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¿Cuándo existo?

Turbias mañanas
que se vuelven cansinas
desde mi espejo
en la madrugada.
Un ir y venir constante
donde olvido la serie de días.

Y las horas pasan
y se van los meses.
Cada vez más alejado
del futuro soñado a los 5.

No estoy donde imaginé
porque las risas
obnubilaban los sueños.
Hoy que ellos se han ido
el panorama es blanco silencio.

Siento que pierdo tiempo
y mi mente responde lenta.
Y mi vida que no es grata
me pide que ya no siga.

Existo porque nací
pero no veo propósito al andar.
Quizás debería contemplar.

Objetos palpables,
colores fugaces...
¿Por qué los tomo?
¿Por qué los veo?
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etiquetas: vida, existencia, desesperanza
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Imagíname

Imagíname feliz,
aunque sea solo un instante.
¿Dónde logras visualizarme?
Exacto, en aquella orilla junto a ti.

Porque si pudiera elegir
el camino de mi destino,
te aseguro que escogería
el que descanse en tu abrigo.

Porque sonrío cuando te pienso,
lo hago más de lo que imaginas.
Estás en cada momento,
te leo en cada página,
te siento en cada aliento.

Contigo no existía invierno o verano,
solo necesitaba agarrar tu mano,
apartar suavemente el pelo de tu cuello
y estrecharte fuerte contra mi pecho
para apaciguar mi corazón maltrecho.

Ese pequeño y soleado rincón
donde estábamos juntos los dos,
para mi significaba
la mayor felicidad que podía encontrar.

etiquetas: imaginame
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Sentimientos taciturnos

Hoy mis sentimientos amanecieron taciturnos.
Las palabras decidieron acompañar tu pretérito desconsuelo.
Aquella espera,
que fue la mía.

Y el sol del mediodía, parece no calmar el frio de la noche sempiterna,
que es la nuestra.
Deja las palabras revolotear tu espíritu en silencio,
ellas son niñas de la noche,
y recogen el calor lejano de las estrellas,
para colocar una guirnalda en tu pecho,
que tanto anhelo.

Ellas,
flotan paciente en nubes de la memoria,
recorre cielos oscuros y acarician ríos y riscos húmedos
esperando reconocer tu alma,
llenar tus vacíos de ansias enclaustradas.

Deja las palabras recorrer tu aliento, abrazar tu hastió.
Te las presto, te las regalo, ¡Amada!.
Prefiero que mi dolor sea mudo y conformado,
que imaginar una perla de cristal recorrer tu mejilla,
sin que mis labios la detengan.
en los tuyos.

www.youtube.com/watch?v=QgPiKgaMUA0
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12comentarios 52 lecturas versolibre karma: 96

tu sonrisa

He visto tantas sonrisas
en tantas situaciones diferentes
que la tuya todavia me hace sonreir
solo con imaginarla.
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CLIP:POEMA Texto apresentado em Montevidéu Uruguai 09 2008

Esclareço que meu trabalho é fruto de uma pesquisa e tentativa de expressar meu deslumbramento na descoberta de equações que explicam nossas vidas e apontam soluções para nossos sentimentos de desconheci-mento e estranheza das complexidades de viver.

Até ontem me achava um velho sábio no corpo de uma criança, hoje acredito que sou um adolescente no corpo de um velho com cabelos grisalhos, quase careca. Não me perguntem o que estarei pensando amanhã, pois não quero nem tentar imaginar....

Permanecemos atentos, buscando razões para entender, não apenas o que nos rodeia, mas expressar sentimentos, vontades e respostas ao mundo: buscamos soluções ?

Aos poucos, mas com o tempo percebemos cada vez mais entre palavras, expressões no rosto; cada vez mais entre as linhas e as letras do material escrito. Vemos no material fotográfico, imagens que dependem da qualidade e da definição. Já o desenho, executado como interpretação literal da palavra:desígnio, desejo, tipificado como expressão de uma mensagem, deve ser realizado dentro e com todos recursos técnicos para transmitir a mensagem do autor.

Como a cigana lê a mão e a aparência do cliente, para saber quem é, ou como vai ser o futuro dele ?

Como percebemos as marcas do piso e sabemos ou adivinhamos o que aconteceu ? passou um cachorro sobre o cimento fresco ... uma marca de pneu de bicicleta de um moleque. Rastros.

Os sentimentos também deixam rastros, cicatrizes cauterizam vincos do rosto, dos sorrisos, das lágrimas, do cansaço, da fome e do sono.

Mas a poesia não se encontra na curva da esquina, escondida. Diferente do som, da música, que vem a nós, precisamos procurar as imagens. Temos que encontrá-la nas notícias boas, no perfume que o vento roubou nas flores no caminho. No perfume da mulher que cativa nosso olhar masculino, e vice-versa: quem troca olhares, quão profundo este momento efêmero.

O CLIP:POEMA é uma pequena história com desenvolvimento poético e conceitual (leia-se no lugar de poético = da expressão de um sentimento dentro de uma situação específica explorando as circunstâncias do momento) conceitual= de forma a permitir a construção de situação similar em paralelo com outras variáveis.

Associado a ícones (não meramente ilustrativos) torna-se a poesia visual. Reforçando: não se trata da ilustração de um texto, mesmo que breve, mesmo que a imagem simples.

Existe uma inter-relação entre ambos, complementando e sugerindo interpretações abertas a outros sentimentos.

De imediato a leitura. Instantânea até.
Entretanto ainda é uma situação estática que pode ser ampliada com o recurso da visão periférica, acionada pelo movimento e relacionamento de tempo e seqüência. Em meus trabalhos sinto às vezes a necessidade que tenham um fundo sonoro... mas na realidade, vejo meus trabalhos parados na eternidade, uma nota musical interminável suspensa no tempo...

Então a música: Mozart, estabelece o valor clássico e eterno do momento fugaz da seqüência de notas musicais. Esquece-se momentaneamente a letra das óperas, mas não a música. Ah ! a musica, no frágil instante de sua execução.

A imagem. Permanece também quando obedecendo as regras estabelecidas desde a Grécia, observadas na natureza, no rigor matemático, na compreensão das cores e cada relacionamento possível. A composição, os contrastes, a leitura completa do espaço visual cercando o objeto (qualquer que seja) a pertinência das peças quebradas contando histórias por onde passaram, seu uso e quem as usou. Um conjunto de recursos cerca o conteúdo deste texto, eles se misturam e se completam no relacionamento
entre cada um deles.

 Resumindo, a imagem permanece, a música é fugaz. Mas ambos só serão eternos quando cumprirem seus deveres como elementos fundamentais do diálogo entre os seres humanos. A música vem a nós, a imagem buscamos, as vezes a encontramos. Nos ilude a distância, em São Paulo com tantos prédios é comum observarmos pelas janelas e ao longe observar outras janelas e imaginar tantas histórias, quase que como o filme de Hitchcock... a proximidade nos trás outros elementos que nos permitem entender mais completamente. Nossa busca e surpresa serão fisgados por contradições aparentes, por paradoxos , por emoções desencontradas, até o livre trânsito da informação a se completar em nós, mais um degrau de entendimento do Universo: TO LIVE IS ANACT OF BECOMING CONSCIOUS.

 Compreendemos o universo em três momentos: a) no primeiro contato selecionamos uma fração, um segmento na paisagem; b) em seguida fazemos uma análise da textura, do contexto em que esta imagem se articula se torna legível; e finalmente c) encontramos um ponto diferenciado em que entendemos o porque detivemos nosso olhar. É um ponto que vai determinar todo momento, porque olhamos para aquele local, e ali encontraremos nossa resposta.

 Recentemente me ocorreu o por que do CLIP:POEMA, o por que da poesia: é um eco, a rima é uma reverberação, uma ressonância dentro de nós, de sentimentos de outros, de emoções que são transfiguradas, decodificadas, ampliando nossa capacidade em compreender o próximo, em estabelecer uma relação maior com o Universo.

 E isto ocorre tão instantaneamente, apenas estivermos abertos a que ocorra.

 Citando Maquiavel, “Os homens em geral julgam antes com os olhos que com as mãos, pois todos tem a oportunidade de ver, mas raramente de apalpar. Todo mundo vê muito bem o que aparentas por fora, mas poucos percebem o que há por dentro; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos. O vulgo só julga o que vê.”

 Vivemos em um mundo de ignorância e medo pelos que querem manter o poder. Temos que mudar alguma coisa, o que fazemos ? Onde está a poesia ?
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No necesita de mis versos

La palabra se queda corta
para la curva de su espalda,
la que despega en su cuello
y aterriza allí en sus nalgas,
revoloteando por su cuerpo
cual ligera sobrefalda.

No necesita de mis versos,
ni de poesía en sobrecarga
pues el mundo, inconexo,
cobra sentido al observarla.

Dibujando en lienzo terso
ni Velázquez lo lograba,
acuarela en esmeralda
que sus ojos descifrara.

No imagino a Donatello
esculpiendo una guitarra
con su brillo, con su vello,
con su porte donostiarra,
y el reflejo de su pelo
que al pasear las bocas calla.

Mi poema no hace falta
sin su tez.. ni su mirada,
sin la mueca de ese hoyuelo;
teoría desmontada.

Ya no sirve para nada
que se escriba lo más bello,
sin su olor a caramelo
de una fresa avainillada,
que desprende con sus besos
de amiga desmelenada.
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Traición

Jeremías 17: 5 dice:

"Maldito el varón que confía en el hombre..."
Y yo, confíe en ella.
Y me sobrevino maldición,
por la desobediencia
de mi terco corazón.

Aquel mensaje decía :
"confío en tí, y siempre confiaré,
aunque se caiga el mundo"
Y, he aquí,
el mundo cayó a mis pies.

Entregué todo mi corazón
a quien no debía,
mi amor y cariño
era para mi mejor amiga.
De ella eran mis sonrisas,
ella,
me hacía olvidar entre platicas,
hasta de mi familia.
Mi tiempo, mis abrazos,
mi alegría, mi todo.
Tendidas hacia ella,
mis manos.
Sin darme cuenta,
al pasar del tiempo,
de su corazón negro,
fui probando su veneno,
quiso mis ojos, y mi camino,
se llenó de envidia y quiso mi destino.
De mis fuerzas tomó posesión,
y así me dejó,
postrada en la nada,
sin aliento, y con dolor,
quizá desahuciada,
hasta arrancarme el corazón.
Quiso quitarme la vida,
y usurpar mi lugar,
con su imposición.

Luego de escalar de sufrir en sufrir,

Entonces entendí, que solo a Dios,
se le debe adorar con devoción,
solo Él pudo reparar,
cada Partícula
de mi quebrado corazón.

De mi amiga conocí,
la miseria humana,
que jamás imaginé,
aun así,
después de levantarme,
un abrazo le di,
y un te quiero le dejé.
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4comentarios 60 lecturas relato karma: 81

Querido amigo Alzheimer

Querido amigo, nunca jamás hubiera imaginado que esta relación hubiéramos entablado.
Tablas de vivencias y conocimientos que rompes al pasar.
Pasaste desapercibido y ahora ya eres uno más de este corrompido núcleo familiar.
Familias que creen que en sus casas no puedes entrar.
Pero entras en todos los sitios porque tú todo lo puedes derribar.
Derribas cualquier pronóstico de esperanza o de mejorar.
Mejorar el mundo quien te creo pensó que haría contigo.
Y al final contigo el mundo solo empeora porque ellos no saben dónde van.
“Iré a verte hoy” digo cada día que me levanto.
Pero levantar cabeza, palabra y sonrisa es difícil cuando te veo.
Porque verte y no reconocerte es tan arduo como saber que me miras y no me encuentras.
Asustadas están tus viejas ideas que solo quieren comprender lo que pasa.
Lo que pasa es que tengo un amigo que se alimenta
de tu mente y con tu alma lo condimenta.
Menta me ofrecías para masticar cuando era pequeña
“¡es como un chicle, pruébalo y verás!
¡Pero no ves que no te veo!
Veo tus ojos buscando auxilio, tu cuerpo pidiendo alivio.
Alivio encontrarás cuando tu cuerpo deje de funcionar.
Mientras tanto yo solo te doy las gracias, amigo mío,
por todo lo que día a día me quitas y ya nunca más me darás.


@freethewordd
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En el Salón Poémame

Estoy en el estrado del gran Salón de Poémame.
Las puertas están abiertas, quien desee puede pasar y será un gran honor recibirte.
Toma un lugar, el que desees. No hay jerarquía alguna.
Todos somos educados y tenemos buenos modales.
No hay desorden, todo es cordialidad y el ambiente es amistoso
y lleno de sincera hermandad.
No hablaré mucho, solo tengo un secreto qué revelarles:
Me siento sumamente halagada, pues he sido privilegiada por compartir
con todos ustedes momentos importantes de mi sentir.
Le pedí al Todopoderoso un deseo, me lo concedió sin merecerlo.
Le pedí una señal y su respuesta llegó inmediatamente.

Mi deseo fue un poema escrito por el gran Poeta Soñador
y su verso superó mis expectativas, sus palabras, consideradas por el mismo autor,
un ensayo, ha logrado su propósito. Un regalo que jamás nadie nunca
me había hecho. Sus palabras son hermosas gotitas del rocío que
caen del cerezo, que me ha enviado desde el viejo continente.
Esta tarde lo recibí y con alegría las leí mientras mi corazón latía
al compás de mis lágrimas de felicidad…
Mi cofre está en espera de guardar tan maravilloso recuerdo.
Pero no lo haré porque lo quiero mil veces más leer e imaginarme
la propia voz del galante Soñador hablarme, como si estuviéramos
sentados en el banco del jardín de la gran ciudad.
Allí riéndonos de alegría por la bella historia del ángel triste y la solitaria niña.
Me ha invitado una tarta de hojaldre,,, vengan todos:
Alejandro, DeeDee, Jana, Lidianny, Mary, Ángeles, Hortensia, Malu, Maw,
Santiago, José Luis, Rebeka, Rafael, R. Puello, José Lara, Carmen, Pat,
Pequeho Ze, Transmisor de sinestesias,,, podrías hacernos el honor de acompañarnos?
Floro
también,,, la lista es larga, para todos un trozo de esta tarta de
felicidad quiero compartir.
En este cofre hay un lugar especial donde habita también su nombre de él: Eduardo.
“ Guardián de la Riqueza” Gracias, mil gracias Eddy...
No te consideras seductor? quién te crees? Esa opinión la damos nosotras las mujeres,,,
eres además encantador!

También una señal pedí, subir o esperar…
Un ángel con nombre terrenal, Rafael, me sacudió con mesura.
Con cualidad de tacto y ternura me habló al oído y me tomó de su mano
y me llevó al umbral de una gran montaña y en el camino sus palabras
bien precisas y escogidas me hizo recordar sabiduría divina y sus preguntas
socráticas y retóricas me invitaron a la autorreflexión.
Tus palabras mi querido Rafael, son como la miel que producen las abejitas.
Dulces en breves dosis. Son como un bálsamo para el alma.
Quién no querría estar a un lado tuyo cuando te sientas y empiezas a escribir poesía,,,
el mismo borrador que tiras en el sesto, es el mismo que desearía yo comer para
aclarar mi garganta. No tuve mucho tiempo que esperar, para poner en práctica tu sabio consejo
y el alma en proceso de limpieza está...
Eres un ángel pero solo los que tenemos ojos tristes, somos capaces de ver tus alas expandir,,,
y sentir como Daniel en la fosa con los leones, la presencia del ángel lo protegía...
No hablo de religión, hablo de los que milenios de años han estado acompañándonos
y a veces no queremos verlos... Hoy uno de ellos se personificó en Rafael...

Gracias mil a todos mis queridos amigos, por dejarme pertenecer a este lugar, en donde he encontrado una nueva identidad y un lugar donde el alma se puede desnudar a través de las letras... Todos en la noche están invitados a la gran fiesta,,, donde los que merecen mención honorífica, son justamente todos y cada uno de ustedes...

Letizia Salceda,,,
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20comentarios 180 lecturas versolibre karma: 104

Distancias cercanas (jotabéa)

Miradas tan lejanas, encuentros tan casuales
Distancias tan cercanas, escasas las señales

Que no me imaginaba, jamás lo pensaría
que fueras a cantarme, con gesto de osadía
tu amor desenfrenado, con tierna melodía
llenándome de risas, con dulce simpatía

Las llamas de tu cielo, los versos de tus ojos
La flama que me invita, la llave a mis cerrojos

Unidos por reflejos, imanes naturales
Vibrante sentimiento, sublime la energía
Con ramos de ternura, cariños en manojos

Con púrpuras y rojos
Confiesan mis latidos, tomados de tu mano
Que estaba en mis deseos, sentirte tan cercano




Dee Dee Acosta
may.17/2018
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21comentarios 110 lecturas versoclasico karma: 92

Ya no quiero imaginarte (@_Sejmet_ & @Verín)

Ya no quiero imaginarte
recorriendo los rincones de mi cuarto,
ordenando en los armarios esta historia
que escribimos a dos manos en el aire.

Ya no quiero imaginarte
abrazando con tu luz las soledades
que las horas han guardado en mis pupilas
y los días posan sobre el calendario.

Te imagino
dando lustre a las flores del jardín,
esparciendo por el cielo un nuevo azul
cada albor que interrumpa
el mismo sueño.

Te imagino
decorando con sonrisas el salón,
descorriendo la nostalgia de una vez
y besando cada uno de mis miedos.

He engañado a la memoria con futuros
de ornamento en la pared
porque temo enfrentarme a la verdad.
Te marchaste, ya hace tiempo,
y aún te guardo en mi bolsillo.
¿Dónde escondo los latidos del reloj?

Voy tejiendo los momentos que mi mente
ha dibujado,
escuchándote en la notas de un violín.
Cada vez que te imagino siento un nudo aquí, en el pecho,
presintiendo que muy pronto volverás…
y hoy me tiemblan en las manos los diez dedos
y me baila de contento el corazón.

Cuánto ruido hacen los versos
que te esperan...
Cuánta prisa se apresura
por mis venas...



("Ya no quiero imaginarte" se está convirtiendo en canción gracias a la música de @eimosfromfield y la voz de nuestro querido @TuroCarballo. En este enlace podéis ver el primer ensayo en nuestro canal de YouTube, Poe&cíA: youtu.be/FRpKkFzigjU . Esperamos que os guste... )
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16comentarios 225 lecturas colaboracion karma: 92

Infinidad de la leña

Porque amor
Decir tu nombre es esperar la vida
es recorrer lo que sea limpio y ordenado en un universo caótico.

Decir tu nombre
es cantar sobre el fuego y el agua.

Decir tu nombre
Es llamar ironía a lo que nos sucede.

Decir tu nombre
es imaginar que eres de los dos y que de los dos nos iremos.

Decir tu nombre
Es callar que la eternidad se disipa.

Decir tu nombre
es envolverte en el cuerpo seco de la leña y quemar y ver arder lo que serás
y apagar lo que eres
para convertirte en lo que espero que seas cuando me veas.
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4comentarios 33 lecturas versolibre karma: 80

no me basta...

no me basta imaginar la jaula
al descubrir el nido,
ni el aroma carnoso de rama
para aprehender esa flor que respiro...

y no me basta desde la salina
sentir destilar el fluir escondido:
la voz de mi sed proyectar
la indulgencia del mar
en el peso del rio

para todo me basto de espino...
yo quiero en tu bosque
rasgarme la piel
si te miro
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4comentarios 69 lecturas versolibre karma: 105

Entre un silencio perfecto

Como defenderse de la tempestad
con una voz desnuda
que evoca resplandores
ante una inercia casi intacta
por unas palabras que no descansan.

Te leí los ojos con mi soledad
eran como un jardín hecho trizas por la tormenta
no me alcanzo la noche para huir con miedo
seguí viviendo desnudo
callando en el íntimo amor de mis adentros.

Nunca más volví a pensar en nosotros
mi voz se volvió una estéril estatua de sal,
entre labios me esforcé por hablar
fui como un silencio perfecto
que vagó en la soledad de nuestros tiempos.

La muerte amaneció casi intacta
como un desamor que vive entre rumores,
a nadie le gusta adormecer a un ruego
y encontrarse llorando con el pecho abierto
muriendo por un amor enfermo.

Mi poema fue como una sonrisa en descubierto
como un verso desarmado
deshaciéndose en la fragancia de una boca vacía
con el pasado alejándose, escondiéndose del tiempo.

Fui prisionero de mis yerros
cercado entre todos mis errores
como una mariposa sin alas al querer volar al cielo
con la oscuridad de una mirada vacía cayendo.

Con un pequeño sesgo como esperanza
y con la última luz prendida de un fuego
así es mi presagio inmóvil de un páramo sin sueños
como una paloma herida que se niega a morir.

Corté un par de rosas
con la esperanza de poder volver a verte,
te marchitaste antes
entre los colores pálidos de una flor de invierno.

Entre espinas de una ausencia
no te pude más escribir
entre mis poemas te lloré
con mis versos te imaginé de nuevo.

El mute
14/05/2018.
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10comentarios 133 lecturas versolibre karma: 99

Telones de sube y baja. (El paso de la paloma). (Dedicado al precioso poema "El telón sigue levantado" de Encrucijada)

Paloma oscura
a contraluz del cielo.
Claro de luna
negra cara.
No pude comprar mis sueños.
Y te siento miedo.

En bellas tumbas dormido
escribo poemas locos
a leyendas sin memoria.
Imaginar pudiera, rojos cielos
mirando estrellas blancas,
como vestido de novia.

Óleo en verso quisiera ávido,
el aprendiz de poeta pintar.
Al perdido rayo de luz.
De aquella mañana gris
en que se pudrieron las rosas.
Que no volverá jamás.

Silenciado corazón,
¡mudo que no dormido!
en un nublado día de invierno
malpagados desamores
te dejaron sin voz,
mas no sin latido.

Oscura paloma,
dibujada en azul perdido.
Con la cabeza gacha

deja

que me acurruque en tu nido.

Canto mis penas
como si de pecados
tratara.
Pero no me mires mal
palomita mía.
Quiero cruzarte
limpia la mirada.

Ayúdame paloma.
¡Desvístete de sombras agrias!
Ofrece un alegre hola
a la luz de los soles,
y empújame a gritar

a mi triste huida...

¡basta!

Dulce palomita blanca,
permite que adiós te diga,
y despedir me dejes
tu paso teatral
con sonoro colofón:

¡Maestro!
¡Suenen los timbales!

¡Tramoyistas!
¡enciendan luces
y que baje el telón!

¡Distinguido publico.

Sonrían o lloren!

Grácias por su atención!

Buenas noches tengan.

Hoy por hoy,

acabó la función.
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3comentarios 77 lecturas versolibre karma: 88

El cuento de la vida

Apenas tienen cinco años cuando se conocen. Es el primer día de colegio y sus madres los dejan en una clase llena de otros niños llamativos, pero menos. Menos niños no, menos llamativos los unos para los otros que como se atraían ellos entre sí.

Su historia empieza en una mesa verde llena de bolas de arcilla que, a diferencia de la plastilina, al quedarse seca se endurece, como la vida. Él moldea un unicornio, ella no sabe qué es. Él le explica que es un caballo mágico y ambos ríen ante aquella ocurrencia. Después da forma a un barco y le asegura que, cuando esté acabado, navegarán a bordo de él por el patio de recreo en los días de lluvia, y vivirán aventuras increíbles surcando lagos malditos, mares lejanos, el mundo entero. Ella sonríe con los ojos brillantes de ilusión.

Pasan los recreos siempre juntos, contándose historias imaginadas, cuentos recién inventados, fábulas en primera persona. Los demás niños los miran con recelo, observándolos a una distancia prudente, como si fuesen bichos raros que no conocieran. Aprenden a escribir juntos, a leer de la mano, a sumar y restar cantando... y cogen la costumbre de contarse el argumento de los libros en primera persona. Se disfrazan de los héroes de sus sueños, crecen dentro de sus mentiras, se abrazan de mentira, y se besan de mentira, como los novios de mentira.

Llega el último verano de colegio y ya no les quedan más septiembres. Se mienten, esta vez sin saberlo. Poco a poco, como planetas en distintas órbitas, se van distanciando irremediablemente. Siguen viéndose de manera casual por el barrio, pero cada vez conversan menos, se miran menos, se sonríen menos... hasta que el saludo se convierte casi en obligación.

Pasan los años de mentira y van conociendo a otros ellos. Llenan sus nuevas vidas de otras mentiras, aunque mucho menos cómplices, más mundanas, menos divertidas. Un día ella entra en una discoteca, ya decepcionada de esa nueva vida, y se lo encuentra. Entre tragos de alcohol recapacita: “de todos los que me han mentido, nadie me ha mentido como él”. Se acerca y le saluda. Al oído le confiesa que está en la discoteca porque el descapotable se le ha averiado, iba de camino a una cena con músicos, actores y gente del mundo de la moda. Él se ríe, se separa con los ojos brillantes, hace una pausa para mirarla. Se acerca a su oído y le miente. Así que ambos, mentidos de arriba abajo, salen a buscar al unicornio de arcilla, que con el tiempo ya está amaestrado, para que los lleve a la fiesta. Se besan y hacen el amor en un portal.

Siguen viéndose de vez en cuando para mentirse. Se mienten incluso sobre sus actuales parejas. Se van contando sus bodas programadas, los hijos que tendrán, sus viajes, sus mascotas... Poco a poco van dejándolo todo para mentirse con más frecuencia, hasta que ya casi se mienten en exclusiva. Y un día deciden irse a vivir juntos, para mentirse ya del todo. Es entonces cuando cada uno descubre todas las verdades del otro.

Salen por la mañana a trabajar a la ciudad, y vuelven corriendo por la tarde a mentirse en su reino recién conquistado, a lomos de su caballo mágico. Pero una noche ella se pone enferma, y acuden a un hospital muy falto de fantasía. Un doctor le diagnostica una enfermedad incurable, y le cuenta que apenas le quedan unas semanas de vida. Ella llora y maldice todas las verdades del mundo.

Él se quita los zapatos y se acurruca en la cama junto a ella, abrazándola con fuerza. Le aparta el pelo de la oreja para alimentarla de una última mentira. Le explica que ellos no existen, que son parte de un cuento, un relato nacido de la fantasía de un pensamiento. Le cuenta que son tan reales como los unicornios, y que al final del cuento no se muere, porque los cuentos no tienen final. Y le promete, sin más mentiras, esta vez ya de verdad, que puede estar segura de que vivirá para siempre en su recuerdo y su corazón.

Juanma
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10comentarios 198 lecturas relato karma: 90

Usted, usted

Sabe
Usted siempre acercara mi vida a la muerte,
pero también me salvará de ella

Sabe
Usted es el abismo entre mis grietas,
pero también es el aire para subir de él

Sabe
Arránqueme las entrañas, devuélvame al abismo...
pero nunca nunca niegue mi existencia

Sabe
Usted es la armonía de la canción más bella,
pero también es el suceso en donde sonará tal canción…
de luto

Sabe
Usted es lo que yo siempre esperé,
pero también es lo que siempre se me negará

Sabe
Usted es el sacrificio de la vida,
pero también es idolatría para la muerte

Sabe
Usted es las letras que en este instante escribo,
pero también es la persona que nunca lo leerá

Sabe
Usted es instante,
pero también eternidad

Sabe
Yo solo soy acompañante de su soledad

Sabe
Cada mañana recuerdo que yo suelo amar,
pero también recuerdo que ese amor no es hacia usted

Sabe
Usted es luz y armonía en este espacio indivisible,
pero también es las leyes que lo gobiernan… siempre indescifrable

Sabe
Usted son los espacios de los mejores poemas que se han escrito,
pero también corresponden a mis silencios

Sabe
Cada mañana despierto en una situación incómoda por no tenerle,
y por no tenerle mi situación aún es más incómoda

Sabe
Deseo ser su vuelo por entre el trinar de los pájaros,
pero igual deseo ser ese vuelo para que se aleje de mí

Sabe
Usted es siempre siempre dolor, siempre siempre ausencia...
usted es siempre siempre misterio.
Y yo siempre siempre acompañante

Sabe
Siempre pensé en la ausencia como la falta de usted,
aunque también la ausencia (ahora) es la falta de mí

Sabe
Es idílico pensar en un encuentro más,
aún más idílico es pensar en que usted piensa en mí

Sabe
Ahora ya nada importa,
eso quiere decir que todo aun importa

Sabe
Siempre quise ser la autonomía de su cuerpo,
pero no imaginé que un cuerpo seria en partes igual al mío

Sabe
Arránqueme las entrañas, devuélvame al abismo...
pero nunca nunca niegue mi existencia

Sabe
El amor es tan complejo que aun las leyes son inservibles para su funcionamiento,
pero también es tan fácil que gobiernan el vuelo...
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2comentarios 24 lecturas versolibre karma: 84

So far away

Dos jóvenes felices,
Joan Alberto y Maribel,
en busca de libertad partieron,
tras invocar al dios del viento
y salir de aventura con él.

En espuma de los mares,
sus cuerpos adolescentes bañaron,
porridge de Escocia, probaron,
mezclado en kaiku vasco de leche,
con avellanas, y miel

Joan Alberto y Maribel, so far away

Como un par de nómadas cabalgaron,
en alados unicornios ancestrales,
meciendo al subir y bajar de las dunas,
sus indómitas crines sensuales.

Joan Alberto y Maribel, so far away

El gran Gengis Kan, rey de valles, montañas e interminable suelo, al llegar a sus praderas, les dio un viejo pergamino, lleno de días y noches, y una humilde vida sana, libre hasta el fin de derroches.

So far away

Y tú que imaginaste un más allá sin ansias de consumo, y de libertad sin definir…

¿Dónde dejaste esta tarde a tu amada,
a qué grandes almacenes, la llevaste a delinquir?

¿Y tu adolescencia añorada, dónde la dejaste morir?
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Impetu I

La Barceloneta y sus luces.
El mar y las olas, tu mano en mi cadera.
El cielo achicando las gotas,
yo sonriente,
por qué soy de las que aman mojarse.
Tus labios y mis corneas,
entornándose, imaginándose.
Una cerveza, dos, tres, cuatro, cinco.
Caminar sin parar, sin destino, sin objetivo, como nosotros.
Hablar, sin fin,
sin un punto en concreto al que llegar.
Pararse a observar, respirar y quejarnos un poco del mundo, y acto seguido creer que lo podemos arreglar.
Ser superfluos, inconstantes e inconscientes.
Más que nada, porque siempre llega un punto en el que el beso es la claridad de la situación.
Estoy segura que si los ángeles existen,
nosotros somos su comedia.
La de dos personas que se acaban de conocer, y no hacen mas que sandeces.
Es bonito, llega el primer beso.
Sabe a estrellas.
Huele a algodón de azúcar.
Sientes lo que siente una persona cuando besa a bocajarro, extasís,
pero sin la droga.
Dicen que al besar utilizamos 34 músculos,
pero es que en realidad, el más importante es el que no se cuenta.

Mis manos dicen que si,
y mi corazón me pregunta que qué coño estoy haciendo.

Bien,
otro día seguiremos con la segunda parte.
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Dime si algún dia

Dime si llegara el dia en ya no te extrañe,
dime cuando llegara el día en que pueda imaginar algo hermoso y que no seas tu ese pensamiento.

O dime si acaso llegara el día en que me pregunten que es lo que mas quiero y ya no piense en tu nombre.

Espero que llegue un día en que pueda verte y no emocionarme, ojala hubiese sabido cual iba ser nuestro ultimo beso para hacer que durase para después alejarme.

Y si algún día vuelves a quererme te pediré que porfavor no me abraces, porque no se si podre volver amarte como algún día si que lo hice.
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