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El sonido de la esperanza

Paseaba su arte haciendo sonar las cuerdas de su violín por los escenarios más importantes del mundo. Pero esa tarde, su actuación no sería en uno de esos impresionantes auditorios. Tenía un talento especial para los niños, y hoy, tocaría sólo para ellos. A través de su música les transmitiría la cultura de su país de origen, y les llevaría un poquito de alegría, a ese lugar aséptico donde libraban su particular batalla contra la enfermedad. Lo recibieron como se recibe a un Ángel, con los ojos llenos de esperanza y de sueños. Y él, tocó como jamás lo había hecho... Hizo sonar la esperanza y bajó el cielo para ellos.




Publicado en la Asociación solidaria cinco palabras:
cincopalabras.com/2018/07/15/escribe-tu-relato-de-julio-iii-con-las-pa
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arte poética (soneto)

quería hacer un libro de sonetos
y me salió un folleto de mentiras:
unas piadosas, otras sibilinas,
pues no me importa el grado cuando miento.

quería hacer del verso mi tormento
y, a la vez, con perfecta alevosía,
arrojarlo a lo alto de una pira
y desgarrarme en el dolor del fuego.

y cuántas veces la llama se aviva
brindándome su calor pasajero
de yunques livianos, de flor cautiva,

y cuánto, cuánto amo yo esa calima
que me abrasa la yema de los dedos
prendiendo los cimientos de mi vida.
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Esencia

Soy naturaleza, cultura, arte y poesía,
las inquietudes de los hombres en forma de filosofía,
en las críticas de Clarín soy un jarro de agua fría,
en el Libro de los gorriones irradio melancolía.
En este poema soy libertad sin métrica,
no se me puede amaestrar por una cuestión estética.
Transmito miedo y terror en el Guernica de Picasso,
pasión y desolación en los sonetos de Garcilaso,
soy Voltaire arrojando luz a los ignorantes,
marco la literatura como el Quijote de Cervantes.
Soy los primeros versos de amor de un joven,
todas las estaciones desde que las escuchó Beethoven.
En un libro todas las páginas, en la ópera todos los actos,
cotizada si soy clásica e incomprendido si soy abstracto.
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CLIP:POEMA Texto apresentado em Montevidéu Uruguai 09 2008

Esclareço que meu trabalho é fruto de uma pesquisa e tentativa de expressar meu deslumbramento na descoberta de equações que explicam nossas vidas e apontam soluções para nossos sentimentos de desconheci-mento e estranheza das complexidades de viver.

Até ontem me achava um velho sábio no corpo de uma criança, hoje acredito que sou um adolescente no corpo de um velho com cabelos grisalhos, quase careca. Não me perguntem o que estarei pensando amanhã, pois não quero nem tentar imaginar....

Permanecemos atentos, buscando razões para entender, não apenas o que nos rodeia, mas expressar sentimentos, vontades e respostas ao mundo: buscamos soluções ?

Aos poucos, mas com o tempo percebemos cada vez mais entre palavras, expressões no rosto; cada vez mais entre as linhas e as letras do material escrito. Vemos no material fotográfico, imagens que dependem da qualidade e da definição. Já o desenho, executado como interpretação literal da palavra:desígnio, desejo, tipificado como expressão de uma mensagem, deve ser realizado dentro e com todos recursos técnicos para transmitir a mensagem do autor.

Como a cigana lê a mão e a aparência do cliente, para saber quem é, ou como vai ser o futuro dele ?

Como percebemos as marcas do piso e sabemos ou adivinhamos o que aconteceu ? passou um cachorro sobre o cimento fresco ... uma marca de pneu de bicicleta de um moleque. Rastros.

Os sentimentos também deixam rastros, cicatrizes cauterizam vincos do rosto, dos sorrisos, das lágrimas, do cansaço, da fome e do sono.

Mas a poesia não se encontra na curva da esquina, escondida. Diferente do som, da música, que vem a nós, precisamos procurar as imagens. Temos que encontrá-la nas notícias boas, no perfume que o vento roubou nas flores no caminho. No perfume da mulher que cativa nosso olhar masculino, e vice-versa: quem troca olhares, quão profundo este momento efêmero.

O CLIP:POEMA é uma pequena história com desenvolvimento poético e conceitual (leia-se no lugar de poético = da expressão de um sentimento dentro de uma situação específica explorando as circunstâncias do momento) conceitual= de forma a permitir a construção de situação similar em paralelo com outras variáveis.

Associado a ícones (não meramente ilustrativos) torna-se a poesia visual. Reforçando: não se trata da ilustração de um texto, mesmo que breve, mesmo que a imagem simples.

Existe uma inter-relação entre ambos, complementando e sugerindo interpretações abertas a outros sentimentos.

De imediato a leitura. Instantânea até.
Entretanto ainda é uma situação estática que pode ser ampliada com o recurso da visão periférica, acionada pelo movimento e relacionamento de tempo e seqüência. Em meus trabalhos sinto às vezes a necessidade que tenham um fundo sonoro... mas na realidade, vejo meus trabalhos parados na eternidade, uma nota musical interminável suspensa no tempo...

Então a música: Mozart, estabelece o valor clássico e eterno do momento fugaz da seqüência de notas musicais. Esquece-se momentaneamente a letra das óperas, mas não a música. Ah ! a musica, no frágil instante de sua execução.

A imagem. Permanece também quando obedecendo as regras estabelecidas desde a Grécia, observadas na natureza, no rigor matemático, na compreensão das cores e cada relacionamento possível. A composição, os contrastes, a leitura completa do espaço visual cercando o objeto (qualquer que seja) a pertinência das peças quebradas contando histórias por onde passaram, seu uso e quem as usou. Um conjunto de recursos cerca o conteúdo deste texto, eles se misturam e se completam no relacionamento
entre cada um deles.

 Resumindo, a imagem permanece, a música é fugaz. Mas ambos só serão eternos quando cumprirem seus deveres como elementos fundamentais do diálogo entre os seres humanos. A música vem a nós, a imagem buscamos, as vezes a encontramos. Nos ilude a distância, em São Paulo com tantos prédios é comum observarmos pelas janelas e ao longe observar outras janelas e imaginar tantas histórias, quase que como o filme de Hitchcock... a proximidade nos trás outros elementos que nos permitem entender mais completamente. Nossa busca e surpresa serão fisgados por contradições aparentes, por paradoxos , por emoções desencontradas, até o livre trânsito da informação a se completar em nós, mais um degrau de entendimento do Universo: TO LIVE IS ANACT OF BECOMING CONSCIOUS.

 Compreendemos o universo em três momentos: a) no primeiro contato selecionamos uma fração, um segmento na paisagem; b) em seguida fazemos uma análise da textura, do contexto em que esta imagem se articula se torna legível; e finalmente c) encontramos um ponto diferenciado em que entendemos o porque detivemos nosso olhar. É um ponto que vai determinar todo momento, porque olhamos para aquele local, e ali encontraremos nossa resposta.

 Recentemente me ocorreu o por que do CLIP:POEMA, o por que da poesia: é um eco, a rima é uma reverberação, uma ressonância dentro de nós, de sentimentos de outros, de emoções que são transfiguradas, decodificadas, ampliando nossa capacidade em compreender o próximo, em estabelecer uma relação maior com o Universo.

 E isto ocorre tão instantaneamente, apenas estivermos abertos a que ocorra.

 Citando Maquiavel, “Os homens em geral julgam antes com os olhos que com as mãos, pois todos tem a oportunidade de ver, mas raramente de apalpar. Todo mundo vê muito bem o que aparentas por fora, mas poucos percebem o que há por dentro; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos. O vulgo só julga o que vê.”

 Vivemos em um mundo de ignorância e medo pelos que querem manter o poder. Temos que mudar alguma coisa, o que fazemos ? Onde está a poesia ?
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A los artistas callejeros

Esos duendes del ingenio que dan color y magia a muros y aceras. Que abren ventanas en ojos que deambulan, colorean sus párpados y grafitean sus frentes.

Rozan manos que palpan ladrillos, barandillas y balcones. Son espíritus críticos, gritan justicia enredada entre las letras de sus canciones.

En adoquines y bancos siembran melodías. En escaleras y fuentes tiñen corazones del color de la sandía.

Ponen lazos al aire entre zapatos y pasos de baile.

Estallan en brillo cuando escupen fuego en corrillos de miradas curiosas, cuando hacen equilibrios en monociclos que suben hasta el cielo.

Recitan, desgarran su voz, amansan fieras y despiertan nuestros lados más salvajes.

A esas almas libres, a los que ponen pintura a la vida antes de que destiña.

Gracias.

Por hacer más bello cada microcosmos, por hacer del barrio un pequeño cajón desastre de maravillas, por hacer que a la vuelta de la esquina nos alegren la mañana con un guiño anónimo a la pasión, al no desistir, a los ramos de flores y a los manojos de días.
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Bailaora flamenca

Como una diosa entre las diosas
cuando levita en el escenario
es toda ella un hechicera
de manos que vuelan
y taconeos que desgarran versos
de vida, muerte o silencio
bocanadas de fuego y sangre
al ritmo de su íntimo éxtasis

Se asoma al límite del precipicio
con la locura de su duende
y envuelta en trajes y flecos
brota la fiera de sus vísceras
retozando
con la fuerza de sus garras
y el hambre de sus colmillos

Es naturaleza que embriaga
huracán, torbellino de pasiones
no precisa otros cortejos
ella, desnuda en el tablao
es el auténtico arte.
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AྂMྂAྂNྂTྂEྂ AྂRྂTྂEྂ

No he visto amanecer, en el que tú, Vida mía, no asistas a pincelar un universo para mí...
Eres el Clásico cuadro del día; lo pintas de óleos, sin prisas, con riguroso detalle de elegancia semejante a poesía de Goya. Entretanto buscas llegar al tono de tu agrado, me das la bienvenida con el Sésamo del Sol; pincel de marta usas para retocar tu obra en mí de Ámbar en la sonrisa de un Alla Prima de Brugada. Tu Romanticismo me lo obsequias de rosas albaricoque sobre Ágata y Mármol, en delicadas caricias. Subes de intensidad al Magenta de tu ímpetu y cuando menos lo espero, imprimes tu toque de Esmeralda y Pan de Oro a la sensual forma de árboles que tiran frutos de amor y duraznos en un extenso jardín de Beruete y Moret. Yo sólo me dejo llevar por los colores de tu hermosura.
Asumes mi atención y con tus artes mágicas me creas a partir de un Sumado, y tu deseo en coral; impones y acentuas paisajes curvados de malva; de satín, seda y velo como a mujer de Barrau; majestuoso remarcas de naranjas que me abruman y seducen... logras entonces mi Renacimiento. Suenan notas de artista experimentado en la paleta sobre tabla de Borgoña y transformas una pequeña gota de Cardenillo de Bondad y Aloe en un sutil pero embriagador paisaje de Sorolla, en Lapislázuli, Turquesa y Aguamarina, abriendo el panorama al infinito océano de posibilidades, ahí donde resplandece el Jade y el Xanadú. En el aire, se respira trementina mezclada con tu inquietante aroma a cedro y lavanda.

En exquisito boceto aún inconcluso, me acompañas y la música despliega la imaginación ante tanta belleza...

Te aliento a esa hora en que las aves de la tarde ocultan la frescura de tu trazo, a curar el Paño con Blanco de plomo, Arcilla y Aceite de lino; te hago convocatoria a permanecer a mi lado... tu respuesta: me conminas a pintarte con tu propia técnica, la de tus ancestros. Tus brazos se me delinean cual tela de algodón, curada con Fe de Cretta; le agrego mi toque personal con gotas de Gesso del Empeño. El mejor consejo del artesano es que, de tal suerte, la obra final será más duradera.

Apenas percibo que ha caído la noche porque de soslayo nos oscurece el Índigo hasta un tenue Zafiro, Azafrán y Plata del ocaso firmados con tu Luz de Luna. Barnizas de Azur y veladuras de Nácar la despedida y somos almas heterogéneas de única textura, en un perfecto Nocturno de Dols.

Conoces la agonía de este momento... Las despedidas ensombrecen los horizontes más luminosos. Deberás venir a consolar tu ausencia con esa pasión tuya Escarlata, el impasto de Marfil de tus besos y una nube, que sé, has retocado con la intención de visitarme al sognare... una imagen sin intermediarios ni espectadores.

Eres siempre, Azul Celeste, profundo enigma de mis nocturnos desafíos. Ocre y claridad de mis almas. Me concibes tal y como soy; como vuelo; como me retratan tus delirios:
la carnación de la vivamente enamorada.

Sigue creando, te pido, mundos maravillosos para mi deleite. Dibuja concéntrico, las historias que el ideal te inspire, trazándome encáustica los labios de tu luminosidad.

Yo te besaré a cambio
con suspiros que te llevará el viento
y te diré que también se extraña
lo que jamás se ha tocado...

Serás mi ser
y al romper del crepúsculo,
volcada me haré lienzo;
mis manos el marco
al libre movimiento de tu pincel.

Montea de tu realidad y obra pura del amor...
de tu perfecto arte.



Yamel Murillo




Intimísimos.
Caleidoscopio©
D. R. 2017



Arte: Henry Yan
Mujer Desnuda Durmiendo®
Óleo sobre lienzo
Pintura Impresionista
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Secretos en Pincel

Si en cada poro de tu piel, llevaras la fibra de un pincel, entonces que tu cuerpo me atrape, y seré tu obra de arte.

Ojalá se lo crea el poeta… si la realidad fuera tan bella como la pintan tus labios, me quedaría en cada cuadro, como en un beso congelado.



¡Cuántas vidas me han contado!

Me crucé tantos libros en el bar, por azar, en la calle y todos terminan con un punto y aparte.

¿Y yo tengo que seguir la corriente? ¿Por qué no puedo ser feliz para siempre? O amarte con tanta intensidad me dejen.

Porque al final del día todo termina… el sol envejece cuando no ilumina, el corazón recita pero no palpita, el invierno nos llega y muy deprisa.

Por eso quiero vivir en un segundo pintado, quiero vivir en los cuadros de tus labios.

En un campo sembrando caricias que nunca termina, donde el amor desliza en una curva infinita.



No le dedico un poema a la muerte, concretamente, sólo tengo miedo a perderte, lentamente.

Como un recuerdo moribundo que no muere, como un dios olvidado te suplica que reces.

Solo quiero que plasmado en un cuadro me dejen; besando tus labios, eternamente.

Sr. Nube
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El Tiempo Muerto

Llenos los espacios entre segundos
de tiempos ausentes y muertos,
llegan de otros espacios más yertos
manos frías, y rotas, y agudas.

Perforando astas de hueso al costado,
por la reja del pecho cuelan su aliento
y en la fuente de la sangre se abrevan
escarbando el estanque con sus uñas.

Aléjate, Alma, que aún estas a tiempo
de huir por las ventanas de la Casa,
y sin mirar atrás al Jardín desecho
reír por la suerte que te ha tocado.

Que las manos que todo pudren
son Envidia que al Corazón apresa
y buscan como la más digna presa
la mente del Hombre, del cuerpo lumbre.
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Almas esculpidas y mancilladas

Ayer turbó la piedra su reposo:
fue sometida a bárbara tortura;
y hoy se levanta, cálida escultura,
erigida en espléndido coloso.

Renunció ayer el lienzo temeroso
a toda su pureza y su blancura;
y hoy se impregna, magnífica pintura,
de colores y de arte clamoroso.

Ayer sufrió el poeta torturado,
a golpes esculpido en su declive,
con su candor dolido y mancillado.

Hoy mora en su pesar, solo malvive,
sabiendo que el dolor es su legado,
y que es solo al dolor a quien escribe.
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Goya y el cornudo

El cornudo es virtuoso y deslenguado
Es maestro y aprendiz
Su cuerpo tiene la forma
de cualquier alma que lo quiera habitar
Sus ojos, esferas brillantes,
ranuras horizontales, son ventanas sin retorno.
frustración para el curioso.

Increpandolo en su marcha,
A mi mesa le he invitado
Pero él indiferente nunca atiende mi llamado.

Cómo me iba a entender este ovis orientalis,
su nombre ha muerto con su lengua
latín de media tierra.

Goya fascinado con su espectro
me ha dejado su retrato.
Inmóvil, cómodo y sin afán
inmortaliza este muflón.
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Un traspié, un simple nacimiento

Fue sólo un traspié del destino, se confundió de ojos y pupilas.
Un vis a vis que no alcanzó los dos segundos de vida.
Un parto que se tornó suicida, en un golpe de luz y afecto. De pureza amorosa que hoy aún, no alcanzas a entender.
De lo bonito de dirigirse a ti;
Y lo triste de que no seas tú.
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La pasión

Yo no te pido un siempre,
ni tampoco te lo prometo,
yo te pido un ahora,
lo demás ya se irá viendo.

Jamás seré la loca del muelle de San Blas,
pero de momento quiero tus besos,
disfrutemos nuestro tiempo
sin pensar en un futuro,
la duración es lo de menos.

Vivamos apasionadamente,
vamos a hacer todo lo que queremos,
y si te resulta más fácil
piensa que todo es un juego.

No quiero una novela eterna,
me basta solo un cuento,
pero escribamos una historia,
la que nunca podríamos sacar
de nuestros sueños.

No confundas mis versos,
no creo en cuentos de hadas
ni en amores verdaderos,
creo en las personas que se quieren y desean
sin tener en cuenta el tiempo.

El amor es un arte,
tal y como dijo Melendi,
tan efímero como eterno,
liberémonos de los miedos
y sintamos la melodía en nuestros cuerpos.

Riamos, bailemos, cantemos,
si me apuras gocemos,
pero no perdamos tiempo,
el amanecer está cerca
y con él, el silencio.
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Mujer sentada

Alguien se acercó a la mesa
Alguien se sentó
Alguien más la observó
Alguna mujer lloró
Unos le contaron sus delirios
sus tristezas
Alguno que otro rió.
Una le escribió un poema,
Otro se lo llevó
Un niño la abrazó
Un hombre enmudeció con ella
Un joven absorto la contempló
como se contempla a un alguien
que se quiere,
a un amor.
Muchos sostuvieron largo tiempo su mirada
Miraron hacia sí mismos
Abrieron su corazón
Descubrieron en el mundo
Un espacio de silencio
(el que quizá nunca tuvieron)
Se asomaron a su alma
Acercándose a una mesa
Con una mujer sentada.


Heclist Blanco
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Coleccionista

Coleccionista de púas de guitarra,
de momentos, experiencias
y de decisiones espontáneas.

Coleccionista de cervezas ilimitadas,
de aperturas y cierres de bares,
de borracheras con sus resacas.

Coleccionista de orgasmos ajenos,
de labios en noches confusas
y de fotografías en el pensamiento.

Coleccionista de poemas,
de conversaciones interesantes,
y de canciones inspiradas
en su mirada penetrante.

Su vida es un “Carpe Diem” constante,
sin pensar en lo que vendrá después,
crea su propio caos como realidad alternativa
y disfruta bailando con él una y otra vez.

Se desboca cada día dando todo lo que tiene,
y no deja escapar ni un solo segundo,
lo agarra como al cigarro de cada mañana
y lo consume con una sonrisa de oreja a oreja.

Se pasa la vida en el metro,
su hogar está lejos de donde vive
y, a veces, necesita una dosis de combustible.

Pasea por las calles de la urbe,
buscando nuevas aventuras
y deslumbrando a todo lo que se cruce.

Mientras, sus ojos solo se dirigen
a tiendas culturales, bares, y
algún que otro poeta o cantautor.

El arte que irradia es también el que busca,
el que hace que su coraza se emblandezca.

No cree en el amor a primera vista
aunque lo viva todos los días,
no quiere nada serio
y luego lo suplica.

Revolotean un cúmulo de rumores
alrededor de su larga melena,
a cada cual más surrealista.

¿Qué hay de verdad en esta historia?
¿Qué es una gran mentira?
Id y preguntádselo a ella,
buscadla por coleccionista.
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Eres arte

Eres arte de museo
perdido en las calles de una ciudad
que nunca apreció la belleza.
Eres mármol de Carrara
y pinceladas desganadas
de un maestro enamorado,
de un pintor con corazón desgarrado
y una musa cruel.
Fuimos arte, puro arte,
una noche estrellada
que se derrite en la locura,
un instante de tragedia
plasmado para la eternidad
en colores que nunca se desvanecen,
subastado a la suerte y la duda
de quién nunca pudo entenderte.
Ahora tú sigues siendo arte,
una obra maestra de contornos delicados;
un rostro difuminado te mira,
el despojo de alguien que amó demasiado.
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El arte de besar(te)

¿Te has preguntado la razón del por qué me gusta besarte tanto? tus labios son otro mundo dónde al tocarlos y lamerlos puedo sentir que estoy llegando al cielo, una sensación tan placentera que disfruto lentamente mientras que nuestras lenguas juguetean juntas. No puedo negar que mi respiración acelera al compás de las agujas del reloj y hacen que me olvide que existe un mundo, adoro cuando cierras los ojos y colocas tus manos en mi rostro mientras que una de mis manos van tocando tu cadera y la otra sobre tus nalgas. Disfruto cada caricia, cada beso y cada sonrisa que se te escapa, me encanta cuando me miras fijamente mientras nuestras caricias recorren por nuestro cuerpo.

El primer pensamiento que me llega a la mente al besar tus labios es: "Ojalá nunca besen otros labios que no sean los míos", recorro un viaje entre las nubes y el sol, entre el infierno y el cielo, entre el mar y el desierto, para mí en ese momento no existe nada más que sólo tu y yo dejándonos llevar por la excitación. El arte de estar en tus labios más una respiración corta "todo inicia en tus labios" es mi viaje astral; no necesito de otros labios si tengo los tuyos, aún así sólo quiero intentar de hacerte mía mientras lentamente voy besando tu cuello hasta llegar a tus senos, que sólo estemos juntos y que el sol o la luna nos ayude a mantenerlo en secreto. Podría dibujar el arte de tu desnudez en una nube y llevarla conmigo si fuese necesario, tus labios, tus manos, tu cuello, tus hombros, tus senos, tu espalda, tu abdomen, tus piernas todo es tan perfecto que me incitan a besarlos. Me encanta ver tu cara de excitada mientras disfruto de lo dicho anteriormente, es cómo si estuviera marcando un poema sobre cuerpo; me encanta esa respiración con gemidos que haces constantemente mientras mis labios y mi lengua juegan a explorarte despacio y con calma.

Tu olor en mi cuerpo, tus senos sobre mi pecho, tus piernas sobre las mías, nos miramos fijamente a los ojos y sabemos que a ambos nos gusta tanto que esperamos que reacción haría uno contra el otro, momentos de ternura mientras en menos de 2 segundos beso tu frente y te acaricio el cabello. De nuevo besándonos pero ahora con más intensidad que provocas en mi una erección un arte para mí; un arte perfecto es verte desnuda, nuestros besos, nuestros labios recorriendo nuestros cuerpos el mejor arte placentero que pueda existir en un ser humano. ¿Qué ésto es placer? sí que lo es; pero es demasiado placentero besar a alguien quién te encanta en todos los aspecto, si pudiera besarte el alma te la besaría pero me basta con saber que con sólo besarte los labios empiezo a recorrer un viaje de horas de placer mientras dos almas se alimentan de caricias poesía y confianza, porque seguro que por mí parte no me cansaría de bes(arte) ya que tus labios juntos a los míos o mis labios en tu cuerpo son el motivo y la seguridad de escribir versos como estos.
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Arte poética

Entre
Palabra y palabra
Habita
El silencio
Que escribe
El poema.
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Jacinta Moreno Iglesias

Aquellos buscan garantías en el viento,
calor en el mar,
océanos en el tiempo.
Aquellas siguen buscando amor en lo moderno,
maíz en el desierto,
y esperanza en lo incierto.
Esta es la naturaleza del mundo de hoy,
una vida en pareja sin ser pareja,
sexo sin amor: el mejor.
Aquellos buscan lunas en el día,
mujeres que les quieran sin una razón,
como los soldados que iban a morir,
les amaba el mundo sólo por su extinción.
Aquellas siguen buscando en el silencio una melodía,
confiar en quien no deben confiar,
porque dicen que después de la noche amanece el día.
Esta es la pauta de la postmodernidad,
con sus sentimientos transformados,
y su triple moral: la tuya, la mía y la verdad.
Verdad que a quién importa,
si luego anochecerá y veremos,
si el sexo nos hace eternos,
al menos un segundo somos le mismo infierno.
¿A quién le va importar?
Si hay algo en vez de nada,
si estamos viviendo,
dulcemente en el autoengaño,
hermoso y subliminal.

ROGERVAN RUBATTINO ©
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Amor de madre

Amor de madre que brota en tu regazo,
que en el sosiego te agita el corazón,
y en la reyerta te nubla la razón,
el tatuaje, es en tu piel un arañazo.
El cariño es un destello, es un chispazo,
que en tu dulce rostro enciende una sonrisa,
incondicional, de esa madre sumisa,
enamorada de su hijo en un flechazo.

Vuestra alianza se gestó en el embarazo,
en un feroz parto lleno de emoción,
en lágrimas de alegría y de pasión,
en el cordón que creó un eterno lazo.
Y enlazados os observo en un vistazo,
unión de sangre, relación indivisa,
fuerte y a la vez tierna como la brisa,
juntos, fundidos en infinito abrazo.
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