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Sed del náufrago

Apoyado en la cerca
de cualquier paseo secular
con una astilla
sobre la tierra voy dibujando
una diana de círculos concéntricos,
trazada con el tono marrón
de los planetas
que merodean los ojos
de un bárbaro cazador de mariposas.

Por eso dirán de mí que esquivo soy,
pues algunos días vivo
las videncias de un náufrago sediento,
y en otros tiempos
me hago equilibrista en una almohada
o musgo en un arado.
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Ríe

Ríe, aunque a momentos sentirás la tristeza,
y el pasado solo sea testigo de tu valentía
de una memoria que nunca olvida,
aunque es más fácil no alzar la voz y sollozar dolor.

Ríe y deja que el huerto sea cualquier esquina,
aunque sea más fácil contar todas las puertas que se cierran
al menor estrago de un momento ingrato,
vale la pena seguir viendo tus ojos color miel amando sin ningún rencor.

Ríe, que yo estaré a tu lado
tomandote de la mano
como cuando teníamos veinticuatro
y las lunas no se acumulaban en el reflejo de nuestra mirada.

Ríe, llena los huecos de tu corazón de muchos abrazos,
necesito de tu música para seguir soñando,
ya mis poesías son solo letras marchitas
sin su musa que equilibra su don.

Ríe, que viviremos largo tiempo,
contaremos historias maravillosas
a nuestros nietos,
el cine nos espera para alzar su voz.

Ríe, que mis suspiros son súplicas fervientes,
no tengas miedo
tus gatos te cuidan
no dejarán que nada te robe el aliento.

Ríe, que nos esperan las flores del campo,
te espera mi cuerpo para darte un abrazo,
nunca soy nadie si no escucho tu voz,
ríe, que mi mayor secreto es tu fuerza, necesito tu paz interior.

M. A. V

26/06/2018
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O caminho do espelho. O reflexo de si mesmo na língua

O caminho do espelho.
O reflexo de si mesmo na língua.

O homem sente-se um estrangeiro entre os homens, um exilado do mundo para o qual não encontra um sentido.
A minha mensagem é a de que as coisas vão mudar e têm de mudar agora. Abraçar o mundo, sem reduzí-lo.
Distinguir o novo da novidade vazia, valorizar o silêncio. O homem sem rudimentos de filosofia caminha pela vida preso a preconceitos derivados do senso comum, das crenças costumeiras da sua época ou da sua nação, e das convicções que cresceram na sua mente sem a cooperação ou o consentimento da sua razão deliberativa… uma vida não examinada não vale a pena ser vivida. De um certo ponto adiante não há mais retorno.

Esse é o ponto que deve ser alcançado. A reflexão permite-nos recuar, ver que talvez a nossa perspectiva sobre uma dada situação esteja distorcida ou seja cega, ou pelo menos ver se há argumentos a favor dos nossos hábitos, ou se é tudo meramente subjetivo.
A dimensão do homem é o tempo. O homem é um ser temporal e, portanto, necessariamente mortal.
Ele navega no tempo durante um certo tempo. O presente é fugidio. Quando pensamos que o capturamos, ele nos escapa como a água que escorre por entre os dedos quando tentamos segurá-la. O futuro é incerto, imponderável. O futuro é uma promessa. O passado passou, e dele podemos ter não mais que uma pálida lembrança.

O homem se torna autêntico quando aceita a solidão como o preço da sua própria liberdade.. Devemos saber que a felicidade não é estática em seu acontecer, mas podemos mantê-la como um estado de ser, uma motivação de busca de bem viver.A solução não é se matar de trabalhar e se concentrar nisso para não se sentir sozinho. Também não é encontrar uma estratégia para driblar a solidão… mas que não estão lá de fato, pelo menos não do ponto de vista do seu pensamento, das suas emoções, das suas ideias. Mas sentir dor ou alegria e não o demonstrar não é ocultar alguma coisa.

Alguém oculta seus sentimentos quando deliberadamente os suprime (tal como alguém oculta seus pensamentos guardando seu diário preso a sete chaves, e não meramente pensando e não revelando seus pensamentos). Quando alguém exterioriza uma dor de cabeça, quando expressa um prazer, ou quando diz aquilo que pensa, não pode ser dito que os correspondentes enunciados são meras palavras e que o interno ainda está oculto. Falar do interno é uma metáfora.

Vimos que uma das consequências de ter isto como um padrão é a dissociação entre corpo e mente, entre o ambiente em que estamos e o que se passa dentro de nós. A solução é aceitar que se está só no mundo. Há sempre pessoas prontas a dizer-nos o que queremos, a explicar-nos como nos vão dar essas coisas e a mostrar-nos no que devemos acreditar. E a vida inteira, cada momento, cada segundo da existência, é uma experiência única pois ninguém vive pelo outro.
Assim, não se pode definir a subjetividade nos moldes das ciências naturais, que, na realidade, negam nossa condição de homens dotados de vida interior. Este ideal de ciência é tonto e o seu reverso é o não menos tonto relativismo cognitivo, que declara estar a magia negra ao nível da física quântica, em termos cognitivos e epistemológicos.

Sem emoções os seres humanos não existiriam; não é biologicamente possível uma espécie biológica destituída de emoções. Afinal, a emoção é mais racional do que se diz. A confusão é precisamente esta: nós sabemos que muitas vezes as emoções roçam a loucura. Mas, precisamente, isso é uma patologia das emoções, não é a sua natureza própria. Só podemos apreender nossa vida subjetiva sob a forma de uma história pessoal, única e intransferível.
Antes, podemos dizer aquilo que sentimos tal como podemos dizer como as coisas nos causam impacto perceptivelmente, dizer aquilo que pretendemos, imaginamos ou pensamos. O passado está talhado em nossa memória. Ele vive em nossas tradições. Nosso corpo e as coisas que nos rodeiam estão impregnadas de história. Os pobres sofrem porque não têm o suficiente e não porque os outros têm muito. Não há como nos livrar do que já aconteceu. Será mentira em cima de mentira, calúnia e promessas.

Existe uma meta, mas não há caminho; o que chamamos caminho não passa de hesitação… Somos descendentes e herdeiros diretos do que foi feito no tempo pretérito. Humano, simplesmente humano. A incerteza leva-nos a pensar, a refletir, a evoluir…nasce da relação entre o homem e o mundo, entre as exigências racionais do homem e a irracionalidade do mundo. Algumas têm medo que as suas ideias possam não resistir tão bem como elas gostariam se começarem a pensar sobre elas. .
Nada é mais racional do que uma emoção apropriada, e nada mais irracional do que a falta dela: alguém que não fique horrorizado com o sofrimento alheio é adequadamente descrito como desumano. E a razão é também a faculdade mais emocional dos seres humanos: mal conduzida por emoções erradas, é possível produzir as piores ideias e argumentos — racismo, fascismo — sem ver que são péssimas, só porque massajam as nossas emoções mais tontas.

Como dissimulação e fingimento são sempre logicamente possíveis, não se pode nunca se estar certo de que outra pessoa esteja realmente tendo a experiência que ela pelo seu comportamento parece estar tendo. Nomeadamente, indagando antes não se eu posso saber das experiências dos outros, mas sim se posso saber de minhas próprias; não se posso entender a “linguagem privada” de outra pessoa em uma tentativa de comunicação, mas sim se posso entender minha própria suposta linguagem privada.

O ser humano equilibrado e feliz cultiva as emoções apropriadas, que respondem à razão, e trabalha para impedir que as piores emoções lhe toldem a razão. O fato de existirmos não pode ser posto em dúvida, mas contrariando as ideias cartesianas, as interpretações da nossa condição de seres existentes não são únicas e indubitáveis, ao contrário, são diversas e diferentes.

A idéia de que a língua que cada um de nós fala é essencialmente privada, de que aprender uma língua é uma questão de associar palavras com, ou de definir ostensivamente as palavras por referência a, experiências privadas (o “dado”), e de que a comunicação é uma questão de estimular um padrão de associações na mente da pessoa ouvinte, qualitativamente idêntico ao daquele da mente do falante é uma idéia ligada a múltiplas concepções errôneas, mutuamente sustentadas, sobre a linguagem, as experiências e sua identidade. Nasceu sem o seu consentimento; o modo como se organiza é independente dele; os seus hábitos dependem daqueles que o obrigaram a aceitá-los; é incessantemente modificado por causas, visíveis ou invisíveis, que escapam ao seu controle, que regulam necessariamente o seu modo de existência, que moldam o seu pensamento e determinam a sua forma de agir.

Em geral, a relação entre palavra e coisa é indirecta; é mediada por outras expressões referenciais. Ao assinalar o que tal termo nomeia ou aquilo a que se aplica, servimo-nos de outros dispositivos referenciais. Diz-se que o homem delibera quando suspende a acção da vontade; isto acontece quando dois motivos opostos actuam alternadamente sobre ele.

Deliberar é amar e odiar alternadamente, é ser ora atraído ora repelido; é ser umas vezes dirigido por um motivo e outras por outro. O homem apenas delibera quando não vê distintamente a qualidade dos objectos que o afectam ou quando a experiência não possibilita uma avaliação adequada dos efeitos que a acção, mais ou menos remotamente, produzirá.
Mas a relação entre palavra e objecto não pode ser sempre indirecta neste sentido. De contrário, cada termo apenas teria poder referencial em virtude do poder referencial de outras expressões, e estas, por sua vez, apenas indirectamente se reportariam ao mundo, e por aí em diante ad infinitum.

Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
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6comentarios 44 lecturas relato karma: 95

Bolero (sobre la senectud, el ocaso de la vida)

No se si he fracasado ●
Cuántas veces he cedido
He saltado y no he logrado
Cuanta calma he presenciado

Cuantas voces he escuchado
Acostarse en mi regazo
Es el tiempo, amigo mío
Que de mi se ha escapado

Ahora vienes disfrazándote de ensueño
Con una pata apoyado volando bajo mi ceño

Cuantas veces he virado
Comprobando que no estabas
Buscando con la mirada
Finalmente hallando... nada

Es el hórrido suspiro que recoge un lamento
El madurar de la vida, paso a paso yendo lento

No ves que no me sostengo
No me ayudes, no resisto
Equilibrado en tu honor
Yo solo no me desvisto

No me tintes el cabello
Deja que empieze el bolero
Apaga ya las luces
Que nos vamos consumiendo
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9comentarios 76 lecturas versolibre karma: 131

Soneto a Los Equinos

Antes de que empiecen a leer este soneto, quiero explicarles la dificultad que entraña. Esta composición se denomina "Soneto Retrógrado". Este tipo de soneto endecasílabo de rima consonante, es posible leerse y tener una lógica, tanto como si lees el verso al derecho, como para atrás, con la particularidad de que las primeras palabras de los versos de cada cuarteto y terceto riman ABBA, ABBA, CDC,DCD; y la última palabra de cada verso riman también ABBA, ABBA, CDC, DCD, de modo que leyéndolo en ambos sentidos forma un soneto. Es una composición como decía muy difícil de elaborar, pues tiene que tener sentido y rimar, tanto como si lo lees al derecho, como si lo lees hacia atrás. Sin más preámbulos lean el siguiente:

SONETO A LOS EQUINOS

Largos caminos recorren caballos
espinos clavan veredas sinuosas,
equinos de espuelas quedan tortuosas
amargos tildan obscenos serrallos.

Embargos quedaron caros vasallos
anodinos dolores, raras cosas
divinos caballos, razas preciosas
carilargos quedan libres grigallos.

Espinosas montañas corren libres
descalzas patas y fortalecidas,
angustiosas caminatas calibres.

Ensalzas dones, yeguas bendecidas
orgullosas manadas equilibres,
sobrealzas montas agradecidas.


Alfonso J Paredes
Todos los derechos reservados
S.C./Copyright
Imagen recopilada de internet, cuya fuente es: www.google.es/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&a
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Senryu ( Garza)

Inamovible

En grácil equilibro

Nívea garza
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Si la musa...

Si la musa se queda dormida,
deberemos, quizás despertarla,
intentando que el sueño profundo
equilibre la paz de su estancia,
cubriremos de sedas y armiños
ese cuerpo, durmiente, que calla,
esperando que se abran sus ojos
y que miren y atiendan al alba,
y es que un día comienza de nuevo
y con él se despliegan las alas,
de los niños que van al colegio
y que sueñan con elfos y hadas,
así bien amanecen los hombres,
acudiendo, sin prisa, a las barcas
para ver si es posible la pesca
en el mar, hoy tranquilo y en calma...

Si la musa se marcha de viaje
y abandona tu pluma y su casa,
deberás perseguirla sin freno,
acudiendo a tus dotes de magia,
tú sabrás como puedes lograrlo,
seducirla con tiernas palabras,
atraer la atención de sus ojos
escuchando su voz y palabras,
porque tú necesitas respuestas
de manera sincera y muy clara,
sin palmadas de manos amigas
y mentiras que ocultan y tapan,
y es que el verso que nace torcido
de la musa precisa su gracia
para luego plasmar el poema
que refleje el mensaje del alma...

"...Si la musa se queda dormida
deberás acudir y taparla,
procurar que descanse unas horas
y cuidarla de forma muy sabia..."

Rafael Sánchez Ortega ©
04/07/18
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Quédate

Quédate a dormir
en este hueco
respirando hasta el fondo
como un pez.

Quédate equilibrista,
que la habitación gira
y volverá a llover
sobre tus dedos.

Que te abro mis ojos,
la piel de mi hueco,
quédate infinito,
otra vez.


Oniria Haze
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4comentarios 48 lecturas versolibre karma: 96

En la barandilla de mi azotea

Envuelta en brisa cálida, esa propia de los días largos y las noches vivas.

Reposo mis brazos al compás del agua de la fuente. Cansados de campear con la vida, pero jubilosos preparando nuevas facetas. Enteros. Serenos.

Observo a los murciélagos hacer quiebros a la noche. Las nubes rizadas ocultan la luna, aunque es tan potente que siluetea esas esponjas oscuras con hilo resplandeciente.

Escucho risas entre bancos y aceras. Es de madrugada, pero el calor llama a la amistad y al flirteo de corazones jóvenes. No hay intención de dormir.

Los coches giran en la rotonda con música entre sus metales. Son corazones palpitantes, altavoces del desvelo.

Bicicletas con dos amigos equilibristas hacen regates a las sombras. Cálidas. Balones que ruedan en pasos de peatones, son los restos de jornadas de deporte y cerveza.

El pelo me hace cosquillas en la espalda con el viento suave. Hay vida cuando todo parece dormir. Hay adoquines brillantes, calientes tras haber sido regados.

El termómetro da una tregua al guerrero sofocante. Calima. Bruma solar. Antorcha de añiles y fuego integral.

Quisiera parar el tiempo. Mis pantalones me tocan intermitentes las piernas. Son vaporosos y anchos, y eso le encanta al viento cuando de acariciar se trata.

Es mi pequeño momento. Mi mundo. Mi cosmos.

Mi noche de verano. Mi azotea. Mi pequeño beso a la madrugada.
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15comentarios 138 lecturas versolibre karma: 84

Mi esencia

Llevo más de un centenar de días en la sombra,
escribiendo a oscuras
huyendo de los fantasmas
con los que antes bailaba.

Con miedo a no ser capaz,
incluso temiendo no volver a ser real,
agazapada en mi cama
sintiéndome a salvo entre las sábanas.

Y es que sólo necesitaba eso, estar sola.

Antes mi cabeza estaba ordenaba,
mi cuerpo disfrutaba,
había encontrado el punto entre la noche y la mañana,
y en ese caos cósmico bailaba.

Pero llegó el inicio de una nueva etapa
llegó enero y algo en mi mente cambiaba,
los años pares sólo traen desgracias
y tenía un presentimiento que no se equivocaba.

Un clic pero a la inversa,
en vez de engranarse, mi mente se desordenaba
y ya nada funcionaba;
había perdido mi esencia.

El principal problema
era que no sabía si quería encontrarla
porque no sabia siquiera
por dónde empezar a buscarla.

Negocié con el infierno una tregua
quizás sólo necesitaba una pausa
tomar aire para volver a la guerra,
o al menos entender qué me pasaba.

Pero el precio era mi alma,
y no estaba dispuesta
a vaciarme para volver a sentir calma,
prefería quedarme donde estaba.

Sin embargo, me acostumbré a la inercia,
a ese no sentir nada
a quedarme atrapada en la tormenta
entre cenizas, acomodada.

Dejé de buscar la salida de emergencia,
empecé a llevarles la contraria
a todos los principios que guardaba
junto con aquellas cartas que nunca enviaba.

Decidí seguir navegando a la deriva
pensando que quizás encontrara
un salvavidas como por arte de magia,
alguien que me devolviera la calma.

A pesar de no haber vendido mi alma
seguía sintiéndome vacía
es decir, no sentía nada,
ya nada me hacía flotar como una madera en el mar.

Demasiado tiempo para pensar,
y algunas copas de más,
hicieron que todo se diera la vuelta
y entendí que si realmente me quería salvar
tenía que equilibrar mi balanza
en el punto exacto entre pensar y dejarme llevar,
mi cabeza lo sabía
pero mi cuerpo no podía más.

Sin embargo, me di cuenta
(y no era la primera vez que lo hacía)
de que nadie me iba a salvar
si de lo que huía no estaba fuera.

Cuando huyes de ti, nadie te puede encontrar.
Cuando no puedas más, tienes que parar.
"Cómo te van a entender si no te sabes explicar".
Pero no tienen que entenderte, a veces sólo un abrazo basta.

Al final todo volverá a ser, o así me suelo engañar.
La esencia cambia, como una llama
y no tiene por qué ser mala la nueva etapa
las piezas diferentes también encajan.
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El camino como el final ?

El entendimiento del hombre es muy limitado, pero su corazón equilibra tal limitación.
para el que piense que un camino tiene un final está en lo cierto tanto como aquél que piense que el mismo no existe, siempre que su corazón lo entienda.
Una vez un hombre amigo de su Ángel le preguntó, entonces si para Uds. arriba el tiempo es inexistente, y la mayoría de los hombres están allá, ¿ no significa que el hombre es inmortal ? puesto que nunca muere ?
- Puesto de esa manera se puede decir que si - respondió dicho Ángel
- ¿ Y de que otra manera lo podemos ver ? - inquirió aquél hombre que siempre tenía más preguntas que respuestas.
- Es verdad que el hombre vive arriba (como dicen Uds.) para siempre, pero para ello tiene que morir aquí en la tierra, para luego renacer puro en "el cielo" -
- ¡ pero renace consciente de si mismo y su existencia !, es como que sigue con su vida de acá abajo.-
- es verdad - asintió el Ángel - pero para renacer tiene que haber muerto en él, todo lo "terrenal" que le impedía "entender"... -
Como ven amigos míos no es importante si esta historia sucedió o no, lo importante es entenderlo...
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Sacando deseos de la chistera

Salto mortal al centro del mundo. Ese que miramos de reojo pero que nos tiene suspendidos en hilos de seda, resistentes e invisibles.

Volteretas entre la mochila del pasado. No siempre lleva piedras. Esas se quedan hechas un montoncito, testigos de la experiencia.

Contiene trucos de magia, chisteras con personas que tocan los mecanismos fascinantes de la sonrisa. Engranajes suizos de relojes sin tiempo.

Son maletas con pastelitos de Belem, vestidos de canela y azúcar. Calentitos. Maletas con bombones belgas. Con hojaldres parisinos. Con makis equilibristas entre palillos japoneses. Maletas a fuego lento, el de cocidos madrileños y migas manchegas.

Son cartas al futuro. En ellas se cuenta que pedimos más a la vida. Queremos más amaneceres. Más laurisilva. Más aves del paraíso. Más manglares que explotan de vida. Más camuflajes de tigres y cebras.

Y ¡plop! Saltan miles de flores. Las blancas de las acacias y el celindo. Del azahar y el jazmín. De la jara pegajosa. Las llamas amarillas de alhelíes, de las retamas en su apogeo, de las fressias francesas, las rosas curiosas. Los añiles de lavanda y violetas. Ese naranja de caléndulas del monzón. Los rojos de amapolas libres. Los fucsias de buganvillas aventureras.

Y saco la varita mágica. Un pañuelo infinito de ganas de amar. Unas maracas que sirven para enmarcar días perfectos. Una paloma que vuela lejos. Purpurina que alegra el cielo en las noches de verano y en las lluvias de Gemínidas.


[... huy, me he quedado dormida con un boli en la mano. Soñé que lo movía haciendo cintas de Moebius. Cuántas cosas caben en un deseo infinito]
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Mientras estuviste

Te quise mientras te tuve, mientras estuviste.
Contigo fue sexo a primera vista.
Amor con miradas infinitas.
Contigo equilibraba el dolor y la pasión.
En esos momentos donde solo estábamos los dos.

Ese éxtasis y las ganas de tocarte.
Y tu sabes que te tocaba.
De llegar a casa cansado y acostarme contigo.
Jugando en la cama a ser Finn y Jake, en "Hora de aventura".
Saliendo de noche en tu moto, bien agarrado a tu cintura.

"Mataría monstruos por ti" me dijiste.
Ojala hubiese sido cierto.
Quien diría que todo esto terminaría muerto.
Más no enterrado.
Ya que esos momentos están amarrados.

Yo siempre volveré a ese entonces.
Donde solo estamos los dos.
Muriéndonos el uno al otro de puro amor.
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~Cuándo, dónde y cómo ~

Lo bonito que es a veces acertar
Y lo que cuesta saber

cuándo dónde y cómo
subirse a ese tren
que me lleve donde poder ser


Donde no comprenderme
no sea un inconveniente
donde estar
sea querer
Y querer sea evidente

Me siento una equilibrista
Yendo de puntillas sobre una cuerda que cada vez se hace más Fina

Siento que los años
se me vuelcan encima
y que cada día me conozco más
Y me entiendo menos ..

Me siento predicadora de credos
en los que ni siquiera creo

Siento que alimento mis ganas
con colores que nunca han existido para nadie

O más bien
que nadie ha pensado en inventarles

Pero aún así yo los veo

Y los amo

Y aunque a veces se me cae el cielo
Y por un instante
toco suelo
y lo beso


Detras siempre
Siempre viene el sobresalto
Y zas !

Me doy cuenta
que
sigo soñando ...



@rebktd
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Azul Cálido

Yo dejo entrar por mi ventana,este azul obscuro, azul cálido y conciliador. Que nos lleven lejos por el océano, sin regreso a nuestro país, respetando cada hora y su afán. Sí apago la luz es para despertar y no permitir que la razón duerma este corto tiempo conmigo. Caminamos sin tomar consciencia que el viento de aquel día, tramaba unir nuestras edades , tuve hambre de calor en el pecho, hambre de cielos vívidos, hambre de sentirme liviana y equilibrada , tuve hambre de risa torpe y sin sentido, de sonidos lejanos en plenitud de calma, hambre voraz de tu aroma en mi piel blanca. Como filas perfectas los árboles del bosque se abrieron , no prefiero la primavera, pero la elegí sólo por ese momento, momento de movimiento suave . Solía perder las ideas , perder mi motivación , errática me decía, un color lo cambia todo, una frase pudo derrumbar mi paso inestable , quise desterrar absolutamente todo aquello que me ató el espíritu.
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Cortina de Fortuna

¿Qué hilas en silencio? ¿Qué cara muestras ante la soledad? Los sucesos venideros y los aviones sobre tu cabeza bombardeando sin cesar tu cerebro, soldados haciendo tan bien su trabajo, que no parecen humanos sino máquinas perfectas y enfocadas, dicen que disfrutamos los estados de introspección, los congelamos y nos escondemos en nuestras cuevas extrañas, vaya a saber el universo que seres nos rodean en esos momentos.
Y las preguntas de siempre nos visitan con tedio, nos amargamos y llenamos el cuerpo de veneno, la sangre se obscurece y el rostro se plaga de gestos poco agraciados, gestos enemigos de una vida fructífera, golpeo con ambas manos la puerta, pidiendo ser liberada y me embarga un terror fantasmal, de ese que te irriga hacia los oídos, te petrifica y convulsionas en cuentos fatídicos, "la realidad se encuentra allá cruzando el umbral, no aquí con tus pestilentes ideas de magia", eso me dice , eso me golpea con reiteración, me pregunto si no existiera tal magia, en que sórdido lugar me encontraría, cada día el mundo nos asombra con sus récord de locura e hiriente maldad, tanto que me detengo y desearía ser una extensión de la naturaleza y no un ser humano.. Me niego a ser embargada por las oleadas del horror, me niego a aceptar la tierra con sus atmósferas de dolor crudo y sin filtro, me niego a abrir mi alma sin protección alguna a las legiones de la humanidad, dame algo de luz y fantasía y prometo disminuir el temor, que observes con esperanza la habilidad de tu mente para transportarse y no evadirse sino sumar sabor centelleante, sumar grados de bondad, lo recuerdo y lo repito .Que agotadora se vuelven las mañanas sin esa delgada cortina de fortuna, ¿nos dejaremos embargar por la copa llena de revelación maligna?¿ O dejaremos que la magia sepa darnos lentes nuevos donde vivamos equilibrados?
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Percepción

Quise escribir versos,
y sólo nacieron palabras,
incoherentes, inconexas,
arritmicas, torpes y desbaratadas.

Quise pasear
por las aceras de mi cerebro,
y me dejé hipnotizar
por sus campos de ondas
llenas de cultivos alfa,
y anduve en un do sostenido
como una alocada equilibrista.

Ante mis ojos, redes neuronales
dibujando trayectos
de percepción divina,
laberintos con paredes
apostando por el color de la vida,
semáforos de chakras,
activan auras,
verde esmeralda,
azul mar,
rojo arterial,
se abrazan en corros,
bifurcados de capilares y veneros,
y me siento partícula de cielo,
flotando, dentro de una burbuja.

Más allá del universo,
donde nada es de nadie,
donde estamos conectados
a los mismos humedales,
siento sus desembocaduras
en mares de estrellas,
que se dejan acariciar por olas,
cubriendo la piel de mi arena.

Estímulos sensoriales
colapsan de destellos,
iones negativos
de galaxias sin nombre,
y surgen biorritmos de locuras
en mis canales,
regando y nutriendo mi serotonina,
recargando las pilas
que encallan mi felicidad.

Anexos afluentes de veneros,
de latencia incontenida,
recorren mi estático mutismo,
y yo, sólo contemplo la inmensidad
de mi microuniverso,
observando, mis poros a flor de piel,
como vierten olas de rimas,
disueltas en tinta.


Angeles Torres
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Equilibrista

Esta cinta delgada del presente,
alambre tirante de equilibrista,
y escurrido filo cortante del es,
es la frontera arisca de los no eres.

Se crean los vaivenes del vivir
como los baches hondos que pasamos,
con los flecos broncos del pasado
y la creación fluctuante del porvenir

Equilibrios entre lo viejo del ayer
y la joven magia ciega del mañana.
Bailando en la arista del ahora,
da bandazos la vida con muchas ganas
que te van estirando como una goma.

A surfear en la vida aprendes con maña
porque tu intención va moviendo poderosa
los impulsos que crean y borran montañas
aunque te finjas pelele de muchas derrotas

Pero bueno es aprender a ser como el agua
que a todo diluye, bate, y a todo moja
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2comentarios 57 lecturas versolibre karma: 91
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