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Puerta hacia la ruptura

Tanto pensar, tanto estrés,
Tantas horas perdidas,
Tantas ganas de buscar nuevos delirios,
Ilusiones agonizadas,
Atracciones sexuales,
Razón en vez de instinto,
Naturaleza caída, penada,
Brotes de esperanza que se secan con el tiempo,
Odio eterno,
Discusiones afanosas, dudas y tristeza viva,
Rabia, insulto básico, elocuencia de necios,
Caminos vacíos, hojas muertas,
Ni veranos, ni primaveras,
Cenizas surcadas, barrotes desocupados,
Ventana cerrada, puerta hacia la ruptura.

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1comentarios 45 lecturas prosapoetica karma: 51

Sales Plateadas

Aquella mancha plateada
en la quimera de tus oros
ha enchapado el estuario
tus lechos de plomo.

Líquidos donde bañas las balas
en la lejana mansedumbre
aguas olímpicas y claras
que preguntan tanta noche
en el brillo de otra luna
despierta entre niebla
y mujeres de luz
tan minúsculas y hermosas
decorando el caparazón.

Mientras el sodio cae
salando la tierra impresa
la impronta ferrosa del suelo
desprendiéndose de mí
esas sales que no sequé
(o no alcancé a atajar).
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3comentarios 37 lecturas prosapoetica karma: 96

Saboreándote

Amor a las finas hierbas;
perifollo y cebollino,
estragón y perejil.
¿Es Albahaca o es tomillo
lo que me hace estremecer?
Dulces aromas percibo
a tu paso junto a mí.
Agudizo mis sentidos
y en tu dulce compañía
me entrego a ti y no concibo,
no volverte a respirar.
Soy salvaje en mi delirio;
con pasión sigo tus huellas
pues nunca ha de ser delito,
que yo beba en tus aromas.
Entre mis ganas elijo
que además de tus fragancias,
degustaré y no declino,
el sabor que con tus besos
vestiré nuestro destino.
Pura ambrosía que apuro,
como copa de buen vino.




Publicado en la Asociación solidaria cinco palabras:
cincopalabras.com/2018/05/20/escribe-tu-relato-de-mayo-iv-la-tripulaci
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5comentarios 35 lecturas versoclasico karma: 101

conrea'm...

quan sentis l'esma pura
partint-te els omòplats
i et bategui a l'espatlla
l'anhel eixordador
que diu el batre aurat...
conrea'm la memòria
vençuda per les aigües
i renta'm de l'oblit
de l'ombra infecundada
d'aquell arç enardit
que creix salvatgí i lliure
mortificant les boires...
i atorga’m fondalada
per fer dormir els teus dits
que eterna vel•leïtat es fruïció perible
i que la saba bruixa de les roses de nit
hidrati la poesia de l’arbre de l'estim...
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3comentarios 70 lecturas catala karma: 85

Sin título...

Tú, eres
como esa
pieza de ese
puzzle, que me
faltaba y encaja
perfectamente,
con mi vida...

© Derechos de autor
Isa García
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sin comentarios 61 lecturas prosapoetica karma: 87

Ríos

Si con cada lágrima pudiera un verso escribir
mares de metáforas,
habría en mi poesía mil.

Ríos de rimas, rimas de ríos.
Cientos de letras en estanques vacíos.

Pantanos repletos de amores,
amores que se fueron,
amores que perduran.
Rumores de amores que reman sin rumbo...

Solo, si con cada lágrima...
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5comentarios 64 lecturas versolibre karma: 87

La Muerte Desnuda

Se extiende un mantel en el sueño del bosque.

Ella, con el lomo tatuado de días
lleva los años burlando la sed
la esperanza de comer lo que sobra del amor
pero no se afinca en el sueño
intenta brillar, ser real
acariciar los segundos de plenitud
aunque todo sea una broma
y la noche termine de atravesar
la noche que guarda el sol
el hogar de la lástima
donde el alcohol no corre
galopa incansable por el abismo
réquiem sobrio de la exactitud
y el tiempo de descanso.

Ella despertó algún día
enfrascando la incertidumbre
sin saber si esperara tanto
la muerte desnuda.
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4comentarios 74 lecturas prosapoetica karma: 88

Haiku 4

Cinco sílabas
siete vienen luego y...
cinco otra vez.-


@ChaneGarcia
...
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3comentarios 31 lecturas japonesa karma: 76

~Tinta de luna ~

Tú y yo seremos
el renglón invisible
de un libro azul ...
Sin adornos ni puntos;
No existirán los márgenes
ni habrá salto de párrafo
y seremos historia;
“Tinta de luna
en destellos de prosa
y versos de aire “



@rebktd
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30comentarios 207 lecturas japonesa karma: 95

CLIP:POEMA Texto apresentado em Montevidéu Uruguai 09 2008

Esclareço que meu trabalho é fruto de uma pesquisa e tentativa de expressar meu deslumbramento na descoberta de equações que explicam nossas vidas e apontam soluções para nossos sentimentos de desconheci-mento e estranheza das complexidades de viver.

Até ontem me achava um velho sábio no corpo de uma criança, hoje acredito que sou um adolescente no corpo de um velho com cabelos grisalhos, quase careca. Não me perguntem o que estarei pensando amanhã, pois não quero nem tentar imaginar....

Permanecemos atentos, buscando razões para entender, não apenas o que nos rodeia, mas expressar sentimentos, vontades e respostas ao mundo: buscamos soluções ?

Aos poucos, mas com o tempo percebemos cada vez mais entre palavras, expressões no rosto; cada vez mais entre as linhas e as letras do material escrito. Vemos no material fotográfico, imagens que dependem da qualidade e da definição. Já o desenho, executado como interpretação literal da palavra:desígnio, desejo, tipificado como expressão de uma mensagem, deve ser realizado dentro e com todos recursos técnicos para transmitir a mensagem do autor.

Como a cigana lê a mão e a aparência do cliente, para saber quem é, ou como vai ser o futuro dele ?

Como percebemos as marcas do piso e sabemos ou adivinhamos o que aconteceu ? passou um cachorro sobre o cimento fresco ... uma marca de pneu de bicicleta de um moleque. Rastros.

Os sentimentos também deixam rastros, cicatrizes cauterizam vincos do rosto, dos sorrisos, das lágrimas, do cansaço, da fome e do sono.

Mas a poesia não se encontra na curva da esquina, escondida. Diferente do som, da música, que vem a nós, precisamos procurar as imagens. Temos que encontrá-la nas notícias boas, no perfume que o vento roubou nas flores no caminho. No perfume da mulher que cativa nosso olhar masculino, e vice-versa: quem troca olhares, quão profundo este momento efêmero.

O CLIP:POEMA é uma pequena história com desenvolvimento poético e conceitual (leia-se no lugar de poético = da expressão de um sentimento dentro de uma situação específica explorando as circunstâncias do momento) conceitual= de forma a permitir a construção de situação similar em paralelo com outras variáveis.

Associado a ícones (não meramente ilustrativos) torna-se a poesia visual. Reforçando: não se trata da ilustração de um texto, mesmo que breve, mesmo que a imagem simples.

Existe uma inter-relação entre ambos, complementando e sugerindo interpretações abertas a outros sentimentos.

De imediato a leitura. Instantânea até.
Entretanto ainda é uma situação estática que pode ser ampliada com o recurso da visão periférica, acionada pelo movimento e relacionamento de tempo e seqüência. Em meus trabalhos sinto às vezes a necessidade que tenham um fundo sonoro... mas na realidade, vejo meus trabalhos parados na eternidade, uma nota musical interminável suspensa no tempo...

Então a música: Mozart, estabelece o valor clássico e eterno do momento fugaz da seqüência de notas musicais. Esquece-se momentaneamente a letra das óperas, mas não a música. Ah ! a musica, no frágil instante de sua execução.

A imagem. Permanece também quando obedecendo as regras estabelecidas desde a Grécia, observadas na natureza, no rigor matemático, na compreensão das cores e cada relacionamento possível. A composição, os contrastes, a leitura completa do espaço visual cercando o objeto (qualquer que seja) a pertinência das peças quebradas contando histórias por onde passaram, seu uso e quem as usou. Um conjunto de recursos cerca o conteúdo deste texto, eles se misturam e se completam no relacionamento
entre cada um deles.

 Resumindo, a imagem permanece, a música é fugaz. Mas ambos só serão eternos quando cumprirem seus deveres como elementos fundamentais do diálogo entre os seres humanos. A música vem a nós, a imagem buscamos, as vezes a encontramos. Nos ilude a distância, em São Paulo com tantos prédios é comum observarmos pelas janelas e ao longe observar outras janelas e imaginar tantas histórias, quase que como o filme de Hitchcock... a proximidade nos trás outros elementos que nos permitem entender mais completamente. Nossa busca e surpresa serão fisgados por contradições aparentes, por paradoxos , por emoções desencontradas, até o livre trânsito da informação a se completar em nós, mais um degrau de entendimento do Universo: TO LIVE IS ANACT OF BECOMING CONSCIOUS.

 Compreendemos o universo em três momentos: a) no primeiro contato selecionamos uma fração, um segmento na paisagem; b) em seguida fazemos uma análise da textura, do contexto em que esta imagem se articula se torna legível; e finalmente c) encontramos um ponto diferenciado em que entendemos o porque detivemos nosso olhar. É um ponto que vai determinar todo momento, porque olhamos para aquele local, e ali encontraremos nossa resposta.

 Recentemente me ocorreu o por que do CLIP:POEMA, o por que da poesia: é um eco, a rima é uma reverberação, uma ressonância dentro de nós, de sentimentos de outros, de emoções que são transfiguradas, decodificadas, ampliando nossa capacidade em compreender o próximo, em estabelecer uma relação maior com o Universo.

 E isto ocorre tão instantaneamente, apenas estivermos abertos a que ocorra.

 Citando Maquiavel, “Os homens em geral julgam antes com os olhos que com as mãos, pois todos tem a oportunidade de ver, mas raramente de apalpar. Todo mundo vê muito bem o que aparentas por fora, mas poucos percebem o que há por dentro; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos. O vulgo só julga o que vê.”

 Vivemos em um mundo de ignorância e medo pelos que querem manter o poder. Temos que mudar alguma coisa, o que fazemos ? Onde está a poesia ?
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Palabras Para Ti

Hoy tengo palabras solo para ti,
palabras que se enrollan
como la lengua de mariposa,
y susurran en tonales ecos.

Tengo palabras para ti,
pero el viento las atraganta en mi garganta,
ahogándome en cada silaba liquida,
de la poción del hiato y la esdrújula.

La tipografía me apuñala el verbo,
para dejar huérfano el sujeto,
que aunque esté lleno de sentimiento el verso,
deja cobarde el predicado.

Y duele helado en el pecho,
como neumonía crónica;
asentándose de a poco en los pulmones,
despresurizando el diafragma e hígado.

Pero son palabras para ti,
palabras que no se rayan en la pared,
mas bien se cantan en secreto al oído,
como las que nacen después de un gemido.

Tengo palabras solo para ti,
y no me alcanza el punto para darles fin.

Niorv Ogrin
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La Nueva Herida

La fascinante ciencia de ver
el humo en tu quimera
vuelve interesante el tiempo
contando los segundos
averiguando el fuego tenue
protagonista una vez más
en tu intensa vida.

Colecciono tus roles al pensar
en las miles de máscaras
marchitas al no poder
cubrir tu cara.

Aún son cadáveres
son la noche y el viento
el convite extenso del miedo
y su perpetua voluta
suspendida en el firmamento
que mintió sobre el orden
en tus magros cielos necios.

Hacia allí vas
y aún intentas erradicar
el incendio en tu vida
punto ígneo de tempestad
la nueva herida.
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6comentarios 86 lecturas prosapoetica karma: 109

Contraluz

Desangrando mi pluma vertical,
donde se enredan los vientos áridos del sur,
y se sumergen los huracanes del norte,
esta desdibujado mi horizonte.

A veces el sol se alza entre los árboles,
pero el lunar jamas se verá a contraluz;
ni el aroma del rocío contra el viento,
ni la sílaba que cae a contratiempo.

A veces se detiene justo en nuestras cabezas,
y ni la luz cenital muestra mi rareza,
de una naturaleza perseverante,
de una respiración ya muerta.

Caen las gotas en suelo mojado,
porque soy el que ríe de últimas,
el que apaga la luz y cierra las cortinas,
¿y creen conocerme porque me miran?

Si iluminan mi verdad con el sol a mis espaldas,
por mas respuestas que canten no entenderán;
si me determinan con la luna en mi norte,
las suposiciones serán estrellas fugaces.

Al hablar ni se molesten,
de eclipses están hechos los desastres.

Niorv Ogrin
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Glorieta

Alguien por favor que pare el tiempo,
tengo el gesto largo, y la vista cansada;
una que otra grieta en mis zapatos,
y polvo en reconstrucción en la almohada.

Los dados del destino se equivocaron conmigo,
huellas en falso, una tras otra;
migas de pan esparcidas en circulo,
y una brújula que no apunta a ningún lado.

Los milagros ya no tienen frecuencia,
las señales se fundieron en el ocaso;
un cordero que está fuera de su rebaño,
y los coyotes osados merodeando.

No ví las señales antes de estar en la glorieta,
en la bifurcación esta la indecisión,
el tiempo seguirá corriendo,
como atleta de quinientas yardas.

No me enseñaron a dejar de ir hacia el sol,
la cabeza me duele de tanto pensar;
el suelo se pone tan pesado en mis rodillas,
que las palmas abanican de pesar.

Alguien que pare el tiempo,
mientras me cobijo en cemento.

Niorv Ogrin
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Haiku 2

Iluminadas
por una explosión de
continuo: el Sol.


@ChaneGarcia
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Haiku

Niebla invernal
cubriendo la montaña
pradera verde
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no me basta...

no me basta imaginar la jaula
al descubrir el nido,
ni el aroma carnoso de rama
para aprehender esa flor que respiro...

y no me basta desde la salina
sentir destilar el fluir escondido:
la voz de mi sed proyectar
la indulgencia del mar
en el peso del rio

para todo me basto de espino...
yo quiero en tu bosque
rasgarme la piel
si te miro
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Los corazones

Y ahí sigue caminando la gente,
pisando los corazones
tan vulnerables, como aquello que siente,
tan indefensos, como aquello que se desnuda,
tan inocentes, como aquello que ama,
tan solos, como aquello que conoce la ausencia.

Mientras guardo yo, una gota del agua,
será una gota de lluvia, tan transparente
como un sentimiento que se deja ver,
o será una lágrima que se escapa
y se convierte en todo un mar
que sujeto entre mis manos,
entre mis dedos.

Ese inmenso mar
hecho de los momentos
felices.
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3comentarios 42 lecturas versolibre karma: 103

Mi poesía

Si cuido las letras
no cuido al que escribe.
Demasiadas verdades negras
sobre el que las vive.

Le duelen más que a nadie,
aunque otros vean indirectas.
Piensa en el último baile
y no en si se alimenta.

Sus versos son economía sumergida
sin ánimo de lucro.
Sin embargo, se les da la bienvenida
sin un solo gesto pulcro.

Su rima es sencilla
y su métrica casi nula.
A la primera la mima,
ignora la segunda.

Su sentimiento sangra el dolor
que sufre su álter ego.
Conoce su ínfimo valor
y así constituye su miedo.

El poeta y el humano son uno,
quién lo diría...
La tercera persona es un mundo,
lo explica mi poesía
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Senryu

El bello ocaso
muriendo en el silencio
de almas dormidas.
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