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Metamorfosis fallida

{En esta vida hay instantes que ya han sido y que no se pueden alargar ni una milésima de segundo más,no se pueden recuperar. Ya no hay más que hablar,que aclarar, explicar. Ya no hay nada que hacer con ese instante perdido.

Pero siempre habrá algo más por sentir.}

En el amor se empieza siendo semilla,hasta que la flor florece.
Esta puede permanecer intacta, marchitarse, puede ser rota,quemada..
Pero haga lo que se haga, nunca volverá a ser semilla.

Mi flor quedó mustia y pálida
Pero sus pétalos no se rendían.Querían hacer lo imposible.Se conformaban sólo con ser semilla.

Cómo resultado de ello,lo que antes era flor acabó dividida en diferentes partes.

Una de ellas, acabó siendo semilla, consiguió volver a los inicios donde el amor de flor ya no existía.

Pero sólo había media semilla.

La otra parte no consiguió transformarse, se quedó en flor podrida.
Se sentía culpable, no era capaz de olvidarlo todo y volver a ser semilla.
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A tu ritmo

A este ritmo vuelas, colibrí
robas el néctar de la vida
revoloteas y te alejas de mi,
tu flor.

A este ritmo el ocaso se desvanece
cada anhelo
cada suspiro, más rápido
escapa de ti el frío del viento
para no sucumbir ante tus labios.

A este ritmo soy pez muerto
buscando cortejo
en el caudal de tus caminos
en la tempestad de tus pasos.

A este ritmo baila el experto
juega a ciegas el sabio
seguirte es un retar al tiempo
ganarte es cosa de suerte
y trucos bajo la manga.


María M. Martell.
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Morir de piel

Prosaica madrugada
de almohada sin sueños
y velas sin lumbre.

Adormecidos los pétalos,
las flores se ven lánguidas.
Como gotas de lágrimas
que van cayendo
por la faz de una sombra
proyectada sobre la cara oculta de la Luna.

En el puño cerrado de la mano
guardamos las caricias nonatas.
Esperando la piel que las busque,
anhelando un abrazo con alma.
¡Cuánto tiempo malgastado
en reproches sin palabras!

No tocar es morir un poco de piel.
No besar es dejar secar la saliva.
No abrazar es desvanecer la calidez del espacio.

Estamos hechos de piel y roce,
tanto como de sueños y anhelos.




Hortensia Márquez


Imagen: de la película "La piel que habito"
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CLIP:POEMA Texto apresentado em Montevidéu Uruguai 09 2008

Esclareço que meu trabalho é fruto de uma pesquisa e tentativa de expressar meu deslumbramento na descoberta de equações que explicam nossas vidas e apontam soluções para nossos sentimentos de desconheci-mento e estranheza das complexidades de viver.

Até ontem me achava um velho sábio no corpo de uma criança, hoje acredito que sou um adolescente no corpo de um velho com cabelos grisalhos, quase careca. Não me perguntem o que estarei pensando amanhã, pois não quero nem tentar imaginar....

Permanecemos atentos, buscando razões para entender, não apenas o que nos rodeia, mas expressar sentimentos, vontades e respostas ao mundo: buscamos soluções ?

Aos poucos, mas com o tempo percebemos cada vez mais entre palavras, expressões no rosto; cada vez mais entre as linhas e as letras do material escrito. Vemos no material fotográfico, imagens que dependem da qualidade e da definição. Já o desenho, executado como interpretação literal da palavra:desígnio, desejo, tipificado como expressão de uma mensagem, deve ser realizado dentro e com todos recursos técnicos para transmitir a mensagem do autor.

Como a cigana lê a mão e a aparência do cliente, para saber quem é, ou como vai ser o futuro dele ?

Como percebemos as marcas do piso e sabemos ou adivinhamos o que aconteceu ? passou um cachorro sobre o cimento fresco ... uma marca de pneu de bicicleta de um moleque. Rastros.

Os sentimentos também deixam rastros, cicatrizes cauterizam vincos do rosto, dos sorrisos, das lágrimas, do cansaço, da fome e do sono.

Mas a poesia não se encontra na curva da esquina, escondida. Diferente do som, da música, que vem a nós, precisamos procurar as imagens. Temos que encontrá-la nas notícias boas, no perfume que o vento roubou nas flores no caminho. No perfume da mulher que cativa nosso olhar masculino, e vice-versa: quem troca olhares, quão profundo este momento efêmero.

O CLIP:POEMA é uma pequena história com desenvolvimento poético e conceitual (leia-se no lugar de poético = da expressão de um sentimento dentro de uma situação específica explorando as circunstâncias do momento) conceitual= de forma a permitir a construção de situação similar em paralelo com outras variáveis.

Associado a ícones (não meramente ilustrativos) torna-se a poesia visual. Reforçando: não se trata da ilustração de um texto, mesmo que breve, mesmo que a imagem simples.

Existe uma inter-relação entre ambos, complementando e sugerindo interpretações abertas a outros sentimentos.

De imediato a leitura. Instantânea até.
Entretanto ainda é uma situação estática que pode ser ampliada com o recurso da visão periférica, acionada pelo movimento e relacionamento de tempo e seqüência. Em meus trabalhos sinto às vezes a necessidade que tenham um fundo sonoro... mas na realidade, vejo meus trabalhos parados na eternidade, uma nota musical interminável suspensa no tempo...

Então a música: Mozart, estabelece o valor clássico e eterno do momento fugaz da seqüência de notas musicais. Esquece-se momentaneamente a letra das óperas, mas não a música. Ah ! a musica, no frágil instante de sua execução.

A imagem. Permanece também quando obedecendo as regras estabelecidas desde a Grécia, observadas na natureza, no rigor matemático, na compreensão das cores e cada relacionamento possível. A composição, os contrastes, a leitura completa do espaço visual cercando o objeto (qualquer que seja) a pertinência das peças quebradas contando histórias por onde passaram, seu uso e quem as usou. Um conjunto de recursos cerca o conteúdo deste texto, eles se misturam e se completam no relacionamento
entre cada um deles.

 Resumindo, a imagem permanece, a música é fugaz. Mas ambos só serão eternos quando cumprirem seus deveres como elementos fundamentais do diálogo entre os seres humanos. A música vem a nós, a imagem buscamos, as vezes a encontramos. Nos ilude a distância, em São Paulo com tantos prédios é comum observarmos pelas janelas e ao longe observar outras janelas e imaginar tantas histórias, quase que como o filme de Hitchcock... a proximidade nos trás outros elementos que nos permitem entender mais completamente. Nossa busca e surpresa serão fisgados por contradições aparentes, por paradoxos , por emoções desencontradas, até o livre trânsito da informação a se completar em nós, mais um degrau de entendimento do Universo: TO LIVE IS ANACT OF BECOMING CONSCIOUS.

 Compreendemos o universo em três momentos: a) no primeiro contato selecionamos uma fração, um segmento na paisagem; b) em seguida fazemos uma análise da textura, do contexto em que esta imagem se articula se torna legível; e finalmente c) encontramos um ponto diferenciado em que entendemos o porque detivemos nosso olhar. É um ponto que vai determinar todo momento, porque olhamos para aquele local, e ali encontraremos nossa resposta.

 Recentemente me ocorreu o por que do CLIP:POEMA, o por que da poesia: é um eco, a rima é uma reverberação, uma ressonância dentro de nós, de sentimentos de outros, de emoções que são transfiguradas, decodificadas, ampliando nossa capacidade em compreender o próximo, em estabelecer uma relação maior com o Universo.

 E isto ocorre tão instantaneamente, apenas estivermos abertos a que ocorra.

 Citando Maquiavel, “Os homens em geral julgam antes com os olhos que com as mãos, pois todos tem a oportunidade de ver, mas raramente de apalpar. Todo mundo vê muito bem o que aparentas por fora, mas poucos percebem o que há por dentro; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos. O vulgo só julga o que vê.”

 Vivemos em um mundo de ignorância e medo pelos que querem manter o poder. Temos que mudar alguma coisa, o que fazemos ? Onde está a poesia ?
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La Flor

La flor… es el beso de la madre naturaleza,
es el sonreír de la mañana,
es aquella expresión que te da fortaleza,
y de la tarde… es la carcajada.

La flor… de un bebe son sus mejillas,
de una mujer es su gracia,
del primer Adán fue su costilla,
y del anciano, la ternura y suspicacia.

La flor… es el espejo de la belleza,
de Dios es la perfección,
de un reino es la princesa,
y de la ortografía… el signo de admiración.

La flor… es la montura de la mariposa,
es el néctar de la abeja,
del firmamento es la Mayor Osa,
y de Sansón era su guedeja.

La flor… es una brizna del paraíso,
es una lagrima de alegría,
es el sorbo oloroso de un delicioso guiso,
y en una mujer… su candorosa coquetería.

La flor… es el clímax de la pasión,
es la tierna mirada del niño,
es un poema nacido del corazón,
y del anciano… una sonrisa brotada con cariño.

La flor… es una maravilla de la naturaleza,
es un suspiro de cariño,
es adorno en la maleza,
y es la risa de cualquier niño.

La flor… es una estrella vespertina,
es el saludo de nuestro Creador,
es el muack del hada madrina,
y es la ofrenda del benefactor.

La flor… es matriz y es vagina,
la copula la abeja, la mariposa y el pajarillo,
es nicho de nueva vida,
y es el alambique de un buen vinillo.

Rafa Puello
Barranquilla – Colombia.
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Haikus

Haikus .

Solo camino
de noche a oscura
detrás sin mirar.

Pasan los días
viviendo la vida
en casa solo.

De no estar tú
la primavera sigue
sin descanso yo.

Nace el aire
en casa en silencio
suena y silva.

Vibra la brisa
hoja húmeda
de sal yodada.

Mayo florido
vereda de soleada
primavera sal.
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Dos flores

Soñé que nos soñabas
en medio de un campo
pintado de miles de colores;
por aquí pétalos de jacarandas
por allá arboles de orce.

y que eramos dos girasoles
que miraban el cielo
mientras caían celestes
los astros entre nosotros

y que la tierra
era nuestra cobija
que nos unía
y nos daba calor.

Dos flores.
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Conozco un lugar

Conozco un lugar donde tus besos se convierten en sueños donde descansar tu mirada y tu sonrisa es bienvenida conozco un lugar donde la tristeza no te conoce donde puedes guardar tu alma y proteger tu corazón ese lugar la razón de que exista es por tenerte abrió sus puertas al verte y ya jamás las cerró conozco un lugar donde no hace falta ropa donde los versos son prosas y hay poesía en mitades porque la otra mitad eres tú en ese lugar hay flores y se pintan las paredes con el color de tus ojos los corazones no son rojos son del color de tu piel conozco un lugar donde amanece acariciando tu hermosura y anochece en un abrazo donde le falta un pedazo porque tú no estás ahí
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Bajo la sombra de un viejo cerezo

Bajo la sombra de un viejo cerezo,
sentado en mi bello hogar,
mi recuerdo me es fiel
y empieza a recordar.

Ahora estoy aqui a tu lado
contandote tristes mentiras,
nostálgico cerezo.
Eres una flor ya apagada,

apagada como mi alma,
como mis palabras, cuando se van.
Pero aún asi, me escuchas
viejo y lánguido cerezo.

Mi vida, mis palabras, mi amor
son términos inefables como lo es el morir.
Bueno sois cerezo al escucharme,
pues estas gentes tratáronme como extranjero.
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En el Salón Poémame

Estoy en el estrado del gran Salón de Poémame.
Las puertas están abiertas, quien desee puede pasar y será un gran honor recibirte.
Toma un lugar, el que desees. No hay jerarquía alguna.
Todos somos educados y tenemos buenos modales.
No hay desorden, todo es cordialidad y el ambiente es amistoso
y lleno de sincera hermandad.
No hablaré mucho, solo tengo un secreto qué revelarles:
Me siento sumamente halagada, pues he sido privilegiada por compartir
con todos ustedes momentos importantes de mi sentir.
Le pedí al Todopoderoso un deseo, me lo concedió sin merecerlo.
Le pedí una señal y su respuesta llegó inmediatamente.

Mi deseo fue un poema escrito por el gran Poeta Soñador
y su verso superó mis expectativas, sus palabras, consideradas por el mismo autor,
un ensayo, ha logrado su propósito. Un regalo que jamás nadie nunca
me había hecho. Sus palabras son hermosas gotitas del rocío que
caen del cerezo, que me ha enviado desde el viejo continente.
Esta tarde lo recibí y con alegría las leí mientras mi corazón latía
al compás de mis lágrimas de felicidad…
Mi cofre está en espera de guardar tan maravilloso recuerdo.
Pero no lo haré porque lo quiero mil veces más leer e imaginarme
la propia voz del galante Soñador hablarme, como si estuviéramos
sentados en el banco del jardín de la gran ciudad.
Allí riéndonos de alegría por la bella historia del ángel triste y la solitaria niña.
Me ha invitado una tarta de hojaldre,,, vengan todos:
Alejandro, DeeDee, Jana, Lidianny, Mary, Ángeles, Hortensia, Malu, Maw,
Santiago, José Luis, Rebeka, Rafael, R. Puello, José Lara, Carmen, Pat,
Pequeho Ze, Transmisor de sinestesias,,, podrías hacernos el honor de acompañarnos?
Floro
también,,, la lista es larga, para todos un trozo de esta tarta de
felicidad quiero compartir.
En este cofre hay un lugar especial donde habita también su nombre de él: Eduardo.
“ Guardián de la Riqueza” Gracias, mil gracias Eddy...
No te consideras seductor? quién te crees? Esa opinión la damos nosotras las mujeres,,,
eres además encantador!

También una señal pedí, subir o esperar…
Un ángel con nombre terrenal, Rafael, me sacudió con mesura.
Con cualidad de tacto y ternura me habló al oído y me tomó de su mano
y me llevó al umbral de una gran montaña y en el camino sus palabras
bien precisas y escogidas me hizo recordar sabiduría divina y sus preguntas
socráticas y retóricas me invitaron a la autorreflexión.
Tus palabras mi querido Rafael, son como la miel que producen las abejitas.
Dulces en breves dosis. Son como un bálsamo para el alma.
Quién no querría estar a un lado tuyo cuando te sientas y empiezas a escribir poesía,,,
el mismo borrador que tiras en el sesto, es el mismo que desearía yo comer para
aclarar mi garganta. No tuve mucho tiempo que esperar, para poner en práctica tu sabio consejo
y el alma en proceso de limpieza está...
Eres un ángel pero solo los que tenemos ojos tristes, somos capaces de ver tus alas expandir,,,
y sentir como Daniel en la fosa con los leones, la presencia del ángel lo protegía...
No hablo de religión, hablo de los que milenios de años han estado acompañándonos
y a veces no queremos verlos... Hoy uno de ellos se personificó en Rafael...

Gracias mil a todos mis queridos amigos, por dejarme pertenecer a este lugar, en donde he encontrado una nueva identidad y un lugar donde el alma se puede desnudar a través de las letras... Todos en la noche están invitados a la gran fiesta,,, donde los que merecen mención honorífica, son justamente todos y cada uno de ustedes...

Letizia Salceda,,,
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19comentarios 167 lecturas versolibre karma: 104

Ya no quiero imaginarte (@_Sejmet_ & @Verín)

Ya no quiero imaginarte
recorriendo los rincones de mi cuarto,
ordenando en los armarios esta historia
que escribimos a dos manos en el aire.

Ya no quiero imaginarte
abrazando con tu luz las soledades
que las horas han guardado en mis pupilas
y los días posan sobre el calendario.

Te imagino
dando lustre a las flores del jardín,
esparciendo por el cielo un nuevo azul
cada albor que interrumpa
el mismo sueño.

Te imagino
decorando con sonrisas el salón,
descorriendo la nostalgia de una vez
y besando cada uno de mis miedos.

He engañado a la memoria con futuros
de ornamento en la pared
porque temo enfrentarme a la verdad.
Te marchaste, ya hace tiempo,
y aún te guardo en mi bolsillo.
¿Dónde escondo los latidos del reloj?

Voy tejiendo los momentos que mi mente
ha dibujado,
escuchándote en la notas de un violín.
Cada vez que te imagino siento un nudo aquí, en el pecho,
presintiendo que muy pronto volverás…
y hoy me tiemblan en las manos los diez dedos
y me baila de contento el corazón.

Cuánto ruido hacen los versos
que te esperan...
Cuánta prisa se apresura
por mis venas...



("Ya no quiero imaginarte" se está convirtiendo en canción gracias a la música de @eimosfromfield y la voz de nuestro querido @TuroCarballo. En este enlace podéis ver el primer ensayo en nuestro canal de YouTube, Poe&cíA: youtu.be/FRpKkFzigjU . Esperamos que os guste... )
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El último relámpago de la tormenta

Que me marean los telediarios.
Me acuchillan las derrotas asumidas
que te hacen más pequeño.
Siento el agua caer, como una tregua.

Cierro los ojos y siento.
Como una disculpa.
Cierro los ojos y siento.
La música araña mi piel,
como lo que se pierde.

Pupilas con acordes que besan sin labios.
Caricias sin manos
que arrasan la cosecha.
Respiración y latidos. Tanto silencio.

Me agota la soledad de los que luchan
en medio de la tormenta.
En el desierto.

Como un tifón, su eco me arrastra, río abajo,
por calles llenas de nada,
excepto renuncia y mirada al suelo.

Cierro los ojos entre la intensidad del aguacero.
Mece mi pelo con su altura.
Sentir.
Que estoy aquí.
Que no estoy aquí.

Seguir tirando de la cuerda.
Y no querer seguir repitiendo mentiras.
Y odiar que me sigas los surcos la piel.
Y odiar que me sepas de memoria.

Llovizna sobre mi ropa, desdibujando las letras.
Me cuenta al oído, tarareando,
que todo acabaría si alguna vez empezara.

Lo sé. Confieso. Son sólo juegos. De perdedores.
Siempre queremos seguir perdiendo.
Nunca quisimos más.
Solo las sobras.

En la mecedora del sol
abriendo esta cortina.
Gotas que abren nuestros labios, insolentes.
Rayos sobre el que arrojar sombras de incertidumbre.

Esclavos de nuestros miedos.
Asesinos de almohadas.
¿Y quién se atreve a ir contracorriente?
¿Y quién se atrevería a empujar al miedo?

Mejor denunciemos a los que se levantan.
Mejor aplastemos a los que gritan.
Qué fácil es perder lo que ganaron otros.
Escupir en su sangre derramada.

Perder por no intentar ganar.
Perder por no querer dejar de perder.
Puede ser peor, amenazan
Y les seguimos creyendo.
Señalan la flor
y corremos, desesperados,
en busca del hacha.
Y volvemos, desesperados,
a agachar la cabeza.

Echan la llave.

Cadenas que nos ponemos solos.
Por seguir mirando,
tras el cristal,
la lucha de los que no se resignan
a morir antes de vivir.
De los que saben que aún estás ahí.
Aunque cansado y perdido,
aún sigues ahí.
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Felicitación con tarta de hojaldre y nata con guinda (Para Letizia, en su?...xx cumpleaños)

¿En qué me debo fijar? ¿En su sempiterna sonrisa? ¿Sus pendientes ¿Su cabello? ¿Su collar?
Voy a ignorar todo eso, y algo de su prosa publicada, dedicarme a repasar.
Veo que describe a un soñador, Y lo que esa hermosa dama piensa, para él es un honor.
Sobre sí misma dice, que el cielo es su tope para soñar, hasta donde por amar a alguien, ella es capaz de llegar
¿Y si por llegar tan alto caes?
Los cimientos del suelo no podrás traspasar, los brazos de tu ángel querido, al instante te van a atrapar, abrazarte, besarte…Y luego, una polka norteña, jarana de Yucatán, la bamba de Veracruz, la flor de piña de Oaxaca, y jarabe tapatío, bailar
Tienes muy buena estrella, desde aquella pubertad, vestida de inocencia y encomiable ingenuidad, Igual que de talento, ya llegados a ésta edad
A veces no estás en vena, Y te invade, titilante pena; pero no es eterna condena, como la del ángel triste del jardín, cuyo inesperado desenlace feliz, consiguió una tarde la musa, inspirarlo precioso en ti
Ahora eres una señora, con espacio de juventud, con tiempo para un te amo, aunque eso no lo digas tú
Nos invitas a escuchar cuentos, Y cuando estamos la mar de atentos, dices que es puro cuento, y no nos lo puedes contar. ¡Qué nobleza! ¡Qué honesta sinceridad!
A mí, que entregué a la radio, tres cuartos de mi vida profesional, me has recomendado, música de Enigma escuchar; hace tiempo que - ¡Le roi est mort VIVE le roi ¡ - es el eco que reverbera en las paredes del monasterio de mi alma, y gira y gira el disco, como una noria sin parar.
¿Y esa sensación del deja vu?
La he experimentado al subir a una montaña, donde dibujándolo en la cima estabas tú.
¿Cuándo? Cuándo te atreviste a amar un todo. El día de la tierra, a la que yo, desde un satélite sentado, he llamado, gota azul.
Revélanos ahora tu secreto letizia, guardado en un cofre revestido de tul
Confiésanos sutil amiga: ¿De quién son esas manos que tú dices escriben versos y prosa, libros de ensayo y rapsodias hermosas?
Toma también las mías y si eres zíngara que estudia enigmáticas runas, descífralas. Son manos de un curtido en mil batallas, guerrero, de noble estirpe montaraz, aspirante a capitanear la guardia, de tu almenado palacio real.
Toma si quieres éstas manos, y veas lo que veas en ellas, no huyas, aunque al rozar la piel de las tuyas, salten centellas y rayos.
Responde en el estrado Letizia, al maestro buscador de la verdad ¿De quién son esas manos sin identidad, que tus jóvenes labios quieren besar? ¿Tal vez de ese ser que con su palma abierta, una mañana de primavera recién estrenada, se adelantó a recoge esas gotas de rocío, para ofrecértelas de regalo?
Si no es así, yo mismo, por la presente, desde Europa, hasta el nuevo continente, aun habiendo de por medio un inmenso océano, y sobre él, supersónicas águilas con alas de acero, volando, te mando en valija diplomática, gotas de agua transparente recogidas de las primaverales hojas de un cerezo en flor.
Y ésta puntual misiva, escrita en prosa de ensayo, para publicar en Poémame, el 17 de mayo.
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Hogar, dulce hogar

Rozo con la punta de los dedos las ramas más altas
que besan el cielo
con la misma dulzura que lo acarician
y lo amansan.
Los pájaros le han declarado la guerra a las nubes
por intentar ponerle un límite a su infinita imaginación.
Y cantan burlones
que son libres y rebeldes,
que ni ellas
ni la peor de las tormentas
podrán jamás atrapar sus alas
sino desearlas,
como se desea la imposibilidad de todo aquello
que no se puede tener.
Y que su única patria
es y siempre será el viento
por ser el único capaz de amar su libertad.
Huele a enero y a tierra mojada.
Me he empapado los pantalones de barro hasta las rodillas,
y he rugido hasta doler la garganta.
La brisa es fresca
y me susurra al oído que me suelte el pelo,
que deje libres a todos mis monstruos,
porque hoy
mi instinto animal
se siente más salvaje y puro que nunca
y es capaz de dejarlos en bragas
en las mil y una batallas
que les proponga el viento.
He abrazado a la luna
con el corazón abierto de par en par,
y sin darme cuenta,
ha llenado sus esquinas de flores
y de toda la belleza y vida que tengo a mi alrededor.
Para que cuando sienta que no soy de ningún sitio,
que el único que me acompaña es el viento,
entienda que mi verdadero techo lo tengo dentro.
Que todo esto forma parte de mi
porque yo soy parte de todo esto.
Y que nunca estaré sola
mientras los pájaros sigan siendo libres y rebeldes,
el suelo, de vez en cuando,
siga oliendo a tierra mojada,
y la luna siga llenándome el pecho de flores mientras duermo,
para que nunca olvide quien soy
ni de donde vengo.
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Bohemio de Bohemios

BOHEMIO DE BOHEMIOS

A fountain’s pulsing sobs—like this my blood
Measures its flowing, so it sometimes seems.
Charles Baudelaire

Un bohemio de bohemios

considerado por muchos

el Dante de una época decadente

el padre del simbolismo francés

el poeta maldito

el hombre, la leyenda

el creador de las flores del mal

Charles Baudelaire

bohemio de bohemios

la vida para ti fue una locura total

nada te importaba

tu vivías la vida loca

como un bohemio sin freno

que escribió los versos más oscuros

amargos, tristes y dolorosos

pocos saben que dejaste una novela

algunos esbozos de obras teatrales

admirador de Poe

seguidor de la locura

bebedor inaudito

maestro de los versos

traductor y bohemio

poeta maldito

sabes poeta

un día soñé

que comías junto a un cadaver

como si nada estuviera pasando

a un lado tuyo estaba sentado el gran Roberto Bolaño

y al otro extremo de la mesa el gran Edgar Allan Poe

los tres conversaban y tomaban como locos

botella tras otra

cigarro tras cigarro

conversando tres maestros

sentados en la misma mesa

todos allá en el infierno

bebiendo la sangre de todos

en medio de la oscuridad absoluta

mientras florecen las flores del mal

tres locos conversando

tres escritores y poetas

a quienes este servidor

admira con gallardía

bohemio de bohemios

a ti te dejo estos versos

Hagamos todos juntos

un viaje al infierno

donde la música ligera

donde el humo vuele por todos lados

donde el licor vaya de esquina en esquina

como si nada

como si todos

estuvieran celebrando

al estilo de bohemios

de poetas y locos.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Junio 2016.
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Alegoría

Si encontrases una luz en tu camino
O si notas, que una gota de lluvia
Va en tus labios a romperse…
Como perla del cielo sobre el suelo
Si cayese una flor sobre tu pelo
Describiendo figurillas en su vuelo
Como cae el plumón de una avecilla
Y en su curso rozase tu mejilla:

No pienses decir nada o sentir miedo
porque habré sido yo… ¡Dándote un beso!

Si notases que una hoja se ha caído
Ante tus pies, seca y triste, en el camino
O si la brisa acariciase tu cabello
Y de un pájaro en tu senda oyes el trino.
Si diese florecillas el espino
Y una rosa sin espinas te florece
Como asoma, sin quemar, el sol naciente
Y acariciandote rozásete en la frente:

No pienses decir nada o sentir miedo
Porque habré sido yo… ¡Dándote un beso!

Si ves que a tu ventana llama el viento
Con las ramas del rosal, y lanza adentro
Los pétalos de flor suelta y deshecha,
Si ves un rayo de sol sobre la luna…
Y hasta tu cama la luz divina llega
Y con su pálido color tu rostro toca,
Si te das cuenta y… si despiertas
Porque sientes su calor sobre tu boca:

No pienses decir nada o sentir miedo
Porque habré sido yo …¡Dándote un beso!
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Cuando llegue

Para cuando llegue el amor
yo ya estaré muerto.
Y solo te quedará velar
mi tumba llena de coronas,
de flores traídas en vano.

Amarme en vida no pudiste.
No quisiste…
Pero si el amor llegara algún día
yo resucitaría sólo para amarte.
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La boca llena de grano

Yo armado con una pala,
tú con otra,
enterramos nuestro amor,
no pusimos cruz,
pero tierra,
semillas y piedras,
y suspiramos: ¡al fin!
Allí reposa su cuerpo,
su boca llena de grano,
como sus manos,
tan ásperas los últimos días.
Nos miramos,
abrazamos y con otro:
¡al fin!
nos despedimos.

Creció la hierba,
el corazón se hizo pasto,
tímido,
de la alegría del silencio,
del incendio de las amapolas,
pero al final brotó,
brotó
entre la oxidada hierba
un jazmín
y de su flor el amor,
ese mismo amor enterrado,
¿qué hacer? No soy de mar,
no he nacido con sangre de pez,
sino con ese milagro terrestre
que florece una y otra vez,
no importa cuantas veces
lo entierre, aquí está,
una vez más naciendo
con la ternura de las flores.


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Rojo y humo

A plena potencia suben y bajan los pistones del motor encendido. Retumba dentro del pecho, me brota el fuego.

Me deslizo por los límites entre lo que la vida me ofrece y lo que le pido a la luna. Desde que despierta el sol hasta que bosteza la medianoche. Las once, las doce, la una.

Cuando duerme el planeta salgo descalza a la calle. No piso el suelo, toco mil cielos, sin anclas en las rodillas. Sin lastres en los percheros que forman las costillas.

Respiro el buen tiempo. Con sus tormentas repentinas. Me mojan la cara, refrescan mis idas y empapan mis venidas.

Celebro la libertad. No tengo pies de barro, me elevo y me marcho. Vivo y vuelvo. Regreso y, de nuevo, parto.

Hay países que miden su riqueza en función de la felicidad de sus habitantes, condimentemos entonces el tiempo que nos queda con canela y clavo, menta y panela.

Rozo las espigas con las puntas de mis dedos. No hay flor que no me tinte los ojos con lenguas cromáticas. No hay rincón de estrellas que no me impregne de historias galácticas.

Timbales y cañas, crótalos y palmas. Tócame y siente. Aléjate y danza.

Cuando abras los ojos, en algún lugar del mundo, estaré latiendo fuerte. Besando el alma, entre el rojo y el humo.
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Sábana de lija

La que me abrasa la piel
cuando quiero navergar sola.
La que me arranca jirones
cuando sueño despierta.

La que me abriga el alma
cuando ésta da voces.
Cuando encuentra cien pasos
marcados en la arena.
La que borra entre pliegues
tus huellas.

Quisiera arrancarte de una vez.
Lanzarte a la órbita de Júpiter.
Así, levantando planetas en vilo,
me sacudes la inconsciencia.

Y no pienso. No quiero pensar.
Porque si doy
rienda suelta a los caballos,
me darán tantas coces
que ni yo me reconocería.

Así que vete.
Agarra tu maleta
de quebrantos
y camina raudo.

Me quedan las olas.
Me queda la piel
dorada por el sol.
Las manos
llenitas de cariño,
apenas sin estrenar.
El que no desenvolviste
siquiera.
Aquel al que puse
el mejor de mis lazos.

Ya no te revolotearé
como una mariposa.
No te daré mis risas,
me muero poquito a poco
cuando me las cortan.
No te dedicaré
la tinta de mis venas.
No te abriré mi alma
como si fuese
el nenúfar tranquilo
más remoto del mundo.
No te abrigaré más
tu pecho.
Mis palmas
quedarán huérfanas,
pero no desaparecerán
del todo.

Volaré lejos
como una
pequeña
mota
de
luz.

Violeta. Azul.
Verde. Naranja.
Se me antojan mil colores.

Y en su vuelo y su trayecto,
igual le cuente a las flores
que aún te quiero.
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