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Glorieta

Alguien por favor que pare el tiempo,
tengo el gesto largo, y la vista cansada;
una que otra grieta en mis zapatos,
y polvo en reconstrucción en la almohada.

Los dados del destino se equivocaron conmigo,
huellas en falso, una tras otra;
migas de pan esparcidas en circulo,
y una brújula que no apunta a ningún lado.

Los milagros ya no tienen frecuencia,
las señales se fundieron en el ocaso;
un cordero que está fuera de su rebaño,
y los coyotes osados merodeando.

No ví las señales antes de estar en la glorieta,
en la bifurcación esta la indecisión,
el tiempo seguirá corriendo,
como atleta de quinientas yardas.

No me enseñaron a dejar de ir hacia el sol,
la cabeza me duele de tanto pensar;
el suelo se pone tan pesado en mis rodillas,
que las palmas abanican de pesar.

Alguien que pare el tiempo,
mientras me cobijo en cemento.

Niorv Ogrin
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Sombras

Del sol de la noche
que busco y no encuentro en ti
y no importa,
no importa que no halle esa luz,
mientras me pierdo en tus sombras.
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2comentarios 73 lecturas versolibre karma: 94

CLIP:POEMA Texto apresentado em Montevidéu Uruguai 09 2008

Esclareço que meu trabalho é fruto de uma pesquisa e tentativa de expressar meu deslumbramento na descoberta de equações que explicam nossas vidas e apontam soluções para nossos sentimentos de desconheci-mento e estranheza das complexidades de viver.

Até ontem me achava um velho sábio no corpo de uma criança, hoje acredito que sou um adolescente no corpo de um velho com cabelos grisalhos, quase careca. Não me perguntem o que estarei pensando amanhã, pois não quero nem tentar imaginar....

Permanecemos atentos, buscando razões para entender, não apenas o que nos rodeia, mas expressar sentimentos, vontades e respostas ao mundo: buscamos soluções ?

Aos poucos, mas com o tempo percebemos cada vez mais entre palavras, expressões no rosto; cada vez mais entre as linhas e as letras do material escrito. Vemos no material fotográfico, imagens que dependem da qualidade e da definição. Já o desenho, executado como interpretação literal da palavra:desígnio, desejo, tipificado como expressão de uma mensagem, deve ser realizado dentro e com todos recursos técnicos para transmitir a mensagem do autor.

Como a cigana lê a mão e a aparência do cliente, para saber quem é, ou como vai ser o futuro dele ?

Como percebemos as marcas do piso e sabemos ou adivinhamos o que aconteceu ? passou um cachorro sobre o cimento fresco ... uma marca de pneu de bicicleta de um moleque. Rastros.

Os sentimentos também deixam rastros, cicatrizes cauterizam vincos do rosto, dos sorrisos, das lágrimas, do cansaço, da fome e do sono.

Mas a poesia não se encontra na curva da esquina, escondida. Diferente do som, da música, que vem a nós, precisamos procurar as imagens. Temos que encontrá-la nas notícias boas, no perfume que o vento roubou nas flores no caminho. No perfume da mulher que cativa nosso olhar masculino, e vice-versa: quem troca olhares, quão profundo este momento efêmero.

O CLIP:POEMA é uma pequena história com desenvolvimento poético e conceitual (leia-se no lugar de poético = da expressão de um sentimento dentro de uma situação específica explorando as circunstâncias do momento) conceitual= de forma a permitir a construção de situação similar em paralelo com outras variáveis.

Associado a ícones (não meramente ilustrativos) torna-se a poesia visual. Reforçando: não se trata da ilustração de um texto, mesmo que breve, mesmo que a imagem simples.

Existe uma inter-relação entre ambos, complementando e sugerindo interpretações abertas a outros sentimentos.

De imediato a leitura. Instantânea até.
Entretanto ainda é uma situação estática que pode ser ampliada com o recurso da visão periférica, acionada pelo movimento e relacionamento de tempo e seqüência. Em meus trabalhos sinto às vezes a necessidade que tenham um fundo sonoro... mas na realidade, vejo meus trabalhos parados na eternidade, uma nota musical interminável suspensa no tempo...

Então a música: Mozart, estabelece o valor clássico e eterno do momento fugaz da seqüência de notas musicais. Esquece-se momentaneamente a letra das óperas, mas não a música. Ah ! a musica, no frágil instante de sua execução.

A imagem. Permanece também quando obedecendo as regras estabelecidas desde a Grécia, observadas na natureza, no rigor matemático, na compreensão das cores e cada relacionamento possível. A composição, os contrastes, a leitura completa do espaço visual cercando o objeto (qualquer que seja) a pertinência das peças quebradas contando histórias por onde passaram, seu uso e quem as usou. Um conjunto de recursos cerca o conteúdo deste texto, eles se misturam e se completam no relacionamento
entre cada um deles.

 Resumindo, a imagem permanece, a música é fugaz. Mas ambos só serão eternos quando cumprirem seus deveres como elementos fundamentais do diálogo entre os seres humanos. A música vem a nós, a imagem buscamos, as vezes a encontramos. Nos ilude a distância, em São Paulo com tantos prédios é comum observarmos pelas janelas e ao longe observar outras janelas e imaginar tantas histórias, quase que como o filme de Hitchcock... a proximidade nos trás outros elementos que nos permitem entender mais completamente. Nossa busca e surpresa serão fisgados por contradições aparentes, por paradoxos , por emoções desencontradas, até o livre trânsito da informação a se completar em nós, mais um degrau de entendimento do Universo: TO LIVE IS ANACT OF BECOMING CONSCIOUS.

 Compreendemos o universo em três momentos: a) no primeiro contato selecionamos uma fração, um segmento na paisagem; b) em seguida fazemos uma análise da textura, do contexto em que esta imagem se articula se torna legível; e finalmente c) encontramos um ponto diferenciado em que entendemos o porque detivemos nosso olhar. É um ponto que vai determinar todo momento, porque olhamos para aquele local, e ali encontraremos nossa resposta.

 Recentemente me ocorreu o por que do CLIP:POEMA, o por que da poesia: é um eco, a rima é uma reverberação, uma ressonância dentro de nós, de sentimentos de outros, de emoções que são transfiguradas, decodificadas, ampliando nossa capacidade em compreender o próximo, em estabelecer uma relação maior com o Universo.

 E isto ocorre tão instantaneamente, apenas estivermos abertos a que ocorra.

 Citando Maquiavel, “Os homens em geral julgam antes com os olhos que com as mãos, pois todos tem a oportunidade de ver, mas raramente de apalpar. Todo mundo vê muito bem o que aparentas por fora, mas poucos percebem o que há por dentro; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos. O vulgo só julga o que vê.”

 Vivemos em um mundo de ignorância e medo pelos que querem manter o poder. Temos que mudar alguma coisa, o que fazemos ? Onde está a poesia ?
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De seguir así

Dejo que el viento pase;
lleva tu nombre,

esquivo la lluvia;
cada gota es un latido tuyo,

de seguir así,
algo tendré que hacer con la sombra de tu sol
en mí.
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3comentarios 69 lecturas versolibre karma: 106

Me quedé mirándote

“Y me quedé mirándote fijamente esperando una respuesta de ti, pero tan sólo recibí una caricia de tus manos frías”
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12comentarios 91 lecturas prosapoetica karma: 100

Desorden

Fui ese mañana que esperas,
y el ahora que buscas entre ayeres;

ya ves,
el hoy del amor lo desordena todo.
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Cosas que no sabes

Hay cosas que no te cuento,
que no ves,
que te vistes y te vas
y la ropa que no te pones y yo,

quedamos tristes.
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1comentarios 80 lecturas versolibre karma: 102

Laberinto

Un corazón que se encuentre entre telarañas, suele sufrir pinchazos. El veneno, puedes resistirlo con ciertos tratamientos, pero, has de hallar un antídoto a no ser que quieras morir por dentro.
En el camino transitas por callejones oscuros en los que solo se escuchan los maullidos de gatos negros.
Bebes de la experiencia de lo ajeno, pero, siempre quedas sediento.
Reclamas fieles oídos que se lastimen por ti.
El tiempo, caprichoso, es quien imparte justicia,
a veces con víctimas y otras vencedores con heridas.
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sin comentarios 82 lecturas prosapoetica karma: 57

Palabras Para Ti

Hoy tengo palabras solo para ti,
palabras que se enrollan
como la lengua de mariposa,
y susurran en tonales ecos.

Tengo palabras para ti,
pero el viento las atraganta en mi garganta,
ahogándome en cada silaba liquida,
de la poción del hiato y la esdrújula.

La tipografía me apuñala el verbo,
para dejar huérfano el sujeto,
que aunque esté lleno de sentimiento el verso,
deja cobarde el predicado.

Y duele helado en el pecho,
como neumonía crónica;
asentándose de a poco en los pulmones,
despresurizando el diafragma e hígado.

Pero son palabras para ti,
palabras que no se rayan en la pared,
mas bien se cantan en secreto al oído,
como las que nacen después de un gemido.

Tengo palabras solo para ti,
y no me alcanza el punto para darles fin.

Niorv Ogrin
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6comentarios 68 lecturas versolibre karma: 103

Contraluz

Desangrando mi pluma vertical,
donde se enredan los vientos áridos del sur,
y se sumergen los huracanes del norte,
esta desdibujado mi horizonte.

A veces el sol se alza entre los árboles,
pero el lunar jamas se verá a contraluz;
ni el aroma del rocío contra el viento,
ni la sílaba que cae a contratiempo.

A veces se detiene justo en nuestras cabezas,
y ni la luz cenital muestra mi rareza,
de una naturaleza perseverante,
de una respiración ya muerta.

Caen las gotas en suelo mojado,
porque soy el que ríe de últimas,
el que apaga la luz y cierra las cortinas,
¿y creen conocerme porque me miran?

Si iluminan mi verdad con el sol a mis espaldas,
por mas respuestas que canten no entenderán;
si me determinan con la luna en mi norte,
las suposiciones serán estrellas fugaces.

Al hablar ni se molesten,
de eclipses están hechos los desastres.

Niorv Ogrin
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Ya Estoy Harto

YA ESTOY HARTO

Ya estoy harto de soñar
de querer vivir
de querer sobrevivir
a los problemas
del diario vivir.

Ya estoy harto
cansado
de luchar contra lo que no puedo luchar
querer ayudar a quién no quiere
querer amar a quién no se lo merece.

Ya estoy harto
de ser como soy
de que abusen de este ser humano
de este poeta iluso
de este tonto de carne y hueso
que a veces tiene ganas
de mandarlos a todos para el carajo.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Mayo 2018
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Dime

Dime,
en dónde no puedo verte,
en qué segundo no estás.
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Mal augurio

Cuarto creciente quebrado
por el halo de una nube rota
empedrada y negra
cual mosaico de carbón hecho añicos
y envuelto en su propia mortaja
un vaho tenue de luz amarilla y gris.
Mal momento para deambular
la calle y la noche
tentando al filo que se esconde en la esquina
la navaja se agazapa en la sombra
la larga calle es un camposanto del que provoca huir...
Ahí afuera
en algún sitio
asechan los espantos
carne fresca para la Llorona
a los que de parranda
tornan al acabar la tercera vela
"canto del gallo", susto en la nuca
embriagados por el licor de esta madrugada
embrutecidos por lo artificial del sueño.
Ojos inyectados
por el hedor de todo ese insomnio
vivo... muerto...
Negra y empedrada nube rota
formando un halo quebrado
envolviendo a este cuarto creciente.-



@ChaneGarcia
...
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Ecos

Recuerdo un anillo de aire
y el viento en tus labios,
a veces todos los libros nos regresan
a la ceniza de los ojos
y soplo
y no se va tu nombre.
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2comentarios 43 lecturas versolibre karma: 95

Platos Vacíos (Por Antonio F. Araujo M.)

Bajaron dejando sus techos rotos,
para anidarse en mesas sin oxígeno.
Allá los vieron desfilando,
recorriendo largos caminos.
Como mulas marchaban,
tapizados de rojo rojito.
Acercándose a un precipicio,
acompañados de hambre
saltaban con sus platos vacíos.

Cuando los estruendos se escuchaban,
y las tripas chillaban
como un muchacho chiquito.
Soñar era un sueño;
Sólo se soñaba con un plato de tocino.
Y la perrarina alimentaba,
¿A quién?
Si cuesta más de dos ojos un kilo.

Hasta las hormigas pasaban hambre,
Sus lomos llevaban platos vacíos.
Cargaban cadáveres de nadie;
los cuerpos de los fantasmas caídos.

Los fogones humeaban el sabor del aliento,
el olor de la desigualdad que ya no existía,
todos eran iguales;
Eran hambre.
Somos hambre.
Somos platos vacíos.
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Bohemio de Bohemios

BOHEMIO DE BOHEMIOS

A fountain’s pulsing sobs—like this my blood
Measures its flowing, so it sometimes seems.
Charles Baudelaire

Un bohemio de bohemios

considerado por muchos

el Dante de una época decadente

el padre del simbolismo francés

el poeta maldito

el hombre, la leyenda

el creador de las flores del mal

Charles Baudelaire

bohemio de bohemios

la vida para ti fue una locura total

nada te importaba

tu vivías la vida loca

como un bohemio sin freno

que escribió los versos más oscuros

amargos, tristes y dolorosos

pocos saben que dejaste una novela

algunos esbozos de obras teatrales

admirador de Poe

seguidor de la locura

bebedor inaudito

maestro de los versos

traductor y bohemio

poeta maldito

sabes poeta

un día soñé

que comías junto a un cadaver

como si nada estuviera pasando

a un lado tuyo estaba sentado el gran Roberto Bolaño

y al otro extremo de la mesa el gran Edgar Allan Poe

los tres conversaban y tomaban como locos

botella tras otra

cigarro tras cigarro

conversando tres maestros

sentados en la misma mesa

todos allá en el infierno

bebiendo la sangre de todos

en medio de la oscuridad absoluta

mientras florecen las flores del mal

tres locos conversando

tres escritores y poetas

a quienes este servidor

admira con gallardía

bohemio de bohemios

a ti te dejo estos versos

Hagamos todos juntos

un viaje al infierno

donde la música ligera

donde el humo vuele por todos lados

donde el licor vaya de esquina en esquina

como si nada

como si todos

estuvieran celebrando

al estilo de bohemios

de poetas y locos.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Junio 2016.
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En ti

Me reconozco,

cuando tu nombre está en mis labios,
cuando entre las sombras de la noche
me olvido en otra boca
y el silencio es frío,

cuando miro hacia atrás,
cada vez que no te abrazo,

me reconozco.
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El Más Hermoso Trabajo (Por el Día de la Madre en Varios Países del Mundo)

EL MÁS HERMOSO TRABAJO

Ella realizó el más hermoso trabajo
el más anhelado por muchas
ser madre, abuela y amiga.

Ahora desde el cielo
vela mi camino
en los senderos de vida
donde me tocó vivir.

Ella se llama: Cecilia
y digo se llama
porqué a quién queremos
jamás muere
siempre nos acompañará
hasta el final de nuestros días.

Abuela querida
gracias por ser mi amiga
por haber realizado
el trabajo más hermoso y difícil del mundo
ser madre, abuela y amiga.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
De Mi Libro: "Hombres y mujeres sabios (la sabiduría de los ancianos)"-Finalista del Premio Literario Reinaldo Arenas Versión Poesía 2017 Creatividad Internacional, Miami Florida USA.
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2comentarios 92 lecturas versolibre karma: 93

Iceberg

Dejar a flote lo que quieren ver,
para en el fondo proteger;
la neblina será suficiente,
para entre hielos la verdad absorber.

¿Quien se toma el tiempo para escoger,
el mejor camino sin peligro distante?
¿Quien apunta sus cañones en contra mío?
¿Quien osa sus anclas recoger?

Yo me silencio sutilmente,
la soledad a la extroversión comprimió;
quien viene contra mí no puede volver,
quien viene contra mí es un demente.

Entonces la corona del diablo lamió,
la sospecha comenzó a llover;
los flotadores vuelven a emerger,
con un "lo siento" que gimió.

Al fondo mentiras me dio,
que hasta el Titanic hundió.

Niorv Ogrin
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Micropoema

Y ya ves;

eres ese pecado que me lleva al cielo.
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