envuelto en su propia mortaja
un vaho tenue de luz amarilla y gris.
Mal momento para deambular
la calle y la noche
tentando al filo que se esconde en la esquina
la navaja se agazapa en la sombra
la larga calle es un camposanto del que provoca huir...
Ahí afuera
en algún sitio
asechan los espantos
carne fresca para la Llorona
a los que de parranda
tornan al acabar la tercera vela
"canto del gallo", susto en la nuca
embriagados por el licor de esta madrugada
embrutecidos por lo artificial del sueño.
Ojos inyectados
por el hedor de todo ese insomnio
vivo... muerto...
Negra y empedrada nube rota
formando un halo quebrado
envolviendo a este cuarto creciente.-



@ChaneGarcia
...
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3comentarios 15 lecturas versolibre karma: 68

Ya no quiero imaginarte (@_Sejmet_ & @Verín)

Ya no quiero imaginarte
recorriendo los rincones de mi cuarto,
ordenando en los armarios esta historia
que escribimos a dos manos en el aire.

Ya no quiero imaginarte
abrazando con tu luz las soledades
que las horas han guardado en mis pupilas
y los días posan sobre el calendario.

Te imagino
dando lustre a las flores del jardín,
esparciendo por el cielo un nuevo azul
cada albor que interrumpa
el mismo sueño.

Te imagino
decorando con sonrisas el salón,
descorriendo la nostalgia de una vez
y besando cada uno de mis miedos.

He engañado a la memoria con futuros
de ornamento en la pared
porque temo enfrentarme a la verdad.
Te marchaste, ya hace tiempo,
y aún te guardo en mi bolsillo.
¿Dónde escondo los latidos del reloj?

Voy tejiendo los momentos que mi mente
ha dibujado,
escuchándote en la notas de un violín.
Cada vez que te imagino siento un nudo aquí, en el pecho,
presintiendo que muy pronto volverás…
y hoy me tiemblan en las manos los diez dedos
y me baila de contento el corazón.

Cuánto ruido hacen los versos
que te esperan...
Cuánta prisa se apresura
por mis venas...



("Ya no quiero imaginarte" se está convirtiendo en canción gracias a la música de @eimosfromfield y la voz de nuestro querido @TuroCarballo. En este enlace podéis ver el primer ensayo en nuestro canal de YouTube, Poe&cíA: youtu.be/FRpKkFzigjU . Esperamos que os guste... )
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16comentarios 225 lecturas colaboracion karma: 92

"Jeannete"

¿Hasta cuándo te cito?,
ya te siento presente en cada rincón,
desvelándote en vida,
paseando libre y como siempre amando.

En esta noche se desvive el glamour,
el glamour callejero,
de las ventanas antiguas,
y las puertas que esconden cientos de años.

Las calles que nos sosiegan,
todos los parajes que conocemos,
a los que no queremos ir,
al que ansiamos visitar,
pero de todos modos,
que son y serán nuestros modos,
podemos reír y llorar,
en la ciudad teñida de plomo.

nos merecemos algunos caprichos,
delirar continuamente,
a la suerte,
en la boca del suplicio.
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1comentarios 341 lecturas prosapoetica karma: 83

Tu ultima foto

Hoy rompí tu última foto...
La tenía escondida...
Engañandome sobre su existencia.

Sabiendo que se encuentra para mi...
Sabiendo que siempre puedo recurrir a ella...

Curioso los engaños que a mi razón el corazón enreda...
A sabiendas que no estás pero en una imagen te encuentra...

Para no perderte por completo...
Para no olvidarte a escondidas...

Hoy rompí tu última foto...
Y con cada trozo que de ella formaba...
Un pedazo de mi pasado a escondidas lloraba...

Hoy rompi tu última foto...
Y tal parece que el destino me juega una mala pesada...
Ya que a cada trozo que de ella tiró...

Nace una lágrima...
Nace un suspiro...

Y al parecer el romperla es sólo un engaño furtivo...

De mi corazon que aún llora...
Tu última foto...
Que llora...Tu olvidó...

#VV 14/05/18
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2comentarios 48 lecturas prosapoetica karma: 102

Y todavía... por ti

Tengo 1/2 centavo
de ilusiones frías,
2 gramos de ungüento
para raspones del corazón,
y 4 bolsillos vacíos
de promesas rotas;
sí, de esas,
con la etiquetita
de parasiempre...

(por cierto
al sol del último verano
todavía le sangran
las cicatrices)

La miel de tu boca
todavía destila
gotitas
en algún panal escondido
en alguna gaveta
o en algún armario
del que ya no tengo memoria.

Si alguna vez fuiste mi Dulcinea
habrá sido
en algún lugar de la Mancha
de cuyo nombre
ya no quiero acordarme...

Las sombras siguen allí
(disfrazadas de fotones),
se ocultan en alguna arista
de los rayos de sol
que a veces se cuelan
por la ventana de mi alma.

La luz,
o la luna
(o quizá una luciérnaga)
sigue tropezando conmigo;
en los pasillos de la vida,
en los pliegues
de la sonrisa
de un soplo de viento,
en el tímido beso
de alguna hoja que muere,
en el guiño
de alguna tarde de colores,
en el cálido vientre
de una noche serena,
en los tibios pechos
de un amanecer;
mas yo,
sigo buscando ese rinconcito oscuro
que todavía sabe
que todavía huele
que todavía late
que todavía se estremece
a ti/por ti.




~~~~~~~~~~~~~~~
@AljndroPoetry
2018-mayo-15
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22comentarios 161 lecturas versolibre karma: 98

Quiero charlar con los robles...

Quiero charlar con los robles
y escuchar lo que me cuentan,
lo que susurran sus ramas
de labradores y aldeas,
porque seguro que esconden
infinidad de leyendas
de las que fueron testigos
durante tiempos y gestas,
unas serán agridulces,
otras con hambres y guerras,
pero seguro que algunas
tendrán amor entre ellas,
y entonces será la brisa
la que inunde la floresta,
el robledal de este bosque
con su ternura y belleza.

Quiero charlar con el hombre
que ante el roble se doblega
para escuchar los suspiros
que en el acto aquel le deja,
y es que en los robles, la vida,
es como el tiempo de espera
y ellos están en silencio
pero sus ramas atentas,
guardan perfecta memoria
de lo que el mundo les lega,
y lo conservan muy dentro
del corazón y corteza,
dicen que lloran los robles
y puede ser que así sea,
ya que entre risas y llantos
surge el dolor y la pena.

"...Quiero charlar con los robles
y recoger su tristeza,
aunque también los tatuajes
que los amantes les llevan..."

Rafael Sánchez Ortega ©
12/05/18
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Más de mil

Tengo más de mil leyendas para desvelarte las noches.
Para aplacar voluntariamente tu tormento.
Erosionando el cantil, fundiendo el hielo,
abriendo sendas de letras floridas donde te reconcilias con todo.

Guardo más de mil mitos dentro de una cajita para que nada se te desarme.
Versando tu sangre,
te devuelvo a la esperanza.
Besando tu carne,
te hago justicia en el averno.

Escondo más de mil cuentos en cadena,
para anclarte a la cara oculta del rebalaje.
Soy lo que aparece en tus sueños después de frotar la lámpara,
el santuario de tu condena.

El lugar donde cada vez que mueres, más te agarra la vida.
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Golpes en alma a las tres de la madrugada

Golpes en el alma a las tres de la madrugada
como espadas
como lanzas afiladas.

Sacudidas que cortan el aire
con grandes espacios abiertos,
llantos contenidos
y esperanzas carbonizadas...

Una falta de todo para mirar al frente
y un derroche de fuerza
para andar sin perder el equilibrio.

Noches rotas
desgarradas por una realidad pérfida
que no se oculta
que lastima cuerpos y preguntas
que desoye ruegos,
que me inunda.

Grandes dosis de tragedia
que no conocen filtros
que no quieren dar tregua,
que revientan historias y vidas
y esconden reproches sin lengua.

Realidad pura,
soberbia,
ancha,
culposa
que me agarra con sus tentáculos fríos
y me aplasta contra las baldosas frías
de lo que creo mi lugar.

Pesar fino,
casi delicado...
a las tres de la madrugada
en el bloque gris del barrio obrero
en el hielo sucio
que corta sonrisas infantiles
en la espesa bruma de una mentira colectiva
que no pide permiso
para instalarse
en el pequeño espacio en el que habito.
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20comentarios 242 lecturas versolibre karma: 100

no me basta...

no me basta imaginar la jaula
al descubrir el nido,
ni el aroma carnoso de rama
para aprehender esa flor que respiro...

y no me basta desde la salina
sentir destilar el fluir escondido:
la voz de mi sed proyectar
la indulgencia del mar
en el peso del rio

para todo me basto de espino...
yo quiero en tu bosque
rasgarme la piel
si te miro
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4comentarios 69 lecturas versolibre karma: 105

Poemas del alma

Poemas del alma
trovadora,
poemas de un alma
que grita, que llora.

Poemas que se van
como el alba o aurora
y un alma que ora,
que clama por verte,
¡a gritos, las horas!

Poemas que corren
con el tiempo, el olvido
y un sentimiento
que permanece escondido,
escondido del mundo
pero que anhela tenerte,
escondido del mundo
y muere por verte...
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Entre un silencio perfecto

Como defenderse de la tempestad
con una voz desnuda
que evoca resplandores
ante una inercia casi intacta
por unas palabras que no descansan.

Te leí los ojos con mi soledad
eran como un jardín hecho trizas por la tormenta
no me alcanzo la noche para huir con miedo
seguí viviendo desnudo
callando en el íntimo amor de mis adentros.

Nunca más volví a pensar en nosotros
mi voz se volvió una estéril estatua de sal,
entre labios me esforcé por hablar
fui como un silencio perfecto
que vagó en la soledad de nuestros tiempos.

La muerte amaneció casi intacta
como un desamor que vive entre rumores,
a nadie le gusta adormecer a un ruego
y encontrarse llorando con el pecho abierto
muriendo por un amor enfermo.

Mi poema fue como una sonrisa en descubierto
como un verso desarmado
deshaciéndose en la fragancia de una boca vacía
con el pasado alejándose, escondiéndose del tiempo.

Fui prisionero de mis yerros
cercado entre todos mis errores
como una mariposa sin alas al querer volar al cielo
con la oscuridad de una mirada vacía cayendo.

Con un pequeño sesgo como esperanza
y con la última luz prendida de un fuego
así es mi presagio inmóvil de un páramo sin sueños
como una paloma herida que se niega a morir.

Corté un par de rosas
con la esperanza de poder volver a verte,
te marchitaste antes
entre los colores pálidos de una flor de invierno.

Entre espinas de una ausencia
no te pude más escribir
entre mis poemas te lloré
con mis versos te imaginé de nuevo.

El mute
14/05/2018.
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10comentarios 133 lecturas versolibre karma: 99

Ella, una rosa

Ella era simplemente así, llegaba cuando menos la esperabas y desaparecía en un parpadeo. Nunca se quedaba demasiado, apenas un par de cafés y luego volvía a irse. Jamás entendería sus motivos para haber elegido a la soledad como única compañera pero le era tan fiel.
Ella era así, tan brillante y fugaz como una estrella, tan delicada como la más suave melodia y tan fuerte y fría como el acero.
Ella era sinplemente así, suave y fria, radiante y fugaz, pura y solitaria...
Ella era arte, era poesia, la mas bella e inalcanzable pintura, la rosa con las más afiladas espinas, y todos sabemos lo que se dice de las rosas, amigo mío, que no han nacido para amar, que no pueden poseerse.
No, amigo lector, las rosas son salvajes, son libres, son solitarias. No puedes tenerla solo para ti, no puedes acercarte a ella sin que te hiera.
Quizá por eso las rosas más hermosas son las más solitarias, por ser las más hirientes...
Dime, pequeña rosa, por qué escondes tu belleza tras tan mortales espinas?
No, amigo querido, las rosas no han nacido para amar, no puedes poseerla.
Ella era simplemente así, tan cambiante y libre como el viento, tan impredecible como un rayo, tan poderosa como un tornado.
Ella, querido lector, era la tormenta. Arrasaba con todo lo que se entrometiera en su camino y tenia el poder de purificar la más profunda de las heridas del alma, y era tan hermosa...
Ella era simplemente así: LIBRE
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El recuerdo

Tengo un recuerdo efímero
al ver su hermosísima figura
y como con su voz cual dulce miel
hablaba despertando una ilusión,
tejiendo en mi alocado ser
esa locura de belleza nocturna,
desvelando los secretos
que esconde este claro cielo.
Allí, bajo sus estrellas
muere el llanto y sueña el corazón.
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4
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Árbol con voz de fauno

¡Háblame!
¡¡Háblame!!
¡Árbol, háblame!
Sé que me sientes
sé que me respiras
cuando rozando te paso por ahí.
Cuando te me siento a tocar la lira
y mullo un hueco en el cojín de tu raíz.
¡Háblame!
¡¡Háblame!!
Con esa voz de madera
con el murmullo de hojarasca
como aquella antigua fuente retorcida en sauce.
¡Háblame!
Con lengua de lápida
como si tus palabras no tuvieran revés
cual hechizo inicuo pronunciado en lava
¡Ah! ¡Esa magia roja con la que nunca puede negociarse!
Esa inevitablilidad en la ley de las cosas
frente a lo cual
es mejor apartarse y dejarla seguir.
¡Háblame!
Como lo haría el jazmín que sostiene a la brisa.
¡Háblame!
Del segundo equinoccio de la tarde.
¡Háblame!
De los laberintos que tu memoria esconde.
¡Háblame!
Con tu claroscura voz de fauno.-


@ChaneGarcia
...
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6comentarios 55 lecturas versolibre karma: 83

Los amaneceres y atardeceres contigo

Cuando tu sol se asoma
por el horizonte de mi mirada
y se me queda tus luz clavada
como el mejor de los aromas.

Despierto entre tu aliento
a vida desesperada
y no me alcanza la almohada
para esconder un sentimiento.

Compones de mil colores
el lienzo de mi silueta
y entre brochazos y vetas
me pintas de mil amores.

Y cuando tu ocaso aparece
apagando todas las luces
dejo que tu alma me use
y que tu boca me bese
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11comentarios 94 lecturas versolibre karma: 105

Distopía

Es agosto. El insomne. Un grito en plena avenida. Una viuda llorando en la banqueta.
La noche se esconde. El letrero sucio de la Rue. La calle de enfrente.
La tabaquería de Pessoa. Polvo y ceniza en la ventisca que golpea tu reducto.
La viuda continúa llorando. Seres extraños bajo la lluvia. Observo a Morrison en sus rostros.
Una vez más La Rue. Cortazar y la Maga discutiendo al fondo.
Los cronopios y las famas bailoteando en sus narices. La tiranía del tiempo en tus ojos.

Allá en lo alto, percibo la niebla púrpura de Hendrix mientras me ahogo en Woodstock, el último.
Dios, mofándose en el cosmos. Robert Johnson pactando con el diablo en Mississipi.
Cruce de caminos. El trino del diablo. La quinta disminuida. El primer hijo del blues.

Borges, sentado en un banco al norte de Boston, intercambiando impresiones con su otro yo.
Benedetti, pasea por Manhattan buscando a su Luz, mientras Bolaño y Kafka, desde Central Park contemplan el fin mundo.
Me muevo, percibo tu sombra. Extiendo tu silueta. Levanto tu falda. Me oculto en tu sexo.
Mis manos recorren tus piernas, la enarmonía del universo estallando en tus tímpanos.

Aurora, luz viva y polvo. Estela de recuerdos. El grito del insomne. El cosmos se termina.
Desde Alejandría, Hipatia descubre el velo del infinito.
La caída. Finalmente, la expulsión del paraíso.
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7comentarios 48 lecturas prosapoetica karma: 110

explorador

Explorar por el mapa de tu cuerpo
recorrer con mi boca sus senderos,
refugiarme en tus brazos y en tu pelo
esconderme en tu cueva, lo que quiero
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2comentarios 73 lecturas versoclasico karma: 92
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