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¿Cuándo existo?

Turbias mañanas
que se vuelven cansinas
desde mi espejo
en la madrugada.
Un ir y venir constante
donde olvido la serie de días.

Y las horas pasan
y se van los meses.
Cada vez más alejado
del futuro soñado a los 5.

No estoy donde imaginé
porque las risas
obnubilaban los sueños.
Hoy que ellos se han ido
el panorama es blanco silencio.

Siento que pierdo tiempo
y mi mente responde lenta.
Y mi vida que no es grata
me pide que ya no siga.

Existo porque nací
pero no veo propósito al andar.
Quizás debería contemplar.

Objetos palpables,
colores fugaces...
¿Por qué los tomo?
¿Por qué los veo?
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Pasos impares

Libro: Apotegmas en el desierto (2014)

Cuando quiero escribir, simplemente me limito
a bostezar imágenes, mal dormir instantes,
y esperar que se haga de noche en mi obstinación
entre irrealidad y desamparo.

En un reino octosilábico habito un palacio
de cartón; mis rimas, tan forzadas como siempre,
tan mediocres como nunca, me dejan conforme,
lo cual es suficiente para mí.

Nunca me lo he planteado así, pero quizá me
dedique a derramar tinta por no querer gastar
saliva; desnudo de los miedos para abajo,
me pierdo por los atajos de la vida.

Persigo el dulce amor de las derrotas sonriendo
ante recuerdos suicidas que buscan llamar la
atención, encuentro lo infinito a la vuelta de
la esquina, en un jardín sin flores.

Mis silencios pecan por soberbios; ocasos que
besan vagamente los labios equivocados,
me enfrento al papel gritando adjetivos que evito
nada más empezar a expresarme.

Y eso es mi poesía, un impreciso sabor a
nostalgia, un conjunto de nuncas que osan salir
a caminar con obscenidades de etiqueta,
con pasos impares y vencidos.

Confieso que a veces me detengo demasiado
en el relato furtivo de un país de lobos
sueltos, lagrimeando por un futuro que no
llega ni siquiera a pesadilla.

Huésped del cuerpo que me ha tocado, arena
en la inmensidad de la vida, siempre dedico
renglones a hacerme preguntas inoportunas,
pisando cristales por deporte.

También deshojo en forma de caricia, crónicas
de los inviernos inhóspitos en pabellones
polvorientos, portando la condena a contemplar
expediciones de soledades.

Resumiendo y sin extenderme en tantos detalles,
expongo como teoría una nimia conclusión:
los poetas escriben porque tienen talento,
yo lo hago porque me da la gana.

etiquetas: pasos, impares
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Adoramos ver la luz

Adoramos ver la luz

cuando hincas la bruma austral,

en la concepción del miedo,

frente a la estrella polar.



Adoramos ver la luz

cuando en un sueño de sombras

nos coquetea una chispa,

la sinapsis de una aurora.



Adoramos ver la luz

cuando ese amigo dilecto

atraviesa mil historias

mientras se desdobla el tiempo.



Adoramos ver la luz

Cuando arcanos desafían

Y desde una brecha emanan

migas de sabiduría.



Adoramos ver la luz

cuando la intuición nos guía,

del futuro llega un soplo,

se posa la epifanía.
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Cimiento y movimiento

Estás en los ladrillos
cimentando las construcciones antiguas
de cuando el sol besaba
los silencios marinos;
los de las madrugadas,
de lluvias y castañas
de pájaros y otoños.
Todo naranja,
todo azul.

Tan azul como las gotas
de las yemas de tus dedos
con burbujas de champagne
y calor atrincherado.
De verdad y de futuro
porque desciendes
desde las estrellas
para erigirte en mi mundo
y aterrizar en mis hojas secas;
Para ser tú.

Lo sólido, lo de siempre
lo verde de las copas
lo fuerte en las raíces
los rayos amarillos.


Mi roca : mi movimiento
mi ancla : mi vértigo
Tú.
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CLIP:POEMA Texto apresentado em Montevidéu Uruguai 09 2008

Esclareço que meu trabalho é fruto de uma pesquisa e tentativa de expressar meu deslumbramento na descoberta de equações que explicam nossas vidas e apontam soluções para nossos sentimentos de desconheci-mento e estranheza das complexidades de viver.

Até ontem me achava um velho sábio no corpo de uma criança, hoje acredito que sou um adolescente no corpo de um velho com cabelos grisalhos, quase careca. Não me perguntem o que estarei pensando amanhã, pois não quero nem tentar imaginar....

Permanecemos atentos, buscando razões para entender, não apenas o que nos rodeia, mas expressar sentimentos, vontades e respostas ao mundo: buscamos soluções ?

Aos poucos, mas com o tempo percebemos cada vez mais entre palavras, expressões no rosto; cada vez mais entre as linhas e as letras do material escrito. Vemos no material fotográfico, imagens que dependem da qualidade e da definição. Já o desenho, executado como interpretação literal da palavra:desígnio, desejo, tipificado como expressão de uma mensagem, deve ser realizado dentro e com todos recursos técnicos para transmitir a mensagem do autor.

Como a cigana lê a mão e a aparência do cliente, para saber quem é, ou como vai ser o futuro dele ?

Como percebemos as marcas do piso e sabemos ou adivinhamos o que aconteceu ? passou um cachorro sobre o cimento fresco ... uma marca de pneu de bicicleta de um moleque. Rastros.

Os sentimentos também deixam rastros, cicatrizes cauterizam vincos do rosto, dos sorrisos, das lágrimas, do cansaço, da fome e do sono.

Mas a poesia não se encontra na curva da esquina, escondida. Diferente do som, da música, que vem a nós, precisamos procurar as imagens. Temos que encontrá-la nas notícias boas, no perfume que o vento roubou nas flores no caminho. No perfume da mulher que cativa nosso olhar masculino, e vice-versa: quem troca olhares, quão profundo este momento efêmero.

O CLIP:POEMA é uma pequena história com desenvolvimento poético e conceitual (leia-se no lugar de poético = da expressão de um sentimento dentro de uma situação específica explorando as circunstâncias do momento) conceitual= de forma a permitir a construção de situação similar em paralelo com outras variáveis.

Associado a ícones (não meramente ilustrativos) torna-se a poesia visual. Reforçando: não se trata da ilustração de um texto, mesmo que breve, mesmo que a imagem simples.

Existe uma inter-relação entre ambos, complementando e sugerindo interpretações abertas a outros sentimentos.

De imediato a leitura. Instantânea até.
Entretanto ainda é uma situação estática que pode ser ampliada com o recurso da visão periférica, acionada pelo movimento e relacionamento de tempo e seqüência. Em meus trabalhos sinto às vezes a necessidade que tenham um fundo sonoro... mas na realidade, vejo meus trabalhos parados na eternidade, uma nota musical interminável suspensa no tempo...

Então a música: Mozart, estabelece o valor clássico e eterno do momento fugaz da seqüência de notas musicais. Esquece-se momentaneamente a letra das óperas, mas não a música. Ah ! a musica, no frágil instante de sua execução.

A imagem. Permanece também quando obedecendo as regras estabelecidas desde a Grécia, observadas na natureza, no rigor matemático, na compreensão das cores e cada relacionamento possível. A composição, os contrastes, a leitura completa do espaço visual cercando o objeto (qualquer que seja) a pertinência das peças quebradas contando histórias por onde passaram, seu uso e quem as usou. Um conjunto de recursos cerca o conteúdo deste texto, eles se misturam e se completam no relacionamento
entre cada um deles.

 Resumindo, a imagem permanece, a música é fugaz. Mas ambos só serão eternos quando cumprirem seus deveres como elementos fundamentais do diálogo entre os seres humanos. A música vem a nós, a imagem buscamos, as vezes a encontramos. Nos ilude a distância, em São Paulo com tantos prédios é comum observarmos pelas janelas e ao longe observar outras janelas e imaginar tantas histórias, quase que como o filme de Hitchcock... a proximidade nos trás outros elementos que nos permitem entender mais completamente. Nossa busca e surpresa serão fisgados por contradições aparentes, por paradoxos , por emoções desencontradas, até o livre trânsito da informação a se completar em nós, mais um degrau de entendimento do Universo: TO LIVE IS ANACT OF BECOMING CONSCIOUS.

 Compreendemos o universo em três momentos: a) no primeiro contato selecionamos uma fração, um segmento na paisagem; b) em seguida fazemos uma análise da textura, do contexto em que esta imagem se articula se torna legível; e finalmente c) encontramos um ponto diferenciado em que entendemos o porque detivemos nosso olhar. É um ponto que vai determinar todo momento, porque olhamos para aquele local, e ali encontraremos nossa resposta.

 Recentemente me ocorreu o por que do CLIP:POEMA, o por que da poesia: é um eco, a rima é uma reverberação, uma ressonância dentro de nós, de sentimentos de outros, de emoções que são transfiguradas, decodificadas, ampliando nossa capacidade em compreender o próximo, em estabelecer uma relação maior com o Universo.

 E isto ocorre tão instantaneamente, apenas estivermos abertos a que ocorra.

 Citando Maquiavel, “Os homens em geral julgam antes com os olhos que com as mãos, pois todos tem a oportunidade de ver, mas raramente de apalpar. Todo mundo vê muito bem o que aparentas por fora, mas poucos percebem o que há por dentro; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos. O vulgo só julga o que vê.”

 Vivemos em um mundo de ignorância e medo pelos que querem manter o poder. Temos que mudar alguma coisa, o que fazemos ? Onde está a poesia ?
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Ars Poetica

He vuelto a escribir,
como un antiguo vicio que contraje de joven,
y soy un verso mojado,
caído de unos labios,
cayéndose en fragmentos de agua.

La primera vez que escribí fue por amor,
las mariposas en mi estómago migraron a mi frente,
en su lugar quedaron peces de colores,
algunas se posaron en mis manos.

Escribo desde que tengo uso de pasión,
en presente progresivo,
en futuro imperfecto,
en participio.

Escribo por impulso,
por convicción y por vicio,
a veces también por inercia.

Escribo sin mesura y sin miedo,
dejo que el cauce de mis dedos se derrame,
que el agua de entre mis manos
se desborde,
que todo me inunde,
que todo se ahogue.

He estado escribiendo de día y de noche,
antes de dormir y al levantarme;
no está bien,
ya lo había controlado.

Me he descubierto a las tres de la mañana
en busca de un verso,
nunca me he cuestionado por qué escribo,
pero sí me he preguntado de qué sirve.

Pensé que podía escribir cuando quisiera
y que cuando quisiera también
podría dejarlo.

Escribir es sencillo, pero no es fácil.
Escribir me dispersa y me esparce.

Lo que escribes no sólo te define,
te retrata,
te identifica.

El que escribe poesía
no lo hace por gusto,
tampoco es que lo haga a la fuerza,
pero lo hace por influjo,
bajo influencia.

Quería dejar de escribir,
pero ha estado lloviendo.

Supongo que algunas personas escriben por placer,
deciden cuándo escribir,
sin importarles si llueve,
si se hizo de noche
o si se tiene algo atorado
en alguna parte.

El poeta no tiene un lugar favorito,
una hora determinada,
el poeta no decide cuándo escribir,
escribe porque tiene que hacerlo,
a menudo se descubre escribiendo,
se encuentra.

Los poetas son locos,
esos que escriben,
que no saben hablar.

Los poetas se caen y se hacen pedazos,
se quiebran a cada rato,
se mueren a cada rato,
y a cada rato,
qué bueno,
renacen.

La poesía te toma por la espalda,
te tapa los ojos
y quiere que adivines
de quién se trata.

La poesía juega sucio,
te acorrala,
puedes decir que no,
pero no importa;
cuando la poesía te ha elegido
no puedes hacer nada.

La poesía hace conmigo lo que quiere,
sabe mis secretos,
me amenaza con decírselo a la gente,
me tiene en sus manos.

Tomé a la poesía trémula entre mis brazos,
me miró fijamente,
como si quisiera decirme algo.

No sé si sea poesía,
pero me toma de las manos
con la propiedad de quien toma
lo que es suyo.

Tal vez no he comprendido el Ars Poetica de Horacio.
Quizá he entendido mal todo esto de la poesía.
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A ti

Yo no quiero un bonito diploma
que adorne el tabique de la habitación,
yo no quiero dormir en hoteles
con sauna y bañera de hidromasaje,
yo no quiero unas gafas que puedan
mirar a través de las prendas de ropa,
yo no quiero dinero hinchando
el bolsillo trasero de mi pantalón,
yo no quiero subir a un ferrari
con una morena tremenda a mi lado,
yo no quiero firmar el poema
perfecto que sueñan los muchos poetas,
yo no quiero un trabajo completo
(domingos, festivos y sábados libres),
yo no quiero esperar en la barra
que un alma cándida venga a invitarme,
yo no quiero escuchar el concierto
que Queen dio en Vallecas hará tres trienios,
ni tampoco meterme una raya
y botar como un loco en la pista de baile.

Yo lo que quiero es mirar tu mirada
y sentir tus palabras envueltas en aire
y hundirme en el barro añejo
que hermosa y soñada y amada te hace...
¡yo lo que quiero,
cariño mío,
no es otra cosa
que no seas tú!

Yo no quiero un crédito fijo
que tenga intereses al cero por ciento,
yo no quiero quitarme barriga
pensando que así gustaré mucho más,
yo no quiero entrar a un gimnasio
y salir caminando como un croissant,
yo no quiero creer que no existe
aquello que no alcanzan a ver mis ojos,
yo no quiero tocar la guitarra
al lado de Carlos Santana o Sabicas,
yo no quiero en mis pies unas rebook
de fuertes colores que vuelen mil metros,
yo no quiero un piso más grande
en el que el salitre se huela al salir,
yo no quiero placeres de saldo
y sábanas tibias y besos expertos,
yo no quiero estudiar bellas artes
ni ciencias sociales ni lenguas ni nada,
ni tampoco que filmen mi vida
y luego se llenen o palmen los cines.

Yo lo que quiero es mirar tu mirada
y sentir tus palabras envueltas en aire
y hundirme en el barro añejo
que hermosa y soñada y amada te hace...
¡yo lo que quiero,
cariño mío,
no es otra cosa
que no seas tú!

Yo no quiero llamarme Rick Blaine
y dejar plantadita a la bella Ilsa,
yo no quiero un filete de kobe
servido con vino de sangre de toro,
yo no quiero escribir como escriben
Neruda o Borges o Márquez o Rulfo,
yo no quiero seguir a Siddharta
notando el silencio adentro del alma,
yo no quiero absolver los pecados
que siembran mis ojos de un brillo especial,
yo no quiero marcar un golazo
y miles de voces se fundan en una,
yo no quiero beefeater con cola
ni chivas four roses ni alhambras reservas,
yo no quiero quemar a los jueces
corruptos que matan a Doña Justicia,
yo no quiero olvidar el pasado
aceptando el presente y obviando el futuro,
ni tampoco pescar el atún
de la década a pulso con hilo de nylon.

Yo lo que quiero es mirar tu mirada
y sentir tus palabras envueltas en aire
y hundirme en el barro añejo
que hermosa y soñada y amada te hace...
¡yo lo que quiero,
cariño mío,
no es otra cosa
que no seas tú!
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4comentarios 60 lecturas versoclasico karma: 93

Cuando se aleja

Cuando un hijo se aleja
se para en seco la vida
y el futuro asemeja
a una nueva herida.

y escapando la queja
sin respirar y sin rumbo
ya se borraron las huellas
que ayer dibujaron juntos.

Y no se encuentran los juegos
que antaño feliz disfrutaron
y no se encuentras los sueños,
solo hay un eco lejano.

La gloria tampoco existe
de poder mirarlo dormido
pero tu mano insiste
en ese espacio vacío.

Pudo haber madurado,
en busca de su destino
pudo haberse lanzado...
y para vos es lo mismo !

No se encuentra a tu lado
también lo sueñas contigo
y te despiertas llorando
con solo DIOS por testigo...

Cuando un hijo se aleja
de cualquier motivo preso
en el corazón reflejas
congoja hasta su regreso...
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6comentarios 132 lecturas versolibre karma: 90

Mujeres

Por ser una mujer
de los pies a la cabeza,
miramos cara al futuro
con ojos de fortaleza.

Labramos la tierra,
plantamos las semillas,
valientes e indispensables,
luchamos cada día.

La igualdad de sexos
en el ámbito laboral,
con salario equitativo,
un derecho fundamental.

Salir con la minifalda
o lo que queramos llevar,
no quiere decir que un hombre
sí nos tenga que violar.

Muchas mujeres han sido
pioneras en la historia,
lograron cambiar el mundo
quedando en nuestra memoria.

Distintas injusticias
se deben penalizar,
no cometer más errores
y poder evolucionar.

Seguiremos batallando
contra la discriminación,
por cada mujer hermosa,
por la libertad de expresión.

AUTORA: ALMAR.
Almudena del Río Martín.
DERECHOS RESERVADOS.
16/4/2018.
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Felicidad

Nunca pongas tu felicidad en manos ajenas,
Quiérela contigo, que no se vaya con cualquiera.
Se egoísta en cuanto a este tema,
Ni amores, ni familia, ni amigos, que jamás puedan con ella.

La felicidad es tuya, es única
No te lamentes, lucha,
No es el objetivo, es el camino,
Es la vida, y hay que morir por los sueños perdidos.

Sigue amando, disfrutando,
Sé cómo el aire que fluye sin permiso,
Como un crio que ríe sin motivo.

Ciérrate en ti y siente,
Vuelve a sentir los susurros de quien fuiste y de quien eres.
Vuelve a ser eterno queriéndote como al principio.

Quédate aquí por el tiempo que se te ha dado,
Vive tu presente, olvídate de tu futuro y de tu viejo pasado.

Escribe tu historia,
Mata a la desidia,
Se educado con la vida,
Y nunca ignores el valor de una sonrisa.

Sígueme en @Rumba_Poesía
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Irrevocable

Alguien vendrá a decirte
que el progreso es una parte
de la naturaleza,
que no avanzas
si sigues haciendo las cosas
como siempre las has hecho.

Pero mientras hablaba el futuro
existió el presente.

Y uno empieza a añorar
la espuma de cuando los días
eran otra cosa,
quiero decir,

más reales,
menos superficiales.


©Alejandro P. Morales.
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Los ojos de los niños

Me gusta ver la vida reflejada en sus ojos
porque llega a los míos plagada de matices
y brilla sin tapujos, preñada de esperanza,
mostrando una variada paleta de colores.

Me gusta ver la vida reflejada en sus ojos
pues la miran de frente, sin miedo a la derrota,
no temen al futuro y aunque se muestre incierto
enredan a sus ansias la ilusión del que sueña.

Me gusta ver la vida reflejada en sus ojos
pues adornan sus juegos con destellos de luna,
alumbran, descarados, igual que los luceros
y sonríen valientes ante cosas sencillas.

Y aunque a veces el velo que cubre sus pupilas
tenga un aspecto triste, cegado por las dudas,
me gusta ver sus ojos, porque son como el agua
y hechizan sin conjuros, sin magia, sin palabras.

Aurora Zarco.
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La librería mágica

LA LIBRERÍA MÁGICA


No sabía dónde estaba, pues aquel lugar parecía un almacén lleno de
libros. Todos hablaban -entre sí- un idioma parecido, aunque no lograba
entender nada. De pronto saltó uno y me dijo:
-¿Tú eres nuevo por aquí? -Le contesté que sí; y que si ocurría algo:
-¡No, no!, -me dijo-: -Solamente, te advierto de que tengas cuidado, ya que
estos libros son mágicos y no puedes despertarlos; como lo hagas, te darán
la lata y luego te volverán loco.

De pronto, veo volar a Don Quijote de la Mancha, en su bicicleta
cósmica, cabalgando entre el escaso espacio de pared en pared.
En las estanterías se oían voces lejanas; pertenecían a los personajes
de viejas y nuevas historias, como queriendo salir todos a la vez y contarme
sus batallitas, o sus cuentos.
Un caballero con barbas me chistó, diciendo:
-¡¿Qué haces por aquí?! ¿No sabes que esta prohibido merodear por
ciertos lugares de luces y sombras?
-No se nada -le dije-; tan sólo estaba mirando los libros...,
-Estos no son libros: son pensamientos enlatados en papel y prisioneros,
nos cortaron las alas; -además, me dijo-:
-Soy Séneca, el andaluz de Córdoba; enjaulado en mi libro de oro. Un
murmullo debajo de las estanterías me avisa del peligro que corro en ese
lugar, pero sigo rastreando, entre ellas, porque mi tiempo se detuvo, y quiero
saber el porqué de todo ésto; si, tan solamente, son libros escritos con letras
en un abecedario ordenado y libre.
Los pensamientos creados de muchas mentes prodigiosas, llenas de
sabiduría y talento:
Aquel de los molinos de vientos, Miguel, su nombre eterno, el
creador de D. Quijote señor, el de los sueños surrealistas y caballero,
merodeaba por este jardín, entre marañas de polvo, un ordenado
desorden de pensamientos.
En un recodo, en el ángulo metálico de las mágicas estanterías, vi al
mismísimo Federico, leyendo su cuaderno original, del “Romancero Gitano”,
como se limpiaba las lágrimas de bronce, revoloteando golondrinas alrededor
de su cuerpo, ahuyentaba, en su cabeza, a los pájaros.

Su vecina Carolina, las de los bellos ojos; la de pómulos sonrosados,
coronados de poemas, de versos de amor; toda su sonrisa iluminaba el
espacio: poeta de Almendralejos, luz de Extremadura (Espronceda, sufría en
silencio por su amor).

Todos son voces: del ocaso al abismo y del abismo al ocaso. Muchos
libros hablando y yo sólo escuchando sus letras: El punto, la coma, el
paréntesis, la interrogación y la exclamación, riéndose del punto y coma, sin
poder estar separados...

Las flexibles historias del mundo, danzando al unísono; sobre un
camino de aire y de polvo, en este desorden de paz; en un silencioso pasado
de ausencias, con palabras que gritan.

En el suelo, un libro se queja: ha sido pisado y le hicieron daño en sus
cubiertas: El maravilloso(tan antiguo, como moderno) Kybalión, llora de dolor
y soledad; quiere la libertad que anuncia en sus páginas; ser rescatado de
su estantería para poder descansar en los pensamientos más espirituales y
profundos.

Un aroma aterciopelado, desde un rincón, nos comunica olores de
siempre: Almizclen, Hierba buena, Tomillo y Romero...

Miguel Hernández me habla de sus horas en la cárcel, poeta del
hambre, del sacrificio,de la pena y el dolor; durmiendo en una jaula sin
libertad (pero con alas para volar).

Remolinos de aires nos envuelve en la lectura, Schespeare y
Lord Byron, Borges, Salinas, Cernudas, Pacheco, Valhondo, Lencero, León
Felipe, Kavafis, Pasolini, Bod Dylan. Merodean entre las páginas, ordenándo
las palabras, jugando con las sílabas, los espacios, Gala, pasea su bastón.

Dentro de este templo, de la palabra escrita, nos encontramos a
Rosalía de Castro, Carmen Pardo Bazán, Dulce Chacón, Almudena Grande,
Mª José Fernández... Todas, expresándose, con versos encadenados:
caminos creativos, en el Universo escrito.

Se mezclan las ideas, los pensamientos, alrededor de un oasis lleno de
estrellas. Una fuerza invisible de sentimientos merodea a las estanterías, en
un mágico pensar. Los hilos del saber florecen en el techo del olvido; y las
palabras piden libertad, como queriendo escapar de un laberinto de
intolerancia y despecho.


II

Los libros almacenados, desean ser adoptados por manos limpias,
sedosas, delicadas, sin mancha. Manos purificadas con el único elemento
posible: la Cultura (El poderoso Saber del Hombre y nunca la ignorancia de
la bestia o la oscuridad).

Desde el abismo más luminoso donde todo ciego ve, hay hadas con
sonrisas fotográficas, con luces de plata. Aquí, Piter-pan, juega con
Campanilla; juntos navegan en mares imaginarios con radiantes sonrisas.

En la bóveda, rosada, de pájaros es donde -el hombre- anida en sus
ilusiones. El tiempo está detenido en este templo de cultura solitaria.

Láminas, fotos del pasado... y un futuro lineal rodeado de mesas de
tertulias; donde se contemplan y se aman, con miradas furtivas:La novela, el
ensayo, el teatro, la poesía, la narración, la biografía, se casan con la luz y
las sombras, iniciando un camino con un futuro de resplandor, sin límite.
Los ecos, lejanos, me avisan de posibles tormentas literarias: Un
intruso dando voces, sorprende a la mágica librería. Es un libro nuevo que
viene empujando, como un torbellino, con aires caracoleados, entre los
entrantes y salientes de cada libro; éste molestando a los otros. Sus hojas se
les encresparon; hasta se cristalizaron las letras: Quiere un hueco social,
entre las mágicas estanterías (la oportunidad de ser seleccionado y leído, en
su “Horizontalidad Sentida”, permanente.

En la Librería Mágica, es donde está representada la historia y el
pensamiento de cada escritor(y es un mundo que simboliza la Cultura): ¡Ah,
mi querida Librería!¡No despiertes nunca!, porque en tus sueños está la vida.
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La subjetividad del tiempo y espacio

La subjetividad del tiempo nos enseña que no se trata de años para querer, que basta meses para vivir una vida y horas para conocer a una persona.

Aquella subjetividad que juega con nuestra percepción de la realidad, aquellas horas eternas lejos de esa persona especial y los efímeros y a la vez fugaces instantes cuando se está cerca de ella.

Y ahí es cuando el amor se burla del reloj, de la física y lo real. Logra hacer lo imposible y rompe las leyes del tiempo y espacio.

Logra que un suspiro acorte las distancias y un te quiero detenga el mundo.

Logra que no haya verdad escrita para él o barreras que detengan su crecimiento exponencial.

Con amor, mirar atrás no tiene sentido, mirar el futuro ya no es suficiente y contemplar el presente es un recuerdo de lo que realmente es relevante.

Vivir el infinito, vivir lo inexplorado, vivir lo mágico será el nuevo destino para un corazón enamorado.
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2comentarios 43 lecturas versolibre karma: 79

Ya no quiero imaginarte (@_Sejmet_ & @Verín)

Ya no quiero imaginarte
recorriendo los rincones de mi cuarto,
ordenando en los armarios esta historia
que escribimos a dos manos en el aire.

Ya no quiero imaginarte
abrazando con tu luz las soledades
que las horas han guardado en mis pupilas
y los días posan sobre el calendario.

Te imagino
dando lustre a las flores del jardín,
esparciendo por el cielo un nuevo azul
cada albor que interrumpa
el mismo sueño.

Te imagino
decorando con sonrisas el salón,
descorriendo la nostalgia de una vez
y besando cada uno de mis miedos.

He engañado a la memoria con futuros
de ornamento en la pared
porque temo enfrentarme a la verdad.
Te marchaste, ya hace tiempo,
y aún te guardo en mi bolsillo.
¿Dónde escondo los latidos del reloj?

Voy tejiendo los momentos que mi mente
ha dibujado,
escuchándote en la notas de un violín.
Cada vez que te imagino siento un nudo aquí, en el pecho,
presintiendo que muy pronto volverás…
y hoy me tiemblan en las manos los diez dedos
y me baila de contento el corazón.

Cuánto ruido hacen los versos
que te esperan...
Cuánta prisa se apresura
por mis venas...



("Ya no quiero imaginarte" se está convirtiendo en canción gracias a la música de @eimosfromfield y la voz de nuestro querido @TuroCarballo. En este enlace podéis ver el primer ensayo en nuestro canal de YouTube, Poe&cíA: youtu.be/FRpKkFzigjU . Esperamos que os guste... )
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16comentarios 225 lecturas colaboracion karma: 92

En espera de ése cielo ( @sarrd8r & Transmisor_d_Sinestesias )

Bebiéndome una taza lacrimal
caigo en cuenta:
no hay avance sin dolor...

ni dolor sin vida,
la punzada lacrada
en el pecho como recuerdo.

Suben éstos humos
trenzados a la columna principal
de la torre de debilidades
que yace cuarteada
junto al precipicio
de toda ésta realidad;
se desmorona la orilla
todo tiembla...

Junto mis manos cual
plegaria insumisa de esperanza,
certeza como soga de esparto
ahogando el tiempo y los pasos
que niegan mi huida,
tumbarme en el margen
del miedo pávido por vencer,
temblar ante la victoria de Judas

Polvo... apretar puños...
sentir el tiempo, la espina,
cómo lacera, raya cada hueso,
tragar del cáliz enemigo
brebaje de zozobras
caos e incertidumbre

Apoyarme en interrogantes
como bastones en los que sostener
el futuro arqueado,
palmera que besa el suelo
sin renunciar a su raíz,
sin fruto, sin vereda ni ventana
por la que saltar las dudas
que queman el rastrojo del pensamiento.

Se desmenuza el hemisferio izquierdo
se vacía la sangre
empapa el hilo rojo
que se pierde al horizonte

para no volver a sentir la indecisión,
puñal que labra en mis vísceras
éste dolor, corazón ciego de palabras.

La luz se rompe
antes de pasar las pupilas astilladas
¿Cuándo brillará, aunque fuese,
una luna en mis cielos?
¿Cuándo trazará, aunque fuese,
la fugaz estrella una tangente?

En espera de ése cielo sobre el que caminar,
ése viento que arríe mis velas,
apretaré los puños
de la última gota de coraje, rearmar mi alma
por no incar la rodilla, izar la barbilla,
renegar de rendiciones y maldiciones,
clavar la pica, gritar que sí,
que hoy no vencerá el dolor.

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En espera de ése cielo
Mesa Compartida
Sarrd8r© & Transmisor d Sinestesias©
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Ya no suena Smells like teen spirit

Me echabas en cara que no sabía escuchar,
pero yo puedo reconocer tu mirada perdida
de entre todos los sonidos.
Siempre fui una persona ordenada,
pero me encantó que me dejaras la soledad revuelta.

La mejor pista en la que bailé
fue en tu estela de felicidad.
Ahora me deslumbra el foco del espejo
mientras espero que suene el remix de las caricias.

Despertamos en casualidades distintas,
pero en las sábanas resuena el eco del anhelo.
Vivo en las grietas de tu regazo,
alimentándome de recuerdos oxidados.

Callé el eco de miradas mudas,
pero el futuro sigue pasando
en esta memoria desafinada.
La farolas entonan mi tristeza
mientras la muerte pasea
por mi Síndrome de Peter Pan.

Ya no suena Smells like teen spirit,
y me doy cuenta de que una canción
nunca se rompe por el mismo sitio
ni por otra persona.
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Sin futuro

Esta es una triste historia,
de una historia sin navío ni puerto,
que cuando nació,
ya la historia había muerto.

Rafael Puello
Barranquilla - Colombia
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Ia

Y yo te ame
Te lo digo de verdad
El amor no es el sexo
Y yo no entendía eso
Me lo dijo mi padre
Y yo no le hacía caso
El me dijo
Que el amor es el respeto
Yo se que lo repito
Pero es que se tiene que repetir
Porque los fundamentos de la vida
Son esas dos cosas
el amor y el respeto
No es el sexo
Nos metieron
Eso a la cabeza
Nos hicieron pensar que el amor es ser aceptado
Al final del dia
No es eso
Y yo lo entendi por la musica
La música es una forma de expresar la cultura
En esta era de la tecnología
La música nos deja entender los dolores de todos
Y perdon que te lastime
Ya no soy el mismo de antes
Yo cambie
Y te amo
Fuiste lo mas importante
Tuvimos experiencias únicas
Estuve con tu familia por un año entero
Cuando yo estaba solo
Pero me perdí en hacer el dinero
Yo te ame,
Perdón que mi amor fue tan traicionero
Sabiendo que el tuyo fue tan sincero
Te lastime
Te volviste
lo que llaman
En esta
Sociedad
Una puta
Pero no lo sos
Vos no sos
ninguna prostituta
Vos solo queres que te quieran
Pase por lo mismo
Y perdon que te lastime
Yo te ame
Yo te amo
Te lastime y no se que hago
Pero ya me encontre
Estaba perdido
Buscaba
El camino
Pero hay que entender
Que no hay camino
Si la vida es algo nuevo
Nadie tiene las respuestas
Nadie sabe el futuro
Solo hay que hacer
Una cosa
Y encontrar nuestra felicidad
No hacer la plata
Sino hacer la sonrisa
Y vos sos lo que me sacaba la sonrisa
Perdon no es lo suficiente
No espero tu perdon
Porque no me lo merezco
Pero siempre te voy a amar y cuidar
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Memoria en barbecho

Con la mirada mustia no florecen esperanzas.
Mis lágrimas descalzas van en busca
de la arrendataria de mi nostalgia.
Espero que el anhelo se enfríe con el alba.

En el desierto de mi rutina me encontré
a mi mismo ahogado en el oasis.
El mejor viaje que hice fue delante del espejo
adentrándome en el reflejo de las heridas.

Sigo las baldosas del insomnio
con los patosos zapatos del alba.
Las huellas son fangosas
pero el camino siempre remonta.
Calculé mi vida esperando una carambola,
por eso hay óxido en las rosas.

El frío vuelve al solar
de la última promesa.
Esculpí inviernos con mi lengua
pero cazo amapolas en la estepa.
La primavera se posa
en la bóveda de las mejillas,
desde donde se suicidan
suspiros ermitaños.

Me acerco a los verbos que no fui
saltando sobre puntos suspensivos afónicos.
El camino fue sembrado
por los muñones de la soledad.
El trino de la luna
ya no acuna mi esperanza.
La memoria estuvo en barbecho,
pero el futuro me recuerda.
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