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Do tempo profano ao tempo sagrado. (Ensayo)

Do tempo profano ao tempo sagrado.
O caminho.

O indivíduo é o microcosmo ao lado do macrocosmo. Nele confinem poder criador, liberdade e espontaneidade e, assim, se torna um sujeito substancial com individualidade única e independente. Um mundo real em miniatura!. Mas porém como a multiplicidade das forças no macrocosmo é reduzida à unidade pela idéia única do Todo, assim também, acima da individualidade do particular, está a idéia do seu eu melhor, a fim de a vida, dispersa no espaço e no tempo, não desvanecer-se no acaso, no azar, no absurdo e no capricho. Deste modo o homem se alça sobre o mundo e a sua matéria e é levado agora pela primeira, vez a concentrar-se em si mesmo.

Caminhamos para nos reinventar, para nos dar outras identidades, outras possibilidades.
Acima de tudo, ao nosso papel social. Na vida diária tudo está associado a função, uma profissão, um discurso, uma postura…

Mas a natureza mesma desse campo de possibilidades é ditada, até certos limites, pelo mundo em que estou inserto e no qual constituo minha essência, de forma que minha essência depende das minhas escolhas, isto é, eu sou aquilo que escolhi ser, dentro do campo de possibilidades que estava ao meu alcance, a qual se pode conceituar, grosso modo, como um conjunto humano em “ação” num determinado espaço e tempo.

Mas exatamente este momento temporal acarreta dificuldades e estas, vacilações. Ora, admite-se uma criação eterna, mas no concernente apenas ao ato de vontade, ao passo que a-/sua realização se dá no tempo (Clemente). Ora, não é somente o ato de vontade, mas é o mundo, em si mesmo, eterno no sentido que, sem cessar, se realizam novos mundos, a se sucederem de eternidade para eternidade (Orígenes).

Apesar de um mundo baseado na economia, pelos valores modernos, existem outros mundos paralelos que levam a dimensão do ser humano às suas raízes, à sua essência, esse mundo tem sido ignorado, escamoteado.
As experiências são concebidas como coisas inalienáveis e tidas privadamente — ninguém mais pode ter minha dor, senão, no melhor das hipóteses, apenas uma dor que é qualitativamente, mas não numericamente, idêntica à minha. Elas são também concebidas como coisas epistemicamente privadas — apenas eu realmente sei que aquilo que tenho é uma dor; outros podem, no melhor das hipóteses, apenas achar ou suspeitar que tenho uma dor.

Perguntarmos se a vida tem sentido quando a vida parece correr-nos mal não é necessariamente levantar uma questão filosófica: pode ser uma maneira de exprimir a nossa frustração temporária. Mal as coisas recomecem a correr-nos melhor, a interrogação eventualmente desaparecerá.
A fé é a expressão máxima da liberdade humana, sendo o único caminho que leva à certeza existencial e à transcendência do ser.
Uma imagem mental ou representação não pode satisfazer esta exigência. Não é possível perceber uma imagem mental (mas apenas tê-la). Tampouco se a pode assentar na realidade externa para se fazer uma equiparação boa ou má. É possível dizer-se que as cortinas são da cor que se imaginou, mas não por comparar-se uma imagem mental (uma coisa que logicamente não se pode ver) com as cortinas visíveis.

O realismo ingénuo, que é frequente entre pessoas pouco informadas, segundo este ponto de vista, o mundo é sempre exactamente como aparece.
Reconhecemos a existência do mundo real e afirmamos que a sua existência não depende de um observador. Ao mesmo tempo, reconhecemos a contribuição do próprio observador para o processo da percepção.

A visão que o observador tem do mundo é necessariamente imprecisa, porque o sistema sensorial do observador limita a informação disponível ao mesmo tempo que aumenta essa informação.
A consagração ou a sacralização da matéria, a passagem do tempo profano ao tempo sagrado como diria Mirc Eliad, que fala do tempo profano e do tempo sagrado, essa sacralização do lado existencial.

O tempo que vivemos é o tempo consumista, que consome o homem e onde parece que a única saída é a morte. Há um tabu relacionado com a morte, vivemos numa correria e esquecemo-nos que há outros valores fundamentais à existência, e muitas vezes caímos naquilo que já no início do séc. XX era o Nihilismo e Existencialismo, só que hoje está muito ligado a toda a esfera económica do consumismo, e as pessoas viverem para cada vez terem mais coisas.
O facto de sermos ricos e estarmos a ficar mais ricos não aumentou a nossa felicidade.
Por essa razão, muitas pessoas estão a trocar a satisfação obtida com os confortos materiais pela satisfação obtida com o envolvimento em actividades com sentido.

O homem é um ser cuja essência está ligada e depende diretamente da potencialidade que é o indivíduo, ou seja, o homem, a cada instante de sua existência, pode agir e comportar-se das mais diversas formas.
Mas sentir dor ou alegria e não o demonstrar não é ocultar alguma coisa. Alguém oculta seus sentimentos quando deliberadamente os suprime (tal como alguém oculta seus pensamentos guardando seu diário preso a sete chaves, e não meramente pensando e não revelando seus pensamentos).

Quando alguém exterioriza uma dor de cabeça, quando expressa um prazer, ou quando diz aquilo que pensa, não pode ser dito que os correspondentes enunciados são meras palavras e que o interno ainda está oculto. Falar do interno é uma metáfora. Deve-se tomar cuidado ao procurar um interior por detrás daquilo que nesta metáfora é o interior.
É errôneo pensar-se que saibamos como as coisas são conosco internamente pela faculdade de “introspecção”. Antes, podemos dizer aquilo que sentimos tal como podemos dizer como as coisas nos causam impacto perceptivelmente, dizer aquilo que pretendemos, imaginamos ou pensamos.

Assim, certo está que nossas ações e escolhas, mormente na medida em que consubstanciam a essência do ser, são influenciadas ou ligeiramente condicionadas, além de estarem contidas em um campo de possibilidades que a elas está, também, relacionado. O valor é uma propriedade relacional: só os agentes cognitivos são capazes de valorar. E o universo não é um agente cognitivo.

A expressão articulada do interno não é como a manifestação de autoconhecimento, mas é verdade que uma rica vida interna é uma prerrogativa de falantes de uma língua.
A racionalidade pode permitir-nos determinar os meios adequados à prossecução das nossas finalidades últimas sem que estas sejam, em si mesmas, racionais ou irracionais.

Assim, o mental é essencialmente privado, conhecido strictu sensu apenas pelo seu portador, e o privado e subjetivo é mais bem conhecido do que o público.
Como dissimulação e fingimento são sempre logicamente possíveis, não se pode nunca se estar certo de que outra pessoa esteja realmente tendo a experiência que ela pelo seu comportamento parece estar tendo.

Nomeadamente, indagando antes não se eu posso saber das experiências dos outros, mas sim se posso saber de minhas próprias; não se posso entender a “linguagem privada” de outra pessoa em uma tentativa de comunicação, mas sim se posso entender minha própria suposta linguagem privada.

Tratam-se, portanto, de abstrações da inteligência, reduzidos à materialidade das palavras. Apenas os nomes são universais, as coisas nomeadas são sempre singulares.
As previsões coletivas são sempre previsões de possibilidades, porque por exemplo, na linguagem da física quântica tudo é uma possibilidade, está sempre tudo em aberto, depende de nós e da maneira de olharmos para as coisas, nós é que vamos determinar o campo da experiência.

Ademais, minhas escolhas nunca são puramente livres, porque todo ato volitivo é sempre influenciado, com maior ou menor grau, pelo mundo em que estou inserto e no qual me determino. Mas exatamente a idéia é o verdadeiramente indivisível e eterno; e isto abre pela primeira vez o caminho ao pensamento que a nossa verdadeira individualidade, na terra, só se nos realiza no nosso próprio eu.

Conclui-se que ninguém mais poderia estar no mesmo estado cognitivo que ela está e deixar de ver que a situação exige aquela determinada ação. Se alguém não consegue ver que há uma boa razão para agir de uma determinada maneira, isso só pode ser porque sua concepção é apreciavelmente diferente da dela.
Contudo, certamente, as condutas de intolerância devem ser combatidas e contidas, pois afrontam, sobretudo, a pluralidade da sociedade, algo de extrema importância, que deve ser defendido.

Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez.
(Del texto y de la imagen)


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Los Años (Poema por mi cumpleaños #38 El 25 de Septiembre)

LOS AÑOS

Los años transcurren
muy rápidamente
el tiempo pasa deprisa
sin darnos cuenta
sentimos que no hemos vivido lo suficiente
que no hemos hecho todo lo que queremos
todo lo que anhelamos
en la vida.

Los años pasan tan rápidamente
que sin darnos cuenta
nos sentimos diferentes
nos sentimos extraños
somos pasajeros de un tren
tan enigmático
tan extraño
al que llamamos vida.

He llegado a un momento
entre el cielo y el infierno
he caminado entre sombras
por senderos oscuros
he visto la luz
pero no la he tocado
he vivido
y no he vivido lo suficiente.

Ya son 38 años primaveras
38 años de vida
luchando por vivir
tratando de sobrevivir
a las pruebas de la vida
cargando una cruz a cuestas
viviendo con las voces que me atormentan
caminando entre las sombras que me acechan
pero aquí estoy como un luchador valiente
como un poeta optimista
cumpliendo un año más de vida
después de tantas cosas.

He muerto y he renacido
he soñado
he caído
me he levantado
estoy luchando contra fantasmas
contra sombras
contra demonios sin rostros
en un mundo sombrío
donde Yo soy el caminante
el pasajero de este tren
al que llamamos Vida.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Septiembre 2018
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El Espejo y Yo

EL ESPEJO Y YO

El espejo me dice
que ya estoy viejo
que los años no pasan en vano
y que no he hecho nada con mi vida.

Yo le digo que esta equivocado
que si he hecho mucho
pero seamos sinceros
no he hecho nada.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Septiembre 2018
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Seres Solitarios

SERES SOLITARIOS

Voy caminando por los senderos de la vida
como un poeta sin tiempo
en silencio
como la más absoluta soledad
porqué los poetas somos seres solitarios
que escribimos y morimos
con la pluma en la mano
dibujando un verso o una prosa
sin saber si mañana
estaremos aquí para disfrutarlo.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Septiembre 2018
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Te Guste o No

TE GUSTE O NO

No sé si soy poeta
eso lo dirán ustedes
no sé si escribo bien
la verdad no me importa
porqué escribo con el alma
con tinta sangre que brota de mis venas
de lo más profundo de mi corazón
y allí esta el detalle importante
si soy poeta o no
si escribo bien o no
la verdad no importa
lo que importa es que soy lo que soy
a quién le guste o no
tan sencillo como eso
sino te gusta lo que lees
vete para la chingada como dirían los mexicanos
porqué yo seguiré aquí
fregando la paciencia de mis críticos
y haciendo poesía a mi manera
te guste o no.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Agosto 2018
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Vivir sin Vivir

VIVIR SIN VIVIR

Vivir sin vivir
caminar sin caminar
en tiempos inconclusos
en territorios extraños
donde la muerte camina a nuestro lado
donde la vida te llama pero tú no la escuchas
donde la oscuridad domina tu existencia
y la luz que debería de existir al final del túnel no existe
vivir sin vivir
soñar sin saber si desperteras
o despertar y ver que todo ha sido un sueño o una horrible pesadilla.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Agosto 2018
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Seguir Viviendo después de la Muerte

SEGUIR VIVIENDO DESPUÉS DE LA MUERTE

Recordando cuando estuve hospitalizado en el 2015.

Seguir viviendo después de la muerte
es mi ideal en la vida
después de haber enfrentado a mi destino
hace unos años atrás
y haber superado la adversidad
estar aquí escribiendo estas líneas
es algo tan sagrado como hermoso
hace unos años estaba en la cama de un Hospital
rodeado de máquinas, médicos y enfermeras
viendo sin saber quién era o que estaba pasando
sin saber si estaba dormido o despierto
si estaba viviendo una pesadilla o un sueño
allí estaba Yo hace unos años atrás
sumergido en un momento
en un instante donde no sabes si estas vivo o estas muerto
si estas cuerdo o ya te has vuelto loco
si hay un mañana o no
así estaba Yo hace unos años atrás
en aquella cama de hospital
rodeado de máquinas, enfermeras y médicos
un ir y venir de rostros
de palabras que no entendía
de angustiosos momentos
de medicamentos e inyecciones
de máscaras de oxígeno y máquinas
de gritos suspendidos en el espacio
en el silencio absoluto del tiempo.

Allí estaba Yo luchando
sin saber contra que exactamente
con ganas de vivir y morir al mismo tiempo
para no seguir sufriendo
pero algo me motivaba a seguir luchando
algo fuera de mí difícil de explicar
allí estaba Yo sin saber que pasaba
vomitando sangre y gritando de dolor
con la fiebre haciéndome hablar locuras
con máquinas para poder respirar
para poder vivir
con rostros llenos de preocupaciones
lejos de los míos porqué estaba en un lugar prohibido
Yo no sabía ni quién era en aquel tiempo
en aquel momento que quedó grabado en mi mente
cuando la muerte tocó a mi puerta
y la vida le ganó a la misma.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Julio 2018

Pintura de Frida Khalo
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En Honor a la Verdad

Instituida con una fuerza tradicional que ata,
Un lugar muy difícil de correrse…
Nos recubre como una sombra,
La Verdad,
más allá de su propia crisis.
Vigencia de verdades, que aunque perimidas,
sin nuevas ideas que logren su reemplazo, aún persisten.
Las verdades son siempre fantasmales.
que escapa al pensamiento binario,
ni vivo, ni muerto… ni verdadero, ni falso.
Es la presencia de una ausencia,
paradójicamente insoportable….
Una… una sola verdad absoluta,
que será así por la eternidad de los mundos.
¿Quién puede decir que existe?
Una casuasiverdad no es verdad,
no es un absoluto.
Las verdades que creemos,
las derivadas del relativismo,
las que se relacionan con algo,
relacionada a un contexto, en una época,
que le hace perder su absolutismo.
Un absoluto… Donde todo cambia…
Donde todo es contingente.
Si hasta la propia naturaleza
no es idéntica a sí misma,
donde la evolución la modifica.
Todas la verdades son relativas y
si lo afirmo y lo confirmo no hago más
que aprobar el argumento
me conduce a su oposición.
La verdad relativa me condena a
la aceptación la realidad de lo que soy hoy
y todo lo que soy puedo serlo de otra manera,
La insaidad de las cosas
no es más que la verdadera parcialidad,
construcción de la propia imagen de lo real.
Es lo incierto,
el más concreto desierto de la ausencia.
Un mundo aparente donde yo existo,
en la completa complejidad de en mi misma.
Una construcción de escenarios que evidencian
la creación de mi propia mente que
concibe mi realidad que me cohíbe.
En la búsqueda de una correspondencia,
lo concreto no es lo que necesito sino
lo que modifico en mi propia realidad,
para ser fiel a mi verdad que sigue sin ser absoluta.

A.B.A. 2017
Amalia Beatriz Arzac
Buenos Aires Argentina
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El Reflejo en el Espejo

EL REFLEJO EN EL ESPEJO

Miro en el espejo
el reflejo de los años
un rostro diferente
al que alguna vez conocí.

Recuerdo tristemente
cuando a la muerte me enfrenté
cuando me encontré en ese camino
entre la vida y la muerte.

Me miro al espejo
y veo mi rostro ya cansado
agotado por los años
por los golpes de la vida.

Sufro en silencio
cargando una cruz
que me agobia lentamente
que me atormenta por las noches.

Vivo sin ganas de vivir
caminando entre las sombras y el rocío
siguiendo el camino de la luz
que brilla a lo lejos.

Recuerdo tristemente
cuando hace unos años
me encontré frente a frente
con esa sombra que viene y que va siempre
para recordarme que aún estoy aquí
sufriendo en silencio
en medio de la soledad absoluta
frente a aquel espejo
que sólo refleja un espejismo
de aquel hombre que alguna vez existió.

Me miro al espejo
soñando con el amor
con acabar con estas penas
que agobian mi alma
mi corazón
mi mente
con dejar atrás la cruz del dolor
que cargó día a día
y noche a noche.

Miro ese reflejo
soñando que soy otro.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Julio 2018
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Caida

Incitador abismo
Voy en caída libre
Al desparpajo dulce
De tu fondo

Lejano
Tal vez
Inexistente

No me salva el golpe
Tampoco la muerte

Y sigo cayendo
En el suicidio de vivir
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Erg Chebbi

Nada. Solamente oscuridad. La noche absoluta.

“Desafío a la identidad” Paul Bowles



Erg Chebbi


Dejar todo atrás

La estancia, la calle, el barrio, la ciudad

Las costumbres, las querencia, las obligaciones y hasta el miedo.

Todo lejos y después Erg Chebbi

Tu cuerpo aterido en mis brazos

Un segundo después del atardecer

Dos horas antes de la muerte

Y esta vez no volver para contarlo.
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De repente la nada

De repente la nada


"El poeta es un fingidor"
Fernando Pessoa

No hay un porque
razones todas
La arena deja de bailar con el viento de poniente
mal tapiz las uñas amarillas de tabaco
El brillo de una mirada deseada que se opaca
en el vacío y su tedio
de esa busqueda sin fin
Nada que no sean rosas muertas
sin acuse de recibo
envuelven y retuercen
la certeza sin adiós
de esta angustia sin remedio
De repente la nada
estrellada contra los azulejos del velador
apurada en copas de vitriolo
de frente en el espejo
sobre la almohada
junto a la nuca
hincada en la palabra
asociada al gesto
eco de minutero vencido
sobrada de buenos días
dibujada en el vaho de las ventanas
declamada por la monotonía
corbata indeseada al cuello
certera
pluscuamperfecta
amotinada
sagaz
la única puerta
abierta
sin intereses de demora
sin remite
ni condiciones
Una cuchilla a tiempo sobre las venas
un cóctel de wiski y benzodiacepinas
un secador caído por descuido en la bañera...

Dicen que un minuto antes la vida se pasea por tus ojos
que luego se desnuda
y te abriga
como si el frío fuera la bufanda defintiva
del último invierno pasado juntos
eperando por esa primavera que nunca llegó.

Sobre una rosa de té. Lierganes (Cantabria) 16/junio/2018
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El Viaje a la Oscuridad o a la Luz

No he sido feliz, No soy feliz y jamás seré feliz mi sonrisa es un escudo para tapar mi dolor, mi soledad, mi tristeza y los pensamientos que me consumen la poesía, la lectura, la escritura es el medio que me permite liberarme de los miedos, del dolor, de la angustia, de la rabia, de la tristeza, de la depresión, de la locura, de la soledad, de las sombras que no me dejan vivir que a veces me incitan a pensar lo que no debo. Siempre he estado solo llorando en silencio sin amigos, sin compañeros, sin destino desde mi infancia pasando por mi adolescencia y llegando a la edad adulta soy un caminante sin tiempo, sin alma, sin destino, sin ganas de querer seguir caminando, un poeta sumergido en la tristeza que me esta llevando a la locura, al declive como ser humano y siento que pronto llegará el final de este viaje del cual espero que la luz aparezca al final del camino porqué por ahora todo ha sido oscuridad, sombras, tristeza, dolor, rabia, resentimiento ojala la luz llegué, ojala!. RAGV.

(EL VIAJE A LA OSCURIDAD O A LA LUZ)
Robert Allen Goodrich, Panamá Mayo 2018.
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Espíritu

El espíritu muere lentamente,
desarraigado de lo que ama y conoce,
va poco a poco perdiendo su esencia,
enfrentando sin mucha valentía a la noche violenta.

Con un agónico suspiro el espíritu recuerda.
Camina un desesperado valle de ilusiones extrañas;
camina y no puede detenerse.
No se quiere ir, déjenlo quedarse.

No importa la hora ni el día
el espíritu no quiere morir,
añora esa vida que no es suya,
sueña con una respuesta definitiva.

Al final del día
el espíritu muere atado
sufriendo la letalidad de la lejanía.
¡Pobre espíritu maldecido y bendecido!
Ahí va despidiéndose sin ironías.

Es un canto amargo al viaje,
su voz es lo único que escucho
y escucho su voz romperse
mientras desaparece entre las sombras.

-Diana
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SN4 (no es una fórmula)

Poder, pudiendo.
Saltando, saltiendo.
(jeje)
Brincando en el barro.
¡Brinquiendo!
¡Salpicando!
¡Salpiquiendo!
Como tantos ¿locos?
Escupiando.
¡Escupiendo!

Maldiciendo el barro,
el olvido, o el recuerdo.
¡Que sé yo!
Cogiendo el bus
o encogiendo,
y no bajándome nunca.
¡O bajiéndo!

Vueltas. Mas vueltas.
Y vueltas.
A absurda velocidad
como de estar parados.
¡Corriando! ¡corriendo!
Viéndola pasar
¡O viviando! ¡o viviendo!
¡rápido, rápido, rápido, mas rápido!
¡vite, vite, vite!
¡la vida, la vida, la vida!
la vida
las otras vidas
¿Las otras? ¿La mía?
¿La veo?
Apenas veo nada.
Vida ciega, de enceguecida.
Comprometida,
con la pura existencia
inconsistente
pero inconsciente
sin consistencia, sin consciencia
solo maquiavélicamente viviente.
¿De que demonios?
Iré a casa si consigo bajar del bus.
¿hablas?
A pillar un borracherón del copón.
Si, lo juro.
Entraré un ratito en la otra existencia.
La existiente.
La mas noble y pura.
La existencia agradecida.
¡Existiando! ¡Existiendo!
Me nublan los recuerdos desde hace rato,
si es que algo recuerdo.
No consigo recordar lo que quiero.
¿O es que no existe?
Probablemente todo es falso.
¿Porqué no me avisasteis antes?
Y recuerdo solo al pedo.
¿Vosotros que ya pasasteis la prueba?
¡los que aprobasteis con nota!
No lo sé.
¿Aun sigo en el bus?
No lo sé.
Quizá porque no quisisteis conocerme.
O porque os lo prohibieron tajantemente
manifiestos escrúpulos.
Pero ¡va! no pasa nada.
Voy a beber un rato. ¡pero a beber! ¿eh?
¡Bebiando! ¡Bebiendo!
¡Emborrachando! ¡Emborrachendo!
A enamorarme de la mujer china
que caza águilas al vuelo.
¡Ella si que me entiende!
pero no me mira jamás a los ojos.
¿Es que no tendré?
¿O es a ella a quien le faltan?
quizá es porque no me ve
que me dice que me entiande.
O que me entiende.
Hoy no cazó ningún águila.
Ninguna.
Me dice que solo está existiando
o existiendo.

Cazando. Caziendo
viviando. Viviendo
¡joder!
¡Sintiando punto SINTIENDO!
Ella si me entiende.
Por eso la amo tanto. O tiento.
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La Vida es una Universidad

LA VIDA ES UNA UNIVERSIDAD

La vida es una Universidad
que te enseña lo bueno, lo malo y lo feo
que puede ser esta vida que vivimos
en estos territorios extraños
en este planeta mundano
del cual formamos parte todos
hombres, niños, mujeres, ancianos, animales, plantas
todos seres que estamos aquí
con diferentes estados de existencia
viviendo en la Universidad de la Vida
donde hemos de aprender lo bueno y lo malo
hemos de caer y saber levantarnos
de vivir y morir
de existir y subsistir
de sobrevivir y caer
de levantarnos y seguir adelante
de caminar por senderos oscuros
en un mundo sombrío
bajo las estrellas que brillan o no en las noches
con luna o sin luna
bajo los rayos irreperables del sol
que roza nuestra piel
nos quema lentamente
en esta vida que no es vida
en estos sueños y pesadillas
en estos terrenos vacíos
en Universo paralelo
donde somos hijos de Pacha Mamá
y esta nos castiga por portarnos mal
aprenderemos a la mala o la buena
las cosas buenas o malas de la vida
amaremos o no seremos amados
forjaremos nuestro destino
en estos territorios extraños
en este grito de esperanza
donde se escuchan los ecos de las voces a los lejos
de las personas que lloran y sufren
de esqueletos que salen del armario
de espejismos sin reflejo
en esta vida tan hermosa
tan horrible o tan fea
todo depende de como se mire
de como se viva
en esta Universidad de la Vida
donde aprenderemos a sobrevivir
Algunos sacarán una licenciatura
otros una maestría
otros pocos un doctorado
para mí lo importante es sobrevivir.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Marzo 2018
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Realidad

Luces de infancia,
sonrisas y juegos.
Felicidad desapercibida.
Sin miedos, sin sombras.

Arrastra el tiempo,
numerosas despedidas.
soledad y llantos,
piedras y lamentos.

Muros que se cierran,
clavos que te abren,
relaciones que se rompen,
piezas que no encajan.

Vacío brillante,
felicidad prometida,
semillas gélidas
que no germinan.

Volando lejos,
deseos infantiles
ilusiones muertas
y sueños viejos.
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()

El vacío
El vacío se mueve
El vacío se despierta
El vacío se retuerce
El vacío seguía estando
en silencio

La palabra vacío
La palabra vacío me llena la boca
La palabra vacío es una palabra muda
La palabra vacío es una palabra muda que duele al pronunciarla
La palabra vacío
es
aire
seco
La palabra vacío
es
la boca
seca

El vacío
El vacío es infiel
El vacío es un fantasma
El vacío es constante – no evidente
El vacío seguirá estando
en silencio
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He Muerto

HE MUERTO

He muerto
y conmigo han muerto las tristezas
la agonía, las angustias
esas que me atormentaban día y noche
he muerto
pero no ha muerto mi poesía
esa seguirá viva
esa jamás ha de morir.

Autor: Robert Allen Goodrich Valderrama
Panamá
Derechos Reservados
Febrero 2018
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