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"El don de las lágrimas" Autores: @CorazónDeFlor y @carlosmolina012

Érase una vez
allá lejos en el éter
donde se unen
todos los planos.

Una lagrima valiente
que sonriendo
quería ser tan solo
una sonrisa.

Ahí en donde
los quebrantados
esperan a que pase
generosa la cabra Amaltea.

Justo ahí
bajo el árbol astral
padre de todo lo pasado
lo presente y lo futuro.

Hay un jardín lejano
y escondido, donde duermen
muchas almas
entre las flores.

Y no perecerán nunca
aquellas almas poéticas
somnolientas que renacen
en la aurora rosada cantando arias.

Un diluvio de caricias
las empapa hasta extasiarlas
las vuelve blancas, las vuelve eternas
en esta alborada diáfana.

Donde los colibríes
son de seda turquesa
aleteando vivaces
a tan prístina presencia.

Rayos de oro
de un sol generoso
que no quema
que no lastima.

Resplandecerá sobre
estos pétalos bañados
en finos besos
de ternura infinita.

Brotando el bálsamo
del perdón
en los deshojados lirios
que derramaron su don de lágrimas.



Pintura: The Vision of Endymion
Por: Edward John Poynter.


Enid Rodríguez Isáis
Estados Unidos

Carlos Luis Molina Lara
Guatemala

2018
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Tú y el mundo (a @Letizia)

“El mundo es de los audaces”,
así dice una conocida frase;
“el mundo es un pañuelo”,
así decía mi difunto abuelo.

“El mundo está al revés”,
así decía un vecino, cordobés;
“todo el mundo está loco”,
se atreven a decir unos pocos.

“El mundo sin ti sería diferente”,
dicen algunos, y a veces mienten;
“el mundo es un rompecabezas”,
aunque le faltan algunas piezas.

“El mundo es un campo de batalla”,
aunque existe el Tribunal de la Haya;
“A ti aún te falta ver mundo”
dicen algunos, dueños de latifundios.

Para mi el mundo eres tú
saber que en cada segundo
estás apoyándome, a mi lado,
en la fortuna y el infortunio.

Para mi el mundo es sencillo:
las mañanas son hermosas
-lo digo con bombo y platillos-
si con tus labios mi piel rozas;

Las tardes son maravillosas
-para mi no existe otra cosa-
que leas y comentes, preciosa,
un libro de M. Vargas Llosa;

Las noches son más que eternas,
si me miras con tu cara más tierna,
me dices que ya no estás enferma,
y me entrelazas con tus piernas...
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La ventana de mis mundos pequeños

Te abrí las ventanas
de mis mundos pequeños,
las cerraste sin darles a las mañanas
la luz del sol de tus sueños.

Tu presencia es sed
cuando supo ser frescor de manantial.
El tiempo huele a hiel
cuando fuiste aroma primaveral.

Son barcos mis pensamientos,
anclados en el puerto del desvelo,
Quieren zarpar del insomnio
para navegar en el consuelo.

Son mis ansias
jinetes que no descansan,
corren detrás de dichas
que nunca se alcanzan.

Deja vacíos como páginas en blanco
Tu desmemoria.
Borraste todo lo nuestro
del libro de nuestra historia.
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O labirinto do caos e da agonia da razão. (Ensayo)

O labirinto do caos e da agonia da razão.

Tudo isso existiu e, depois, deixou de existir, sem que seja motivo de vergonha nem de ofensa para ninguém.
Não projectemos as nossas concepções e avaliações modernas sobre os tempos idos, e sobre as pessoas que neles viveram,
porque o anacronismo é o maior pecado que se pode fazer quando se lida com o passado…
as expressões de nossos pensamentos são condicionadas e limitadas pelos vocábulos existentes em nosso idioma.

Só que hoje parece que entrámos num mundo surrealista, onde os responsáveis fazem as declarações mais inacreditáveis,
com ligeireza e insensatez que tocam as raias da loucura.
Quando acontecer, já a mortandade e o terror deixaram de ser notícia, e o mundo, dessensibilizado, terá adquirido outros hábitos para poder viver com o problema que, como doença, se fez crónico.

Desse modo, surge uma nova concepção de sujeito, resultando em identidades contraditórias, inacabadas e fragmentadas.
Torna-se perigoso quando não se é entendido no assunto. Ainda assim, há quem não esteja completamente convencido.
Quando desperta, não se recorda de nada do que aconteceu durante seu sono.
Mas é fácil contestar esse tipo de afirmação, uma vez que apenas o convívio não é capaz de formar seres conscientes de seus atos, nem capacita-os para desenvolver o pensamento crítico que os levaria a agirem de acordo com uma compreensão mais profunda sobre a vida… com a formação do homem como um ser completo, não apenas detentor de conhecimento,
uma vez que o homem não é apenas um ser racional, mas um ser que sente, que tem vontades,
e principalmente capaz de transcender a si mesmo.

São essas e outras coisas datadas que lhe dão a profundidade da memória e uma identidade no decurso do tempo.
Cada ser humano escreve a história de sua vida nas páginas mentais, isto é, nas células do cérebro.
Quando dizeis que vos lembrais de alguma coisa, o que quereis significar é que estais voltando a uma página anterior
de vossa própria história, que vós mesmos escrevestes.

Da mesma forma, se o mundo e tudo que existe é necessário, não há lugar para uma vontade livre,
uma vontade não condicionada.
Qualquer vontade é determinada por fatores conhecidos ou desconhecidos, que por sua vez, são determinados por outros fatores, até que em determinado ponto da seqüência a vontade (ou a mente) não tenha mais controle sobre estes fatores.
Desta forma, a vontade é determinada em última instância por fatores que desconhecemos e sobre os quais não temos controle.

Os homens, sujeitos às paixões e iras, são inimigos uns dos outros por sua própria natureza. Para lá das nossas emoções e da nossa parcialidade, gostemos ou não do que essas coisas representam, não podemos esquecer que elas fazem parte da nossa história. Portanto, devemos deixar a arrogância de lado e nos contentarmos com o fato de que não somos tão especiais e racionais quanto pensávamos.
Somos apenas primatas bípedes em um planeta que já existia antes de nós, e que, provavelmente, continuará existindo quando nos extinguirmos como espécie… mundo é sempre uma intermediação entre o que existe e nossa percepção;
não existindo uma realidade absoluta. Portanto, a prática de nomear, cuja talagarça é a gramática, não passa da criação de um sistema de categorias para formar os conceitos pelos quais o homem toma os nomes que coloca nas coisas como entes em si mesmos.

Embora a palavra inventada consista apenas numa metáfora, ela se converte num conceito universal e geral de uma experiência singular, e absolutamente particular que o intelecto sentiu numa lida ocasional com o real.
O mundo verdadeiro não serve mais para nada, pois se atingiu o que se buscava determinar ao longo dos séculos de processo metafísico. Temos aí a requisição que promove o surgimento de um discurso acerca da causalidade.
Em meio ao vir-a-ser do fenômeno nos sentimos tocados pela requisição do fundamento de sua determinação ontológica.

Educar para a vida e para a formação completa de um indivíduo é algo impensável nos dias atuais…
ela está assentada na ficção do sujeito que tiraniza a existência por forçar o real a se ajustar às suas idealizações racionais.
A grande maioria dos educadores estão aprisionados em seus hábitos pedagógicos, talvez por comodismo, ou mesmo por estarem tão enraizados em suas ações que se tornaram incapazes de perceberem que para educar um aluno, é preciso estar constantemente educando a si mesmo.

Essa educação de si mesmo compreende a sua formação integral, não bastando apenas o conhecimento intelectual das coisas, mas a compreensão do seu ser enquanto sujeito social e espiritual.
Este algo criado são as interpretações metafísicas, científicas e morais do mundo, da existência e das circunstâncias nas quais um determinado tipo de vida está necessariamente lançado.

Se por um lado amarga-se a falta de segurança e dos pontos de referência, por outro, aumentam os espaços limpos para novas construções. Esta é uma nova maneira de pensar a vivência, como uma conduta criadora. O caminho não existe. Por conseguinte, faz-se necessário construí-lo, e isso é responsabilidade de cada um. A criação é uma atividade a partir da qual se produz constantemente a vida que, por sua vez, está em devir.


Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez.
(Tanto del texto como de la imagen)


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Las migajas...


Sin dejar huellas hundidas;
no hay migajas que encontrar.
Danza de gotas de lluvia,
brillos de luna,
flores de Azahar.

La pasión que nos hace vibrar
natural e insoslayable,
plenitud llena de vida;
el umbral tu cuerpo entero,
la riqueza sensorial.

Como fantasmas
en el ocaso del tiempo.
Entre penumbras
las figuras del silencio.

Se transportan las miradas,
allanando con destellos,
fusionando los sollozos,
el aroma de la piel, las sonrisas,
no hay palabras; un susurro.

Nos embiste en el suplicio
un erizo en todo el cuerpo.

Logra sostenerse el alma,
primordial deseo se consume frente a mí.
Exorbitantes rodeos, te sigo, me persigues.

En la víspera de la puerta oscura,
al cruzar desaprendes el andar sin tropezar,
un pretérito imperfecto.
Incertidumbre que transita hasta quedar unido a ti.

Sudoración que navega y se expande entre dos cuerpos
entrelazados desde la piel hasta los huesos;
pócima ideal que alimenta al universo.

Los sentidos no gobiernan.
Mitomanía insensata que me ata la conciencia.
Entes que se contraen en un solo reflejo.

La cordura me desata.
La verdad es absoluta; eres real,
eres mi sueño, ya he probado tu existir.
Trémulas gotas de lluvia
en la profundidad de la noche; son respiros.
Se ha mezclado tu alma en mí.

Luna y viento son testigos;
cubren los rostros con aliento de suspiros.
Te has quedado cobijada entre mis brazos,
te sumerges en el mundo de los sueños,
no has huido, de la mano junto a mí.

Onírica locura que se queda entre mis manos;
el aroma de la lobreguez de tu pelo,
el grato sabor de tu piel, de tus labios.
La combinación perfecta que nos guiara al ocaso sin recordar,
sin migajas que buscar en el transcurrir del tiempo.



Por: WilyHache ®

13 de octubre de 2018
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Lorca In Memoriam (Gran Poeta andaluz y universal)

19 de Agosto.
“Pena negra”.
Madrugada.

(“Las piquetas de los gallos
cavan buscando la aurora”).

“Moreno de verde luna”.
Frente ancha, despejada.
………………………….
Por el barranco de Víznar
suenan pisadas…
………………………….
Voces de muerte que corren
por toda Sierra Nevada.
………………………….
Invisibles,
en la Torre de la Vela,
tañen campanas.

Calla Albaicín…
Llora la Alhambra…
Al Darro una lágrima
resbala.

Arriba en el Sacromonte,
Heredias rompen guitarras,
corazones malheridos
por espadas.
Cante jondo
que se apaga…

En el cercano convento
(“silencio de cal y mirto”)
reza la monja gitana.

Gritos de duelo se escapan
de la casa de Bernarda.
Yerma escucha…
Poncia calla…

La brisa que corre trae
torbellinos de palabras.

Con aroma a hierbaluisa,
a toronjas y magnolias,
galopan tres caballistas.

Moreno de verde luna.
Con Antoñito el Camborio
e Ignacio Sánchez Mejías,
te fuiste…

No a las cinco de la tarde…
(“jaca negra, luna grande”)
Horas del alba serían.

Y Gibson sigue buscando
tu huella en la noche fría
por la Vega de Granada.

“Y al fondo un campo de nieve…”
de versos y de palabras…

María Prieto Sánchez.

Marzo de 2010

Recordando a mi admirado Federico García Lorca y a su bellísimo mundo lorquiano.
(Los versos entrecomillados son suyos.)
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Callejuela

Jirón azul
de enmarañado cielo.
Poliédrica desnudez.
Geometría de luces
y de sombras angulares…
De contornos paralelos
y simétricos silencios…

Silencio de cal,
silencio gris,
verde silencio…

Custodiando la calleja,
esmeralda y fuego,
un naranjo solitario.

En la húmeda quietud,
(parabólico empedrado)
vibra el eco de mis pasos.
Y en el verdinegro suelo,
roto el sosiego,
como línea discontinua
queda olvidado mi rastro…

Texto y foto:
María Prieto Sánchez
Enero 2018

(Dedicado a esta preciosa callejuela de Valdelarco en la Sierra de Aracena, Huelva.)
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Mi corazón es una ciudad, la ciudad más pequeña del mundo

Mi corazón
es una ciudad, la
ciudad más pequeña del mundo.
No hay mercado desordenado,
no hay un gran número de residentes.


Solo hay una hoja,
solo un racimo de flores,
oculto en secreto: el
afecto de mi infancia ...
Mi sueño
es una ciudad, la
ciudad más pequeña del mundo.


No hay templos sagrado, ni tumba sagrada,
tranquila y sencilla...
Solo hay una bruma,
solo una brisa,
y tranquilamente unida a ellas,
la inocencia de mi infancia ...


Y las flores frescas en el campo de trigo
sacuden las cortinas del alba.
¡Ah!, soy una ciudad pequeña, la
ciudad más pequeña del mundo.
Solo puedo vivir una persona,
Un soñador
mi amor,
mi amor !ah¡
¿Por qué no vienes?




Che-Bazan.España
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Siéntate y escucha

Siéntate
y
escucha,
el sonido de la lluvia,
caer
a través de la ventana
contra el suelo sucio;
limpio
después de tanta agua
bajada desde el cielo,
en busca
de un golpe
certero
,
contra el cemento
que cada día pisan
los que habitan
en este mundo,
este mundo incierto.
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Una historia

“Me enredó tu boca
cuando tus versos leía
besando mis labios
creían que eran besos
para el Alma mía…

Me enredó tu osadía
de escribir obsceno
versando de sexo
tocando mi cuerpo…

Me enredó tu aliento
sin darnos un beso,
besó mi boca,
devoró mis labios…

Me enredó el suplicio
de verte, de oírte
de abrirmi mente,
hasta desbordar
en ganas de tenerte…

Me enredé,
perversa lujuria
te apoderaste
de todo
dejando desnudo
mi cuerpo,
y vacío mi mundo…

Me enredaste
y fuiste eso
enredo, deseo
obsesión, fantasia
y acabado orgasmo…”
(Lola)
.
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Vivimos en un mundo...

Vivimos en un mundo,
en el que algunas familias,
por cualquier motivo,
me da igual cuál,
odian a sus hijos.

Vivimos en un mundo,
donde sólo unos pocos amigos,
Son tu único motivo,
y pequeña esperanza,
para seguir.

Vivimos en un mundo,
donde los animales,
te dan todo el amor,
que ellos tienen,
y no te cambiarían,
Por nada.

Vivimos en un mundo,
en el que alguien
sufre por culpa de otro alguien,
y por ello quiere morir,
y se corta.

Vivimos en un mundo,
donde el dinero,
vale más que cualquier cosa.

Vivimos en un mundo,
donde se prefiere
el físico, en vez del intelecto,
o al menos el interior.

Vivimos en un mundo,
donde hay personas,
que se operan,
Para ser lo más perfectas posibles.

Vivimos en un mundo,
donde la gente humilde,
es la que sufre,
y la persona deshonesta,
y egoísta... Viven muy bien.

Vivimos en un mundo,
en el que no se lucha,
por la igualdad de condiciones,
por la justicia.

Vivimos en un mundo,
donde a nadie se le acepta
realmente del todo,
porque es imperfecta.

En mi opinión,
la sociedad será perfecta,
cuando nos demos cuenta
y aceptemos, que la humanidad,
es imperfecta.

Vivimos en un mundo,
en el que ni nuestro planeta,
no se respeta.
Así que...
imagina el respeto,
que hay entre nosotros.

Vivimos en un mundo,
donde LUCHAR,
Es el verbo principal
En vez de DISFRUTAR.

¡MUCHAS GRACIAS!
Esti
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Adicción

Disfraz multicolor de la mentira,
singular egolatría sin piedad destroza el alma.
La desilusión del amor que te acompaña,
alimento de fantasmas que han perdido la señal

Falsa recompensa que te ofrece un paraíso,
placer inocuo la felicidad de la nostalgia.
Oscuridad que transforma la belleza,
rompes ilusiones, sueños de verdad.

La soledad del soliloquio te defiende,
respuestas a preguntas que no existen.
Trepidaría agonía que desata la moral
vuelve a tus ojos de día a pesar de la oscuridad

Desata la lucha sin tregua,
con el amor de verdad
que arrebata y te sujeta a la caída.
Estiro mi mano para poderte salvar.

Sentimientos de nobleza.
Cubren llantos de la lluvia,
lamentos de los diferentes tiempos,
te amos perdidos de fe

No sueltes la mano amor de verdad.
Adicción que mata el pensamiento,
almas de mundos que sufren.
Quédate una noche más

Determinismo que combate realidad
Abandona el paraíso,
vive la vida con verdad.
Un día a la vez es la lucha
que te dará la señal…



Por: Wily Hache®

21 de octubre de 2018
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" Sin mi... "

Yo no me resisto
cuando al viento pasas
despeinando cada pensamiento
haciendo de mis mejillas caricia
enfriando mi boca
congelando mis palabras
donde crees que olvido nombrarte
sin saber que mis labios mueren
en cada suspiro, por besarte…

Y me desnudo a tu paso
para hacerte el amor con la piel
y guardarte envolviéndome
y me perfumes
con todos los aromas
que del mundo mezclas
sólo para amarme a mi…

Me rindo sin batalla
me entrego a la locura
de amarte, en el viento
besando al mismo aire
provocando tu llegada
cada día
con una trenza
en la espalda
para despeinarme
en la pasión de tu abrazo
siempre de paso
a otros destinos
sin mi…
soundcloud.com/lola-bracco/al-viento-pasas-poesianomada (Lola)
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Folklore

Llevo en mis venas la sangre
indígena de mi pueblo querido,
aquel que te piensas, desapareció,
pero en realidad, vive y late
en mi corazón...

Mi espíritu baila al son,
interpreta las vibraciones
de mi tierra Maya y Azteca,
incluyendo majestuosas
influencias africanas y europeas...

Quiero con expresiones faciales y
corporales, mi lindura y galantería...
en mis pies los taconeos
y en manos el arte de ondear
sombreros y faldones, adornados
con autóctona bisutería...

Llevo en mi baile el teatro de la vida,
que mi pueblo ha actuado
desde los principios de las
civilizaciones, entregando el alma
en la duela, sin condiciones...

Mi atuendo y coreografía
son del mundo, de los más
bellos, porque en ellos
se expresan a perfección,
los colores de los sentimientos
la lucha y la alegría...

Letizia Salceda,,,
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CUENTAN LOS ESTUDIADORES... (En Castellano Medieval).

CUENTAN LOS ESTUDIADORES
(Experimental en Castellano Medieval).


Vosotros, criados, que tanto mostrais
si puede librarvos del mal que esperais.
E libro del mundo e de su pasion
si fue que por todos pasaste la muerte
las glorias del mundo son muy abreviadas
e todas caducas al fin como sueño
sabed que son dones del mundo quitados.

Caer recelan los muy poderosos
e temen los ricos sus bienes perder.
Los sabios han miedo de su peligrar
sus muchas virtudes por todos loadas.

Por tu cauto modo avrán gran renombre
muriera la fama de sus subcesores
Tan grandes séyendo los cuales
su nonbre se viera sienpre callado.

Asi como cuando la nuve se para
que da tenebrura, delante del sol.
Y en son de tristura, queda la tierra
despues de mirada la triste vision.
De ser muy lloradas son cosas por cierto
que más bien quisiera absente de aquello.

Non paresce ser bien fecho
grant secreto equí yase.
Nescedades de otros usan
al que dice las verdades
que le quiebran la cabeca.
Nunca yo seré covarde
et por onrra e por provecho
a buen fin e sin mestura
como en ella es contenido.

Tajen plumas escrivanos
et sotiles alquimistas
coxos, mancos, mudos, ciegos.
Cada punto con su raya
noten bien si ay falacia.
Ca sin falta nin sagacia
do aprendí faser borrones.

De sciencias espantantes
como quiera que mi pluma
de escrevir se va enojando.
De tan acidente grande
que la llama que mas arde,
tal error et tanto mal
non lo vieron los nascidos.

Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez.
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Dibujando entre olivos

Rodeado de olivos sin necesitar otra cosa del mundo, pasaba las tardes con su caballete de dibujo y entre los trazos que aquel lugar le inspiraba.
Hoja color sepia, lápices de piedra negra en el bolsillo y, escondidas bajo su camisa, un par de cervezas sustraídas del bar de su padre. Si Benita se enteraba, tendrían bronca por despistarse ante la pillería del hijo. El médico desaconsejó el alcohol y, mientras su madre era estricta, el padre hacía la vista gorda.
Desde el accidente, la mente de Pablo era esa hoja vacía de color sepia, que sus dibujos iluminaban con el rostro de una mujer y un niño que le sonreían. No sabía quiénes eran pero, cada tarde le esperaban entre los olivos.



Publicado en la Asociación solidaria cinco palabras:
cincopalabras.com/2018/09/16/escribe-tu-relato-de-septiembre-iii-lili-
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puede liberar

al fin, un día te diste cuenta
y supiste lo que tenías que hacer.
no fue fácil, lo sé.
las voces a tu alrededor,
y dentro tuyo, batieron alto sus alas deformes.
dejando el camino lleno de cicatrices,
de lugares cansados y una casa vacía.
pero vos no tuviste miedo ya.
no dejaste que las voces envenenaran devuelta el río,
ni siquiera te detuviste a enfrentarlas o maldecirlas.
ya no sentís la soledad como una amenaza, ni las horas difíciles como una condena.
fue tremendo.
lentamente, en penumbras, sin público
hubo una voz singular, que reconociste
y que apagaron las falsas luces del mundo,
los sabios conceptos, los salmos sin vida.
dejaste nacer tu voz.
ahora es ella quien te acompaña, cada vez
más profundo, más amable, más fiera.
la voz despierta hace lo único
que está destinada a hacer,
liberar la única vida que puede liberar.

ɐ u ǝ ɹ o L
ǝ l ɐ ɔ o ı C
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no nací para encajar

no nací para encajar
en el mundo.

sino

para dejarme
deshacer
por la suave absorción
de la tierra

y
despertar de él.


ɐ u ǝ ɹ o L
ǝ l ɐ ɔ o ı C
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18
10comentarios 98 lecturas versolibre karma: 145

Ha desaparecido la" H" han colocado un dos

¡Ya está bien !
¿Dónde habéis metido
mis bártulos de escribir?.

Que me encerrarais
en la nevera unos meses
como broma me parece genial,
pero esconder mis papeles
y esas cosas de publicidad
que sueltan tinta no tiene puta gracia.

Mejor hubierais pillado el piojoso sofá
o la tele que aún porta un suculento culo.

¡Ya os vale mamones!.

Al menos ya estoy fuera.

Buenos días, buenas tardes, buenas noches,
bienvenidos al segundo acto:

"Espectro comensal".

No se ha podio reformar bien el hotel
se le ha caído la "H",
y tirando de chapuza e improvisación
abrimos sus puertas
asumiendo todas sus consecuencias.
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"Tu mundo y el mío"

Micropoema:

Quisimos construir un mundo
en el que tus sueños copularan
con los míos, más tus sueños se
volvieron infertiles al rigor de
lo que fueron tu mundo y el mío.
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17comentarios 88 lecturas versoclasico karma: 124
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