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alas de angel

Cuantas lunas nacen,cuantas violetas sufren ,cuantas estrellas se apagan,cuantas sirenas se enamoran,cuantas vidas gastare, sin poder entender la realidad de este mundo ,cuantas veces seras lobo ,cuantas veces seras sierbo ,y para volver a sentir nuestro amor ,devo quitar mis alas .
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Yo me pregunto...

Yo me pregunto si estás dormida,
si acaso sueñas y vas a pie,
porque esa gracia que en ti palpita
hace que sueñe de día y bien,
que te acompañe por los paseos,
cuando descansas y en el café,
así te veo y así te miro
tomando un zumo con ron y miel;
ya sé que es algo que suena amargo
y que parece ser de revés,
pero no importa si estoy contigo,
si te acompaño y no sé que hacer,
porque estas cosas, cual chifladuras,
son importantes por un aquel
y si aprovecho que al ver tus ojos
me veo en ellos ya somos tres...

Entonces niña seamos pobres,
sigamos niños en el ayer,
en ese tiempo, quizás lejano,
que hemos vidido de forma fiel,
ahora rompamos viejos tabúes,
pequemos pronto de diez en diez,
y disfrutemos de nuestras fuerzas
con nuestros cuerpos sin tener juez,
y así seremos lo que queramos,
lo que nos dicten razón y ser,
nuestras lujurias y las pasiones
tendrán el agua para la sed;
y un día acaso, no muy lejano,
veremos juntos atardecer,
y nuestra noche será otra noche
donde la luna nos de su hotel...

"...Yo te pregunto si tú me quieres,
pues yo te quiero y no sé que hacer,
y entonces veo que tu sonrisa
es la respuesta que da tu piel..."

Rafael Sánchez Ortega ©
16/05/18
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CLIP:POEMA Texto apresentado em Montevidéu Uruguai 09 2008

Esclareço que meu trabalho é fruto de uma pesquisa e tentativa de expressar meu deslumbramento na descoberta de equações que explicam nossas vidas e apontam soluções para nossos sentimentos de desconheci-mento e estranheza das complexidades de viver.

Até ontem me achava um velho sábio no corpo de uma criança, hoje acredito que sou um adolescente no corpo de um velho com cabelos grisalhos, quase careca. Não me perguntem o que estarei pensando amanhã, pois não quero nem tentar imaginar....

Permanecemos atentos, buscando razões para entender, não apenas o que nos rodeia, mas expressar sentimentos, vontades e respostas ao mundo: buscamos soluções ?

Aos poucos, mas com o tempo percebemos cada vez mais entre palavras, expressões no rosto; cada vez mais entre as linhas e as letras do material escrito. Vemos no material fotográfico, imagens que dependem da qualidade e da definição. Já o desenho, executado como interpretação literal da palavra:desígnio, desejo, tipificado como expressão de uma mensagem, deve ser realizado dentro e com todos recursos técnicos para transmitir a mensagem do autor.

Como a cigana lê a mão e a aparência do cliente, para saber quem é, ou como vai ser o futuro dele ?

Como percebemos as marcas do piso e sabemos ou adivinhamos o que aconteceu ? passou um cachorro sobre o cimento fresco ... uma marca de pneu de bicicleta de um moleque. Rastros.

Os sentimentos também deixam rastros, cicatrizes cauterizam vincos do rosto, dos sorrisos, das lágrimas, do cansaço, da fome e do sono.

Mas a poesia não se encontra na curva da esquina, escondida. Diferente do som, da música, que vem a nós, precisamos procurar as imagens. Temos que encontrá-la nas notícias boas, no perfume que o vento roubou nas flores no caminho. No perfume da mulher que cativa nosso olhar masculino, e vice-versa: quem troca olhares, quão profundo este momento efêmero.

O CLIP:POEMA é uma pequena história com desenvolvimento poético e conceitual (leia-se no lugar de poético = da expressão de um sentimento dentro de uma situação específica explorando as circunstâncias do momento) conceitual= de forma a permitir a construção de situação similar em paralelo com outras variáveis.

Associado a ícones (não meramente ilustrativos) torna-se a poesia visual. Reforçando: não se trata da ilustração de um texto, mesmo que breve, mesmo que a imagem simples.

Existe uma inter-relação entre ambos, complementando e sugerindo interpretações abertas a outros sentimentos.

De imediato a leitura. Instantânea até.
Entretanto ainda é uma situação estática que pode ser ampliada com o recurso da visão periférica, acionada pelo movimento e relacionamento de tempo e seqüência. Em meus trabalhos sinto às vezes a necessidade que tenham um fundo sonoro... mas na realidade, vejo meus trabalhos parados na eternidade, uma nota musical interminável suspensa no tempo...

Então a música: Mozart, estabelece o valor clássico e eterno do momento fugaz da seqüência de notas musicais. Esquece-se momentaneamente a letra das óperas, mas não a música. Ah ! a musica, no frágil instante de sua execução.

A imagem. Permanece também quando obedecendo as regras estabelecidas desde a Grécia, observadas na natureza, no rigor matemático, na compreensão das cores e cada relacionamento possível. A composição, os contrastes, a leitura completa do espaço visual cercando o objeto (qualquer que seja) a pertinência das peças quebradas contando histórias por onde passaram, seu uso e quem as usou. Um conjunto de recursos cerca o conteúdo deste texto, eles se misturam e se completam no relacionamento
entre cada um deles.

 Resumindo, a imagem permanece, a música é fugaz. Mas ambos só serão eternos quando cumprirem seus deveres como elementos fundamentais do diálogo entre os seres humanos. A música vem a nós, a imagem buscamos, as vezes a encontramos. Nos ilude a distância, em São Paulo com tantos prédios é comum observarmos pelas janelas e ao longe observar outras janelas e imaginar tantas histórias, quase que como o filme de Hitchcock... a proximidade nos trás outros elementos que nos permitem entender mais completamente. Nossa busca e surpresa serão fisgados por contradições aparentes, por paradoxos , por emoções desencontradas, até o livre trânsito da informação a se completar em nós, mais um degrau de entendimento do Universo: TO LIVE IS ANACT OF BECOMING CONSCIOUS.

 Compreendemos o universo em três momentos: a) no primeiro contato selecionamos uma fração, um segmento na paisagem; b) em seguida fazemos uma análise da textura, do contexto em que esta imagem se articula se torna legível; e finalmente c) encontramos um ponto diferenciado em que entendemos o porque detivemos nosso olhar. É um ponto que vai determinar todo momento, porque olhamos para aquele local, e ali encontraremos nossa resposta.

 Recentemente me ocorreu o por que do CLIP:POEMA, o por que da poesia: é um eco, a rima é uma reverberação, uma ressonância dentro de nós, de sentimentos de outros, de emoções que são transfiguradas, decodificadas, ampliando nossa capacidade em compreender o próximo, em estabelecer uma relação maior com o Universo.

 E isto ocorre tão instantaneamente, apenas estivermos abertos a que ocorra.

 Citando Maquiavel, “Os homens em geral julgam antes com os olhos que com as mãos, pois todos tem a oportunidade de ver, mas raramente de apalpar. Todo mundo vê muito bem o que aparentas por fora, mas poucos percebem o que há por dentro; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos. O vulgo só julga o que vê.”

 Vivemos em um mundo de ignorância e medo pelos que querem manter o poder. Temos que mudar alguma coisa, o que fazemos ? Onde está a poesia ?
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Cínicos

Vivo en una sociedad cínica.
Mis paisanos se creen Miguel el Valiente.
Todos ellos se creen tal Miguel.
Son unos cínicos unos putos cínicos
llenos de vanidad en su corazón,
en su alma.
Yo soy hispano, más no me considero
rumano, nunca más lo haré.
Usan la sátira a toda hora sin importarle
lo que el prójimo piense e opine.
Son unos cínicos, unos putos cínicos
estos dacios de nuestros días.
Nunca cambiarán sino que crearan su
propia escuela de ignorancia.
Tienden a actuar con anaidea por doquier
se encuentren.
La obscenidad está presente en sus vidas.
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Golpes en alma a las tres de la madrugada

Golpes en el alma a las tres de la madrugada
como espadas
como lanzas afiladas.

Sacudidas que cortan el aire
con grandes espacios abiertos,
llantos contenidos
y esperanzas carbonizadas...

Una falta de todo para mirar al frente
y un derroche de fuerza
para andar sin perder el equilibrio.

Noches rotas
desgarradas por una realidad pérfida
que no se oculta
que lastima cuerpos y preguntas
que desoye ruegos,
que me inunda.

Grandes dosis de tragedia
que no conocen filtros
que no quieren dar tregua,
que revientan historias y vidas
y esconden reproches sin lengua.

Realidad pura,
soberbia,
ancha,
culposa
que me agarra con sus tentáculos fríos
y me aplasta contra las baldosas frías
de lo que creo mi lugar.

Pesar fino,
casi delicado...
a las tres de la madrugada
en el bloque gris del barrio obrero
en el hielo sucio
que corta sonrisas infantiles
en la espesa bruma de una mentira colectiva
que no pide permiso
para instalarse
en el pequeño espacio en el que habito.
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Seis vidas

Prohibido tengo quererte
en otra vida , quizás
me convertiré en un gato
seis vidas te podré dar
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Verano vivido

VERANO VIVIDO PLATEADO AZUL Y BLANCO. 2010-08-29

I Parte.

Aquella tarde caracolas de mar volaban por el espacio, horas tempranas nos avisan
Al día siguiente el aire sopla de levante, moviendo velas múltiples en el horizonte del agua.
Alto como una torre va Miguelillo por la playa, observa con ojos vidriaos la esperanza
Altanero como una espada y fibroso, camina con pisadas firme sin voz ni palabra
Alguien le dijo al otro lado del océano hay una muralla, llena de enormes piedras
Altas como una torre fuerte y gruesa sin ventana.
Aleteaba con sus manos el loco de madrugada, sus manos giraban alrededor de su cuerpo como un paraguas.
Alas de un pensador lleno de vida sin vida sin esperanza, como el loco de Picasso
Desnudo y orinado mojado hasta los pies descalzo.
Al Dios de los vencidos, un desafío honrado.
Moviendo el Universo plateado.

El viento se cruzaba en mil direcciones limpiando y como un relámpago se iluminaba la calle,
Rostros sin expresiones paseaban sin ruidos
Pisadas huellas indelebles dejaban por el camino
Siempre el aroma de Tánger, en su mente loca de sabiduría pasadas y vivencias comidas
De día volaba el machuelo con sus ojos vidrios, y su plumaje nuevo
Olores a especies de colores tostados y ocres, rostros de bronce iluminados por el Sol

Cuerpos doblados en plata y blanco, y el negro como un regalo desafiando al espacio dorado.
Paredes de tonos azules, nos recuerda a cielos y mares.
Gestos de vida, brillante alegrías cogidos de las manos, energía positiva andando.
Lluvias de verano.

Luz seca abriendo veredas para caminar despacio, dentro del cántaro aguas y aires del pasado, lagrimas desterradas a los océanos.
En la plaza aves y reptiles, el calendario, el reloj, la sombra, se ha parado, Tánger camina lento y despacio.

El profeta andaba y buscaba, su pelo rapta blanco trenzado, cabeza y barba iluminada por el rayo
Sabiduría andando, silueta difuminada, soporte transparente y técnica mixta del pasado y presente
Dejaba una huella de dolor
En el espacio ausente
Entre la palabra la sonrisa y el llanto.

Silencio está cantado el gallo, solo en la alborada, me recuerda a Granada su Albahicin y sus gitanos .

Tornasoles giraban alrededor de su figura y el aire modelaba los árboles quietos
El mendigo lleno de todo y vacío de alimentos, caminaba lento, muy lento
Fuente de saber, universidad callejera con sangre, dolor, y miseria.

La sombra le acompaña y la tristeza es su compañera, truenos apocalípticos destruyen sus sueños, y su libertad se revela, profetas de los desiertos y los mares.
Poner orden en su cabeza, la dejadez, el miedo, golpea sus pies desnudos en las aceras
Es el testigo del milagro de los panes y los peces, y no tiene que comerse, solo sudor y barro a diario le acompaña.
Mañanas sin sombras, acarician sus miserias diarias, vientos de sabores tristes y húmedos en su cabeza,
Profeta de Chaouen
Sol con tormentas
Ser humano abandonado
De dolor y soledades desiertas.

Silencios rotos en estas calles estrechas, la montaña que se toca con las manos y brota de ella el agua, blanca, azul, serena.

La llamada a la oración descalza la conciencia, aunque libres, atados aún tronco florecido con mágicas recetas, creando con el viento caricias en sus manos.

Levitando la tarde ha perfumado sus existencias
Una mano poderosa, les lleva a crear y extasiar, la verdad de una fe llena de esperanzas
Primavera del profeta.

No son candados, ni si quiera son besos ni caricias que nos llegan, son ramas secas vidas enteras, sin fronteras
Tánger dormida y despierta
Media luna iluminada, el verdadero loco de Picasso, viviendo la mañana resucitada
Volveré despacio me sentaré en las puertas y ventanas de Chaouen, en sus silencios me dormiré.
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El cuento de la vida

Apenas tienen cinco años cuando se conocen. Es el primer día de colegio y sus madres los dejan en una clase llena de otros niños llamativos, pero menos. Menos niños no, menos llamativos los unos para los otros que como se atraían ellos entre sí.

Su historia empieza en una mesa verde llena de bolas de arcilla que, a diferencia de la plastilina, al quedarse seca se endurece, como la vida. Él moldea un unicornio, ella no sabe qué es. Él le explica que es un caballo mágico y ambos ríen ante aquella ocurrencia. Después da forma a un barco y le asegura que, cuando esté acabado, navegarán a bordo de él por el patio de recreo en los días de lluvia, y vivirán aventuras increíbles surcando lagos malditos, mares lejanos, el mundo entero. Ella sonríe con los ojos brillantes de ilusión.

Pasan los recreos siempre juntos, contándose historias imaginadas, cuentos recién inventados, fábulas en primera persona. Los demás niños los miran con recelo, observándolos a una distancia prudente, como si fuesen bichos raros que no conocieran. Aprenden a escribir juntos, a leer de la mano, a sumar y restar cantando... y cogen la costumbre de contarse el argumento de los libros en primera persona. Se disfrazan de los héroes de sus sueños, crecen dentro de sus mentiras, se abrazan de mentira, y se besan de mentira, como los novios de mentira.

Llega el último verano de colegio y ya no les quedan más septiembres. Se mienten, esta vez sin saberlo. Poco a poco, como planetas en distintas órbitas, se van distanciando irremediablemente. Siguen viéndose de manera casual por el barrio, pero cada vez conversan menos, se miran menos, se sonríen menos... hasta que el saludo se convierte casi en obligación.

Pasan los años de mentira y van conociendo a otros ellos. Llenan sus nuevas vidas de otras mentiras, aunque mucho menos cómplices, más mundanas, menos divertidas. Un día ella entra en una discoteca, ya decepcionada de esa nueva vida, y se lo encuentra. Entre tragos de alcohol recapacita: “de todos los que me han mentido, nadie me ha mentido como él”. Se acerca y le saluda. Al oído le confiesa que está en la discoteca porque el descapotable se le ha averiado, iba de camino a una cena con músicos, actores y gente del mundo de la moda. Él se ríe, se separa con los ojos brillantes, hace una pausa para mirarla. Se acerca a su oído y le miente. Así que ambos, mentidos de arriba abajo, salen a buscar al unicornio de arcilla, que con el tiempo ya está amaestrado, para que los lleve a la fiesta. Se besan y hacen el amor en un portal.

Siguen viéndose de vez en cuando para mentirse. Se mienten incluso sobre sus actuales parejas. Se van contando sus bodas programadas, los hijos que tendrán, sus viajes, sus mascotas... Poco a poco van dejándolo todo para mentirse con más frecuencia, hasta que ya casi se mienten en exclusiva. Y un día deciden irse a vivir juntos, para mentirse ya del todo. Es entonces cuando cada uno descubre todas las verdades del otro.

Salen por la mañana a trabajar a la ciudad, y vuelven corriendo por la tarde a mentirse en su reino recién conquistado, a lomos de su caballo mágico. Pero una noche ella se pone enferma, y acuden a un hospital muy falto de fantasía. Un doctor le diagnostica una enfermedad incurable, y le cuenta que apenas le quedan unas semanas de vida. Ella llora y maldice todas las verdades del mundo.

Él se quita los zapatos y se acurruca en la cama junto a ella, abrazándola con fuerza. Le aparta el pelo de la oreja para alimentarla de una última mentira. Le explica que ellos no existen, que son parte de un cuento, un relato nacido de la fantasía de un pensamiento. Le cuenta que son tan reales como los unicornios, y que al final del cuento no se muere, porque los cuentos no tienen final. Y le promete, sin más mentiras, esta vez ya de verdad, que puede estar segura de que vivirá para siempre en su recuerdo y su corazón.

Juanma
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No hi ha límits

No hi ha límits,
no hi ha fons,
ens degluteix
aquest món.

Paradís poètic,
tot enyor,
com un milfulles
sense racons,
com una era
sense pols,
com un refugi
curull de raons.

Paradís poètic,
cau de crits,
gresol sublim
de tots els àmbits,
arbreda amb vent,
flors i mallarengues,
seu de tots els verds.

Paradís de llunes,
nits d’estels,
solcant les vides
i els anhels.

Paradís de pàmpols,
ceps i circells
a la vinya mare
dels vins més vells...
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Respuesta a “El Intruso”

Cuando dices: “El Intruso”
no sé a quién te refieres,
si a la sombra o al iluso
que la imagen de tu espejo tiene.

La verdad, me sorprendes
no esperaba esa estrategia,
agazapado como la liebre
has saltado a la contienda.

Desde que lanzaste este reto
diste vuelta en la grupa,
tu dormido, yo despierto,
de tal, que me hice la pregunta:

que paso con MarcZarzosa
que a este duelo no se arrima?
deduje que la verdad es esta:
la contienda con rebktd te dejo sin rima
y por eso el tintero se te llenó de prosa.

Pero vuelvo y te repito
me dejaste sorprendido,
me asustaste con el brinco
y me golpeaste desprevenido.

Y fue un buen cipotazo
que me diste en la barbilla,
no me había levantado del porrazo
cuando remataste de mi pierna la espinilla.

Trajiste buenas rimas
como espadas amoladas,
eso hizo que recibieras serpentinas
de tus fans y bellas damas.

De mascar algo me pides
para que vomitar tú lo puedas,
una piraña me recibes
para que mascar ya no puedas.

Tu dices que yo soy el secundario,
yo digo que tú eres el protagonista,
con esto se me complica el escenario,
porque… yo solo, contra ti y el doble del primer artista.

Pero no importa compañero
yo también tengo mis armas,
a ese, tu denuedo
lo baño con manteca de fritanga.

A Galilea le declaraste, que eres todo un caballero,
yo digo: caballero en el reino de los gatos,
porque como lírico guerrillero
atacas y maúllas es por rato.

Por fin comprendí como es tu juego
eso de creerte, para ti, el único favorito,
por eso te inventaste lo del duelo,
para hacerte el amo de los like del corazoncito.

Esta ha sido una larga faena,
ahora voy a descansar un rato
con una birra que valga la pena,
espero que no tengas las siete vidas que tiene el gato,
porque este duelo, parece que tiene para rato.
Rafael Puello
Barranquilla – Colombia.
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Mujeres y hombres buenos

Desde mi profundo ser, quiero homenajear a las

Mujeres y Hombres, que dieron parte de sus vidas dedicada a los demás.

Esos seres con mentes y fuerza física, capaces de darle la vuelta a lo negativo
transformando la vida en un positivismo lleno de amor y ternura. Buenos, comprensivos, ordenados, paternales, hábiles, alegres y generosos.

Son humanos que llenaron las horas de felicidad a los otros y con ellos se desarrollaron
abriendo caminos de bondad y entrega.
No depende de la posición social, ni de la educación recibida, ni siquiera del color político, sale por naturaleza evolutiva proteger y cuidar los seres vivos.

A todos ellos los maravillosos limpio y puros de cerebros sanos y transparentes.
Elegantes, inteligentes, previsores, voluntariosos, constructivos, activos y fuertes.

Los días son con vosotros llenos de luz y las sombras las desterráis al abismo del mayor agujero negro existente. Transigentes, altruistas, valientes, sociables, batalladores, austeros. Las flores han crecido alrededor vuestro y yo os amo, porque dejasteis en todos nosotros vuestro perfume. Expresivos, sentimentales, emotivos… ¡Gracias por existir!
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Yes, We Can

Yes, we can,
unidos podemos más,
rezaba un eslogan
en la campaña de Barack.

Palabras absurdas
cuando niños gaseados
mueren, sin piedad.

Yes, we can
una utopía, media verdad.

Cuando carne de femenina
es comprada en un hostal.
Mujeres engañadas, secuestradas,
obligadas con crudeza a trabajar.

Yes, we can
palabras que cambiarían el mundo
si se pudiesen aplicar.
Pero el vil dinero manda
no, nos deja respirar.

Por unos cuantos miles
el tráfico de almas no para de llegar,
llena las pateras de la esperanza
con vidas e ilusiones que buscan felicidad
Mientras, la guadaña de la parca,
las llama una a una y no deja de segar.
La muerte de azul, se ha puesto a trabajar.

Yes We can,
ni los que pueden cambiar algo
lo harán.

Israel masacra a los Palestinos,
mientras se salta resoluciones
con el apoyo de Estados Unidos.
La ONU ya, no lo puede disimular,
sólo vale para hablar.
Las guerras Áfricanas no dejan de aflorar,
mientras los niños mueren de hambre,
de sed y enfermedad.

Yes, we can
podríamos cambiar
yes, we can
lo debemos intentar
yes, we can
seamos un solo pueblo,
seamos la humanidad,
gritemos libertad.
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Paño de música

Corazón que camina de puntillas
entre las espinas que riego,
ocultando latidos cansados de suspirar
el aire de su despedida, de la deserción,
de estaciones donde esconder mi nombre.

Convertirme en banco de parque
frente a estanque donde flotan
sueños, despedidas, ausencias;
soledad en el camino
compartiendo silencios, sal, piedras,
con extraños conjugando vidas,
tiempo, ahogos, manos que abrazan
las huellas que azotan el pecho.

Convertirme en lo que soy,
dolor como dique de los mares
que asolan la aridez de mi respirar,
el renuncio a leer horizontes limpios
de tristezas plantadas,
cubriendo las palmas de mi mirada,
de orillas donde morir tras saltar al vacío.

Convertirme en saco de abismos,
garra enlazada a mis cuerdas
esclavizando fonismos a sus pisadas
borradas en el sendero cainita,
encadenadas a versos quebrados
por este esfuerzo en contener
cada uno de sus te amo en paño de música.

Ausentarme de mis tañidos,
barnizar mis letras con lágrima impía del manto de su piel…..


αмéη
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26comentarios 218 lecturas versolibre karma: 122

Un arco iris de poesía

Un arco iris de poesía

La aurora se pierde con la lluvia
que emana silenciosa de la nube azul
y cae suavemente dibujando en la tierra
figuras caprichosas que se borran
rápidamente al paso de los hombres
que corren para protegerse del frío
que cala los huesos y humedece el alma.
Los poetas mienten cuando callan
cuando ríen, y cuando escriben
en las hojas de su alma un adiós
saben que el adiós los llenará de angustia
y desearán regresar al lugar donde encontraron
un aliciente para seguir plasmando
nostálgicas canciones, sentidos versos
y alegres sentimientos que llenaron su corazón
de esperanzas he ilusiones.
Pero todo acaba, todo muere y palidece
solo quedan sombras y recuerdos
que atormentan las vidas o que endulzan
el alma, mientras un arco iris de poesía
sigue recorriendo el universo dejando sus destellos
en el corazón del poeta que lee, que escribe, que espera.
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Un Canto de Poesía con Amor

UN CANTO DE POESÍA CON AMOR

Sus risas no merecen ser apagadas
la tristeza no debe existir en sus vidas
ellos son el futuro del mundo
creación divina que Dios dejó para nosotros.

Son los niños y niñas
el futuro de este hermoso Universo
merecen respeto
vivir en alegría
sin golpes, sin insultos, sin agresiones, sin dolor.

No al maltrato infantil
es mi canto hecho poesía
con amor.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Abril 2018
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Perfecto

Cambiar una diferencia pequeña es un arte del cual muchos nos podemos equivocar, perfecto no es imperfecto un ser sin defecto que no hace la pureza de su proeza, tal vez mañana sea la parte diferente que haga que todo brille a la ausencia de fe.Hoy saber argumentar lo que hacemos carece de los motivos escondidos, se inventa un sueño que nos roba la calma por hacerlo florecer.Perfecto,es lo que carece de defecto, un mundo inventado con el hecho que no se puede improvisar sin un efecto.Perfecto es la realidad inventada por muchas mentiras,sonrisas falsas que vemos por parte de la gente que parecen que inventan o la llaman, perfecto es lo ausente que se lleva sin verse,pero solo es un complemento equivocado que no se mira desde que empieza,perfecciones son distintas a la realidad que se pinta,perfecto no es un mundo que se arma de la noche a la mañana,lo perfecto es algo inexistente que no se llama la atención equivocada.Llevamos grandes cadenas sin disfrutar el momento perfecto proyectado que ambicionamos.Imagina la vida sin defectos,esa que no tiene un miedo, el interior es muy extraño, lo que se sueña a diario muchas veces nos hace daño y nos condena.Lo que es perfecto hoy en día es un defecto de nuestro razonamiento no medido con el intelecto. Inventas una vida falsa aparentando cero sufrimiento y experimentando el desamor, que perfecto es vivir con la tristeza que no se ve en la cara pero en las paredes de nuestros ojos son proyectadas.Llamamos felicidad al sufrimiento,y yo me pregunto es perfecto eso que se no se mira desde adentro, le decimos suerte a los que viven de hipocresía y presumimos de lo que no poseemos por solo hacer sentir mal a muchas personas que no le importas como persona.No es mirarse como lo mejor, lo perfecto es lo que es duro de mirar porque es lo superior ante la humanidad.Saber experimentar a diario de las consecuencias es lo que es necesario.Ocurre con frecuencia, que cada cabeza piensa lo que les conviene , pero luego se molesta con cada penitencia,la vida es una magia que se inventa al aparentar ser perfecta.La cantidad de palabras no determina lo que se ve en nuestro diario, que significa eso, que aquel que habla mucho no representa lo perfecto de sus argumentos, lo que sucede es lo que pocos piensan para luego demostrar lo que sus cabezas nunca piensa, por lo tanto el imaginar de una persona es hablar de más, inventando vidas perfectas, haciéndoles creer a muchos que todo lo que tiene es su propia obra maestra.Muchos soñamos mientras presumimos cosas sin sentido, el lugar en que vivimos no nos hace sentirnos vivo, e inventamos situaciones determinantes para luego lamentarnos de lo prohibido, que perfecto es eso, una mentalidad sin salida oscurecida de tantos pensamientos muertos.El sentido del vivir y soñar es el minuto pasajero inesperado de un consuelo, lo que brilla aun puede ser mañana nuestra salvación, lo terrenal de nuestra alma no es perfecta, es simplemente un ocaso de nuestra prisión que brilla cuando se mira.Me explico lo que no tiene un sentido, el ser es un mundo complejo que no se ve ni se respira, el alma es un aire que no se observa a la realidad inventada. Perfecto es la realidad que se imagina pero no se respira, un concepto equivocado de muchos es vivido desde adentro, no tenemos nada porque lo que tenemos como algo es lo que no nos llena el alma.
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Día del libro (23 de abril)

Beber de las fuentes
que la mano de otros te ofrece.
Encontrar historias
y vidas afines y distantes.

Conocer,
aprender,
descubrir,
volar,
viajar,
sumergirte en un mar de sensaciones.

Dejarte llevar por vidas,
historias,
sentimientos,
anhelos,
deseos
y buscar en rincones ocultos otras puertas.

Llenarte el alma,
la mente,
el corazón,
y saber que aún puedes encontrar más.

LEER UN BUEN LIBRO.



Hortensia Márquez


Imagen: Escaleras de la Biblioteca Municipal de El Barco de Ávila (mi pueblo)
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Antología poética de una neurótica

Soy una mujer etérea que vuela de vez en cuando, se oculta bajo la caverna de un vestido elegante. Me gusta la calma y tranquilidad, pero a veces el ruido esta en mi cabeza. Hay una voz que me habla ¿Será mi consciencia? O estoy loca.



Melancolía

1.
El inconmensurable silencio de la noche perturba mi sueño,
La perenne somnolencia ataca mi cuerpo,
¿Dónde estoy?
Un suspiro eterno se escucha en la habitación,
Mis manos sudan, pero no hay temor,
¡Soy un ser melancólico!
¿Todo está en mi cabeza?
De repente me encuentro en ataraxia,
¡Bienvenido!
¿Quién eres?
Yo soy tu.

2.
En aquel lugar de los sueños…
Una pequeña pluma se balanceaba de un lado para otro…
El viento la arrastró sublimemente…
Las partículas de luz se dibujaron en el mapa…
El mapa de la vida…
Con el tiempo sus fibras se hilacharon…
La plumita no pudo volar más.

3.
Anochece y la indeleble marca del deseo me permite otro vuelo al pasado,
Un suspiro etéreo se escucha en algún lado,
¿Quién es?
La habitación se llena de luz inefablemente,
Al parecer ya salió la luna,
El escalofrió que parecía eterno desaparece,
La melancolía aún persiste.

4.
En medio de la melancolía,
Un chillido me llama,
¿De dónde procede?
Emerge de una nube,
¡Debo atender el llamado!
Creo que es el cosmos de mi mente,
Me requieren.

5.
Esta noche no me esperes,
¡Ya todo se acabó!
Me gusta lo sublime pero fugaz ,
¿Por qué lloras?
Susurro….
¡Soy como la libertad!
Anhelada por todos pero una utopía,
Voy a ser la utopía de tu recuerdo.



6.
Un alma en pena soy,
Aún no he pagado la condena,
¿En cuántas vidas he fallado?
¿Si son mis manos?
O solo es un recuerdo,
¿Si son mis memorias?
O hacen parte del castigo.

7.
La luna se fue…
Todos se van,
El sol se fue con ella…
Un leve aroma a café
Me invita a soñar
¡No sufras más!
Siempre hay solución,
Te esperamos al otro lado del umbral,
Donde los sueños persisten y la eternidad abraza.

8.
Quiero mudarme de planeta,
Donde las personas no me estorben,
Quiero mudarme de planeta,
Donde el ruido no perturbe mis oídos,
¿Este es mi planeta?
Quiero mudarme de planeta,
A uno más verde y sano,
¿Dónde está ese planeta?
Más allá del cosmos
Junto al silencio y la utopía.

9.
Si me llaman no estoy.
Voy volando…
Sobre la tierra donde el mañana huele a limón,
Allí no hay dolor ni abismos.
Sus prados son de color verde intenso,
Sus mares tienen los peces más sublimes,
La maldad solo existe en sus pesadillas.

10.
Quiero morir…
Antes que se extinga el último animal,
Aquellos monstruos humanos no tienen compasión
¡Que sigan viviendo en su zurullo!
Ojala algún día se haga justicia.



11.
No encuentro amor en mis palabras,
La mirada llena de mierda
Los suspiros vacíos
El silencio dormido
¿Hay alguien allí?
¿Alguien para mí?
el nocturno preludio de su vida
La cama vacía
La nevera llena
una cosa lleva a la otra

12.
Recuerdo las caricias que me diste un día…
La punzada en el alma es cada vez más fuerte…
¿Qué paso?
¿A dónde van los besos eternos? Marcados por la noche sofocante
La ansiedad me invita al vacío…
Hago catarsis y la melancolía me invita a dormir eternamente.

13.
Hay un lugar donde la llama no se apaga,
¿Allí puedo volar?
¡Mis ansias no aguardan!
¿Puedo hacer arder este mundo?
¡No!
Debes vivir en desgracia,
Pronto renacerás como el fénix
¿Cuándo es hora de renacer?
Cuando las ansias se calmen,
Los sueños aterricen,
y…
¡El corazón deje de latir!


Erotismo

14.

Con una mirada penetré la tuya…
Huelo la dulzura de tu ser a kilómetros…
Su cuerpo es un fugaz manjar…
¿Puedo tocarte?
Quiero que me fatigues con tu perenne majestuosidad…
¿Podemos mezclar humedades?
¡Aquí estoy!
Danzaré en tu cuerpo para que no me olvides…
Solo si quieres.

15.

Un impulso me domina. Aproximo mis manos a su cintura,
¿Puedo hacer el amor con la silueta?
Necesito una mirada, no la encuentro. Solo es una silueta.
Quiero más, un movimiento delicado pero placentero,
Una piel ardiente pero suave,
Un erotismo sincero.


16.

Estoy parada a dos pasos de tu cama,

Un calor me invade,

¿Cuánto demoraría mi boca en rozar la tuya?

Mi piel te desea, Mi mente te desnuda,

Quiero caer en el abismo de tu sexo,

Imagino mi lengua recorriendo tus piernas,

Escucho un susurro de la luna,

¡Vete ya!, la efervescencia desaparece

Salgo de la habitación con tu imagen tatuada en mi recuerdo.


17.
En medio de la noche puedo ver tus sueños.
En medio del sudor, puedo oler tu piel.
Tus labios carnosos recorren mi cuerpo.
La luminiscencia deja perpleja la habitación.
¿Puedo verter tus ansias?

Amanezco tendida a tu cuerpo
Eres mi océano de pasión.

18.

Una mano recorre tu cuerpo…
Una mano acaricia tus labios…
La pasión brota de nuestra piel.
Escucho un leve gemido,
Se vuelve melodía para mis oídos
Lentamente bajo mis manos por tu espalda…
Toco suavemente tu parte más carnosa
¡Me gusta!
¡Te gusta!

19.

Me provoca arrancarte la ropa,
Pasar suavemente mi lengua por tu cuerpo,
Huelo tu miedo,
¿Puedo?
Quiero que nuestros cuerpos se fusionen,
Juntar tus pensamientos con los míos,
Y quedarnos así por la eternidad,
Para que ya no lamentemos la soledad y el vacío
De nuestras almas en pena.

20.

Quiero desfilar en tus curvas,
Dominar tus sentidos…
Mis labios arden.
Tu cuerpo está tan frio
Podemos fusionarnos con la noche,
Arrojémonos al abismo,
Allí nadie nos encontrará,
Y en silencio gemiremos hasta el cansancio.



21.

Me gusta cuando te jalo lentamente por el cabello,
Eres una diosa,
Quiero subir nuevamente a tu trono
Y hacerte mía por unas cuantas horas.
Eres como una cereza,
Pequeña pero dulce,
Pequeña pero sabrosa,
Si me miras me derrito,
Si me tocas suspiro,
Haz temblar nuevamente mi mundo.

22.

Me gusta el sexo en las mañanas,
Puedo verte como realmente eres,
Sin adornos ni maquillaje,
Eres humana,
Llena de imperfecciones.
En tus ojos puedo ver el océano
En tu cuerpo la dulzura de las frutas.

23.

Me declaro una víctima de vos,
Con tu aliento caigo en el deseo…
Con tus manos caigo en el pecado…
Tu pelo se desliza por mi cuerpo.
Nuestros cuerpos se combinan y luego te vas….
Soy una víctima de tu sexo.




24.

Dejarme rastros de saliva en esta mi piel esta seca y agrietada por el dolor…
Sofócame con tus ansias y derrite me con tu mirar…
Mientras ardemos en pasión repite mi nombre más de cien veces para que no se borre nunca de tu ser.


25.

Quiero sentir tu piel...
Dormir en el Crepúsculo de tu pecho...
Mis manos buscan piel
¿Dónde te encuentro?
Tu sudor huele a campo
Tus ojos me incitan a lo perverso
Si me permites puedo continuar....

26.

En la lejanía mi mente te desnuda
Tienes un olor embriagante!
Eres un mundo de claveles rojos.
Fruta dulce…
Me gusta tu cuerpo, me gusta tu alma
Tu piel es un sendero de caricias…
1...2...3 lunares
¿Puedo seguir contando?
No tengo mucho para ofrecer…
¡Puedo regalarte mis mañanas!
17.
Un beso marcado por el deseo…
Un momento incandescente, inefable
Tu boca suave y dulce,
Vuelo…vuelo…vuelo
Me aproximo a tu alma…
¡Estoy en limerencia!
Me gusta tu elocuencia
Este sentimiento inmarcesible
¿Tendrá un desenlace?

27.

Hoy sentí tu mirada penetrante en medio de la oquedad
Los olores llenaron mi habitación
Peregrino rápidamente a aquel día…
Su seductor cuerpo parecía una galaxia…
Delgada silueta que te acompaña y luego se desviste ante mí ser
Tus manos ardientes me llevaron al infinito
¡No dejo de suspirar!

28.

Quiero sentir tu piel…
Dormir en el crepúsculo de tu pecho.
Mis manos buscan piel
¿Dónde te encuentro?
Tu sudor huele a campo
Tus ojos me incitan a lo perverso
Si me permites puedo continuar…

29.

Déjame rastros de tu saliva en mi piel que esta seca y agrietada por el dolor.
Sofócame con tus ansias y derríteme con tu mirar.
Mientras ardemos en pasión repite mi nombre más de cien veces para que no se borre nunca de tu ser.
En mi boca puedes sembrar el deseo,
Cultivaremos sueños y en la penumbra del olvido volaremos.

30.

Aquella piel sin sombra era un sendero de pasión
Las mariposas revoloteaban en la alfombra
Compartíamos la habitación con dos cadáveres sin rostro
Huele a sangre....
Huele a humedad...
Ese momento inmarcesible en medio de la muerte
Nos lleva a un laberinto sin salida
dos almas unidad por el sexo
Dos almas unidas por la adversidad


Poemario: Tatiana Lopera



Dibujo: Ludwing Escandon
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Relato de una inconformista conforme

Se me fue la mano con la vida.
Dar más, no significa recibir más,
es mejor no esperar nada de nadie.

Los campos de trigo se van secando
y a la mañana le salió un sarpullido negro.
Los coleópteros campan a sus anchas
por los edredones fríos y las mantas de agujeros.
¿Dónde guardé los cuatro rayos de sol estacional?

Hay que corregir y no lamentar.

Los deshollinadores siguen limpiando
el hollín de miles de bocas negras
que escupen verbo gris y oscuro.
Trabajo para un sinfín de vidas.

Hay que buscar soluciones y no lamentar.

Me aferré a esperar un mañana mejor
que la vida me dice que nunca llegará.
El inconformismo me susurra,
pero la aceptación me tiene atada de pies y manos.

Trasnochada ironía de una hora compleja
y anticuada, que sólo busca hacerse notar.

Cuando por fin escape de la falsa comodidad,
me pondré las alas y la capa de notas musicales.
Cogeré mi lienzo blanco y mi pluma
y me iré en busca de mares de tinta
y campos de gargantas libres y oídos limpios.



Hortensia Márquez




Imagen: de la película " Séraphine" (retrato de una criada y pintora)
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Ѕоѓъіэиↁо аіѓэ

A empujones con la vida,
con ésta marabunta de saetas
ensartadas en cada pliegue
de mis latidos moribundos,
juglares de angustias.

A más tristezas, a más desalientos,
te percibo con mayor simplicidad,
aferrándome a la soga del ahorcado
con las manos del superviviente,
sorbiendo aire como náufrago
de decisiones herradas en la memoria.

A mayor certeza de que yerro como verbo
en pasado pluscuamperfecto,
de que aún comprando siete vidas,
todos los infiernos de Dante,
cuántas acequias abracen mis vísceras,
seguiré esperando ésa decisión,
la que custodie tu nombre
hasta nuestros dedos.

A pesar de que cada
partícula de aire sorbido
me aleja más aún de la costa,
sembrando niebla y extravío
en el quicio de un espíritu abatido,
de ésta gabarra que surca
espinos y arena,
ahogos y más ahogos.


A diario, en cada hoja que cae
como losa, como mirada de piedra,
en lágrimas peregrinas de tu ausencia,
en auroras boreales como ofrendas
del silencio por zurcir mis labios,
sorberé ésta última migaja de aire
que penetre las murallas del silencio,
cual cerrojo de mis pozos y tu inmortal olvido.

αмéη

[α ρєѕαя ∂є ۹υє ¢α∂α
ραятí¢υℓα ∂є αιяє ѕσявι∂σ
мє αℓєנα мáѕ αúη ∂є ℓα ¢σѕтα,
ѕємвяαη∂σ ηιєвℓα у єχтяανíσ
єη єℓ ۹υι¢ισ ∂є υη єѕρíяιтυ αвαтι∂σ,
∂є éѕтα ﻭαвαяяα ۹υє ѕυя¢α
єѕριησѕ у αяєηα,
αнσﻭσѕ у мáѕ αнσﻭσѕ.]
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