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O caminho do espelho. O reflexo de si mesmo na língua

O caminho do espelho.
O reflexo de si mesmo na língua.

O homem sente-se um estrangeiro entre os homens, um exilado do mundo para o qual não encontra um sentido.
A minha mensagem é a de que as coisas vão mudar e têm de mudar agora. Abraçar o mundo, sem reduzí-lo.
Distinguir o novo da novidade vazia, valorizar o silêncio. O homem sem rudimentos de filosofia caminha pela vida preso a preconceitos derivados do senso comum, das crenças costumeiras da sua época ou da sua nação, e das convicções que cresceram na sua mente sem a cooperação ou o consentimento da sua razão deliberativa… uma vida não examinada não vale a pena ser vivida. De um certo ponto adiante não há mais retorno.

Esse é o ponto que deve ser alcançado. A reflexão permite-nos recuar, ver que talvez a nossa perspectiva sobre uma dada situação esteja distorcida ou seja cega, ou pelo menos ver se há argumentos a favor dos nossos hábitos, ou se é tudo meramente subjetivo.
A dimensão do homem é o tempo. O homem é um ser temporal e, portanto, necessariamente mortal.
Ele navega no tempo durante um certo tempo. O presente é fugidio. Quando pensamos que o capturamos, ele nos escapa como a água que escorre por entre os dedos quando tentamos segurá-la. O futuro é incerto, imponderável. O futuro é uma promessa. O passado passou, e dele podemos ter não mais que uma pálida lembrança.

O homem se torna autêntico quando aceita a solidão como o preço da sua própria liberdade.. Devemos saber que a felicidade não é estática em seu acontecer, mas podemos mantê-la como um estado de ser, uma motivação de busca de bem viver.A solução não é se matar de trabalhar e se concentrar nisso para não se sentir sozinho. Também não é encontrar uma estratégia para driblar a solidão… mas que não estão lá de fato, pelo menos não do ponto de vista do seu pensamento, das suas emoções, das suas ideias. Mas sentir dor ou alegria e não o demonstrar não é ocultar alguma coisa.

Alguém oculta seus sentimentos quando deliberadamente os suprime (tal como alguém oculta seus pensamentos guardando seu diário preso a sete chaves, e não meramente pensando e não revelando seus pensamentos). Quando alguém exterioriza uma dor de cabeça, quando expressa um prazer, ou quando diz aquilo que pensa, não pode ser dito que os correspondentes enunciados são meras palavras e que o interno ainda está oculto. Falar do interno é uma metáfora.

Vimos que uma das consequências de ter isto como um padrão é a dissociação entre corpo e mente, entre o ambiente em que estamos e o que se passa dentro de nós. A solução é aceitar que se está só no mundo. Há sempre pessoas prontas a dizer-nos o que queremos, a explicar-nos como nos vão dar essas coisas e a mostrar-nos no que devemos acreditar. E a vida inteira, cada momento, cada segundo da existência, é uma experiência única pois ninguém vive pelo outro.
Assim, não se pode definir a subjetividade nos moldes das ciências naturais, que, na realidade, negam nossa condição de homens dotados de vida interior. Este ideal de ciência é tonto e o seu reverso é o não menos tonto relativismo cognitivo, que declara estar a magia negra ao nível da física quântica, em termos cognitivos e epistemológicos.

Sem emoções os seres humanos não existiriam; não é biologicamente possível uma espécie biológica destituída de emoções. Afinal, a emoção é mais racional do que se diz. A confusão é precisamente esta: nós sabemos que muitas vezes as emoções roçam a loucura. Mas, precisamente, isso é uma patologia das emoções, não é a sua natureza própria. Só podemos apreender nossa vida subjetiva sob a forma de uma história pessoal, única e intransferível.
Antes, podemos dizer aquilo que sentimos tal como podemos dizer como as coisas nos causam impacto perceptivelmente, dizer aquilo que pretendemos, imaginamos ou pensamos. O passado está talhado em nossa memória. Ele vive em nossas tradições. Nosso corpo e as coisas que nos rodeiam estão impregnadas de história. Os pobres sofrem porque não têm o suficiente e não porque os outros têm muito. Não há como nos livrar do que já aconteceu. Será mentira em cima de mentira, calúnia e promessas.

Existe uma meta, mas não há caminho; o que chamamos caminho não passa de hesitação… Somos descendentes e herdeiros diretos do que foi feito no tempo pretérito. Humano, simplesmente humano. A incerteza leva-nos a pensar, a refletir, a evoluir…nasce da relação entre o homem e o mundo, entre as exigências racionais do homem e a irracionalidade do mundo. Algumas têm medo que as suas ideias possam não resistir tão bem como elas gostariam se começarem a pensar sobre elas. .
Nada é mais racional do que uma emoção apropriada, e nada mais irracional do que a falta dela: alguém que não fique horrorizado com o sofrimento alheio é adequadamente descrito como desumano. E a razão é também a faculdade mais emocional dos seres humanos: mal conduzida por emoções erradas, é possível produzir as piores ideias e argumentos — racismo, fascismo — sem ver que são péssimas, só porque massajam as nossas emoções mais tontas.

Como dissimulação e fingimento são sempre logicamente possíveis, não se pode nunca se estar certo de que outra pessoa esteja realmente tendo a experiência que ela pelo seu comportamento parece estar tendo. Nomeadamente, indagando antes não se eu posso saber das experiências dos outros, mas sim se posso saber de minhas próprias; não se posso entender a “linguagem privada” de outra pessoa em uma tentativa de comunicação, mas sim se posso entender minha própria suposta linguagem privada.

O ser humano equilibrado e feliz cultiva as emoções apropriadas, que respondem à razão, e trabalha para impedir que as piores emoções lhe toldem a razão. O fato de existirmos não pode ser posto em dúvida, mas contrariando as ideias cartesianas, as interpretações da nossa condição de seres existentes não são únicas e indubitáveis, ao contrário, são diversas e diferentes.

A idéia de que a língua que cada um de nós fala é essencialmente privada, de que aprender uma língua é uma questão de associar palavras com, ou de definir ostensivamente as palavras por referência a, experiências privadas (o “dado”), e de que a comunicação é uma questão de estimular um padrão de associações na mente da pessoa ouvinte, qualitativamente idêntico ao daquele da mente do falante é uma idéia ligada a múltiplas concepções errôneas, mutuamente sustentadas, sobre a linguagem, as experiências e sua identidade. Nasceu sem o seu consentimento; o modo como se organiza é independente dele; os seus hábitos dependem daqueles que o obrigaram a aceitá-los; é incessantemente modificado por causas, visíveis ou invisíveis, que escapam ao seu controle, que regulam necessariamente o seu modo de existência, que moldam o seu pensamento e determinam a sua forma de agir.

Em geral, a relação entre palavra e coisa é indirecta; é mediada por outras expressões referenciais. Ao assinalar o que tal termo nomeia ou aquilo a que se aplica, servimo-nos de outros dispositivos referenciais. Diz-se que o homem delibera quando suspende a acção da vontade; isto acontece quando dois motivos opostos actuam alternadamente sobre ele.

Deliberar é amar e odiar alternadamente, é ser ora atraído ora repelido; é ser umas vezes dirigido por um motivo e outras por outro. O homem apenas delibera quando não vê distintamente a qualidade dos objectos que o afectam ou quando a experiência não possibilita uma avaliação adequada dos efeitos que a acção, mais ou menos remotamente, produzirá.
Mas a relação entre palavra e objecto não pode ser sempre indirecta neste sentido. De contrário, cada termo apenas teria poder referencial em virtude do poder referencial de outras expressões, e estas, por sua vez, apenas indirectamente se reportariam ao mundo, e por aí em diante ad infinitum.

Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
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CLIP:POEMA Texto apresentado em Montevidéu Uruguai 09 2008

Esclareço que meu trabalho é fruto de uma pesquisa e tentativa de expressar meu deslumbramento na descoberta de equações que explicam nossas vidas e apontam soluções para nossos sentimentos de desconheci-mento e estranheza das complexidades de viver.

Até ontem me achava um velho sábio no corpo de uma criança, hoje acredito que sou um adolescente no corpo de um velho com cabelos grisalhos, quase careca. Não me perguntem o que estarei pensando amanhã, pois não quero nem tentar imaginar....

Permanecemos atentos, buscando razões para entender, não apenas o que nos rodeia, mas expressar sentimentos, vontades e respostas ao mundo: buscamos soluções ?

Aos poucos, mas com o tempo percebemos cada vez mais entre palavras, expressões no rosto; cada vez mais entre as linhas e as letras do material escrito. Vemos no material fotográfico, imagens que dependem da qualidade e da definição. Já o desenho, executado como interpretação literal da palavra:desígnio, desejo, tipificado como expressão de uma mensagem, deve ser realizado dentro e com todos recursos técnicos para transmitir a mensagem do autor.

Como a cigana lê a mão e a aparência do cliente, para saber quem é, ou como vai ser o futuro dele ?

Como percebemos as marcas do piso e sabemos ou adivinhamos o que aconteceu ? passou um cachorro sobre o cimento fresco ... uma marca de pneu de bicicleta de um moleque. Rastros.

Os sentimentos também deixam rastros, cicatrizes cauterizam vincos do rosto, dos sorrisos, das lágrimas, do cansaço, da fome e do sono.

Mas a poesia não se encontra na curva da esquina, escondida. Diferente do som, da música, que vem a nós, precisamos procurar as imagens. Temos que encontrá-la nas notícias boas, no perfume que o vento roubou nas flores no caminho. No perfume da mulher que cativa nosso olhar masculino, e vice-versa: quem troca olhares, quão profundo este momento efêmero.

O CLIP:POEMA é uma pequena história com desenvolvimento poético e conceitual (leia-se no lugar de poético = da expressão de um sentimento dentro de uma situação específica explorando as circunstâncias do momento) conceitual= de forma a permitir a construção de situação similar em paralelo com outras variáveis.

Associado a ícones (não meramente ilustrativos) torna-se a poesia visual. Reforçando: não se trata da ilustração de um texto, mesmo que breve, mesmo que a imagem simples.

Existe uma inter-relação entre ambos, complementando e sugerindo interpretações abertas a outros sentimentos.

De imediato a leitura. Instantânea até.
Entretanto ainda é uma situação estática que pode ser ampliada com o recurso da visão periférica, acionada pelo movimento e relacionamento de tempo e seqüência. Em meus trabalhos sinto às vezes a necessidade que tenham um fundo sonoro... mas na realidade, vejo meus trabalhos parados na eternidade, uma nota musical interminável suspensa no tempo...

Então a música: Mozart, estabelece o valor clássico e eterno do momento fugaz da seqüência de notas musicais. Esquece-se momentaneamente a letra das óperas, mas não a música. Ah ! a musica, no frágil instante de sua execução.

A imagem. Permanece também quando obedecendo as regras estabelecidas desde a Grécia, observadas na natureza, no rigor matemático, na compreensão das cores e cada relacionamento possível. A composição, os contrastes, a leitura completa do espaço visual cercando o objeto (qualquer que seja) a pertinência das peças quebradas contando histórias por onde passaram, seu uso e quem as usou. Um conjunto de recursos cerca o conteúdo deste texto, eles se misturam e se completam no relacionamento
entre cada um deles.

 Resumindo, a imagem permanece, a música é fugaz. Mas ambos só serão eternos quando cumprirem seus deveres como elementos fundamentais do diálogo entre os seres humanos. A música vem a nós, a imagem buscamos, as vezes a encontramos. Nos ilude a distância, em São Paulo com tantos prédios é comum observarmos pelas janelas e ao longe observar outras janelas e imaginar tantas histórias, quase que como o filme de Hitchcock... a proximidade nos trás outros elementos que nos permitem entender mais completamente. Nossa busca e surpresa serão fisgados por contradições aparentes, por paradoxos , por emoções desencontradas, até o livre trânsito da informação a se completar em nós, mais um degrau de entendimento do Universo: TO LIVE IS ANACT OF BECOMING CONSCIOUS.

 Compreendemos o universo em três momentos: a) no primeiro contato selecionamos uma fração, um segmento na paisagem; b) em seguida fazemos uma análise da textura, do contexto em que esta imagem se articula se torna legível; e finalmente c) encontramos um ponto diferenciado em que entendemos o porque detivemos nosso olhar. É um ponto que vai determinar todo momento, porque olhamos para aquele local, e ali encontraremos nossa resposta.

 Recentemente me ocorreu o por que do CLIP:POEMA, o por que da poesia: é um eco, a rima é uma reverberação, uma ressonância dentro de nós, de sentimentos de outros, de emoções que são transfiguradas, decodificadas, ampliando nossa capacidade em compreender o próximo, em estabelecer uma relação maior com o Universo.

 E isto ocorre tão instantaneamente, apenas estivermos abertos a que ocorra.

 Citando Maquiavel, “Os homens em geral julgam antes com os olhos que com as mãos, pois todos tem a oportunidade de ver, mas raramente de apalpar. Todo mundo vê muito bem o que aparentas por fora, mas poucos percebem o que há por dentro; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos. O vulgo só julga o que vê.”

 Vivemos em um mundo de ignorância e medo pelos que querem manter o poder. Temos que mudar alguma coisa, o que fazemos ? Onde está a poesia ?
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Y ahora qué hago

Y ahora qué hago
si me has hechizado
con el dulce veneno
de tus mágicos labios.

Y ese beso anhelado
se ha esfumado
como el aire que he respirado.
Y me inmiscuyo en ese recuerdo,
ya no sé si fue cierto
o si sólo fue un sueño.

Si te dijera que te amo
con un susurro al oído...
¿me dirás que me amas,
escucharás mis latidos?

Es que tú eres mi obra de arte
por eso quiero retratarte
en cada poema y volver a recordarte.
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Llingua

Na so tierrina alloñada,
atopáronse en reunión,
nueve vaqueiros d´Alzada,
y un gaiteru de Llión.

Col veloz madreñoxiru,
Pinín, sobrín de Pinón,
esnalando como un tiru
foi’l primeru qu´aportó.

L´osu que mató a Favila,
vien montáu nun asturcón,
y a Paca, Tola consuela,
porque él yá la escaeció.

Una pita llinguatera,
nun fuera a ser un farol,
presentose a la carrera,
yá que siempre-y dicen non.

Un cleptómanu sumiciu,
y un trasgu trastu tardón,
faciendo perder el quiciu,
al dondu diañu burllón.

Ún de Tarna, un urogallu,
de Caliao, un cazador,
de la mano ensin tresmallu,
xuntos, llegaron los dos.

Dieron-y el llombu a la cita,
acuciosa población,
l´ardiente vida urbanita,
y la globalización.

En Vetusta la Rexenta,
con decoru decidió,
faciendo nun dase cuenta,
al fariséu apoyó.

L´autoestima y la vergoña,
nun tuvieron el valor,
nel armariu la carroña,
caltien meyor el fedor.

Y la escuela que nun sabe,
resolver esta cuestión,
y el parlamentu bien suave,
a naide-y da la razón.

Lo foriatu ye correutu,
y yá invade la rexón,
el pretéritu perfeutu,
brinda con vinu español.

Yá preparen el so entierru,
ensin gran expectación.
Dalgún llantu y quiten fierru,
nuesos güelos: decepción.
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Soy

Soy de las personas que aman la comunicación. El transmitir y entender. Soy de las que aunque no lo parezca, se esfuerza en cada letra, en cada estrofa. Milimetricamente cuidada. Soy de las que ama ver el Sol salir, y caer. De las que si tapas los ojos y sujetas con fuerza, se deja llevar.
También soy de las que camina sola. Aprendiendo siempre que uno es, no siendo con otro, que más que nada éste complementa, o mejora.
Soy de las que sonríe cuando ve un niño jugar, con entusiasmo o simplemente sonriendo. También soy de las que pasan miedo, no a la soledad, pero si a la incertidumbre de perderse en la comodidad de ella. Por que si algo es cierto, es que siempre he sido mejor sola, hasta el momento.
Soy de las que hablan, y no por ser escuchada, si no por que no me gusta que me manden callar, aún siendo fan del silencio (voluntario).
Soy de las que siempre van a creer en ti, pero solo y cuando tu lo hagas primero. Es muy fácil querer que hagan las cosas por ti.
Soy de las que viajan. De las que cuando se asoman a la ventanilla del avión y miran, sueñan. Soy de las que se van quitando corazas, esas que te hacen crear, para no sufrir, aun sabiendo que siempre es necesario, para crecer,
y creer, o dejar de hacerlo en según qué.
Soy de las que aprenden, para nunca dejarse nada en el camino. Nada que yo quiera saber, porque siempre se me pasa algo.
Soy de las que sueñan, con algo mejor, y no porque sea una ilusa, si no porque creo que todo siempre quede mejorar.
Soy de las que creen en los sueños de los demás, porque la ilusión de cada uno, mueve el mundo.
Soy de las que se han mentido a si mismas, para creer en algo que no es. viviendo en un engaño que no aporta nada. Soy últimamente muy selectiva. Mas que nada para crecer rodeada de lo que si vale la pena.
Soy de las que trasnocha, no sé porque, pero me es más fácil dormir, si se que lo he dejado todo aquí, en el papel, y para esto, me hacen falta horas.
Soy de las que entienden que hay que ser perseverante, y lo soy a ratos, porque me cuesta mucho la constancia, pero algo es algo.
Soy de las que se ponen en tu piel y piensan en como debe ser llevar tus zapatos. porque retomando este principio, me encanta transmitir y entender.
Soy de las que pagaría millones por saber qu piensa todo el mundo, aunque también sé, que muchos acabarían decepcionandome.
Soy de las que prueba, de a las que no les dan miedo los cambios, aunque estos, conlleven perderse.
Soy de las que llora, porque como la lluvia, limpia.
Soy de las que siempre te dirán arriésgate, porque lo he hecho y me ha salido bien, y mal.
Soy de las que luchan, porque siempre me ha parecido que lo fácil no vale la pena.
Soy de las que han roto el corazón, pero aún con miedo, sigo creyendo en el amor, porque jamás me ha defraudado cuando ha activado su maquinaria en mi.
También soy de las que los ha roto, y sigo creyendo que no siempre todo sale bien. Y que a veces duele,
y dueles.
Aún siendo todo lo que soy, a veces creo que no se quien soy. Y esto cada vez me gusta más, porque me dan ganas de seguir improvisando para conocer, de todas las que hay, mi realidad.
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Triste realidad  imagen

Bellas son las hojas en el árbol.
¿porque tienen que caerse,
acaso no son tan bellas?
¿ no merecen ser eternas?
bellas son las flores en las
plantas y de pronto ya no las ves, mueren
¿acaso si son tan bellas,
no han de ser eternas?
bella es la vida ¿porque las personas mueren, ¿Acaso no deberían ser eternas?
Bellas son las hojas en los árboles y bellas son las flores en las plantas; pero todos, cumplimos un ciclo las hojas, caen las flores muere, la vida se acaba.
somos como hojas en el árbol
somos como flores en plantas
todos cumplimos un ciclo.
lo que más queremos dura poco
lo que apreciamos se acaba rápido
el tiempo siempre va contra ellos, apurando les a alcanzar el camino. un camino que para nosotros siempre ha sido largo y para ellos fue corto. no te lamentes sólo vive.
las hojas nunca quieren caer las flores nunca querrán morir siempre querrán vivir.
siempre desearan estar hermosas

Oscar Mena ®
Colombia
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Je veux qu'on baise sur ma tombe

Es el último cigarrillo de una noche que parecía eterna,
de una noche
que prometía dar vueltas y vueltas entre las sábanas
y desplazarse la cabecera
-como nos pasa siempre en el ático de mi cueva-.

Es el último cigarrillo de una noche que parecía eterna,
lo efímero se hizo infinito entre mis dedos
al ver como convertías todos mis miedos
en pura red de seguridad sobre la que volar.

Es el último cigarrillo de una noche que parecía eterna
y las letras se mecen al son del vaivén de las reglas infinitesimales
supongo que ya no nos queda nada por lo que ensañarnos a soñar
a componer melodías de recuerdos construidos sobre un castillo de sueños.

Es el último cigarrillo de una noche que parecía eterna,
pero la eternidad se perdió
entre el arpeggio de cuerdas
que escribí en el insomnio viendo a los viandantes de la acera
-aunque estos solo fuesen sombras de su reflejo diurno-.

Es el último cigarrillo de una noche que parecía eterna,
pensaba mientras me arrojaba al vacío desde un quinto piso,
adiós,
mis amigos,
adiós,
mi primavera,
adiós,
mi mundo pobre,
adiós,
mis hermanos,
adiós,
mi país,
adiós,
mi vida construida sobre cuerdas,
adiós,
mis amigos,
adiós,
mi primavera,
adiós,
mi mundo pobre,
adiós,
mis hermanos,
adiós,
mi vida construida sobre letras y letras.


* * *

Es el último cigarrillo de una noche eterna,
y mirando al horizonte solo puedo pensar que ya va siendo hora
de saltar al vacío
a ver la vida desde mucho más cerca,
de ver la vida a ras de la marea.

Es el último cigarrillo de una noche eterna,
y el mundo está muerto,
el mundo ya no existe fuera de mi cueva.

Es el último cigarrillo de una noche eterna,
ojalá me follen sobre mi tumba y mi lápida sea una piedra cualquiera.


Es el último cigarrillo de una noche eterna...


pero la eternidad solo es para los que se atreven a vivir el instante sin pensar en su esquela.
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La sombra de lo desconocido

La sombra de lo desconocido, este frío,
una nube negra sobre un campo florido,
el rumor de mil voces que nunca llegan,
la sombra de los amigos que no recuerdan.

El silencio inquebrantable de esta noche.
Un perro ladrándole a un gato muerto,
una canción qu aun no ha sido escuchada
y una palabra que gime desesperada.

Una lágrima que corre libremente,
las manos que aún están entrelazadas,
un suspiro que aún conservo conmigo
y la huella que aún no ha sido dejada.

La lluvia que ha caido tristemente,
el viento que se pierde entre la nada,
los sonidos que aún me producen miedo
y la triste ausencia que delata mi mirada.

Lo que la noche y mi silencio solos hablan,
la reacción frente a una simple palabra,
caminar dentro de mi, mirar al cielo,
esa parte de mi que nunca habla.

El canto desesperado de una guitarra,
esperar a que toques mi ventana,
la suavidad de la cama que me espera
y la voz de mi madre que aún me abraza.

La computadora prendida a medianoche,
un libro con una página marcada,
la música inspirándome emociones,
la vista ida, la memoria cansada.

He allí la descripción de mi misma,
figura hermosa con una triste silueta,
el mal artista que no se aprende sus letras,
la silla aún caliente, un lápiz y una libreta.

@asteropea

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poema décimo

Mi cama, el océano
La noche, el día
Como los Montesco y los Capuleto

El dinero, la gente y las casas
Y todas las cosas que ella te da
¿Puedo yo

Hacer algo?
Tú eres de ella
Jamás regresarás.
--------------------------------
(Original)

Dix

Mon lit, l'océan
La nuit, le jour
Comme les Montaigu et les Capulet

L'argent, les gens et les maisons
Et toutes les choses qu'elle te donne
Est-ce que je peux

Faire quelque chose ?
Tu es à elle
Tu ne retourneras jamais.
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Friburgo

ne bien conseillé qu’amoureux.
FRANÇOIS VILLON



Han transcurrido ya diez años desde que
volé de mi ciudad a Basilea, camino de Friburgo. Sí,
en ese lugar fui feliz.
Sí,
yo fui viaje y fui trayecto,
y me hice uno con el fuselaje.
(Antes de Friburgo yo no era casi nada.)
Volé y sufrí el terror de hacerlo, y
consideré la recompensa:
viajé para estar
solo,
para pensar en
qué,
buscando tal vez el esplendor de estos lugares, que antes se llamaban bárbaros, cuando los civilizados éramos nosotros.

Diez años después,
quiero decir, ahora,
querello con las teclas por verterla en mis versos, y
Friburgo me parece poco más que un pase de filminas
(algunas)    quemadas.
En realidad, creo que Friburgo ahora no me importa igual que entonces

porque
me doy cuenta de que Friburgo ahora
solo me hace bien si puedo pensarla
contigo,
si recreo el recorrer sus calles de adoquines
mientras huelo la estática
electricidad
de tu piel cerca a la mía.
Pienso
en iniciar el paseo frente a la fachada del Sagrado Corazón y llevarte conmigo
de la mano,
siguiendo el rastro de migajas
que es la línea del tranvía:
llegar extenuados o tranquilos hasta Schwabentor -y más allá, la Selva Negra-.
Pienso
en qué divertido sería dejar
que encuentres por ti mismo
la tumba de una Mendelssohn en Alter Friedhof
(nada más que una columna con la inscripción ajada),
y te extrañes por allí de unas palabras doradas en tu propia lengua,
 en mi lengua.
Pienso
en pasear sujeto de tu sombra
las orillas del Dreisam
y también
en aquel amanecer que vomitaba sangre que vi
desde la cama del hotel. Y pienso que entonces
qué sola y aburrida aquella cama.

Antes de ti,
y antes de Friburgo,
yo no era más que una sombra desvaída de mí mismo.
Pero solo me arranco una sonrisa
(y pienso tanto y pienso tanto en Friburgo) si
pienso en Friburgo a tu lado.
Me doy cuenta de que
ahora,
kilómetros más lejos y crecido el pánico a volar,
importa
solo en ti
Friburgo.
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Fórmula cardíaca do afecto

É uma pergunta recorrente
Que abruma o meu pensar.
Que terá sido da gente
Que por puro pavor,
Terá escondido, por não fazer mal
A sua emoção ao ver aquela que enche o olho,
Ao vê-la passar?

Passam os dias, e a vontade fria de lho contar
Gela,
Como um rio cristalizado.
Cristalizada fica também
Aquela caixa encarnada de caxemira
Que no interior alberga tudo,
Tudo, o que o cérebro despreza.

Medo da ignorância.
Medo de ser apenas mais uma campa no cemitério das emoções.
E eu bem que puxei galões...!

É sintético.
Toda forma de afecto,
Um espetáculo diurético.
Tergiverso, mas o único que se engana,
Sou eu, pobre pensador perverso.

Antes fosse esquizofrênico!
As enzimas do amor, transgénicas!
A paixão sem retorno,
A reciprocidade,
A amizade,
Entram num bar.
A reciprocidade suicida-se.
Fim da história.
Na amizade e na paixão apenas ficará a memória,
Do sentimento...o quê?
Da felicidade...como disse?
Do amor...não posso!
Escavou ele do profundo fosso
A fotografia de quando era moço
E não era todo ele de preocupações um poço!

Desdobramento mental.
Antes fosse, honrada expressão
De contentamento, frente a
Desorientação...de quê?
Pois bem, nem eu sei.
Apenas sei que me sinto vazio, incompleto.

E peço perdão
neste verso,
Pois penso que o que temos,
Confesso,
É apenas o meu afecto em vão.

Diz-me, tu, que achas desta infeliz diatribe?
Achas por bem o abandono da razão?
E se te fizesse uma canção?
Ah, impossível.
Apenas escrevo estes versos,
Amargurado pela falsa dedicação.
"Louco, louco,..."
Porque não foi pouco, o que quis
O melhor para ti? Não...!
Aí é que te enganas.
Foi apenas o melhor para mim junto de ti, meu anjo depenado.

Dizem que o poeta é um fingidor.
Desculpa, Fernando, mas neste caso
Quem me dera estar a fingir.
Quem me dera que me não assolara
Tão vago pensamento,
Apetecível desejo de alienação.

Dispo-me,
E com a roupa vai a vontade de viver.
E por vezes durmo,
Secretamente à espera de acordar junto de ti,
num ambiente transcendente (porque só assim seria possível)
e isolado,
A teu lado.

Putrefacto, está o meu ser.
Minha alma, residual,
Pulula por entre, cinzento,
O desfiladeiro da incertidão...
E me sento, e descanso
Sobre o dorso manso
Do meu amigo, meu confidente,
Meu coração latente,
Meu irmão.
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