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O espírito da arte. E os fantasmas do tempo. (Ensayo)

O espírito da arte.
E os fantasmas do tempo.

Impossibilidade de achar uma escala absoluta para determinar o valor de uma obra de arte. Valor relativo da beleza e da feiura. Origem dos nossos sentimentos estéticos. Origem das nossas ilusões sobre o valor absoluto das obras de arte.
A arte não tem por fim reproduzir fielmente a natureza.
A obras de arte exprimem os sentimentos, crenças e necessidades de uma época, e transformam-se com ela. … a arte como prazer, a arte como expressão e a arte como conhecimento, pois as questões referentes à arte são tão antigas quanto a própria origem da filosofia.

Mas tudo isto conservará em alto grau carácter insular. Isso resulta do facto de elas representarem a efusão natural dum cérebro um tanto excêntrico e que compunha dominado por uma espécie de obsessão.
No entanto, o princípio da falseabilidade não é critério único para dar garantia ao processo de pesquisa científica, já que a própria teoria da falseabilidade pode ser aplicada a si mesma, o belo pode ser um dos atributos da arte, mas não é o único, tampouco o mais importante. O feio também pode ser arte. Além disso, existem proposições em que o princípio não é aplicável.

A interação ambiente/organismo gera informação e esta causa mudanças no comportamento do organismo, que por sua vez causa alterações em seu ambiente, processo equivalente ao do feedback estudado na teoria da informação.
Desta situação decorrem dois fatos: 1) Não existem valores absolutos e eternamente válidos para todos as espécies de seres que existem e existiram; e 2) Muito menos valores humanos válidos para toda a natureza, inclusive a humana.
A primeira dificuldade apontada concerne à questão da comensurabilidade. Isso porque quando duas coisas - objetos, pessoas, fenômenos - são comparadas, presume-se que se possa medi-las em igualdade de condição (suposição, muitas das vezes, errônea).

É difícil imaginar hoje a possibilidade de, em algumas páginas, definir o pintor ou a pintura, o artista ou a arte da vida moderna, pós-moderna, contemporânea, ou como se queira chamar-lhe. Isto é, dirigir-se à actuali-dade, que sentimos como cada vez mais complexa, e traçar-lhe o retrato, a essa actualidade que temos cada vez mais dificuldade em convocar como realidade, em dizer como experiência, ou sequer em configurar como nome. Não há como mensurar qualquer fenômeno estando fora da história ou da sociedade… se a razão busca uma soberania irrestrita sobre a natureza, ela coloca o humano contra si, do mesmo modo que a natureza o faz quando exerce uma dominação total.

Neste último caso, o homem seria um selvagem; no primeiro, um bárbaro. É preciso um singular poder de observação para tornar sensíveis tais particularidades de matéria. Uma vez presumida a impossibilidade de apreender por inteiro a realidade objetiva, a capacidade de “prestar atenção” (em um número reduzido de estímulos) passa a ser considerada condição de uma subjetividade plena. Trata-se antes de um episódio desseeterno movimento pendular que faz com que a um período de frivolidade suceda um período severo, a um período de liberdade um período de disciplina, mas hoje uma data de gurus universitários, todos a darem-se ares de iluminados para os centenares de alunos que vão dormir a sua marijuana ouvindo-lhes os sermões psicanalíticos, estruturalistas, etc…

Tal maneira de ver não teria suficientemente em consideração a complexidade das coisas. É importante perceber que muito daquilo que tendemos a encarar como “natural”, principalmente no que diz respeito aos valores, costuma ser muito mais uma mescla obscura de orientações morais cujo delineamento e defesa podem ser encontrados em muitos pensadores. Embora tais armaduras simbólicas sejam eminentemente invisíveis, elas possuem também uma parte visível – aquela parte que nós representamos com objetos e imagens. E tais representações, é claro, não se dirigem apenas aos outros mas também a nós mesmos, ajudando-nos a ajustarmos, embelezarmos e afirmarmos o direito de utilização de nossas armaduras.

Grosso modo, se antes uma representação aludia a algo “em si”, como referencial objetivo, passou-se a entendê-la como algo que foi visto por alguém, em sua particularidade e em meio a instâncias dispersas. E o que caracteriza a pulsão é sua plasticidade, de modo que ela pode ser investida em objetos muito diversos, de formas muito diversas. Mas, como é fácil observar, a experiência imaginária do humano, este ser mergulhado no simbólico, é muito diversa da experiência imaginária do animal, no qual se pressupõe simplesmente que certas imagens os impelem (instintivamente) para ações específicas, como no caso das imagens que atraem sexualmente. Trata-se, é preciso reconhecer, de uma questão difícil de responder, em parte devido ao grau de enraizamento de tal ideia em nossa cultura, que faz com ela permeie, em formas bastante variadas, uma infinidade de representações.

Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez.
(Tanto del texto como de la imagen)
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etiquetas: ensayo, arte, movimientos, sentimientos, pintura, animal, modo
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Dulce Melancolía…

La creación cabe en un pensamiento
lo dijo el mensajero de alas doradas
sentado en la cima del templo
detrás del pórtico de los susurros
tenues sentimientos hilvanó el Ángel..

Dulce melancolía…no me abandones al azar,
Atrévete a soñar, <<<<<<< finges el deseo??????

Los placeres consumidos los petrifica
el éxtasis del fuego.
Cenizas quedan como señal del deseo.

Deseo sepulcral encuentro con el dolor
te nombré…

Cándida y yerta agonía
tú envoltura orgásmica quiero poseer.

Dulce melancolía permanece aquí,
en tiempo y espacio.
permite que te pinte,
con mi pluma de pintor rupestre
hare trazos incoherentes
en lo más oculto de la acuarela
donde guardo creyones y lápices

Oh, aliento divino…<<<<<<<trágame
tú envoltura orgásmica quiero poseer...

Ramón Pérez
@rayperez
Septiembre 2018
Cabimas, Venezuela
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Diálogo de las miradas

INTRODUCCIÓN :Adam y Eva nos enseñaron que el paraíso está donde está la persona que uno AMA. Cuando DIOS destierra a Eva del paraíso y la envía al infierno por desobedecer la orden impuesta, que consistía en no comer los frutos de un árbol que les estaba prohibido, ADAM, como buen enamorado, decidió correr el mismo destino que ella. Creo que esta fue la conclusión a la que él llegó <<CUALQUIER INFIERNO CON ELLA ERA UN PARAÍSO>>. <<CUALQUIER PARAÍSO SIN ELLA ERA UN INFIERNO >>.

POEMA : diálogo de miradas.

Esos dos brujos que son tus ojos tiernos
poseen un dulce hechizo,
con sólo mirarte, el peor de los infiernos,
se convierte en el mejor paraíso.

Si no puedo mirarte, el mejor paraíso,
se convierte en el peor de los infiernos,
poseen un dulce hechizo,
esos dos brujos que son tus ojos tiernos.

Cada pestaneo abre las puertas del juego
como un "abracadabra"
La mirada es una voz de silencio
Porque dice sin decir palabras.

Mirarte es recitar
poesías con los ojos,
es poder rimar
tu dulzura con mis antojos.

En el fuego de tu mirar quiero sentir
que mis ojos son un par de leños,
que arden para que no se pueda extinguir
La llama que alumbra los sueños.

Mirarte es andar
por los caminos del corazón,
es seguir las huellas de los pasos
por donde anda la ilusión.

Los ojos son las ventanas
que se abren para ver el mundo,
Al Sol de tu mirar
Se quiere dorar este amor profundo.

POSDATA :EL Poema, diálogo de las miradas, la inspira una frase de borges que dice que Adam escribió sobre la tumba de Eva el siguiente epitafio <<el paraíso estaba allí donde ella estaba >>. Yo, me imaginé sus miradas.
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A papá, en su tarde de lluvia

Veo a mi padre dulcemente atrapado por las lluvias de la calle estrecha
Inmensas gotas circundantes caen en el suelo y por entre las manos
de él;
El sueño de todos, el sueño mío.
Fuera de él: el espacio airado y tristemente azul.
Dentro: el hogar, la espera y la canción del mes de Septiembre.

- el amor acabado, y la vida se ha muerto -

Ahora, de pie junto a la puerta abierta
Observa el mundo acurrucarse en una gota de agua.
Su mirada posada, inerte. Su desvarío remueven las canciones...
Las canciones de todos.

Canta, y la persistencia de su canto se replica en los rincones de la casa
Siempre son los ojos, los ojos de nosotros que pacientemente
mramos las sonatas con desvaríos de su boca cansada.

Ese cantor de letras sin nombre, ese cantor de la radio
Imita la voz de mi padre, que aún con los acordes finos y la melodía en hilo
muere despacio sin el compás y las heridas de mi padre.

Ahora, sentado en esos infinitos retazos que cubren los muebles
se observan las canas y lo silencios y las pausas de la vida.

Del cantor autónomo, de los pulmones a media voz.
Sentado en infinitos pensamientos, su boca recurre a los altavoces y,
de entre ellos la canción

“acuérdate mi”.
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13comentarios 57 lecturas versolibre karma: 127

Entangled souls

La tarde despliega
sus alas
entre volcanes, tejas
y calles de piedra,
bullicio, algarabía y griterío;
y para ti, para mí, nosotros,
se abre un espacio
donde reina el silencio,
mas no calla el redoble
del palpitar de nuestro corazón;
entre penumbras y destellos de ilusión...

El amor flota en el aire
la seda de tu piel escurre por mis dedos
el infinito espacio de tu cuello
la llanura blanca de tu espalda
al galope de mi mirada;
tus ojos
que besan mi alma,
el terciopelo de tus dedos de porcelana
posándose en mi rostro,
tus labios, tus labios que me llaman...

Recorro las distancias sin fin
de los senderos de tu cuerpo,
me palpitas a mil
en el cosmos de mi pecho;
tus risas, tus sonrisas, tus lágrimas,
el sol de tu mirada,
tu expresión enamorada,
mi aliento, mi suspiro, mi fuerza...

Nuestro choque de cuerpos
estallido de universos;
las notas, el cántico, la sinfonía
que escapa de tu boca;
tu faz, mi faz,
el gozo;
nuestro eclipse...
tu luna, mi sol, uno;
  somos uno...










~~~~~~~~~~~~~~~~~
@AljndroPoetry
2018-sep-17
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28comentarios 133 lecturas versolibre karma: 134

[/Inevitable x 2)]

Intento dibujar la calma tras el cristal.

.. —llueve —

La tempestad se ha adueñado de la calle; nuestro arcén
está vacío ,
amor ...

Y sobre los adoquines late ya, un silencio comprometido.

Tránsito la avenida y puedo ver la complicidad reflejada frente al escaparate
veo tus pies posados sobre mi baile

—lo veo—

oh...! Espera ...
—No sé—
quizá no eres tú...

(Quizá solo sean luces ... )

Ay !amor ..
—No lo sé —-

Pero tú ....

tú no dejes de mirarme ...

youtu.be/8LjortIaC0Q

@rebktd
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30comentarios 160 lecturas versolibre karma: 143

Abrázame

Abraza esta piel
como lo hace el sol... sin consecuencias
deja que tus manos se posen en mí
sin dejar indeseables secuelas
y no encuentro la palabra
que define lo que quiero,
es algo más que cariño,
sin llegar a ser deseo
como niños, a pesar de ser adultos
dándole calor a un sueño

Charly
@pereiralibre
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2comentarios 43 lecturas versolibre karma: 135

En el sereno

Ingresó en el silencio, callando la llegada ,
Sin un anuncio previo... no advertí que arribara,
fue como hizo su entrada; la noche se asomaba
como una suave brisa y entronó en mi ventana.

El aire era tan suave, como que su mirada
detrás del cristal frío, liviana reposaba.
Casi quedé perpleja mirando hacer su danza,
cual bella mariposa que en flores se posara.

Estaba ella tan linda que al Lucero brillaba,
lucía cual princesa de perlas coronada.
Me acerqué muy despacio, sin tratar de tocarla.
Aroma de azahares, colorida estrellada

Rodaba muy despacio, dibujando enredadas,
en tan hermosa traza de cintas enlazadas.
Me coloqué de frente, mirándola animada.
Allí como una estrella, mostrando luz alada.

La vi con ojos nuevos, encuentro de miradas.
Fue ese un simple momento con horas fragmentadas
Una locura inmensa, bella ocasión soñada
donde el rocío en alma regala su fachada.

A.B.A. 2018 ©
Amalia Beatriz Arzac
Buenos Aires Argentina
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6comentarios 123 lecturas versoclasico karma: 119

En el azul tempano...

En el azul tempano dormité y
me sumergí en una sinfonía de colores
gravitaba sobre ese mar dulce y
frio de textura áspera.

Mis brazos largos y anchos remaron
hasta el pedestal cóncavo del reflejo
con el azabache y el crucifijo colgando
en mi garganta rota; unos duendes traviesos
de barbas largas se acercan y me conminan
a marchar a las terrazas azules del infinito cielo.

La majestad del viento sopla
un susurro suave calienta mi piel y
una ola marina atravesada me abraza
dulce placer excitante aroma de miel.

Miro hacia el oriente y veo que el desierto
expulsa granos de arena hasta formar un gran oasis
donde camellos y viajeros apaciguan la sed del destierro.
Miles de estrellas en herrumbre envolvente
le dan la vuelta al universo
el Cosmos en su total dimensión
sin espacio y tiempo.

Un palacio de rocas morbosas
envuelven a la luna sonriente
que brota de sus entrañas
las espigas del rayo amarillo y
los convierte en pinceles y acuarela marina.
Mis manos las toman y comienzo hacer trazos
y pinto tu cándido rostro virginal,
posas para mi totalmente desnuda
pareces una ciudad desierta con
sus ventanales refulgentes
perfecto cuadro he creado y lo
cuelgo en las paredes del gregoriano espejo.

Mi otro yo el existencial se regocija...

He entrado a las puertas del cielo.

@rayperez
Junio 2009
Venezuela
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20comentarios 104 lecturas versolibre karma: 111

El Sol

Fuerte y Radiante Sol, Abrazador;

Que cada mañana te posas recostado
entre esas colinas tan misteriosas.......


Tan extensas, alarmantes y sombrías.

Radiante y Fuerte Sol,

Tu,

Gran indicador entre el día y la noche,

Peligroso y Sabio a la vez;

¿Que sucederá en el día que dejes de postrarte en lo alto?

Claro,

Aparte de Oscuridad, Locura y Penumbra Mental;



Tan solo espero no estar vivo para entonces.....

Lardan Laxe
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Del invierno y de la infancia

Es hoy,
para el poeta,
un día como de infancia,
de lluvia tolerada sobre su frente
y saetas de memorias
en casi invisible vuelo raso,
día para resguardarse
bajo el techo de pizarra
de su atrio de paredes longevas,
iglesia antigua
escoltada a su diestra por tejo rudo,
a su izquierda por abeto esbelto.

Es tarde engendrada con pan,
mantequilla y nata,
para soñar vocablos nuevos
en la velada
de una habitación cárdena,
abrigo de musgos que en un quejido
enciende una fuente
de hiedra creciente que escala,
ocultando los ojos,
la ventana abierta al saber del deshielo,
es instante de voces
de dignas madreñas brillantes de lodo
entonando canción de meandros,
de piedra oscura
y de puente de hierro.

Es vuelo de copos,
mariposa posada en sus canas,
viento de recuerdo del techo ceniciento
de su hogar de montaña,
juegos infinitos ante el fuego,
y cariño de un quinqué
acercando las caricias
de unas sábanas de lino.

Son las horas
recostadas sobre el calor de la paja
como quien reposa
en abrazo largo de sus nuevas Lunas,
atesorando el calor
ante puertas traseras de invierno,
minutos de la medianoche
temidos por temblor de cristales,
miedos a las sombras de cuentos.

Pervive el poeta en sus huertos
como entre acuarelas
de amarillo y púrpura,
inhala su día en la cima de un árbol,
imita el batir de olas
en las hojas que caen
como copos dorados,
dormita en las aguas,
se escurre en la atmósfera
cortada en carámbanos.
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Ella

Bella estaba aquella
Posando sobre la arena
Ni reina ni doncella
Ni estrella ni sirena
Ni océano ni tierra
Simplemente...era Ella......
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4comentarios 76 lecturas versolibre karma: 122

Todo sobre mi madre

Todas las mañanas mi madre me acompañaba hasta la esquina. Caminábamos juntos y observábamos el regocijo de nuestros rostros al sentir que con una simple mirada nos hallábamos.
En nuestro diario caminar nos estancábamos en la parada del bus.
Justo allí; mi madre posaba sus labios sobre mi mejilla y luego se despedía con un ademan. Sentí tristeza por un momento de solo pensar que algún día pudiese dar la vuelta y ver que ya no estaría allí.

Los recuerdos se amontonan en mis ojos al recordar todos esos momentos risueños.

Recuerdo la primera vez que caí. Me observaste desde lejos. Esperando tal vez que me levantara como todo muchacho travieso. Quizás sentiste compasión al saber que serian muchas las caídas a lo largo de mi vida. El golpe fue duro. Por un momento sentí que estaba solo. Sin embargo observe tu sombra reflejada en el frío suelo que se balanceaba hacia mí. Corriste a mi lado en un intento desesperado de sujetar mi cuerpo para que no volviera a tropezar. Rompí a llorar desconsoladamente y sujetaste mi dolor e invitaste a tus lagrimas a que se unieran con las mías. Posaste tus labios sobre mi herida y succionaste el mismo dolor que sentí la primera vez que rompieron mi corazón por un amor no correspondido.

Madre. Veo tus ojos dormir. Duermes como un ángel.
Sin embargo aun siento tu respiración.

Mis ojos se nublan al hurgar entre tus pertenencias y encontrar ese vestido rojo que usaste el día de mi primera comunión. Ese día fue lluvioso. Corrías detrás de mí para que no me mojara. Pero sonrías al verme como la lluvia jugaba con mi felicidad.


El tiempo ha pasado.
El niño quedo atrás.
Los recuerdos son imborrables.

Los vestigios del tiempo arremeten contra tu piel; arrugando la madurez y la experiencia de haber parido la vida, pero el sentimiento está vivo dentro de ti; acrecentándose en todos esos recuerdos. Desde mi primera nalgada hasta mi primera caída al suelo duro de la vida.


Esa misma mañana mi madre se levanto como todos los días.
El aroma del café recién colado se paseaba por toda la casa.
Justo enfrente de mi habitación escuche su voz llamarme. Pude divisar la luz del alba entrar en mi habitación y a su vez advertir su silueta a través de la puerta.

Allí estaba yo.
Dormido.
Sumergido en mis recuerdos,
aun con lágrimas en los ojos.
Sin respiración.
Sin vida.
Muerto.

Mi madre sujeto mi cuerpo entre sus brazos. Dejo que mi cabeza reposara sobre sus piernas.
Entretejiendo sus dedos en mí cabello comenzó a entonar esa vieja canción de cuna,
y entre el susurro apacible de su voz, la escuche decir:
Duerme hijo.
Es hora de descansar.
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eSe

Dijo adiós y desapareció
bajo la curvatura de la eSe.
Se perdió en el propio giro
del círculo concéntrico de la O,
que sin matices,
postergó su tilde
ante el asombro de los hechos.
Dejó mi corazón,
manga por diente,
divagando hacia la izquierda.
Tambaleándose punto
y pendiente,
por el peso del vacío
y la costumbre.
Salida directa,
a torpes latidos por mi boca.
No me dejó,
ni el miserable calor de un café,
ni la entretenida lectura de los posos
de un insostenible futuro.
Me quedé en un visto para sentencia,
obviando obsoletas caricias
y atenuantes,
cuentos de cuentas
y caramelos de colores,
de los que vuelan a la puerta
de cualquier colegio de bien.
Se olvidó el cargador de sueños
de alto voltaje,
con conexión de polos opuestos
en la mesita de noche.
Amedrentando así,
las cargas de suspiros veinticuatro siete
y unos cuantos silencios de negra,
teñidos por la propia oscuridad del abismo.
Ambivalencia de puertas giratorias
para almas despistadas.
Peaje y posterior delirio
en base arcillosa.
Consecuente derrumbe,
de cimientos ambiguos.
Y aquí me quedé,
sola,
en el andén del tiempo.
A dos minutos y medio,
del próximo tren.
Anhelando que este,
tenga a bien,
hacer parada y fonda,
en las cavidades
de mi maltrecho corazón.
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Yo [lo veo ]

He posado mi latido
al vaivén de un agujero
que me enseña los colmillos
y me muerde si respiro


Que me empuja hacia el vacío

_Precipicio yo te miro _
y te sonrío ...

Porque aún en el carbón
y la piedra
aún en los otoños ocres
Y en esa dureza que muestras
Inundándome el suspiro

{Yo veo alma }

Yo veo el verde profundo
que me rasga las entrañas
Y es que aún cayendo
Yo vuelo

Y es que aún en la coraza de hierro

Yo veo el metal ardiendo .

Yo lo veo ...

@rebktd
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19comentarios 119 lecturas versolibre karma: 125

Cincuenta Sombrillas para Grey

Andaba yo en mi pueblu tan traquilu
cuando a las mujeris les vino las calorinas,
vide yo que salían algunas de la tienda la Macu
con un libru como un ladrillu , asina de gordu.

Que sofocus en veranu con la calima
pos qué dicil el libru me pregunté con picoris
de la menti que me trajinaba algu rarina,
¡tengo que enteralmi! Pues estu no se quea asina.

Resulta que un tal Grey tuvo cincuenta sombras
Pa que las mujeris gozaran solinas,
fue aquí dondi yo viede el negociu
pues a los marius vendile sombrillas.

Que la mujel compraba el libru,
yo le dicía al mariu, ¡tú comprarmi una sombrilla!
que si el Grey tieni cincuenta sombras
yo le jagu cincuenta sombrillas.

Asina gozais los dos,
de las sombras y las sombrillas,
que, si la mujel goza sola,
al hombri solu le quea la espera
pa abril la sombrilla.

Este poema está escrito en un dialecto denominado “Cactúo”, que se practicaba en el Norte y parte del Sur de Extremadura. Donde más se practicaba era en el Norte de la provincia de Cáceres, aunque en algunos pueblos del Sur de Badajoz, también utilizaban el Cactúo. Es un dialecto que hoy por hoy se ha perdido, es raro encontrar a alguien que lo practique, aunque no imposible. Sobre el Cactúo decir que el gran poeta español Gabriel y Galán, escribió varias obras en este dialecto cuando residió en Extremadura. Muy conocido es su poema titulado “Varón”:
“¡Me jiedin los hombris
que son medio jembras!
Cien vecis te ije
que no se lo dieras,
que al chinquín lo jacían marica
las gentis aquellas.
Ahora ya lo vide, y a mí no me mandis
más vecis que güelva...”
Esta es una estrofa de dicho poema de Gabriel y Galán.


Alfonso J Paredes
Todos los derechos reservados S.C./Copyright
imagen tomada de internet, cuya fuente es: www.google.es/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&a
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Leyendo Versos

Anoche soñé un sueño muy tranquilo,
nos encontramos en reunión de amigos.
estabas distante... a unos pasos mío,
Tomando un trago estabas distraído.

Ambiente turbio, unos murmullos grises...
Reflejos naranja en el dramatismo
queman la realidad de las almas,
seres vagabundos buscando nada.

Y estabas sentado, con nadie hablabas,
atento a mis actos, sólo observabas.
Yo leía unos versos de Machado,
seguías el acento que yo marcaba.

Los ojos profundos en mi posabas,
En cada tono una sonrisa dabas.
Un sueño exalto creado en mi mente,
como si estuvieras allí presente.

No te conozco más allá del sitio
y estás presente si te necesito.
Locura de mente de comentarios
mezclados todos con rostros extraños.

Por eso te digo , querido amigo,
si leo poemas o los escribo,
si el próximo encuentro, no vas venir...
Estás presente desde mi escribir.

A.B.A. 2018 ©
Amalia Beatriz Arzac
Buenos Aires - Argentina
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Ausencia

Huellas de ti, repetía incesante, mientras buscaba entre un mar de sombras, aquel rostro que lo transportó al cielo.

Corazón erranante desilucionado, frágil aguja de hielo, testigo del invierno que paso.

Deja posar sobre el, paños de azúcar y miel, para curar las heridas de su alma desvastada por la razón.
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Hombre, sé feliz

El hombre ese pequeño ser
que vive en su caja de fósforo existencial,
que lucha por saberlo todo
y al final resulta envuelto en enigmas.

Buscando tenerlo todo,
termina en su isla de soledad, hueca:
consigo mismo,
con sus miedos, con sus demonios,
con sus desazones, con su espejo.

Yo te saludo hombre,
que vives en el desierto de la vida,
que avanzas y retrocedes
que crees que vives,
pero al final no has vivido nada:
Por la prisa, por el estrés, por los avatares de la vida.

Hombre, dale estrellas a tu vida, dale brillo,
¡Qué sea verdadera vida!
Date un baño de esperanza e ilusión.

Hombre tienes las horas contadas;
el tiempo es tirano que no espera.

Hombre ¡Despierta!
Mira tus calles, a tus vecinos, a los demás,
¡Mira que el hombre nace, crece, se reproduce y muere!
¡Sí, muere!
Cada día cada hora, cada minuto
La vida se le escapa de las manos.
Muere como ser finito que es.
Muere, dejando huella o como un grano de arena más.


El hombre muere pero también vive.
Vive para construir, para soñar, para ser...
La vida es un regalo, hombre,
¡No la desperdicies!

Desconoces que la felicidad te roza cada día.
Te mira, te saluda y tú no la ves.
¡Ella, está más cerca de lo que crees!

Te besa, te acaricia:
en tu casa, en tu jardín,
en los momentos cotidianos
y no lo quieres ver
o no los ves,
porque te cegó los ojos,
la fantasía del tener,
y buscas tener y tener
y cuando tienes
descubres que no eres feliz.
Y reparas que era espejismo el poseer.

¡Hombre, te quiero tanto!
Quiero que verte feliz.
Mira el cielo,
mira el sol,
mira la creación.

Todos los días
te regala gratuitamente su esplendor.

Hombre,
¡Tú eres el rey de la creación!
Sé feliz hombre,
sé feliz.

El mundo te necesita feliz.
Lleno de esperanza,
Libre, libre de todo.
Dispuesto solo a vivir,
plenamente,
en tu realidad cotidiana.


Autora: Edith Elvira Colqui Rojas-Perú-Derechos reservados-copyright ©y safe creative
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Amira

Amira es ola que canta,
es galerna de voz clara del invierno,
vuelo en espiral de las gaviotas libres,
claro mágico en el confín de un bosque,
árbol que camina inquieto.

Amira es orbe abierto
del pasado y del presente,
hoguera de las noches del desierto,
silbido de nubes blancas,
pared azul de cielos.

Amira es la esperanza
de su espíritu posado entre los cestos,
es risa entre una multitud de prisas,
rama de verde olivo,
frontera abierta hacia el recuerdo.
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