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Escríbeme

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Sólo me senté frente a un blanco mudo
sin imagen diciendo: “Escríbeme”
y sentí el mismo escalofrío en la piel
necesitaba vestirse de metáforas
de verbos llevando sentidos
contar una historia
calzarse de poemas
entre tanto blanco y gris
de un otoño sin letras…

Y yo le dí flores, o lo intenté
pero no siempre los colores se pueden escribir
cuando te sientes tan hoja, sin viento, tan frágil
ahogando sentimientos, como ese papel frente a ti…


soundcloud.com/lola-bracco/escribeme (Lola)

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Microuniverso

Luna de piel de mandarina,
con cada poro surtido
de espacio y tiempo,
me seccionas
en gajos pequeños
de dudas,
y trato de sostener
mis pies,
en un gesto de espuma,
en un tendedero
de sueños,
en una ironía
escrita sin papel.


Ángeles Torres
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As correntes do futuro... (Ensayo en portugués)

As correntes do futuro.

A Liberdade da escolha, do amor, da tolerância, da fraternidade e do respeito pelo outro. A mesma Liberdade que hoje nos permite reunir, decidir, eleger, participar, dizer afinal aquilo que quisermos, de quem muito bem entendermos. E isto, que parece hoje tão simples, tão natural, tão óbvio, é algo afinal absolutamente extraordinário.

Na vida real, a natureza humana não parece funcionar dessa maneira. O indivíduo é movido pela convergência de forças em constante alteração, um aglomerado de influências como o parentesco, a amizade, os interesses econômicos, os preconceitos de classe, os princípios políticos, a convicção religiosa e assim por diante, todas as quais desempenham seus papéis e que podem ser utilmente separadas apenas com fins analíticos.

Só se compreende, pois, a ação dos atores sociais sob o pano de fundo da topografia moral de sua época e da cultura nas quais se encontram inseridos. Entretanto, essas fontes motivacionais encontram-se em geral implícitas, manifestando-se, antes, em práticas sociais e instituições do que em doutrinas normativas.

A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão. Para tal, aquele que adere a aventura da auto descoberta, logo desvendará novos valores relativos a seus pensamentos, sentimentos e atos.

De resto, cabe entender que não há um aspecto sem seu oposto complementar. Aurora e crepúsculo se revezam no giro da roda do taoísmo. A cultura contemporânea lida mal com a tristeza. É pena, porque isso só faz aumentar ainda mais o desvalimento, a solidão, os conflitos e angústias dos tristes que só podem ficar — perverso circuito vicioso — ainda mais tristes.

Infelizmente nossa cultura prefere uma alegria sem base, cheia de artifícios, sem espessura, evasiva, forçada, como um cheque sem fundos. Amadurecer (exatamente o que nossa cultura nega com todo empenho) é entender que para conquistar a alegria é preciso pagar o preço de se encarar a tristeza.
Todos os que estão em busca da verdade, do discernimento, do auto-conhecimento, da superação humana, expõem-se a experimentos, aceitam desafios e procuram romper seus próprios limites.

O que somos em grande medida está ligado ao que imaginamos ser. Portanto, o estudo sobre o mundo dos homens deve levar em conta aquilo que conforma nossa identidade.

É uma tentação comum a de esperar para começar a fazer algo só quando temos a “certeza” de que vai dar certo. É evidente que não se pode fazer as coisas costumeiramente aos trancos e barrancos e sem planejamento, mas também deveria ser evidente que ficar a vida toda planejando, sonhando e calculando e nunca tirar nada do papel também não dá! Como você pretende produzir algo se não começar nunca?.

Devemos olhar para dentro, pois o mais sofisticado e maravilhoso dos laboratórios está no interior de nossa cabeça. O ser humano é feito para o infinito. À imagem de seu Criador, o homem precisa amar e ser amado; é uma necessidade universal e ilimitada. No entanto, o inferno é vazio de amor, de todo o bem, de todas as coisas bonitas e interessantes. O homem e o mundo são análogos, micro e macrocosmo.

Pode-se também dizer...microantropo e macroantropo. O homem está em harmonia com a natureza porque experimenta em imaginação seus vínculos com ela. Tudo é mito, tudo é símbolo. A percepção da dimensão cósmica e um estado de consciência aumentada – que é um modo de dizer outro estado de consciência - sacralizam todos os atos da vida humana.

Se vossos pensamentos em relação ao amor são normais e verdadeiros, então as atividades de vosso coração e de vosso organismo são sadias, porém se tiverdes pensamentos tristes sobre o amor – que possui pouco amor, que poderá mudar, que se acabou, que perdeste o amor ou tendes sede de amor – estes pensamentos se imprimirão em vosso organismo, manifestando-se pela inatividade ou fraqueza do coração.

A matéria não só encerra energia dentro de si mesma, mas consciência também. A matéria e a energia contêm em si autoconsciência (awareness) e consciência (consciousness), que se organizam em formas mais elevadas e complexas. Muitas vezes surgem medos, inseguranças, dúvidas, tropeços e inquietações.

As crises económicas produzem impactos particularmente gravosos na saúde física e mental das populações. Na realidade o declínio da atividade económica associa-se habitualmente a uma sequência de fenómenos como o aumento do desemprego, da exclusão social e da pobreza assim como à diminuição do investimento em serviços públicos de saúde e de proteção social por parte dos estados, que acabam por se constituir em fatores de risco de adoecer.

As crises económicas estão associadas a uma diminuição dos fatores protetores e a um aumento dos fatores de risco para a saúde. Exige que o homem descubra que a natureza não é apenas aparência, pois que ele existe como ‘ser da natureza’...Esse ser da natureza e esse ser em mim são análogos! A mesma presença, a mesma vida descoberta na interioridade da natureza.

O Visível ou Fenomenal é a consequência do Invisível ou Ideal. Assim como o arquiteto, antes de construir uma casa, forma primeiro na sua mente a imagem, o projeto… pode, além de possibilitar outra maneira decompreensão acerca do real, ser também de grande importância para formulação de um pensamento ético ligado a situação do homem em relação com os outros homens e com a natureza.
A liberdade também se conecta com o autoconhecimento, na medida em que é deste que nasce a virtude mais importante do ser humano, a sua capacidade de distinguir o bem do mal, de acordo com os valores que defenda, em prol da fraternidade entre os homens.

São imensos os desafios que a revolução da informação está provocando na cabeça do ser humano, embora a grande maioria nem se dê conta.

Por trás de tais idéias, hegemônicas não só no âmbito acadêmico, mas que refletem certa primazia interpretativa também vigente no senso comum, há a crença de que a polarização entre o tradicional e o moderno revela-se em uma real oposição entre experiências históricas tidas como positivas ou negativas.

Trata-se naturalmente de realidades com uma estreita relação que se espera que caminhem lado a lado, mas que se constata que nem sempre tal acontece. As teorizações à volta de ambos os conceitos são muito diversas e de complexidade variável.

Enquanto a ambigüidade da rede vai sendo explorada por forças sociais portadoras de interesses muitas vezes antagônicos, inúmeras batalhas vão ocorrendo simultaneamente em dois planos. Um é o tecno-social, em que o embate dá-se entre a disseminação de tecnologias de controle ou de liberação’.
A sua interpretação exige uma indagação contínua de sua história, expressa na ação de seus atores, que, por serem agentes e condutores dos valores sociais e morais, dão vida e movimento às suas instituições.

Pragmatismo peirciano implica em experimentação e, diz respeito ao pensamento, ou seja, a uma reflexão de como as pessoas pensam, de como tornar as ideias claras e de como fixar crenças.

Os princípios deste pragmatismo repousam essencialmente na necessidade de obter clareza em nossos pensamentos e para isso é preciso apenas considerar que efeitos: a) de tipo prático concebível que os objetos podem ter; b) que sensações podemos esperar deles; c) que reações precisamos preparar. O teste último do que uma dada proposta significa, a sua verdade, é a conduta que ela dita e inspira.

Para ele, tal postura teórico-metodológica, além de não contribuir para elucidação de nossa singularidade, impede a percepção das contradições e ambigüidades que se fazem presentes no desenvolvimento histórico de qualquer civilização. Seu objetivo central é, portanto, perceber quais sistemas de valores que estão subjacentes e conferem especificidade à nossa modernidade, qualificando essa diferença.

A investigação mostra, exuberantemente, que os programas educativos são eficazes na mudança de comportamentos, de atitudes, ou de outras características psicológicas úteis para implementar estilos de vida associados a melhor saúde.
Ou seja, rodear-se de pessoas otimistas e felizes não só nos ajuda a ficar mais saudáveis, como também nos ajuda a superar as dificuldades de saúde. E as pessoas otimistas, geralmente, compartilham notícias boas ou, no mínimo, uma visão diferente das coisas.

A Razão é a luz natural inata que permite o acesso à verdade. A verdade é uma característica das ideias e não das coisas. Mudar atitudes é difícil, especialmente quando elas já viraram hábitos, mas… é fundamental rever alguns comportamentos cotidianos e nocivos se você quiser seriamente melhorar a sua qualidade de vida.

A adaptação da conduta aos tempos é a melhor maneira de sobreviver às vicissitudes da fortuna. Daí a importância de se utilizarem instrumentos intelectuais como o conhecimento e a reflexão profunda e que poderão ser exponenciados na contemplação e introspeção daqueles complexos ambientais estimulantes.

Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
(Del texto y la imagen)

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Te Dejé...

Te dejé en el camino
un rastro perdido
unas huellas
sin nombre
un beso en el aire
tímido y prohibido…

Te dejé en el cielo
mis tardes con soles
mis lluvias de otoño
mis noches con luna
y un millar de estrellas
sin ninguna nube…

Te dejé un mar
de recuerdos
con sal y sabores
con olas que ahogaban
con playas y arena
besando ansiosa
al llegar su espuma…

Te dejé mi todo
y olvidé queriendo mi alma
porque ella sigue enamorada
y en mi sin destino
no la necesitaba…

Me llevo tan sólo
mi nada, un espejo roto
para no verme del todo reflejada
una foto tuya, y un papel con tu letra
diciendo: Te Amo…, de ayer.

(Si me quieres oir entra a la web del autor, ahí te espero con el audio) (Lola)
soundcloud.com/lola-bracco/te-deje-en-el-camino-un-rastro
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Castillos de arena y torres de papel

Castillos de arena, torres de papel… Nada de piedra o cemento, nada que sea resistente.

Y, es que un día te levantas sonriendo por el castillo y un segundo después llueve y se derrumba.

Y, es que una noche, poco antes de dormir, recuerdas esa torre, recuerdas ese momento en el que dejó de ser de cemento pues con una brisa de aire se voló completamente. No sólo era de papel, sino que resultó ser de naipes de picas, negros. Negra descubriste que era, de papel y negra.

Y, es que te miras al espejo y ves arena, pero evitas llorar para que no se desvanezca todo lo que eres, o parte de lo que eres, esa parte de arena que se puede perder en cualquier momento pero que construyes y reconstruyes.

Y, es que lo miras a los ojos y sólo ves naipes negros en sus pupilas. Quizá fue el viento, quizá fue que tú soplaste…, es irrelevante, simplemente se derrumbó y ahora sólo puedes ver las picas que ya no forman nada, que ya no son torre.

Y, es que hay arena y papel a nuestro alrededor, sólo que a veces, el agua o el aire tardan más en llegar para descubrirnos la verdad, verdad que nadie quiere, aunque diga lo contrario, conocer.

No hay roca o cemento, y no intentes comprobarlo pues aire o agua harán su trabajo.
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De más

Dame un papel en blanco
que tengo tinta de sobra.

Dame tiempo
que tengo planes de más.

Dame amor
que tengo vacíos que llenar.

Dame una oportunidad
que me tengo que desarmar.

Que tengo un universo dentro
atrapado en las entrañas
batallando para triunfar.

Mil latidos
con suspiro
cuando te veo pasar.
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Las cosas que nunca le dije

Ahí estaba él, sonriente, despreocupado,
sin sospechar siquiera
con que fuerza estremecía mi mundo
con solo levantar su mirada hacia mí.

-y lo quise-

No supe explicarle cuanto lo amé
y es que el amor no se explica,
nunca imaginó cuantas canciones de amor sonaron en mi cabeza
con su voz como melodía
y sus palabras como letra.

-Y lo quise aún más-

Quise contarle del terremoto de pasiones
que estremecía mi piel
cuando accidentalmente me rozaba,
quise decirle
como se me oscurecía el mundo
con su "hasta mañana"
y como se volvía de insignificante el sol
ante la luz su "buenos días"

-Lo juro, quise-

Quise amarlo para siempre
y quise mil veces dejarlo de amar,
quise devolver el tiempo hasta sus brazos
y también quise hacerlo eterno
mientras estaba en ellos;
Quise morir en su piel
y renacer en un beso.

-Quise que fuéramos eternidad-

Fue tanto lo que lo quise
que aunque al final se fue,
nunca quise decirle adiós.
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Sólo Soledad

Papel mojado son mis versos
la tinta escurre por mi cara
papel mojado, que ya, no dice nada.

Papel que ya no habla,
de sirenas, flores y hadas
de barcos mar y agua.

De sueños felices y mañanas blancas
de noches horrendas, de sangre y violencia,
de muertes, muertos y velas.

Mi vida anudada a la tierra yerma
mi alma con arrugas viejas
mi delirio la tristeza
mi pesar, la soledad,
con que me dejas.

Sed y ansia de mis entrañas
de la guitarra, secas las lágrimas
de la pluma, pútrida tinta,
pequeño olvido del corazón
e infinito dolor el del alma.
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Papeles en las manos

Hay quienes
dibujan líneas
que no los llevan
a ningún lado
o, puntos
con figuras geométricas
donde no caben
las nociones
de la noche
ni lo claro
de las horas
que acompasan
el idioma
de los días.
Yo, construyo
barcos que navegan
por los sueños
antes de tocar
cualquier orilla
en incontables
universos.

Rox
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La X marca el lugar

La X marca el lugar
pero también lo elimina.
Aun queda sobre lo que llorar
pero no a lo que echarle la culpa
cuando solamente es mía.
Ese barquito de papel el mar no surca,
el avión no vuela pero casi,
eres mi hoja en blanco en este mundo de origami.
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Nostalgia de papel

Podría llamar nostalgia
a la horma que se instala en mi pecho
y da forma a un treinta y seis
de firmeza en la pisada.
Sería, también, la humedad de unos ojos
en pretérito imperfecto,
que decían, cuando no supe entenderlo,
que no iban a mirar de otra manera.
Una pena simulada y, sobre todo,
sola habitante en mi cuerpo de teatro,
abierto siempre a la función que interpretaban
dos siluetas, una noche de verano.

Una verdad contada de mentira.
Eso era la tristeza de no verte.
Ocultar melancolía
o pedirte que no vuelvas
deseando, intensamente, que lo hicieras
como una mujer sedienta
que desprecia agua fresca en la fuente,
fuente única en la tierra.

Odiarte.
Un odio que, de puro liviano,
provoque risa en lugar de rabia.
Que todos pensaran que no deseo verte,
que arrinconé tu recuerdo en una esquina
del olvido
y parezca, realmente, que pasé
de una vez, todas las páginas;
que echaba de menos… no a ti,
al vintage de añoranza que nos une,
todavía.

Podría llamar nostalgia
al papel que desempeñan mis versos,
recordando tu sonrisa despeinada,
el escudo de tu mano delatando timidez
a la hora de reírte,
o el brillo de esa mirada rijosa
en momentos que no volverán a mirarte.
Reconozco que es demasiado atrevido
afirmarlo, expresar que te sigo esperando
como agua de mayo,
a la sombra de estas letras,
mientras duerme el reloj sobre mi hombro.
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16comentarios 148 lecturas versolibre karma: 118

Te amo en mi poesía  imagen

Te visto en mis letras,
Te guardo en mi pluma
Te acuesto en el papel.

Oscar Mena ®
Colombia
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Vanidad

Los ojos fermentan las lágrimas
Que no han llorado
Por no dañar el maquillaje.
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Vidrios rotos (PARTE I)

A veces olvidamos vernos en el espejo,
rompemos con el equilibrio,
mitades que se desvanecen y traen consigo mala suerte.
Un millón de caricias y un millón de ruinas,
¿Podría hablarte sin odiarte?
mi fotografía colgada en una sucia pared,
y tus labios clavados en mis cicatrices.

Destrozo el protocolo hablando de tus mentiras,
ponerlas en papel ya no me lastiman.
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luna en escorpio

Si una mujer escribe,
es porque siente bastante
intensamente la vida.

Salvo el papel en blanco
nada puede calmarla.

ɐ u ǝ ɹ o L
ǝ l ɐ ɔ o ı C
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Sobre viejos papeles nuevos

Es cierto la idea del viejo nuevo héroe de los papeles viejos en lugares inesperados. a veces me encuentro como si fuera un otro más tuanis, y recuerdo el texto de este mae que siento como un antepasado de la hablada por la forma en como mira sus viejos cuentos, los míos, son también viejos, se sienten más libres si los pienso ajenos, creo que todo el peso de la cuadratitud del sistema capitalista o de la isla o potrero, o como quiera llamar a la periferia la vieja burguesa, es real, nos oprime allá la creatividad para reducirnos a oscuros escritorios, o, con mejor suerte, nos lleva a ejercitar los músculos hasta destruirlos como pasa con mi compa rojilla y he vuelto a pensar que los signos de puntuación son reglas hechas por un españolete refinado en alguna oficina de Madrid, a mí me vale un culo si el mae no entiende de la estética del tercer mundo, donde las palabras puede expresar gritos, carcajadas, estupideces de borrachera, etc, etc, etc, bla, bla, bla

ahora, en una especie de pausa, esto va para la compa que me lleva a la alegría del terror

amiga obsesión: me haces falta solo desde la contrafactualidad
tiendo a tirar historias fantásticas a partir de momentos de realidad.
por ejemplo: me imagino sentado en un silla sencilla, clavada
en una finca del sur, llena de arcilla; te imagino siempre con la
vida en una mira, siempre sorprendiendo hasta el mae más satira
con la dulzura de tu doble vida, de ente consumida en la rima,
en un lado intransigente, donde podés, por ejemplo, romper un lente,
de la máquina de mentira en un marcha, y por otro lado, imaginarte
frente a un espejo con un tijera dejando caer sobre el suelo
pedazos de historias como si fuera fácil ser parte de una era
donde alguien con voz(s) puede hacer semejantes cosas
sin congoja, abrirte como una fruta en la ruta de tu investigación.
ahora tengo la imagen de una biblioteca chepeña,
entre libros hechos leña, tejiendo a los vivos tuanis
los que solo existen en viejos timos de barniz
de periódicos de derecha, y nos tiran la flecha
hacia el corazón, y ahora pierdo la razón
cuando invoco a las viejas tramas de borrrachera
en esta era en donde creo en cualquier partera
estas así como en un lugar de cualquier era
yo fuera del tiempo, y ya no siento tu ausencia,
es raro, tenerte como si fueras una historia inerte,
pero así está mal el tamal, en estas épocas de navidad,
que todos quieren vivir de la felicidad de una entidad
que no entiende ni una sola personalidad,
siempre estando solo en la imaginación,
sigo en esta obsesión del añico de la trama
sin pensar la rama de la historia que podría
llevarme hasta tus canas del futuro
donde veo los pasos de entes arruinados
por la historia, o por los papeles antiguos
donde no podremos irnos hasta concluir
con una versión de realidad que toma en cuenta
la contradicción, de tener una adicción y a la vez
quiere escribir soez, tirar todo al revés
y ver como ves con la mirada de la investigación
arruinado la inocencia de la declamación
no tenés corazón para ellos, pero si ves
los sellos, cuando pasas las páginas oficiales
de plebeyos…
aquellos
que la ley
quiere
borrar
sin
poder
mirar.

los papeles viejos tiene la ventaja de poder escribirse sin ser perdidos en la incógnita del almacenamiento en un espacio físico pero múltiple. ahora guardamos en discos de pedazos de silicio, pero ya no interesa si este pedazo de materia está en la comodidad de un posible asalto, sino que los servidores de los gorilas suavecitos nos guardan los bytes de nuestras ideas, ahora la pregunta obvia, ¿acaso los papeles son más fácilmente intercambiables que la virtualidad de una vida sin radicalidad suavizada por la paranoia de los aparatos de investigación de los polizontes de nuestras ideas?, ¿algunas de ellas seguidas de cerca por entidades oscuras que destruyen los discos y los espacios en los espacios en los espacios de los espacios de los espacios de la nube que cercan ahora el poder a un simple apagón de las ideas futuras? ¿estaré excitando la existencia de un yo antiguo desconocido?
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