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Te acordas Marcelo?

Te acordas Marcelo?
De hace mas de 30 años
cuando aún éramos pibes
cayéndonos ya del nido.

Con las rodillas pelada
y frías manos y caras
jugamos a la pelota...
en aquel "Parque Lezama".

Te acordas Marcelo?

De aquel profesor... Gastaldi!!
que con cariño profundo
nos contaba sus historias
de haber recorrido el mundo...

Cuando vendíamos revistas !
en esa "Plaza Lezica"
y una vez a la semana
jugábamos a ser hombres...

O de aquella huida
de la cual yo me hice cómplice
durmiendo hasta en las vías...
sin pensar en las familias
ni en la tuya, ni en la mía.

Te acordas Marcelo?

Recorrimos tantas cosas !
tantas penas y alegrías,
que le doy gracias a Dios
por haberme dado vida !

Aquel primero de Enero
a las seis de la mañana
en el banco de una plaza,
fumamos y conversamos
hasta tocarnos el alma
con la punta de los dedos !

Te acordas hermano?

Aunque ya no somos pibes
seguimos sintiendo igual.
Aunque la gente no entienda
este amor que es tan humano
te siento mi hermano... y te quiero!
te siento mi amigo... y te amo !

Y espero que llegue el día
de aquí a treinti... tantos años !
en otra plaza y en otro Enero
en el que pueda decirte,
ya quizás bajo otro cielo...

Te acordas?

Te acordas Marcelo?
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CLIP:POEMA Texto apresentado em Montevidéu Uruguai 09 2008

Esclareço que meu trabalho é fruto de uma pesquisa e tentativa de expressar meu deslumbramento na descoberta de equações que explicam nossas vidas e apontam soluções para nossos sentimentos de desconheci-mento e estranheza das complexidades de viver.

Até ontem me achava um velho sábio no corpo de uma criança, hoje acredito que sou um adolescente no corpo de um velho com cabelos grisalhos, quase careca. Não me perguntem o que estarei pensando amanhã, pois não quero nem tentar imaginar....

Permanecemos atentos, buscando razões para entender, não apenas o que nos rodeia, mas expressar sentimentos, vontades e respostas ao mundo: buscamos soluções ?

Aos poucos, mas com o tempo percebemos cada vez mais entre palavras, expressões no rosto; cada vez mais entre as linhas e as letras do material escrito. Vemos no material fotográfico, imagens que dependem da qualidade e da definição. Já o desenho, executado como interpretação literal da palavra:desígnio, desejo, tipificado como expressão de uma mensagem, deve ser realizado dentro e com todos recursos técnicos para transmitir a mensagem do autor.

Como a cigana lê a mão e a aparência do cliente, para saber quem é, ou como vai ser o futuro dele ?

Como percebemos as marcas do piso e sabemos ou adivinhamos o que aconteceu ? passou um cachorro sobre o cimento fresco ... uma marca de pneu de bicicleta de um moleque. Rastros.

Os sentimentos também deixam rastros, cicatrizes cauterizam vincos do rosto, dos sorrisos, das lágrimas, do cansaço, da fome e do sono.

Mas a poesia não se encontra na curva da esquina, escondida. Diferente do som, da música, que vem a nós, precisamos procurar as imagens. Temos que encontrá-la nas notícias boas, no perfume que o vento roubou nas flores no caminho. No perfume da mulher que cativa nosso olhar masculino, e vice-versa: quem troca olhares, quão profundo este momento efêmero.

O CLIP:POEMA é uma pequena história com desenvolvimento poético e conceitual (leia-se no lugar de poético = da expressão de um sentimento dentro de uma situação específica explorando as circunstâncias do momento) conceitual= de forma a permitir a construção de situação similar em paralelo com outras variáveis.

Associado a ícones (não meramente ilustrativos) torna-se a poesia visual. Reforçando: não se trata da ilustração de um texto, mesmo que breve, mesmo que a imagem simples.

Existe uma inter-relação entre ambos, complementando e sugerindo interpretações abertas a outros sentimentos.

De imediato a leitura. Instantânea até.
Entretanto ainda é uma situação estática que pode ser ampliada com o recurso da visão periférica, acionada pelo movimento e relacionamento de tempo e seqüência. Em meus trabalhos sinto às vezes a necessidade que tenham um fundo sonoro... mas na realidade, vejo meus trabalhos parados na eternidade, uma nota musical interminável suspensa no tempo...

Então a música: Mozart, estabelece o valor clássico e eterno do momento fugaz da seqüência de notas musicais. Esquece-se momentaneamente a letra das óperas, mas não a música. Ah ! a musica, no frágil instante de sua execução.

A imagem. Permanece também quando obedecendo as regras estabelecidas desde a Grécia, observadas na natureza, no rigor matemático, na compreensão das cores e cada relacionamento possível. A composição, os contrastes, a leitura completa do espaço visual cercando o objeto (qualquer que seja) a pertinência das peças quebradas contando histórias por onde passaram, seu uso e quem as usou. Um conjunto de recursos cerca o conteúdo deste texto, eles se misturam e se completam no relacionamento
entre cada um deles.

 Resumindo, a imagem permanece, a música é fugaz. Mas ambos só serão eternos quando cumprirem seus deveres como elementos fundamentais do diálogo entre os seres humanos. A música vem a nós, a imagem buscamos, as vezes a encontramos. Nos ilude a distância, em São Paulo com tantos prédios é comum observarmos pelas janelas e ao longe observar outras janelas e imaginar tantas histórias, quase que como o filme de Hitchcock... a proximidade nos trás outros elementos que nos permitem entender mais completamente. Nossa busca e surpresa serão fisgados por contradições aparentes, por paradoxos , por emoções desencontradas, até o livre trânsito da informação a se completar em nós, mais um degrau de entendimento do Universo: TO LIVE IS ANACT OF BECOMING CONSCIOUS.

 Compreendemos o universo em três momentos: a) no primeiro contato selecionamos uma fração, um segmento na paisagem; b) em seguida fazemos uma análise da textura, do contexto em que esta imagem se articula se torna legível; e finalmente c) encontramos um ponto diferenciado em que entendemos o porque detivemos nosso olhar. É um ponto que vai determinar todo momento, porque olhamos para aquele local, e ali encontraremos nossa resposta.

 Recentemente me ocorreu o por que do CLIP:POEMA, o por que da poesia: é um eco, a rima é uma reverberação, uma ressonância dentro de nós, de sentimentos de outros, de emoções que são transfiguradas, decodificadas, ampliando nossa capacidade em compreender o próximo, em estabelecer uma relação maior com o Universo.

 E isto ocorre tão instantaneamente, apenas estivermos abertos a que ocorra.

 Citando Maquiavel, “Os homens em geral julgam antes com os olhos que com as mãos, pois todos tem a oportunidade de ver, mas raramente de apalpar. Todo mundo vê muito bem o que aparentas por fora, mas poucos percebem o que há por dentro; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos. O vulgo só julga o que vê.”

 Vivemos em um mundo de ignorância e medo pelos que querem manter o poder. Temos que mudar alguma coisa, o que fazemos ? Onde está a poesia ?
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Sueños alterados de consciencia

De las profundidades de la culpa
nace un sol devorador de almas,
oscuro Leviatán de los hombres,
corruptor que no descansa.

He oído quebrarse al aura de los dioses
y al canto del cuervo acunar la noche,
he visto a grandes titanes
doblegarse ante un reproche.
He conocido a dos amantes
acurrucados en el fondo de una botella,
he sentido el latido infinito
del brillo de una estrella.
He remontado el rio a lomos de un colibrí,
he muerto conmigo
y he vivido sin ti.

Encontré a un niño que desarmaba un reloj,
las agujas eran sus bastones,
aquel niño era yo.
Recorrí bailando los montes de la oportunidad,
bebí de los pechos de la inmortalidad.
Rasgué a pellizcos la onírica negrura,
atravesé denudo la estigia laguna.

Sin bastones, sin alas, sin estrella,
alcancé el día.
No recordaba a aquel niño,
sentí que moría.
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Lágrimas

LÁGRIMAS
(Con la canción lágrimas negras de fondo musical)

Lágrimas que brotan
desde lo más profundo de mi alma
lágrimas amargas
lágrimas tan negras como la vida misma.

Lágrimas que derramó
por la pérdida de un amor
que se ha olvidado de mi
que por otro me cambio
olvidando para siempre lo que ambos compartimos
en aquellas noches de lujuria
donde con pasión desmedida nos amamos.

Lágrimas negras
lágrimas amargas
que he derramado por un mal amor.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Mayo 2018

Imagen tomada de Internet
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Buscando otras miradas

En la tormenta los dioses
dictan sentencias condenatorias,
a cada barco que no sabe
manejarse entre tanta turbulencia.

El vellocino de oro está de suerte,
las recompensas ya no son más
que meros escaparates adornados
para el deleite de unos ojos
que sólo miran en superficie.

¿Dónde se perdieron
las almas que miran en profundo?
Todo es baladí y torpe contoneo,
sin saber agarrarse en mar embravecido.

Me quedó aquí, en mi rincón verde,
esperando que los ojos vuelvan a ver,
que las manos se toquen de nuevo
y que el porvenir venga cargado de gente con alma




Hortensia Márquez


Imagen sacada de Internet.
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La librería mágica

LA LIBRERÍA MÁGICA


No sabía dónde estaba, pues aquel lugar parecía un almacén lleno de
libros. Todos hablaban -entre sí- un idioma parecido, aunque no lograba
entender nada. De pronto saltó uno y me dijo:
-¿Tú eres nuevo por aquí? -Le contesté que sí; y que si ocurría algo:
-¡No, no!, -me dijo-: -Solamente, te advierto de que tengas cuidado, ya que
estos libros son mágicos y no puedes despertarlos; como lo hagas, te darán
la lata y luego te volverán loco.

De pronto, veo volar a Don Quijote de la Mancha, en su bicicleta
cósmica, cabalgando entre el escaso espacio de pared en pared.
En las estanterías se oían voces lejanas; pertenecían a los personajes
de viejas y nuevas historias, como queriendo salir todos a la vez y contarme
sus batallitas, o sus cuentos.
Un caballero con barbas me chistó, diciendo:
-¡¿Qué haces por aquí?! ¿No sabes que esta prohibido merodear por
ciertos lugares de luces y sombras?
-No se nada -le dije-; tan sólo estaba mirando los libros...,
-Estos no son libros: son pensamientos enlatados en papel y prisioneros,
nos cortaron las alas; -además, me dijo-:
-Soy Séneca, el andaluz de Córdoba; enjaulado en mi libro de oro. Un
murmullo debajo de las estanterías me avisa del peligro que corro en ese
lugar, pero sigo rastreando, entre ellas, porque mi tiempo se detuvo, y quiero
saber el porqué de todo ésto; si, tan solamente, son libros escritos con letras
en un abecedario ordenado y libre.
Los pensamientos creados de muchas mentes prodigiosas, llenas de
sabiduría y talento:
Aquel de los molinos de vientos, Miguel, su nombre eterno, el
creador de D. Quijote señor, el de los sueños surrealistas y caballero,
merodeaba por este jardín, entre marañas de polvo, un ordenado
desorden de pensamientos.
En un recodo, en el ángulo metálico de las mágicas estanterías, vi al
mismísimo Federico, leyendo su cuaderno original, del “Romancero Gitano”,
como se limpiaba las lágrimas de bronce, revoloteando golondrinas alrededor
de su cuerpo, ahuyentaba, en su cabeza, a los pájaros.

Su vecina Carolina, las de los bellos ojos; la de pómulos sonrosados,
coronados de poemas, de versos de amor; toda su sonrisa iluminaba el
espacio: poeta de Almendralejos, luz de Extremadura (Espronceda, sufría en
silencio por su amor).

Todos son voces: del ocaso al abismo y del abismo al ocaso. Muchos
libros hablando y yo sólo escuchando sus letras: El punto, la coma, el
paréntesis, la interrogación y la exclamación, riéndose del punto y coma, sin
poder estar separados...

Las flexibles historias del mundo, danzando al unísono; sobre un
camino de aire y de polvo, en este desorden de paz; en un silencioso pasado
de ausencias, con palabras que gritan.

En el suelo, un libro se queja: ha sido pisado y le hicieron daño en sus
cubiertas: El maravilloso(tan antiguo, como moderno) Kybalión, llora de dolor
y soledad; quiere la libertad que anuncia en sus páginas; ser rescatado de
su estantería para poder descansar en los pensamientos más espirituales y
profundos.

Un aroma aterciopelado, desde un rincón, nos comunica olores de
siempre: Almizclen, Hierba buena, Tomillo y Romero...

Miguel Hernández me habla de sus horas en la cárcel, poeta del
hambre, del sacrificio,de la pena y el dolor; durmiendo en una jaula sin
libertad (pero con alas para volar).

Remolinos de aires nos envuelve en la lectura, Schespeare y
Lord Byron, Borges, Salinas, Cernudas, Pacheco, Valhondo, Lencero, León
Felipe, Kavafis, Pasolini, Bod Dylan. Merodean entre las páginas, ordenándo
las palabras, jugando con las sílabas, los espacios, Gala, pasea su bastón.

Dentro de este templo, de la palabra escrita, nos encontramos a
Rosalía de Castro, Carmen Pardo Bazán, Dulce Chacón, Almudena Grande,
Mª José Fernández... Todas, expresándose, con versos encadenados:
caminos creativos, en el Universo escrito.

Se mezclan las ideas, los pensamientos, alrededor de un oasis lleno de
estrellas. Una fuerza invisible de sentimientos merodea a las estanterías, en
un mágico pensar. Los hilos del saber florecen en el techo del olvido; y las
palabras piden libertad, como queriendo escapar de un laberinto de
intolerancia y despecho.


II

Los libros almacenados, desean ser adoptados por manos limpias,
sedosas, delicadas, sin mancha. Manos purificadas con el único elemento
posible: la Cultura (El poderoso Saber del Hombre y nunca la ignorancia de
la bestia o la oscuridad).

Desde el abismo más luminoso donde todo ciego ve, hay hadas con
sonrisas fotográficas, con luces de plata. Aquí, Piter-pan, juega con
Campanilla; juntos navegan en mares imaginarios con radiantes sonrisas.

En la bóveda, rosada, de pájaros es donde -el hombre- anida en sus
ilusiones. El tiempo está detenido en este templo de cultura solitaria.

Láminas, fotos del pasado... y un futuro lineal rodeado de mesas de
tertulias; donde se contemplan y se aman, con miradas furtivas:La novela, el
ensayo, el teatro, la poesía, la narración, la biografía, se casan con la luz y
las sombras, iniciando un camino con un futuro de resplandor, sin límite.
Los ecos, lejanos, me avisan de posibles tormentas literarias: Un
intruso dando voces, sorprende a la mágica librería. Es un libro nuevo que
viene empujando, como un torbellino, con aires caracoleados, entre los
entrantes y salientes de cada libro; éste molestando a los otros. Sus hojas se
les encresparon; hasta se cristalizaron las letras: Quiere un hueco social,
entre las mágicas estanterías (la oportunidad de ser seleccionado y leído, en
su “Horizontalidad Sentida”, permanente.

En la Librería Mágica, es donde está representada la historia y el
pensamiento de cada escritor(y es un mundo que simboliza la Cultura): ¡Ah,
mi querida Librería!¡No despiertes nunca!, porque en tus sueños está la vida.
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Un lugar donde habitar

A ti:

te tengo en el lado derecho

del corazón

donde me habitan los sentimientos

más profundo.
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En las profundidades...

La noche se despide al amenecer,
Sol y luna se saludan
Antes de darse el beso para desaparecer.

Un angel surca el cielo colorido,
buscando a la chica que se ha perdido.
En la linea del amanecer,
la encuentra a punto de desaparecer.

Ella despierta de un sueño profundo
en un lugar muy oscuro,
como el fondo del lago.
Ese angel la cuida,
como si fuera de porcelana.

Pronto la verdad descubrira,
no es tan debil como parecia,
luchara y vencera, es su lema.

La mira tan asombrado
como si viera un barco alado,
La mira y sonreirá,
esa es su protegida y
orgulloso de ella estará.
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Desierto, Soledad y Tú

En el desiertos de los olvidos
Donde las dolientes arenas
Son besadas por el mar de los silencios
Donde la soledad duele en la piel
Pasan frente a mí los recuerdos vividos,
Y por última vez gritare tu nombre ADELE
Y al darme cuenta que me muero poco a poco
Con mi corazón sangrante y roto
Mi alma fría desangrándose y enmudecida
Puedo presentir que voy amarte
Más allá de esta vida.
Me llevare tu sonrisa grabada en la memoria
Y al darme cuenta que jamás te he tenido
Soy un triste pájaro solitario y sin nido
Que se olvidó de cantar
Errante, vencido y sombrío
Su trinar es como un melancólico lamento
Gris, lastimoso y con su doliente acento
De la rustica armónica que lleva en su garganta
Que se olivo de cantar y sin saber lo que es amar
En la horqueta del árbol de su vida
Se quedó esperando la primavera que no ha de llegar.

En este silencio tan sincero como cruel
Donde los recuerdos te queman en la piel
Rodeado por las oscuras sombras,
Son las voces mudas de la noche
Tan crueles y amargas como la hiel.
En este desierto de soledades árido y sofocante
Vacío de sueños, sediento de esperanzas
Donde puedes morir de sed en un instante
No hay un oasis, un pozo una pequeña vertiente
O una copa con una gota de ilusión
Para calmar a este sediento corazón
Fueron secados por los soles ardientes de
la realidad
En sus cauces solo hay restos quebrajados
Ilusiones perdidas, Sueños muertos y olvidados
En sus lechos fangosos lleno de sombra y soledad.

Como una sombra más abandonada por el destino
Tambaleante por las tormentas del desierto
Parece ya sin vida, más bien como algo casi muerto
Que se aleja por los arenosos caminos
Dejando sus huellas que las arenas borraran
Por el viento y su fantasmal e hiriente silbido.
Se aleja el Poeta y Mendigo
Para descansar sus huesos
Cubiertos por su negro abrigo
Parecerá muerto pero aun
Los recuerdos no lo han vencido
Queda fuego en su mirada
Tan negra como la noche de su penar
Y aunque solo sabe por su ADELE soñar
Se parte su corazón al saber que nunca la podrá AMAR,
Que solo es la más bella de sus quimeras
Aunque una noche cualquiera
Le quitara vida esta pena tan profunda
Y antes que su cuerpo entre las arenas se hunda
Gritara fuerte por última vez su nombre ADELE
Se quemara por el fuego de su pasión
Se volverán cenizas sus huesos
Pero tú nombre por siempre
Quedará escrito en mi PIEL.

Mario Anónimo.
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Metamorfosis

Alguna vez se altera el orden de las cosas
y lo que estaba abajo de repente es el centro,
es como un terremoto que tiene el epicentro
en las metamorfosis profundas y ruidosas.

A veces necesarias, a veces dolorosas,
son un ciclo forzoso que renueva por dentro,
aunque es inevitable sentir el desencuentro
entre razón y pulso con batallas furiosas.

Hay que frenar en seco, mirar hacia el mañana
y cambiar nuestro rumbo hacia otras direcciones,
atreverse a dar pasos, es condición humana.

La vida da las cartas, dicta sus condiciones,
pero tú has de atreverte a morder la manzana
aunque del paraíso te expulsen a empujones.

Aurora Zarco.
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†Mi Despedida, El Adiós De Un Amor De Verdad†

- Sabes que siempre se me ha hecho mas fácil escribir que decírtelo y ahora kiero despedirme así:
- No se como empezar.
- No encuentro las palabras precisas para decirte lo que siento.
- Me duele escribir cada palabra, quisiera que nunca hubiera pasado lo sucedido, por que me lastima saber que nunca te interese, que solo fui un tonto que se humilló para que supieras que te quiero, sé que el error fue mío, por no saber olvidar, por creerte cuando una tarde dijiste que te interesaba, por quererte cada día más, por intentar hacerte saber que te quiero, por intentar estar contigo un solo momento.
- Aquel día solo fue uno más, que tal vez, para ti no fue nada, para mi fue el nacimiento de muchos sueños y esperanzas, que no dejan de ser eso, ambos lo sabemos, un sueño que nació simplemente tu mirada, pudo permanecer con tu silencio y se destrozo con tu indiferencia.
- Y por más que todo mi ser sepa que para ti no fue nada, como prohibirle a mi corazón que deje de soñar, de sufrir, de llorar por un amor que no funcionó.
- Cómo hacerte entender que el destino hizo que te tuviera tanto amor?, ese amor puro que solo busca tu felicidad al punto de preferir que no estés conmigo, que estés con aquella persona que tiene para darte lo que yo no tengo...
- ¿Tan poca cosa soy? ¿Tan poco me valoras?
- No te culpo, no soy lo que realmente esperabas para llenar tus expectativas, pero no puedo dejar de preguntarme porqué tú llenas las mías cuando lo único que consigo son lágrimas.
- Una vez fuimos amigos, no hace mucho, pero nunca llegamos a ser grandes amigos, no nos alcanzó el tiempo porque cuando parecía que las cosas mejoraban algo pasó que te hizo valorarme tan poco, creerás que no recuerdo esos días, no obstante yo recuerdo cada detalle, cada palabra, las que ahora no tienen ningún valor para ti. - Siguen pasando los días y yo no me quiero resignar a perderte, aunque sepa que así lo tengo que hacer, y a volver a saber de ti, a escucharte, o a verte de nuevo, aunque yo ya sepa que no tengo valor alguno para ti, porque aunque pasaste por mi vida tan rápido, te quedaste en lo mas profundo de mi y dejaste huellas imborrables.
- Ahora y siempre me preguntaré:
- Algún día sentiste amor?
- Llegaste amarme en algún momento?
- Y después de esto...
- Creo que a estas preguntas no les encontraré respuesta hasta el día que te vuelva a ver, y estés dispuest@ a hablar olvidando solo por ese momento nuestras diferencias, aquellos problemas y a las demás personas, que seas tu mism@; aquella persona del que me enamoré.
- Porque quedaron muchas palabras por decir en el aire, mismas que aun mantengo la esperanza de poder decirte y de que me puedas oír olvidando prejuicios y siendo tu.
- Necesito saber lo que sientes y esta vez quiero que me hables con el corazón y que en tus ojos solamente este la verdad.
- Pero...
- Si esta petición llegase a parecerte demasiado, Perdóname por ofrecerte lo mejor de mi Vida por dártelo todo, si me he equivocado...
- Las esperanzas son las que ayudan a mostrar en mi rostro una sonrisa más espontánea y alegre, que oculte el dolor que causas, el que espero que nunca sientas el que vuelve tan solo con escribir estas palabras, tan solo con recordarlas.
- Hoy me encuentro en la tristeza de mi soledad, infinitamente pasada, amargando cada momento en que te recuerdo, llorando tu indiferencia hacia mi, y entre tanta incomprensión, mis pensamientos solo se nublan guardándose las cosas que no se pueden decir; que solo se puede sentir.
- Y solo pienso:
- Cómo serían las cosas si pudiese romper las barreras para llegar a ti, ahora que tanto te quiero.
- Solo quiero que sepas, que así como las situaciones se dieron, de esa manera tan doloroso para mí y tan espontánea, de la misma forma en que me dolió saber que te perdí, sin al menos llegar a tiempo para que supieras quien era realmente.
- Ayer quise decirte que te amaba, que me perdonaras si en algún momento te dañe, que todo fue sin querer, porque deseo lo mejor para ti.
- Recuerda hay 3 cosas que no se recuperan en esta vida.
#1.- La flecha lanzada...
#2.- La palabra dicha...
#3.- Y la oportunidad perdida...
- Deseo que tengas la felicidad que nunca pude darte.
- Te amaré por siempre en mi silencio... y Perdóname por creer que eras tú la persona indicada, aunque así lo diga mi corazón.
- Gracias por todos los momentos maravillosos que me diste.
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Cautivadora mujer

Quiero nacer de nuevo,
para poderte más tiempo conocer,
acercarme un poco a tu edad,
rejuvenecer.

Pero estaba dispuesto el cósmico encuentro,
así ha tenido que ser,
en un poema,
en la inicial mayúscula de la E.

Sé que tendría que luchar,
pelear por ti,
gallito bronco el primero,
acostumbrado a ganar.

Mas al puro paso de los años,
he aprendido algo más,
buscar la belleza,
océano por medio,
sondear otro continente,
en profundidad.

Esto me delata,
pero no lo voy a ocultar,
la poesía es bandera de fraternidad.

Cautivadora mujer,
no siempre un hombre acierta,
en su elección del ayer,
ni Cupido da a tiempo en la diana,
del alma gemela,
que debiera escoger.
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Ocho versos de amor de hija

En tus manos resguardas ilusiones
con la vida defiendes a mis sueños
tu que elevas al cielo peticiones
para gracia y ventura a tus pequeños.
Mi fortuna a la tuya la antepones
con ahínco y deseos halagüeños
soy tan solo un pedazo de tu inmenso
mar profundo de luz y amor intenso

Cuanto tienes con gozo me lo ofreces
No has parado de darme fortaleza
Cada aurora con júbilo floreces
Y me pintas el día de belleza.
Más que un cielo dorado te mereces
No hay lucero que iguale tu nobleza.
Agradezco y te doy mi corazón
Por tu entrega, infinita devoción.

Te dedico mis logros mi alegría
Mi sonrisa con cada atardecer
a mis pasos les das la luz del día
Con tu guía no veo anochecer.
En tus brazos de tierna melodía
Me estrechaste mirándome crecer.
Cada día me sigues dando vida
Tierno lazo por el que a ti fui unida.




Dee Dee Acosta
May.13/2018
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Hoy es el día de la POESÍA...

Hoy, es el día
de la POESÍA...

Dónde nacen
versos, llenos
de tantos
sentimientos,
abrazados
al alba, con
esos besos y
caricias sublimes
sin final...

Versos, que a
veces riman, otras
no, pero en todos
ellos...

Se habla del AMOR...

Ese sentimiento
profundo, que con
intensidad sentimos,
y cuando acaba,
un vacío, nos deja,
llena de una
inmensa ausencia,
con recuerdos
en el aire...

Ese amor,
tal vez, que se fue
sin mediar palabra,
o el que tienes
a tu vera, y no
cambiarías por nada.

O de tantos falsos
amores que te
prometieron una
vida, y se fueron
una mañana, sin
tan siquiera, una
DESPEDIDA...

Hoy, es el día de
la POESÍA...

Sentimientos, que
nacen desde dentro
del alma, y hacen
florecer todo un
campo de amapolas,
y girasoles. Mariposas
de colores alegres, y
contentas, posándose
entre ellas, en esta
bella primavera...

Hoy, es él día de
la POESÍA...

Qué haríamos
todos los poetas
sin esas preciosas
letras, que nacen y
hacen que escribamos,
bonitos versos,
porque...

POESÍA Y DANZA,
van cogidos de la
mano...

Palabras que
se transforman
en bonitos versos
que hacen un
precioso baile
al aire, y en el
mismo cielo
salen fuegos
artificiales...


© Derechos de autor
Isa García
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Ella, una rosa

Ella era simplemente así, llegaba cuando menos la esperabas y desaparecía en un parpadeo. Nunca se quedaba demasiado, apenas un par de cafés y luego volvía a irse. Jamás entendería sus motivos para haber elegido a la soledad como única compañera pero le era tan fiel.
Ella era así, tan brillante y fugaz como una estrella, tan delicada como la más suave melodia y tan fuerte y fría como el acero.
Ella era sinplemente así, suave y fria, radiante y fugaz, pura y solitaria...
Ella era arte, era poesia, la mas bella e inalcanzable pintura, la rosa con las más afiladas espinas, y todos sabemos lo que se dice de las rosas, amigo mío, que no han nacido para amar, que no pueden poseerse.
No, amigo lector, las rosas son salvajes, son libres, son solitarias. No puedes tenerla solo para ti, no puedes acercarte a ella sin que te hiera.
Quizá por eso las rosas más hermosas son las más solitarias, por ser las más hirientes...
Dime, pequeña rosa, por qué escondes tu belleza tras tan mortales espinas?
No, amigo querido, las rosas no han nacido para amar, no puedes poseerla.
Ella era simplemente así, tan cambiante y libre como el viento, tan impredecible como un rayo, tan poderosa como un tornado.
Ella, querido lector, era la tormenta. Arrasaba con todo lo que se entrometiera en su camino y tenia el poder de purificar la más profunda de las heridas del alma, y era tan hermosa...
Ella era simplemente así: LIBRE
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Oquedades

Oquedades hay
en el alma,
que nos agotan
y nos desarman.
Tan profundas
como un odio
sempiterno
o un secreto
de amor.
Vacíos que dejan
eterna huella.
Abismos donde
no toca fondo
un deseo.
Turbias pesadillas
de las que no
podemos escapar.
El ser interior
es como una roca
endurecida
por el tiempo.
que oculta
cavidades
donde se cobijan
sueños rotos,
fracasos,
inconclusos
anhelos,
insatisfacción.
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Página en blanco

El viento de la tarde respira,
cada suspiro es profundo.
Bajo el techo de pizarra
en el hueco caliente
una paloma de tiza dormita
dibujada
y aprieta el pecho contra el cielo.

…Silencio, no hables…

No mires atrás,
allá tus días son vacíos.
No te muevas, y escucha
el viento, está vivo,
empuja campos,
semillas que aspiran
ser espigas doradas.
El mundo dormita
en garabatos hechos a rayas,
se cierra el día,
cae el tiempo.

…Silencio, no hables…

La última página de invierno
se abre al día,
página blanca.


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18comentarios 108 lecturas versolibre karma: 92

Nuestro rio

Nada ni nadie es más libre que su propia imaginación, con sus recodos profundos, sinuosos, interminables; estancados en un segundo eterno o en vertiginoso descenso. Como un río que acumula su colorido caudal de deseos e ilusiones al paso de los años, hasta desembocar en un océano irisado, infinito, único y privado, a mano sólo de su alma, a la vista sólo de su corazón.
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4comentarios 52 lecturas prosapoetica karma: 89

Pecador (minipoema)

Si el diablo de pronto apareciera,
con su voz profunda me diría
que la noche tierna en que yo muera
su objetivo digno cumpliría,
pues abajo esperan sin paciencia
que alguien peque en demasía,
y elegido soy por mayoría.
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10comentarios 130 lecturas versoclasico karma: 102

Soneto al viento

Viento sagrado que acaricias mi alma,
que triste y melancólica se encuentra,
pues el dolor por amor se concentra,
en un gran vacío que nada calma.

Dame suave caricia con tu palma,
socorre al penoso ser que se adentra,
a la noche sin luna que se encuentra,
en lo más profundo de mi rota alma.

Alegre viento de sedosa brisa,
ayuda a mi ser a salir avante,
y dejar de olvidar lo que es la risa.

Con tu ayuda sé que saldré triunfante,
mas te necesito ¡oh viento! deprisa,
para curar mi corazón penante.
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4comentarios 46 lecturas versoclasico karma: 92
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