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Domingo

Se escribe con más calma, se sabe que no habrá prisas, con un poco de suerte lloverá y tendrás la melodía perfecta.

Siempre he creído que el domingo es el día en donde las almas descansan, en donde nos tomamos un descanso del tiempo y de las sombras del desamor, el domingo encuentro la paz que en los otros días no, el domingo me sabe a que todo estará bien. Me abrazo a él para sentir que será eterno el descanso, me siento segura con él del brazo.

Los domingos me hacen escritora por el simple hecho de serlo, no necesito café ni tabaco, solo necesito la calma del día sin importar qué se este viviendo, el domingo me siento inmune a las flechas de cupido, ese día solo necesito ser yo por la necesidad de serlo, los domingos no hay mascaras, no hay disfraces, solo estas tú frente a ese día que aparentemente nadie quiere vivir, el domingo es conciencia y filosofía.

El tiempo se detiene, el domingo no hay rencores, el domingo parece ser el reflejo perfecto de lo que deberíamos ser, domingo no dejes de ser lo que eres, no dejes sin tu abrazo a las almas que necesitan descanso.
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Los tuyos y los míos (colaboración con @Letizia)

Los míos fueron revolucionarios
y muy pronto de mi se olvidaron:
me dejaron rezando el rosario,
la revolución era su santuario.

Los tuyos son del siglo pasado,
no te quieren sola a mi lado:
necesitan que si vivimos juntos
estemos muy pronto casados.

Los míos leían a Marx - Engels
mientras escuchaban The Beatles;
usaban Oxfords y blue jeans,
su ídolo era Vladimir Lenin.

Los tuyos te rezongaban a diario:
que tú estudiaras, no era necesario;
lo más importante era tu castidad
y que llevaras encima un misal.

Los míos, jamás daño me hicieron,
nunca un dedo encima me pusieron;
solo me dejaron a mitad de camino
sin siquiera oficio, menos profesión.

Los tuyos son los típicos mexicanos;
los míos son del mundo ciudadanos:
él, componía versos y usaba birrete;
ella, según él, era muy inteligente.

Lo único que ella no tuvo en cuenta
fue que sus hijos éramos siete;
para comer a diario no teníamos
pero toda clase de libros leíamos;

"No solo de pan vive el hombre",
al parecer esa era su filosofía;
pues a veces ni un mendrugo había
sobre la mesa, que estaba vacía.

Hoy, desde Uruguay tú ya les miras,
yo, aprendí a vivir sin su compañía,
esa que cuando era muy, muy chico,
por tener cada día, me desvivía.

Mientras que ellos, los dos
rehicieron sus propias vidas,
olvidando que aún yo, formar
parte de las suyas, quería...
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Destintado

La noche se hace papiro
en los eternos sueños de mis manos,
entre los dedos con los que te amo,
por los orígenes de estas orillas de mi suspiro.
Tinta, ella escribe cuando te miro
en el espejo del blanco durmiente,
ahí él, esperando que mis palabras
rebusquen la musa de la que me inspiro.
Tú, escriba femenina que tanto admiro,
haz que el sol reluzca por los bordes
de esta saga que sobreexcede lo imposible,
lo mágico, lo llano y todo lo que respiro.
Mis velas se tornan en un vampiro,
me chupan el sueño para poder dedicarte
tantas palabras como el Libro de Dios tiene,
tantas como el cielo azul zafiro.
Mi almohada, ahora mesa de mi ancestral retiro,
en ella soporto el peso de mi intelecto,
de mi filosofía, ciencia, matemáticas,
ética y pobres letras de gran poeta al que aspiro.
Pero en todas estas noches que deliro,
por cada una a la mente me llegas,
me vienes hasta vestida de primera humana,
por tu amor, con el que siempre conspiro.

© 2018 Elías Enrique Viqueira Lasprilla (Eterno).
España.
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O caminho do espelho. O reflexo de si mesmo na língua

O caminho do espelho.
O reflexo de si mesmo na língua.

O homem sente-se um estrangeiro entre os homens, um exilado do mundo para o qual não encontra um sentido.
A minha mensagem é a de que as coisas vão mudar e têm de mudar agora. Abraçar o mundo, sem reduzí-lo.
Distinguir o novo da novidade vazia, valorizar o silêncio. O homem sem rudimentos de filosofia caminha pela vida preso a preconceitos derivados do senso comum, das crenças costumeiras da sua época ou da sua nação, e das convicções que cresceram na sua mente sem a cooperação ou o consentimento da sua razão deliberativa… uma vida não examinada não vale a pena ser vivida. De um certo ponto adiante não há mais retorno.

Esse é o ponto que deve ser alcançado. A reflexão permite-nos recuar, ver que talvez a nossa perspectiva sobre uma dada situação esteja distorcida ou seja cega, ou pelo menos ver se há argumentos a favor dos nossos hábitos, ou se é tudo meramente subjetivo.
A dimensão do homem é o tempo. O homem é um ser temporal e, portanto, necessariamente mortal.
Ele navega no tempo durante um certo tempo. O presente é fugidio. Quando pensamos que o capturamos, ele nos escapa como a água que escorre por entre os dedos quando tentamos segurá-la. O futuro é incerto, imponderável. O futuro é uma promessa. O passado passou, e dele podemos ter não mais que uma pálida lembrança.

O homem se torna autêntico quando aceita a solidão como o preço da sua própria liberdade.. Devemos saber que a felicidade não é estática em seu acontecer, mas podemos mantê-la como um estado de ser, uma motivação de busca de bem viver.A solução não é se matar de trabalhar e se concentrar nisso para não se sentir sozinho. Também não é encontrar uma estratégia para driblar a solidão… mas que não estão lá de fato, pelo menos não do ponto de vista do seu pensamento, das suas emoções, das suas ideias. Mas sentir dor ou alegria e não o demonstrar não é ocultar alguma coisa.

Alguém oculta seus sentimentos quando deliberadamente os suprime (tal como alguém oculta seus pensamentos guardando seu diário preso a sete chaves, e não meramente pensando e não revelando seus pensamentos). Quando alguém exterioriza uma dor de cabeça, quando expressa um prazer, ou quando diz aquilo que pensa, não pode ser dito que os correspondentes enunciados são meras palavras e que o interno ainda está oculto. Falar do interno é uma metáfora.

Vimos que uma das consequências de ter isto como um padrão é a dissociação entre corpo e mente, entre o ambiente em que estamos e o que se passa dentro de nós. A solução é aceitar que se está só no mundo. Há sempre pessoas prontas a dizer-nos o que queremos, a explicar-nos como nos vão dar essas coisas e a mostrar-nos no que devemos acreditar. E a vida inteira, cada momento, cada segundo da existência, é uma experiência única pois ninguém vive pelo outro.
Assim, não se pode definir a subjetividade nos moldes das ciências naturais, que, na realidade, negam nossa condição de homens dotados de vida interior. Este ideal de ciência é tonto e o seu reverso é o não menos tonto relativismo cognitivo, que declara estar a magia negra ao nível da física quântica, em termos cognitivos e epistemológicos.

Sem emoções os seres humanos não existiriam; não é biologicamente possível uma espécie biológica destituída de emoções. Afinal, a emoção é mais racional do que se diz. A confusão é precisamente esta: nós sabemos que muitas vezes as emoções roçam a loucura. Mas, precisamente, isso é uma patologia das emoções, não é a sua natureza própria. Só podemos apreender nossa vida subjetiva sob a forma de uma história pessoal, única e intransferível.
Antes, podemos dizer aquilo que sentimos tal como podemos dizer como as coisas nos causam impacto perceptivelmente, dizer aquilo que pretendemos, imaginamos ou pensamos. O passado está talhado em nossa memória. Ele vive em nossas tradições. Nosso corpo e as coisas que nos rodeiam estão impregnadas de história. Os pobres sofrem porque não têm o suficiente e não porque os outros têm muito. Não há como nos livrar do que já aconteceu. Será mentira em cima de mentira, calúnia e promessas.

Existe uma meta, mas não há caminho; o que chamamos caminho não passa de hesitação… Somos descendentes e herdeiros diretos do que foi feito no tempo pretérito. Humano, simplesmente humano. A incerteza leva-nos a pensar, a refletir, a evoluir…nasce da relação entre o homem e o mundo, entre as exigências racionais do homem e a irracionalidade do mundo. Algumas têm medo que as suas ideias possam não resistir tão bem como elas gostariam se começarem a pensar sobre elas. .
Nada é mais racional do que uma emoção apropriada, e nada mais irracional do que a falta dela: alguém que não fique horrorizado com o sofrimento alheio é adequadamente descrito como desumano. E a razão é também a faculdade mais emocional dos seres humanos: mal conduzida por emoções erradas, é possível produzir as piores ideias e argumentos — racismo, fascismo — sem ver que são péssimas, só porque massajam as nossas emoções mais tontas.

Como dissimulação e fingimento são sempre logicamente possíveis, não se pode nunca se estar certo de que outra pessoa esteja realmente tendo a experiência que ela pelo seu comportamento parece estar tendo. Nomeadamente, indagando antes não se eu posso saber das experiências dos outros, mas sim se posso saber de minhas próprias; não se posso entender a “linguagem privada” de outra pessoa em uma tentativa de comunicação, mas sim se posso entender minha própria suposta linguagem privada.

O ser humano equilibrado e feliz cultiva as emoções apropriadas, que respondem à razão, e trabalha para impedir que as piores emoções lhe toldem a razão. O fato de existirmos não pode ser posto em dúvida, mas contrariando as ideias cartesianas, as interpretações da nossa condição de seres existentes não são únicas e indubitáveis, ao contrário, são diversas e diferentes.

A idéia de que a língua que cada um de nós fala é essencialmente privada, de que aprender uma língua é uma questão de associar palavras com, ou de definir ostensivamente as palavras por referência a, experiências privadas (o “dado”), e de que a comunicação é uma questão de estimular um padrão de associações na mente da pessoa ouvinte, qualitativamente idêntico ao daquele da mente do falante é uma idéia ligada a múltiplas concepções errôneas, mutuamente sustentadas, sobre a linguagem, as experiências e sua identidade. Nasceu sem o seu consentimento; o modo como se organiza é independente dele; os seus hábitos dependem daqueles que o obrigaram a aceitá-los; é incessantemente modificado por causas, visíveis ou invisíveis, que escapam ao seu controle, que regulam necessariamente o seu modo de existência, que moldam o seu pensamento e determinam a sua forma de agir.

Em geral, a relação entre palavra e coisa é indirecta; é mediada por outras expressões referenciais. Ao assinalar o que tal termo nomeia ou aquilo a que se aplica, servimo-nos de outros dispositivos referenciais. Diz-se que o homem delibera quando suspende a acção da vontade; isto acontece quando dois motivos opostos actuam alternadamente sobre ele.

Deliberar é amar e odiar alternadamente, é ser ora atraído ora repelido; é ser umas vezes dirigido por um motivo e outras por outro. O homem apenas delibera quando não vê distintamente a qualidade dos objectos que o afectam ou quando a experiência não possibilita uma avaliação adequada dos efeitos que a acção, mais ou menos remotamente, produzirá.
Mas a relação entre palavra e objecto não pode ser sempre indirecta neste sentido. De contrário, cada termo apenas teria poder referencial em virtude do poder referencial de outras expressões, e estas, por sua vez, apenas indirectamente se reportariam ao mundo, e por aí em diante ad infinitum.

Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
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Ahora

Cuándo todos los días son ése día.
Cuándo ya depende de ti, el no diferenciar el hoy del mañana.
Cuándo hiciésemos lo que realmente haríamos si fuésemos a morir.
Cuándo dejásemos de tener miedo, dándole ocasión al después, de condicionar lo que harías ahora.
Cuándo sonreír, es cien por cien real.
Cuándo no sentencias, ni dictas, ni te agobia el qué,
si no el cómo.
Cómo hacer.
Cómo decir.
Cómo sentir.
Cuándo de verdad hagamos, lo que deberíamos hacer, si de verdad todos los días fuerán mañana,
comenzaríamos a vivir un poco.
Más que nada porque sentiríamos la falta de tiempo,
siendo ahora.
Dejaríamos de lado los prejuicios.
Acabaríamos dandole importancia, a lo que de verdad la tiene; el momento.
El ahora y no el después.
El presente que se escapa mientras a nosotros se nos agotan las ideas corriendo con mañana.
El hoy es tu mejor amigo.
Si dependiese toda tu vida, de que pensases que hoy no es hoy, ni ahora, ni en este mismo instante,
jamás aprenderías lo que es vivir.
És por el simple hecho, de que está pasando.
En vivo y en stéreo.
Así que si me permitís un consejo,
preguntaros a vosotros mismos:
¿És el día?
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Intento

Pienso y no puedo
Intento y perezco
Trato de reivindicar la realidad mas sin
embargo entiendo que la vida es asi
Y lo acepto...

Reclino la cabeza cada noche y suplico
Al señor...
Aquel que por un motivo me envio
Nadie viene al mundo a pasar el tiempo y es ahi cuando me pregunto
¿Acaso el de mi se olvido?
Ilusamente no encuentro repuesta pero en mi consiente,encuentro inerte el pensamiento de "Dar y Resivir"
Algo que no practico yo...

Que facil hechar culpa a otros
Cuando la malaria y la mala suerte la creas porti mismo
Al encontrarte en un mundo donde nadie tiende la mano
Donde el pobre y vagabundo muere de sed mientras el rico toma agua en las mas finas copas de plata
Victimas del egoismo...

No soy bueno,mas no lo pienso intentar
Ya que en intento temo en el acierto de pensar que es lo correcto y fallar...
No es que ser bueno sea malo,si el bueno saluda hipócritamente al que no le a hecho mal
Que la persona que dicen ser mala
Ayuda asiendo muecas,sin sonreir pero siendo quien es sin mostrar ser doble cara
Impresionandose a el mismo y no a los demas

E cambiado
Si e cambiado en el sentido que no soy el mismo
Que el reflexionar ayuda a retomar diferentes perspectivas
Perspectivas que reviven al que se encontraba muerto dandole la oportunidad de respirar
Asi como hacer ver al ciego inmune en sus ganas de mirar...

Vivo en el mundo donde existe fuego
Mentes vivas en corazones rotos
Gente inrrazonable diciendo estar cuerda
Cuando el que sufre de locura vive y reza para ayudar a otros...
Donde dicen no haber solucion
Culpando a Dios tratando de sus problemas huir
En lugar de disfrutar y reir
Como el niño enfermo de cancer teniendo en su cara pintada una sonrrisa
Despertando otro dia con la fe de vivir...

Tal vez sea yo el de la culpa por pensar diferente
No e tratando a quienes dicen vivir mal por como los a tratado la vida
Pero pienso que la humanidad no esta perdida
Si el dormido eres tu tomando una ciesta cuando se sufre de agonia
Ya no sentiras dolor
Si las paginas del escritor
Con la tinta de su plumon
Te bañan de sudor los problemas que no resistias

Tal vez pienses que esto es en vano
Pero no ay en vano quien lo intenta
Que lo intente el que pueda
Y que su mente piense en alcanzarlo
Las caidas no son el fin del suelo
Para y anda como si persiguieras un tesoro
Pero no le cuentes a nadie
Que la envidia es mala y por alguien con un difente pensar pueder arruinarlo

No me digas que no lo puedo hacer
Si lo intento
Que mi imaginación no puede volar
Si lo intento
Cuando veo un futuro intacto en la sombra de la relacion de lo malo
De los problemas por lo que desvivo de noche no se an esfumado
Si me preguntas de la filosofía de mi existencia el ¿Porque mis problemas nos los enfrento?
No esperes respuesta a nadamas ya que sonaria absurdo
Créeme que lo intento...
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En otro mundo

¡el año pasado he ido a ese lugar, y no me gusta! - dijo Lucila.
Cursaba el 5to grado de secundaria Y otra vez tendría que viajar a la ciudad en la que vivía su tía, ella quería disfrutar de sus vacaciones con sus amigos. Pero, tenía una madre "sobreprotectora", si se le puede llamar así a una mujer que no quería que su hija tuviera amigos varones, ya que había sido engañada por un hombre que la enamoró con palabras y la abandonó cuando quedó embarazada, entonces a sus 16 años tuvo que hacerse cargo de su pequeña, Sara había logrado estudiar con mucho esfuerzo la carrera de educación inicial, donde trabajaba doble turno, así que tenía poco tiempo para compartir con su hija, la cual habia crecido con su abuela y cuando murió tuvo que pasar mucho tiempo sola, el cual aprovechaba para leer y escribir en su diario. ¡No es normal decían sus compañeros de aula!
Durante toda la temporada que pasó en la escuela fue la mejor estudiante y este año no seria la excepción.

¡apresurate muchacha, que te deja el avión!- grito su madre desde el primer pisó.
Al rato apareció con un polo rojo y un pantalón de algodón, que no combinaba.
Camino con su madre afuera del edificio en donde esperaba un taxi para llevarla al aeropuerto.
De camino sólo miro dos veces por la ventana del vehículo, llevaba puestos los audífonos y iba oyendo Numb de la banda Linkin Park, siempre había disfrutado oír Rock.
Al llegar al aeropuerto notó que estaba lleno de gente, y en su fila habían muchos padres despidiendo a sus hijos, ya en el avión, se sentó al lado de una chica que se pasó todo el viaje durmiendo, Lucila aprovechó para leer "éxtasis" de Bill Houston, que era una novela para adolescentes.
A las 11 de la mañana llegó a la ciudad en la que vivía su tía, en el aeropuerto la esperaba el chofer de su tía, quien sólo le dijo: ¡Hola! Y todo el camino se concentró en conducir.
Al rato llegó a casa de su tía Lucía, una mujer de 35 años que estaba casada con un hombre de 75 años, ¡le dobla la edad! Decían todos ¡No puede ser amor, si no interés!
Lucila encontró a su tía saliendo, se dirigieron un saludo corto y hablaron de la salud de su hermana y le dijo que se acomodara como en su casa.
Janet la chica que se encargaba del servicio doméstico la llevo a una habitación en el segundo piso, tenía el doble de espacio que su habitación, empezó a desempacar hasta que quedó como ella quería.
Durante el almuerzo no estuvo Lucía, así que aprovechó para comer en la cocina con Janet.
En la cena no se hablo mucho en la mesa, Lucía dijo que estaba cansada, luego se fue a su habitación.
Media hora después Lucila se dirigió a su habitación, se recostó sobre la cama,pero no conseguía dormir así que sacó su diario de la mochila y se dirigió a la mesa, y escribió lo siguiente:

29 de junio de 2018

Este viernes fue muy ajetreado, estoy super cansada, no había querido venir nuevamente a esta casa, es muy grande y no hay con quien hablar. Además está tío Marcos que nunca sale de su cuarto, creo que el cáncer de pulmón está en su última etapa, conozco poco de él, sólo que tiene empresas agrícolas con las que logró amasar una gran fortuna, Pero ni todo el dinero que posee podrá salvarlo de la muerte.
Por lo que sé tiene dos hijos que viven en España y casi nunca lo visitan, con él sólo está tía Lucía que pasa los días fuera de casa, posiblemente gastando el dinero de su acaudalado marido.
Durante el almuerzo hablé con Janet, es una gran persona, "super amigable", me dijo que tenía 28 años aunque aparenta más, debe ser porque toda su vida a trabajado, por lo visto será mi única amiga estas vacaciones.
Me siento cada vez más sola estos últimos meses, en el colegio casi todas las chicas han tenido o tienen relaciones de enamoramiento, excepto yo que no puedo comunicarme con varones, ya lo sé "soy un poco introvertida", bueno el amor puede esperar, por ahora trataré de sobrevivir estas vacaciones ya que madre tendrá que trabajar y no tendrá tiempo para mí. Además es manipuladora, pero se que tiene sus razones, para ella no a sido fácil cuidar de mi, y no quiere que pasé por lo mismo que ella. Sé que es una gran madre, siempre está para mí en todo momento. Pero quisiera tener un poco de libertad.

Colocó el diario sobre la mesa de noche, pensó durante largo rato y se durmió.

Al día siguiente. Lucía se despertó temprano y fue a ver a su esposo, la enfermedad estaba avanzando alarmantemente. A las 8:00 AM, llegó un doctor, ya no era el mismo de siempre, ya que en los últimos meses habían cambiado a varios ya que Marcos no aceptaba que no pudieran hacer nada contra su enfermedad.
Después de ser un reconocido empresario, estaba desahuciado a causa de su adicción al tabaco y cuando se dio cuenta del daño que le hacía ya fue demasiado tarde.
A las 8:30, Lucila salió de su habitación, llevaba la misma ropa del día anterior, y cuando pasó frente a la puerta del cuarto del enfermo oyó voces. Continuó su marcha hasta la cocina, donde encontró a Janet.
Luego fue a la sala donde encontró un gran televisor, al rato bajó un hombre con bata blanca seguido de su tía Lucía.
Apagó la televisión y se dirigió a la cocina, donde ayudó a Janet en las tareas del hogar.
Durante el almuerzo conversó con su tía sobre los viajes que está había realizado y las fiestas a las que había asistido.
En la tarde leyó durante tres horas "extasis", luego decidió salir a pasear, regreso a las 5:00 pm.

Durante la cena no se oyó una sola palabra, luego ayudó a Janet a dejar todo limpio. Fue a su habitación y sacó del cajón de la mesa su diario y escribió:

30 de junio de 2018

Este día estuvo de locos, cuando desperté me dirigí a la cocina, pero cuando pasé frente al cuarto de tío Marcos sin querer oí que le quedaban pocas semanas de vida.
Continúe mi marcha, en la cocina encontré a Janet, parecía apresurada en prepara el desayuno.
-me quedé dormida-dijo.
Tomé un vaso de agua, seguido me dirigí a la sala, donde encontré un gran televisor, cogí el control y sintonize el canal 21, estaban pasando November Rain de Guns N' Roses, una de mis canciones favoritas, le siguieron canciones de DC AC, "gran música sin comparación a la que sale actualmente, que está muy sexualizada".
Después de 5 canciones apareció por las escaleras Un hombre con bata blanca seguido por tía Lucía en su rostro se dibujaba la tristeza, que iba en contra de los chismes de la gente que decían que había sido un matrimonio por conveniencia.
Fui a la cocina donde Janet estaba lavando los trastes, decidí ayudarla, cuando terminé me dirigí hacia ella, no Fue difícil entablar comunicación, pese a que yo no era demasiado sociable.
Janet me contó que tenía una hija de 7 años la cuál vivía con su madre, dijo que la había concebido con un hombre que apenas había conocido, y cuando le dijo que estaba embarazada la abandonó-"algo parecido a lo que le pasó a madre"- dijo que era de un caserío a tres días de distancia y venía de un hogar en pobreza extrema.
En el almuerzo tía evitó hablar de la enfermedad de su esposo, me contó de los viajes que había hecho: Cancún, París y Mónaco. Me pareció que quería olvidar por un momento lo que estaba pasando.
Me contó del baile en el que conoció a su esposo, dijo que ella trabajaba como Secretaría en la empresa de su esposo, y que cuando obtuvieron un millón y medio de soles, algo que nunca había pasado decidió organizar una fiesta en honor a sus empleados por ayudar a conseguir tal suma de dinero.
Aquella noche tía llevaba un vestido negro y era diez años menor, él ya rondaba los 65 años y hace poco había sido diagnosticado con cáncer, pero aquella noche olvidó todos sus problemas y disfruto junto a su hermosa Secretaría.
Me dijo que salieron juntos durante 7 meses antes de casarse, a ella le gustaba hablar con él que era un gran conocedor de filosofía, historia y poesía.
-hablar con él era como transportarme a un mundo de ficción- dijo.

En la tarde leí éxtasis-¡Me encanta esa novela!- luego salí a pasear, llegue al parque en donde vi a adolescentes de mi misma edad paseando a sus perros, a otros caminando de la mano y prodigandose amor.

Aún no pierdo la fe por descubrir que es exactamente el amor. Pese a todos los problemas de los que estoy siendo testigo, sé que pronto pasará, aunque duela debemos enfrentar la realidad, por que para ver la lluvia nos tenemos que mojar.
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¡Despertad Halagüeño!

¿Por qué la insistencia
De tomar control de la sociedad
Y fomentar su homogeneidad
Ante el vulgo y su existencia?

No me ciñe en la conciencia
Lo que con sagacidad,
Hasta la plena autoridad
Ha constreñido en su presencia.

Ante toda decadencia
Y su oprobia contestación,
Los asnos salmodian su canción
Con umbrías en su conciencia.

Y con bandadas triviales en el ara
¡Si!... en la cúspide del vasallaje.
El vulgo y su baladí equipaje,
Constriñe sus rodillas difamadas.

Al dimanar de su artimaña
Me ahondé en un insigne
Acicateado por un Cisne
Que pregonaba hazañas
Desde el tabernáculo de sus letrados.
Y sus cándidos y fecundos magistrados
Eran como dioses del Olimpo,
Causando un pueril abismo en mi limbo
Por tanta magia quijotesca,
Y mi solemne alma dispuesta
A verter rasos ataño,
Que en lo perenne de los años
Sus púdicas y mirificas creaciones
Han osado como bastiones
Lo excelso y apacible de su talante.
Increpando atávicos por delante
Y causando mi ademán ingente
Que tanto la augura de la gente
Había crispado en mi raciocinio
Como quimera de inquilinos

Al despertar mi realidad
Conocí el vergel de mi ciudad.
También pude apreciar el pudor
Con que el cívico y su sudor
Irguieron esta presea
Como toda una odisea.
Tanto en esculpidas esculturas
Como en proverbios y letras puras
Que perecen en la mirada intrigante
De la mezcla del rebelde al volante,
Que fue el nativo quijotesco.
Y junto al mulato ya dispuestos
A teñir lauros miríficos
Prometiendo su ras solemne a ser prolíficos
Ante la albura genocida.
Y aunque hallándose sin salida
Secundaron su braveza
Con arpegios en su cabeza
Del Gran Agüeybana.
Y con ufana heroicidad
Perecieron en sus gloriosos vestigios
Por impugnar el desprestigio
De traicionar su idiosincrasia
Tomaron el vergel de la eutanasia.

Nuevamente el infortunio
Se repite después de cuatro centurias,
Y a pesar de las Lemurias
Se devane un heráldico plenilunio.
¿La realidad?... Hoy es diferente
Ya que el atropello fue inminente
Causando un luctuoso rezago semilunio.

Ese vacío ahora naufraga
Y es trémulo de todo arte.
Porque ciñeron su filosofía por delante
Del vulgo que es quien paga
La desgracia de los insólitos subclavios.

Aunque nuestra sangre aún reluce
Lo que nuestra tierra induce
A la osadía de lo engavio.
Sien de preces en desagravio
Una lid devana en mis labios
Y una esfinge deslíe en despojos
Se le atañe a leguas en sus ojos
Todo lo insulso y deplorable.
Aunque nuestro ser admirable,
Poco etnocéntrico reclama
Todo lo que en el amor emana
En contra del displicente racismo.
Porque la Tierra es raíz del humanismo
¡Si!... La compenetración de almas profundas
Y aunque en la mente se nos inunda
Que el alba boreal es sobresaliente
La ingente del meollo y el austral van en alza
[hacia Poniente.

¡En alza hacia Poniente!

Sacudiendo el salazón.
Quedando en lo profundo la razón
De su deber y reconocer
Que en lo más recóndito de su ilustre oropel
Medra un capullo de nuestro vergel.

Ha de increpar en la alforja
Del sendero, del camino
Que su alba realidad amorfa,
Honra la carcoma que somos aurinos.

Aurinos mucho antes de su aparición
Diversificados en destrezas
Profundas como represas
De la filosofía análoga a la Ilustración

¡Su azoro no me sorprende!
Hasta el águila se espanta
Al escuchar las hazañas
Que el Guatibirí emprende.

Se les crispan las plumas al oír
Que los aires letrados e ilustrados
Fueron alguna vez gobernados
Por pitirres acicateados
En el cimiento de la cumbre.
Y a pesar que se vislumbre
Que nuestro gallo no tiene cresta
La lozanía acogerá su respuesta.

Al menos en ella reinciden
Mis esperanzas lánguidas.
Porque en todas las épocas álgidas
La ilusión halagüeña es la primera que elide.

¡Incógnito! Para el adalid y sus inmundicias.
Pues solo reina la codicia
De su oligarquía y su plebe
Siendo víctimas del despliegue
De tanta sangre y conciencia derramada.
Se necesitan fuerzas armadas
De ética y de moral
Para poder apaciguar
La guerra que los asnos
Han creado para los esnobs.
Destruyendo la esencia
De ser Libre por creencia
Además de por Derechos y Deberes.
Son triviales los saberes
De verter nuestro cabal vergel a sumisión
Del luctuoso vasallaje que dispone la
[llamada “Americanización”.

Cuando hasta el Guayacán centenario
Es numantino testigo y rival
De la profana expresión que hace rielar
A cualquier adversario.

¿América? No es cuna de los del Norte
Sino los que con su porte
Y quijotesco talante
Cultivan la verdad de su carácter.

¿América? Compone todo un hemisferio
Y no la putrefacción de su imperio
A costillas del mundo.
Cuidad “héroes” boreales su rumbo
No estaremos arrodillados muchas temporadas,
Aunque retornen en bandadas
Este pueblo perecerá con su formación
A pesar que no exista compenetración
Entre el tabernáculo cultural
Y la ética gubernamental.

A pesar del daño realizado
Por parte de ambos soberanos
Es deplorable y suplicio saber
Que nuestros caudillos ignoren el deber
Der ser humanos primero.
Y ante todo esto reitero
Trabajar por nuestro terruño,
Siendo un hermético mandamiento del mundo
Al embelesar nuestro nacimiento.
Honrando la presea con el comienzo
De esta odisea valerosa
Y dadivosa.
Mas cuando el vernáculo apacible
De nuestro vergel ineludible
Deja una huella permanente
En lo excelso de nuestra mente
Y en lo más recóndito de nuestro ser;
Identidad que ahondaré hasta perecer.

Aunque en el proceso nunca sea
El talante de ésta odisea
Y cambie menos la actitud
De toda la multitud.

¿Seguiremos como odaliscas
Con todas las inmundicias
Perenne en el corazón?

Nos esfinge y con razón
La perdiz y sus rasos
Que nos esperan con sus brazos
Abiertos en agonía
Sus mirificas estadías
De ser Libre y Soberano.
Lo halagüeño ahonda en nuestras manos.
¡Despertad mis Borincanos!
Con amor y talante de artesanos.
Para mostrarles al mundo el deber
De amamantar a nuestros vástagos con el beber
De ser un valeroso Antillano.
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Me gustas

Me gustas en silencio, cuestionándote qué es y dónde se halla la poesía cuando tienes las rimas de Becquer escondidas entre las piernas.

Me gusta la desnudez de tus palabras y cómo intentas alcanzar los 20 poemas y la canción desesperada de Neruda.

Me gustas libre, azotando tus caderas por los rincones de Barcelona, colapsando mentes vacías que se pierden en el rumbo de tu movimiento.

Me gusta la rabia que escondes en el interior la cual consigues que se convierta en pura y simple filosofía.

Me gustas pura, en plena soledad, fabricando magia, adrenalina y clímax a través de tus simples manos creando así poesía.
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Roma y su luz

Y caminaba por las calles de Roma como una hoja de olmo en verano. Moviendo su haz y su envés al ritmo de la luz.

Calles color canela, entre rojizos y tierras. Grietas llenas de vida con macetas de flores. Llamativas.

Helados en la plaza Navona, adoquines y fuentes barrocas. Trevi y monedas al aire, fotogramas obligados en parpadeos alegres y miradas furtivas.

Catacumbas entre arena. Gladiadores y humo, acero imaginario en el fragor del Coliseo.

Júbilo de sentidos saboreando canelones frente al Panteón de Agrippa, sonreía al sol mientras el limoncello daba pinceladas ácidas a la Historia... y a su vida.

Anotaba en su pecho siglos de mármol y filosofía. Vibraba en el Foro con los frisos en pie, resistentes a sucumbir al olvido.

Alzaba los ojos al cielo siguiendo la espiral de relieves en la Columna Trajana, trenzada entre nubes en mañanas claras.

Helenismo en los ojos, del ethos al pathos, sonrisa en su cara.

¡Qué importaban las prisas! Cipreses y viñedos se mecían con calma al compás del viento, dulce.

Flores al aire. Luz de vida. Tez morena.

Roma y sus calles. Sabor a lima. Color canela.
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Existo, luego pienso

Pienso, luego existo

Existo, luego pienso.

Olvidemos las viejas filosofías,
Porque pertenecemos al ahora
Porque pensar demasiado se ha vuelto aburrido
Y una pérdida de tiempo.
Dejemos de lado el razonamiento
Y demos espacio a las corazonadas,
A la intuición y a las revelaciones.
Ya no le quiero dar cabida a la imaginación,
No quiero mal gastar la energía creadora,
Porque cuando reflexionas sobre el futuro,
En realidad lo creas.
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El Ultimo Poeta Maldito...

La oscuridad llegara a tu vida en forma de chiste decadente y vulgar;
cubrirá el cielo de un mar negro y pintara las nubes de truenos,
no existirá angulo al que puedas observar sin que la distorsión del sin sentido se exprese a vista y respiro de tu posición.
El suelo sera una eterna arena movediza con granos de aburrimiento tragándote.
Las personas no serán mas que maniquíes industriales
caminando en un rumbo preconcebido por la maquinaria de intereses terrenales que nos venden los medios codiciosos del ego,
los días se verán reducidos en un repeat de actos funestos
sin mayor trascendencia a la equivalencia de un ahora sin disfrute,
los segundos pasaran trotando a merced de la nada,
y las horas desapercibidas moldearan los días en ladrillos
que construirán muros de años disminuyendo la vida en martirios,
reconocerás la belleza estética como acto siniestro de la estupidez,
y todos los viejos que leíste se quemaran en la hoguera del aprendizaje desperdiciado.
La sabiduría corresponderá a la locura
que con vehemencia imprimirás
a tu filosofía nacidas de vísceras y alma.
y esa misma es la única que permitirás abrazarte.

El desgano se convertirá en un grillete pesado sobre tus canillas imponiéndote el avance,
los arcángeles de la muerte te rodearan y clavaran sus sables de fuego azul sobre tu pecho con dirección al corazón,
solo de ti y tus maniobras dependerá el daño que estos puedan causar.
Escucharas el eco de las lenguas en fuegos augurando tragedias
sobre tu dirección,
las flores de plata se marchitaran
buscando la herencia de tu rendición
y las pesadillas le ganaran la pelea a los sueños.
En este apocalipsis personal
Trent Reznor, John Frusciante, y Omar Rodríguez-López
tocaran el réquiem eterno como banda sonora;
procura tomarlos como ejemplo para salir de este vació:
todos perdidos en la desolacion y los extremos,
para luego reencontrarse en el arte y la vida haciendo lo que mejor saben. Cualquier duende oportunista
llegara con la ilusión de la salvación
aprovechándose de tu aflicción para ganarte en razón.
La depresión lloverá en forma de agujas hirviendo,
cavaras tu tumba y si eres ingenioso;
al mismo tiempo la salida de escape.
Si nada es suficiente el mismo Ares vendrá por ti practicando su demagogia para apoderarse de tu alma
te ofrecerá Aztlan con todo y el trono
aunque solo tenga Oceanía con todo y sus ministerios,
de ti dependerá resplandecer mas allá de la muerte
y pasar por sobre cada uno de los obstáculos,
sabrás que sin heridas nunca se sale de una lucha a muerte,
sabrás que si peleas con el corazón nada sera mas que tu.
En cuanto al amor seguirá siendo lo que siempre: La fuerza mas poderosa existente; tanto para crear, como para destruir...

A mi la luz no me alcanzo,
me convertí en la noche,
mis colores trasmutaron a blanco y negro
y ahora yo soy la maldita sombra de todo esto,
me rendí desde antes de comenzar
pero a mi no me hicieron esclavo, ni los deje salir en victoria.
Todos los días peleo con Ares y escojo la melodía que tocaran los músicos aquí.
Ya nunca volví a dormir
pero por lo menos mi insomnio titiritea las pesadillas,
absorbí las agujas hirviendo para usarlas de mondadientes,
y la arena movediza del aburrimiento
la convertí en una espesa alberca de porquería de mi propiedad.
Aquí no se ve la luz, quizás esa sera mi maldición; nunca pisar Aztlan.
Ahora mis manos solo conducen al infierno y tengo las letras de testigo resguardando mi verdad...
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Esencia

Soy naturaleza, cultura, arte y poesía,
las inquietudes de los hombres en forma de filosofía,
en las críticas de Clarín soy un jarro de agua fría,
en el Libro de los gorriones irradio melancolía.
En este poema soy libertad sin métrica,
no se me puede amaestrar por una cuestión estética.
Transmito miedo y terror en el Guernica de Picasso,
pasión y desolación en los sonetos de Garcilaso,
soy Voltaire arrojando luz a los ignorantes,
marco la literatura como el Quijote de Cervantes.
Soy los primeros versos de amor de un joven,
todas las estaciones desde que las escuchó Beethoven.
En un libro todas las páginas, en la ópera todos los actos,
cotizada si soy clásica e incomprendido si soy abstracto.
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El tiempo

En un recuerdo desatendido
tengo el frenesí del verano,
guardado en un pequeño frasco,
etiquetado por el olvido.

¿Debo reconstruir cada gota
de sudor, lágrimas o mar,
para guardar y atesorar
el obsequio que traen las horas?

Tan rápido transcurre el frágil tiempo
que pensar en el íntimo ayer
en el mañana me hará caer,
sin poder asimilar lo que hoy siento.

Por ello prefiero abandonar
cualquier resto de memoria,
que me estorbe en la historia,
y el pasado encerrar entre cristal.
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Me quedo con mi verdad y tu recuerdo a medias

Me quedo con las ventanillas abajo y nuestra noche rutilante. El viento acariciando mi euforia y la carretera a 90 por hora. La misma estación de radio y el destino por siempre sellado. El alma fugaz y la tristeza ardiendo.

Me quedo con la resaca de la mañana siguiente y el pecado que precede. El cabello recogido y el alcohol suelto. Los pies descalzos sobre las mentiras y la tormenta bailoteando grunge sobre el sillón.

Me quedo con los acordes de esa balada de banqueta que le canturreabas a mi angustia. Me quedo con la cuerda rota de tu guitarra que guardé y no sé porqué.

Me quedo con lo mucho que te apetece el labial rojo en mi boca y las sábanas que nunca tuvimos. Me quedo con que me sabías desde el secreto peor guardado hasta la filosofía más absurda.

Me quedo con mi verdad y tu recuerdo a medias. Con que me entendiste todo pero nunca me escuchaste nada. Me voy con la promesa de que siempre te querré y la certeza de que regresarás cuando ya no te quiera.

Se me olvidaron los calendarios de ausencia, la sinceridad entre persianas y las peleas disparatadas.

Me quedo con que te extraño más que a nadie; pero sobre todo, me quedo con que desde que te fuiste, yo sólo me quedo con lo bueno.
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Mirar atrás

Mirar atrás,
que todo permanezca igual
pero que ya nada sea lo mismo
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O espírito da arte. E os fantasmas do tempo. (Ensayo)

O espírito da arte.
E os fantasmas do tempo.

Impossibilidade de achar uma escala absoluta para determinar o valor de uma obra de arte. Valor relativo da beleza e da feiura. Origem dos nossos sentimentos estéticos. Origem das nossas ilusões sobre o valor absoluto das obras de arte.
A arte não tem por fim reproduzir fielmente a natureza.
A obras de arte exprimem os sentimentos, crenças e necessidades de uma época, e transformam-se com ela. … a arte como prazer, a arte como expressão e a arte como conhecimento, pois as questões referentes à arte são tão antigas quanto a própria origem da filosofia.

Mas tudo isto conservará em alto grau carácter insular. Isso resulta do facto de elas representarem a efusão natural dum cérebro um tanto excêntrico e que compunha dominado por uma espécie de obsessão.
No entanto, o princípio da falseabilidade não é critério único para dar garantia ao processo de pesquisa científica, já que a própria teoria da falseabilidade pode ser aplicada a si mesma, o belo pode ser um dos atributos da arte, mas não é o único, tampouco o mais importante. O feio também pode ser arte. Além disso, existem proposições em que o princípio não é aplicável.

A interação ambiente/organismo gera informação e esta causa mudanças no comportamento do organismo, que por sua vez causa alterações em seu ambiente, processo equivalente ao do feedback estudado na teoria da informação.
Desta situação decorrem dois fatos: 1) Não existem valores absolutos e eternamente válidos para todos as espécies de seres que existem e existiram; e 2) Muito menos valores humanos válidos para toda a natureza, inclusive a humana.
A primeira dificuldade apontada concerne à questão da comensurabilidade. Isso porque quando duas coisas - objetos, pessoas, fenômenos - são comparadas, presume-se que se possa medi-las em igualdade de condição (suposição, muitas das vezes, errônea).

É difícil imaginar hoje a possibilidade de, em algumas páginas, definir o pintor ou a pintura, o artista ou a arte da vida moderna, pós-moderna, contemporânea, ou como se queira chamar-lhe. Isto é, dirigir-se à actuali-dade, que sentimos como cada vez mais complexa, e traçar-lhe o retrato, a essa actualidade que temos cada vez mais dificuldade em convocar como realidade, em dizer como experiência, ou sequer em configurar como nome. Não há como mensurar qualquer fenômeno estando fora da história ou da sociedade… se a razão busca uma soberania irrestrita sobre a natureza, ela coloca o humano contra si, do mesmo modo que a natureza o faz quando exerce uma dominação total.

Neste último caso, o homem seria um selvagem; no primeiro, um bárbaro. É preciso um singular poder de observação para tornar sensíveis tais particularidades de matéria. Uma vez presumida a impossibilidade de apreender por inteiro a realidade objetiva, a capacidade de “prestar atenção” (em um número reduzido de estímulos) passa a ser considerada condição de uma subjetividade plena. Trata-se antes de um episódio desseeterno movimento pendular que faz com que a um período de frivolidade suceda um período severo, a um período de liberdade um período de disciplina, mas hoje uma data de gurus universitários, todos a darem-se ares de iluminados para os centenares de alunos que vão dormir a sua marijuana ouvindo-lhes os sermões psicanalíticos, estruturalistas, etc…

Tal maneira de ver não teria suficientemente em consideração a complexidade das coisas. É importante perceber que muito daquilo que tendemos a encarar como “natural”, principalmente no que diz respeito aos valores, costuma ser muito mais uma mescla obscura de orientações morais cujo delineamento e defesa podem ser encontrados em muitos pensadores. Embora tais armaduras simbólicas sejam eminentemente invisíveis, elas possuem também uma parte visível – aquela parte que nós representamos com objetos e imagens. E tais representações, é claro, não se dirigem apenas aos outros mas também a nós mesmos, ajudando-nos a ajustarmos, embelezarmos e afirmarmos o direito de utilização de nossas armaduras.

Grosso modo, se antes uma representação aludia a algo “em si”, como referencial objetivo, passou-se a entendê-la como algo que foi visto por alguém, em sua particularidade e em meio a instâncias dispersas. E o que caracteriza a pulsão é sua plasticidade, de modo que ela pode ser investida em objetos muito diversos, de formas muito diversas. Mas, como é fácil observar, a experiência imaginária do humano, este ser mergulhado no simbólico, é muito diversa da experiência imaginária do animal, no qual se pressupõe simplesmente que certas imagens os impelem (instintivamente) para ações específicas, como no caso das imagens que atraem sexualmente. Trata-se, é preciso reconhecer, de uma questão difícil de responder, em parte devido ao grau de enraizamento de tal ideia em nossa cultura, que faz com ela permeie, em formas bastante variadas, uma infinidade de representações.

Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez.
(Tanto del texto como de la imagen)
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Necesidades (1)

Sobran sábanas,
faltan ganas.
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La ciencia del caos

La creación tuvo eso
a lo que llamamos suerte.
Se mezcló con el destino,
cachitos del astro rey glacial
y estupidez atemporal.

Creó una bomba gaseosa
especulándose a si mismo
su implosión.
Esperó y esperó.
Lo hizo lo suficiente
como para que el nacimiento
fuese milagro y le pusieran
uno y mil nombres
que nunca llegó a entender.

Especificaron leyes
del comportamiento universal,
generalizando lo que nunca
pudo ser matemático.
Generaciones definidas a puñetazos,
amores animales
y venganzas de los mismos.
Vaivenes de la artística razón
con alas de cartón metalizadas
para un halcón de cabeza arenosa.

Y entre estos seres de la existencia
anómala del universo
creamos la ciencia del caos.

Esa que dice,
bueno, que interpreto yo,
que el azar se debe estudiar
desde la distancia.

Así que,
si la distancia se la queda el azar,
sera mejor que nosotros
nos peguemos lo suficiente
como para afianzar
que nuestro amor no es coincidencia.

Nosotros no estamos atados a la ciencia del caos.
Nosotros somos el caos de la ciencia del amor.
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